Notas iniciais
Saa minna huehue zuera. Então pessoas, esse capitulo está mais focado na outra parte da história, mas tem uma parte com a Alícia espero que gostem *-* Boa Leitura

–Tayla só recebe mulheres, mesmo que eu vá até ela, ela não vai dizer nada para mim, ouvi rumores que nenhum homem jamais conseguiu ouvir a voz da encantriz – Disse Casimiro.

–Ora é só isso ? – Disse Danika após um sopro de alivio.

–Como assim é só isso ? Tayla não dirá nada a nenhum cavaleiro, não importa quem nós mandemos ela não dirá nada a nenhum homem – disse Casimiro inquieto andando de um lado para outro – Talvez devêssemos mandar uma tropa trazê-la até aqui.

–Não há necessidade disso – Disse Danika se virando e indo em direção á seu aposento – Eu mesma irei até Tayla e perguntarei a ela.

–Princesa isso é loucura – Disse Valentim indo atrás de Danika – A senhorita não pode fazer tal coisa, é perigoso de mais fora do reino.

–Ora Valentim deixe de besteiras, amanhã de manhã partirei, Siradel fica duas horas daqui à cavalo – Disse Danika subindo as escadas e abrindo a porta de seu aposento – Casimiro prepare o mapa e a localização da encantriz.

–Certo – Disse Casimiro indo em direção á seu quarto.

Danika fechou a porta de seu aposento e deitou em sua cama, sabia que tinha que estar pronta amanhã, pois uma longa viagem a esperava.

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–Alícia, vamos Alícia eu sei que você pode – Disse uma voz feminina.

–Não Alícia, como você pôde nos esquecer ? – Perguntou outra voz feminina só que agora mais infantil.

–Não, não, quem são vocês ? – Alícia dizia, queria sair correndo da floresta, mas ela estava paralisada de medo, e também estava cercada.

–Alícia como você pôde esquecer seus pais ? Seus irmãos ? Sua família ? – Perguntou uma voz masculina.

–Irmãzona – Disse uma garota saindo das sombras – Você é terrível, você é a pior se esqueceu de mim.

–Não, eu .. eu – Alícia tentava falar, mas sua voz não saia.

–Você merece morrer – Disse uma mulher saindo das sombras junto com uma faca – VOCÊ MERECE MORRER, SUA INGRATA.

A mulher começou a andar em direção a Alícia, balbuciando palavras desconexas, a pequena garota que estava observando começou a rir histericamente, então Alícia sentiu alguma coisa atravessar suas costas indo em direção de seu peito.

–FILHA IMUNDA – Disse o homem que havia enfiado uma faca no coração de Alícia.

Alícia acordou assustada, olhou para os lados desesperada, sua respiração estava ofegante e seu suor frio, seus cabelos desgrenhados e sua pele pálida, ao deparar-se que foi apenas um sonho olhou para fora da janela e viu a luz da lua iluminar o pouco que conseguia da floresta, respirou fundo e voltou-se a deitar sua cabeça sobre o travesseiro.

– Família – disse Alícia ao fechar os olhos e voltar a dormir

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–Princesa Danika ? Princesa ? Desculpe interromper, mas preciso falar com a senhorita, princesa ? – Valentim abriu a porta do aposento de Danika, mas não tinha nenhum sinal dela.

–Onde essa garota se meteu ? – Perguntou Valentim para si mesmo, indo em direção ao quarto de Casimiro – Príncipe Casimiro ? Casimiro ?

Valentim abriu a porta do aposento de Casimiro e adentrou o cômodo a procura do jovem, mas nem sinal dele também.

–Mas onde raios esses dois se meteram ?

Valentim saiu do cômodo, e procurou em tudo quanto era canto do castelo, nenhum sinal de Danika ou de Casimiro ambos haviam desaparecido, ele então resolveu ir até onde o rei descansava, mas antes de bater na porta ouviu uma voz estranha.

–Sofrendo tanto, acho melhor eu dar um fim nisso – Disse a estranha voz masculina.

Valentim rapidamente adentrou o cômodo e viu um ser encapuzado com uma das mãos sobre a barriga do rei e outra sobre a cabeça, balbuciando palavras estranhas.

–O que acha que está fazendo ? – Valentim gritou correndo em direção ao rei.

