Notas iniciais
Obrigada por vim até aqui, boa leitura!

Silêncio, vós estais se deteriorando por dentro.

Bom, pelos próprios atos, não é mesmo?!

É assim que eu sempre os vi,

Se deteriorando.

Um momento,

Vamos escutar os vossos gritos de socorro,

Daqueles que logo serão abatidos.

Deveriam ficar calmos,

E "conformados", digamos.

Que piada desgostosa são vossas vidas desagradáveis!

Juro que não é descuido meu articular isto,

Pois tenho experiência em reconhecer uma.

Dei-lhes muito tempo,

Muitas chances para não errar...

Mas trilhares um rumo asqueroso,

Que talvez não aja volta.

Uma das coisas que ao passar do tempo sempre observei:

Vós sois apressados!

Oh, se são!

Querem logo o resultado.

Digo-lhes que:

Eu sou o resultado,

Este que foi criado por si mesmo.

Sinceramente,

Isto não é de me surpreender.

Vós sois o começo de todo o desastre,

E eu,

Só acabo com eles mais rápido!

E ainda eis de questionar a saída do próximo,

Eu ajudei-o,

Ajudei-o a não sofrer mais!

E continuam a declamar:

"A vida é injusta!"

Ou injusto sois vós consigo mesmos??!

Oras! Vós sois cabeças ocas,

Não sabem responder vossas próprias perguntas!

Tantos temem a mim,

Outros já me usam como opção!

Covardes!

Fogem daquilo que os perseguem!

Fogem daquilo que vós mesmos causaram!

Eu sou o vosso descanso.

Sou o fim de tudo o que passares.

E restam aqueles que querem ser lembrados,

Também morreram,

Sofreram com sua perda,

Talvez miserável,

E isto nunca me sacia,

Recolher mais e mais.

Na minha mera conclusão,

Só tenho algo a desejar para vós:

Que o resto do seu próprio resto,

Tenha pena de ti,

Raça pecaminosa!

Oh, espécie nojenta,

Que caminhas sobre o solo que vós mesmos plantares a dor!

No final vindes a mim,

O recolher!

Eu, a morte,

Serei uma incógnita para vós.

Notas finais
Obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!