O misterio da camara
7 Capitulo 7- ja faz 11 anos.
Notas iniciais
Na manha seguinte que recebi o bilhete anônimo não me lembrava de nada a não ser da dor que me acompanhou nos dias seguintes. Não tenho dormido direito, ouso vozes me chamando que não se parecia com nenhuma que eu conheça. Então antes do amanhecer fui para a sala comunal, onde pensei que não houvesse ninguém... bem estava muito enganada.
– Oi Lira, como voce esta?- falaram todos do time de quadribol, menos Fred, Angelina e Harry que ainda não estava ali.
– Olá pessoal, estou bem obrigada- disse eu tentando desviar o olhar de Fred e Angelina que estavam sentado um do lado do outro de mãos dadas, me controlei para não fazer nada similar com que fiz para Neville
– Que bom que voltou para o time Lira. Estou muito feliz- disse Olívio empolgado.
– Ah, não Olívio, eu só vim pra cá por que não consigo dormir, mas pelo que vejo vocês estão em reunião e não quero atrapalhar, com licença- disse subindo a escada.
– Que pena, pensei que tivesse mudado de ideia, mas não precisa sair daqui Lira só estamos esperando o Harry para descermos no campo. Olha já que esta aqui pode falar que estamos esperando ele por lá?
– É claro Olívio, podem ir.
– Obrigada Lira, vamos pessoal- disse Olívio saindo com o restante do time, Fred olhou para mim e abraçou Angelina, fingi que não notei e sentei no sofá e peguei um livro que estava em uma mesinha.
– Colin, agora eu não posso falar com você, estou atrasado para o treino- ouvi meu irmão falando ao descer as escadas.
– Posso ver o treino? Eu nunca assisti ao Quadribol, por que eu vivia no mundo trouxa, e não havia esse esporte lá. Ah, como sou imbecil você também vivia no mundo trouxa- disse Colin.
– Acho melhor não, você não iria gostar. É muito chato- falou Harry que já estava irritado- Bom dia maninha, caiu da cama?
– Oi Harry, estava sem sono.
– Olá Ravenna.
– Oi Colin. Harry, estão te esperando no campo.
– Estou indo, tchau.
– Me espera Harry, também quero ir.
– Colin não, você vai andar comigo por ai, depois vamos ver o treino combinado?- ele assentiu- Harry pode ir eu cuido do Colin- sussurrei ele concordou, me deu um beijo na testa e saiu.
– O que vamos fazer primeiro?- perguntou Colin.
– Eu não sei... Você disse que nunca tinha vista um jogo de quadribol? Quer ver o treino?- ele disse um sim entusiasmado- vamos lá então, acho que podemos alcançar Harry, eles vão pegar o equipamentos e vão para o campo- saímos.
Colin não era tão chato quanto parecia, ele só queria descobrir o mundo novo em que ele agora estava vivendo. Ele queria saber tudo sobre o quadribol, então enquanto íamos para o campo expliquei cada função dos jogadores e os equipamentos do jogo.
– Você jogava no time, não é mesmo?
– Sim Colin, eu fui artilheira.
– E você gostava? Porque saiu?
– Muito, bom eu sai por que...
– Bela!!!- disse Cedrico me abraçando forte- como vai?
– Oi Cedrico, eu estou bem e voce? Parece um pouco abatido.
– Não se preocupe comigo Bela. E voce, não esta triste pela volta do namoro da Johnson e o Weasley né?
– Eu não sabia que eles tinham voltado- disse tentando esconder a tristeza- eu nem me importo com isso.
– Sei... entao para onde estao indo?
– Colin nunca assistiu a um jogo de quadribol, resolvi leva-lo ao treino da Grifinória.
– Mas a Sonserina reservou o campo hoje para o treinamento do novo jogador, sei disso por que nos íamos treinar hoje mas Flint nos barrou.
– Nesse caso acho que vou avisar o Olívio, nem quero ver a cara dele quando o time da Sonserina chegar no campo.
– Vou indo também, ainda não avisei os jogadores que hoje não vamos poder treinar, tchau Bela- disse ele bagunçando meu cabelo- tchau Colin- apertou a mão do garoto e foi.
– Vamos Colin, antes que aconteça uma catástrofe naquele campo- saímos correndo em direção ao campo e quando chegamos, lá Hermione e Rony me chamaram.
– Viemos assistir o treino. Voltou para o time Lira?- perguntou Rony.
– Não, porque todos fazem a mesma pergunta? O time da Sonserina vai treinar o novo jogador deles, tenho que avisar o Olívio- disse andando até os jogadores.
– Espere por nós- disse Hermione correndo atrás de mim.
– Olívio, Olívio!!!- gritei- preciso falar com você. Flint reservou o campo para o time dele.
– O que? Eu reservei antes- disse ele já estressado, mas piorou ao ver os jogadores da Sonserina entrando no campo- oque acha que esta fazendo Flint?
– Tenho permissão para ficar no campo Wood, professor Snape liberou o campo para treinar com nosso novo jogador- disse o garoto alto com um semblante debochado.
– Ótimo, mais um brutamonte- disse Alicia
– E quem é esse tal novo jogador?- perguntei curiosa.
– Eu- disse uma voz alegre e irritante, era Draco Malfoy.
