O mistério de Múringan

10 Capítulo 10 - Armação para si


Notas iniciais
finalmente Philip apareceu, leiam.

–Moleque! Acorda, você precisa comer.

–Não, você não manda em mim.

–Agora sim, anda! Ou então...

–Não! Eu como, não quero ficar perto daquele defunto.

–É bom mesmo, estou cansado de você.

Após o cara sair, Philip chorou, não suportava mais aqule odor de esgoto, apenas dentro de um cubículo. Não tinha como fugir, os sequestradores prenderam-no e estavam de vigia do lado de fora. Havia uma tubulação onde passava o ar frio, mas ela é muito estreita, só um rato passa por lá.

Philip pegou sua comida e deu a uns ratinhos famintos que não tiravam os olhos dela. Apesar de estar naquele cubículo, queria sua mãe, sua tia, seu primo Brent, estava com medo, não aguentava ficar mais ali sentado, pensou: “Não quero ficar aqui para depois eles me matarem, ou irei morrer de medo, tédio e meus pulmões não irão aguentar este cheiro”.

***

–Chefe! Sim, já dei a comida a ele... , não, mas irá apagar logo e então levaremos até Múringan, he he he.

–Buraco!

–Sim senhor!

–Pegue uma vodka para o seu chefe, ele está precisando e... , vê se não enrola com as vadias.

–Sim... , senhor.

–Joel!

–Sim chefe

–Vamos logo com meu almoço, estou com fome.

–Já est... , esta, tudo pronto ch..., chefe.

–Hora, então porque não me chamou.

–Est... estava esperando o senhor terminar ch... chefe.

***

Já estava ficando escuro, Philip viu os ratos apagados, pegou sua lanterninha escondida em seu bolso e escreveu uma carta com uma pedra e um papel higiênico (o cubículo era um banheiro abandonado) e ficou sentado num canto esperando os caras irem buscá-lo, pois já sabia que iam fazer com ele e estava preparado. Não queria deixar nenhuma pista para eles desconfiarem que estava armando, pegou os ratos e escondeu-os atrás da privada. Deitou-se e fingiu dormir.

Philip foi levado, não sabia para onde estava indo, estava com os olhos vendados e as mãos amarrada, sentia cheiro de ar fresco, não ouvia mais barulhos de água e nem sentia que estava em um navio.Escutou o som de um carro andando, não, estava em um carro andando, uma caminhonete.

Conseguiu se soltar, a amarra estava frouxa. Tirou as vendas e quando abriu os olhos, arderam, já estava acostumado com o escuro. Estava numa estrada arborizada, seguindo caminho a uma casinha estranha lá no fundo. Viu uma grande plantação de milho, que pelo visto estava sendo cuidada.

–E agora! O que eu faço! Não me lembro de nada, por onde saí e como vim parar aqui. Eu cochilei, não devia. –reclamou a si mesmo.

Philip olhou na janela, viu três homens, um alto e forte, outro alto e magro com uma feição horrorosa e um gordinho baixinho sentado no banco traseiro. Pegou sua lanterna de bolso e ficou brincando com ela, até que o carro soltou um solavanco e ela escapou de sua mão, caindo na beira da estrada...

Notas finais
boa leitura a todos.