Capitulo 1.

Recebendo a missão.

O entardecer em Konoha denunciava o fim do inverno. Resíduos do festival de inverno ainda permaneciam em diversas lojas que atraiam e disputavam entre si a atenção da população da vila.

- N-Naruto-kun, o que vamos fazer agora?- Hinata abraçava os próprios braços. A sua frente a tigela mal tocada de rámen servia de aquecedor para a morena.

- Não sei, eu...

- Naruto, porque não a leva para casa? – o tio do rámen apontava com a concha o céu já escurecido. – já é noite e a moça deve estar cansada. – afirmou. Em instantes Ayame aparece e recolhe as tigelas.

- Sim. Obrigado tio! – levantando do banco onde estava Naruto se preparava para pagar pela refeição quando ouve do tio que aquela noite era por conta da casa, uma comemoração pelo primeiro encontro do casal. Constrangidos Naruto puxa Hinata pela mão a arrastando dali.

- Naruto-kun, mais devagar. – Aos tropeços Hinata tentava acompanhar Naruto que disparava a frente. Com a aproximação dos portões do clã, Naruto diminuía o passo e freando a alguns metros de distância desvia o caminho e caminha lentamente até parar diante a um pinheiro coberto de neve.

- He He foi mal, Hinata. Acho que me empolguei. – Naruto coçava a cabeça, o grande sorriso iluminando seu rosto marcava o desconcerto do rapaz. –desculpa.

- Não se preocupe Naruto-kun. — ela o segura pela mão brincando faixa que a cobria. — Eu me diverti. –Sorriu gentil. Naruto a envolveu nos braços devagar, a aquecendo com o toque delicado de seus lábios mornos sobre a testa fria da morena.

- Obrigada Hinata. – disse. O abraço foi afrouxado e Hinata inclinando-se na ponta dos pés cola seus lábios nos de Naruto de maneira rápida e inocente. – Hinata...

- Até amanhã, naruto-kun. – desvencilhando-se do abraço Hinata caminhava rapidamente até os portões do clã. O rosto quente de vergonha mantinha-se abaixado cobrindo o sorriso tímido que ameaçava se formar entregando-a de imediato pela felicidade contida no coração.

- Até amanhã, Hinata.

- Uzumaki Naruto. –disse o anbu descendo de uma arvore. — O hokage deseja vê-lo agora em sua sala. — e em um movimento súbito de mãos o anbu desaparece em fumaça.

- Droga! Que susto que esse cara me deu Dattebayo.

O vento batia gelado levando consigo os cabelos de Hinata que distraída com os próprios pensamentos movia o corpo de forma mecânica até a casa principal do clã onde o pai a esperava na porta.

- Estou de volta. Pai?

- Onde esteve?

-Com o N-Naruto-kun.

Revirou os olhos. – Hinata, você... – o olhar caindo severo sobre Hinata enquanto falava. – desmarque o que tiver que fazer para amanhã a noite. –Hinata assentiu confusa. — amanhã o conselho do clã irá decidir sobre sua nomeação a líder.

Apoiando-se sobre a cadeira a sua frente Naruto observava pela janela a vila imaginando-a se desenvolver e a nova geração correndo em direção a academia recém- restaurada.

-Que bom que já chegou Naruto.

- O que é tão urgente Kakashi-sensei? – disse colocando-se de frente para o Hokage. – Aquele anbu quase me matou de susto Dattebayo. –Naruto esbraveja escandaloso atraindo a atenção dos demais que apenas passavam pela porta. Kakashi com os ouvidos tampados se senta e abrindo a primeira gaveta retira alguns pergaminhos lacrados que prenderam a atenção do loiro no mesmo instante. – pra que isso Kakashi-sensei? Alguma missão nova? –Naruto estendeu a mão para pegar o mais próximo que rapidamente é retirado pelo Hokage.

- Não seja apressado Naruto. Ainda tem alguém para chegar. – Ao som da palavra a porta é aberta e por ela Uchiha Sasuke se faz presente na sala. –bom, agora que estamos todos aqui já posso começar Naruto.

- O que? Sasuke-teme, quando voltou?

- Depois você se informa Naruto. –Disse sério. O olhar alternando entre os ex-alunos. – A missão que tenho para vocês é de extrema importância. – Kakashi ergue o primeiro pergaminho. – uma missão nível-S.

- Que missão é essa? – Sasuke disse.

- Uma missão de busca. – explicou. Atrás de si o vento que entrava pela janela dava ao ambiente um tom áspero. –Um pergaminho há muito tempo perdido.

- Um pergaminho? – Naruto ergue as sobrancelhas incrédulo. – Por que esse pergaminho é uma missão nível-S sensei?

- Esse pergaminho foi perdido durante a primeira guerra ninja. O pergaminho contém segredos sobre uma kekkei Genkai poderosa de um clã perdido. – completou abrindo o segundo pergaminho sobre a mesa.

- Que tipo de Kekkei Genkai? — Sasuke se aproximou da mesa. Os olhos fixos ao pergaminho estendido pairavam sob algumas imagens sem forma no centro do papel.

- O tipo que pode destruir a todos nós.

- Para de enrolar Kakashi-sensei! Dattebayo!!

- A técnica permite que você aprisione permanente a alma de seu oponente e assim utilize seu corpo como uma marionete.

- E como isso pode ser uma Kekkei Genkai?- disse Sasuke.

- Somente um individuo desse clã pode usar esse jutsu. É algo ligado a literalmente o sangue deles.

- Mais se esse pergaminho está desaparecido então porque está nos contando tudo isso agora sensei?!- Naruto disse e bufou. As mãos postas atrás da cabeça realçavam seu desentendimento para com a situação.

— Exatamente. –sorriu– A missão de vocês consiste em trazer esse pergaminho até konoha. – Kakashi passou a mão sobre o pergaminho. – Em missão alguns anbus relataram o aparecimento de boatos sobre essa técnica poderosa e que de acordo com a descrição que eles fizeram a aldeia do som estaria de posse da técnica.

- Só isso? – Sasuke agora apoiava o único braço à mesa. Completou: – A vila do som não é mais um local habitável, por motivos óbvios aquele lugar virou um deserto.

- Mesmo assim o menos provável é o mais possível, Sasuke. – Kakashi apontou no mapa. – Apesar de “inabitada” como você disse ser, ainda há a chance de que o pergaminho esteja por lá. Vou mandar vocês dois até lá para averiguação e busca. Os outros Kages já foram avisados sobre isso e concordaram em colaborar.

- Tranqüilo! Dattebayo!!

- Entretanto... — Kakashi riu. — a missão de vocês só acaba quando tiverem o pergaminho em mãos.

-O QUE???

Notas finais
Comentem!!!! não sejam leitores fantasmas, pois o comentário de vocês motivam a continuar escrevendo. u.u