O ser encapuzado pulou pela janela, a quebrando em mil pedaços de vidros e desapareceu na penumbra da noite, Valentim rapidamente foi em direção ao rei e soltou um sopro de alivio ao perceber que seu rei estava intacto, pelo menos com nada à mais que seu coma.

–Valentim aconteceu alguma coisa ? Ouvi barulhos – Disse Casimiro as pressas adentrando o cômodo.

–Alguém .. tentou matar seu pai, chame os guardas mandem que fiquem de vigia, e você príncipe Casimiro fique alerta o castelo não esta mais seguro, para alguém conseguir passar pela muralha e por mais de 300 guardas, só pode haver duas opções, ou alguém aqui de dentro do castelo facilitou sua entrada ou ele irá acabar se tornando nosso pior pesadelo, justo nesse momento que seu pai, vossa alteza está em coma, não poderia ter hora pior, agora vá e avise os guardas, eu vou procurar por Danika.

–O que ? Onde está Danika ?

–Sinto muito Casimiro, tenho suspeitas que sua irmã tenha sido levada pelo mesmo homem que tentou matar seu pai.

Casimiro começou a soltar um riso, fazendo Valentim se desconfortar mais ainda com o clima do lugar.

–Príncipe Casimiro, me perdoe, mas qual a graça ?

–Valentim – Casimiro não conseguia conter o riso – Você realmente acha que alguém tem poder o suficiente pra levar Danika ? Ou você se esquece do real motivo dos cabelos de Danika serem rosados.

Valentim começou a olhar para o chão e também não conteve o riso.

–E mesmo como eu poderia me esquecer de tal detalhe, faz tanto tempo que eu não vejo sua forma real que já tinha até me esquecido, princesa Danika, ou melhor, dizendo a Gilraen Anárion.

–Senhor Valentim, Senhor Valentim – Uma das empregadas gritava pelos corredores do castelo.

–Mas o que diabos aconteceu agora ? – Perguntou Valentim saindo do quarto do rei e indo de encontro a empregada.

–É a senhorita Danika, a princesa acabou de chegar, foi direto para o quarto, Valentim ela está machucada – Disse a empregada atropelando as palavras.

–Onde ela está ? Onde está minha irmã ? – Perguntou Casimiro interrompendo a conversa dos dois.

–No momento ela se encontra de repouso em seu aposento – Disse a emprega em direção á Casimiro.

Casimiro correu até chegar ao aposento de sua irmã, e adentrou no cômodo sem ao menos bater na porta, e se deparou com a figura de sua irmã deitada em sua cama lendo um livro.

–DANIKA – Gritou Casimiro.

–Sim ? – Perguntou a jovem princesa com um olhar tranquilo.

–Você está bem ? A empregada contou vagamente o que aconteceu, diga-me, o que houve ? – Perguntava Casimiro aflito.

–Exagero da empregada, eu estou bem, só levei leves arranhões por brigas com Félix – Disse Danika calmamente como se nada tivesse acontecido.

–Félix ? O que ele fazia aqui ? – Perguntou Casimiro.

–Ora Casimiro, o que mais ele viria fazer aqui além de tentar matar papa ? – Disse a princesa calmamente.

–O QUE ? ENTÃO FOI ELE AQUELE DESGRAÇADO – Gritou Casimiro andando de um lado pro outro fazendo gestos como se estivesse uma espada na mão – QUANDO EU ENCONTAR AQUELE DESGRAÇADO EU VOU ARRANCAR-LHE A CABEÇA, AQUELE LADRÃOZINHO DE MEIA TIJELA.

–Casimiro não se preocupe eu já mandei espalharem cartazes á procura dele, não deve demorar muito até que o tragam até nós.

–Danika ele é o maior ladrão que já se ouviu falar, não podemos nos dar o luxo de ficar de braços cruza .. – Danika o interrompeu.

–Ai Casimiro tudo bem, está bem, mas agora se retire, preciso descansar.

Danika se virou para o lado e pôs-se a dormir, Casimiro rapidamente se retirou do cômodo a deixando sozinha, o silêncio daquela noite era inquietante, a princesa rodava de um lado para outro da cama, seus pensamentos estavam à milhão, ela queria saber o que diria á Tayla quando estivessem cara a cara, queria saber como a tal encantriz ajudaria seu pai e o preço que isso custaria, mas acima de tudo seus pensamentos tornavam a todo o momento para Félix.

–Aquele desgraçado – Sussurrou Danika para si mesmo, com ódio nos olhos – Como ele sabia ?