– Você? Não me faça rir. Alicia pode ficar tranquila isso nem com poções viraria um brutamonte. Mas me diz ai Flint, sua irmã não estava disponível para jogar no time?- todos riram do que falei, até alguns da sonserina não conterão o riso.
– Ual!!! Essa é a Nimbus 2001- disse Rony admirado, olhando para as vassouras do time da Sonserina.
– Sim, o pai de Draco presenteou o nosso time com vassouras novas- disse Flint.
– Quem sabe se vocês fizerem uma rifa dessas vassouras velhas não consigam uma Ninbus 2001- zombou Draco.
– Ah! Então foi assim que voce conseguiu entrar no time... dando vassouras... tipo pagando para entrar?- Malfoy se aproximou de mim com raiva Fred e Jorge fizeram uma barreira entre mim e ele.
– Repita o que disse sua... sua.
– Saiam da minha frente, quero quebrar esse nariz empinado que ele tem.
– Pelo menos ninguém precisou pagar para entrar no time, só esta na grifinoria quem tem talento- disse Hermione.
– Não pedi sua opinião sua sujeitinha de sangue ruim.
– Como ousa a falar isso?- falei saindo de traz dos gêmeos e indo até ele enquanto o pessoal do time dizia para não fazer algo errado.
– Deixa Lira eu cuido dele- disse Rony me barrando. Ele pegou a varinha e apontou para Malfoy, mas ele foi atingido por um lanpeijo e arremeçado para traz, eu meu irmão e Hermione corremos até ele.
– Voce esta bem Rony?- ele estava muito pálido e quando foi responder a pergunta de Hermione ele vomitou lesmas.Todo time da sonserina riu do acontecido.
– Temos que tira-lo daqui- disse Harry.
– Vamos até a enfermaria.
– Não podemos ir para lá Hermione, vão querer saber o porque ele esta assim, ele tentou azarar o Draco, e não pode entrar em confusões se lembra?- ela concordou- vamos levar ele na casa do Hagrid.
Levantamos Rony que não parava de vomitar. Colin veio correndo em nosso encontro com a maquina fotográfica na mão para tirar fotos de Rony.
– Saia da frente Colin- gritou Harry irritado.
Atravessamos o campo e descemos para a casa de Hagrid. Quando fui bater na porta, ouvi a voz do professor Lockhart, nos escondemos, pois não podíamos correr o risco dele ver Rony daquela maneira e o entregar ao diretor.
– Se precisar de ajuda, você sabe onde estou! Vou lhe dar uma cópia do meu livro. Estou surpreso que ainda não o tenha comprado: vou autografar um exemplar hoje à noite e mandar para você. Bom, adeus. – disse o professor e saiu em direção ao castelo.
– Hagrid, precisamos da sua ajuda- disse meio sussurrado.
– Oi Ravenna!!! Oque faz escondida ai? Oi crianças. Rony oque aconteceu voce esta horrível... entrem- disse ele ajudando Rony a entrar na casa- vão me dizer em que encrenca vocês se meteram?
– Malfoy humilhou Hermione, Rony se irritou e tentou lançar um feitiço nele, mas como a varinha dele esta quebrada o feitiço ricocheteou e o acertou.
– Mas oque ele te disse Hermione?
– Me chamou de... sangue ruim.
– O que isso significa?- perguntou Harry que estava cuidando de Rony- ele já chamou ela disso na floreios e borrões.
– É a pior coisa a se chamar um nascido trouxa. Mas isso não importa ainda não inventaram um feitiço sequer que a nossa Hermione aqui não saiba realizar- disse Hagrid abraçando Mione- bem não posso culpar Rony por tentar fazer isso, mas tem que tomar cuidado.
Ficamos a tarde toda na casa de Hagrid, conversamos sobre oque aprontamos durante as férias, ele adorou oque eu fiz para o senhor Malfoy, disse que queria estar la para ter visto. Rony já estava melhor, só não podia tossir ou soluçar que já apareciam as lesmas.
– Vou fazer chá e biscoitos para comermos- disse Hagrid.
– Não!- disse rapidamente, por que entre nós a comida dele não era uma das melhores- quer dizer... eu vou indo embora, não se incomode, vou dormir um pouco. Vocês vem?- perguntei para eles.
– Vamos ficar mais um pouco mais. Nos vemos no jantar- respondeu Harry.
– Ate mais tarde entao pessoal, boa tarde Hagrid- ele retribuiu e voltei para o castelo. Senti um aperto no peito, senti uma necessidade enorme de encontrar com Cedrico. Entao mudei o rumo e fui para o campo de quadribol.
Quando entrei lá uma onda de dor me invadiu, Cedrico estava ajoelhado no meio do campo chorando nunca tinha visto ele daquele jeito.
– Cedrico?- disse baixinho encostando de leve em seu ombro- o que aconteceu? Por que esta assim?
– Já faz 11 anos Bela... 11 anos que ela nos deixou-disse ele olhando para as estrelas.
– Sinto muito, mas ela não gostaria de te ver assim, nem eu...
– Seus pais também. Hoje faz 11 anos que eles morreram...
– Eu procuro não lembrar dessas datas ruins- disse eu tentando me desinteressar do assunto.
– Diz isso porque você não se lembra de seus pais, morreram quando você ainda era um bebe- gritou ele apertando os meus braços- morreram por causa de você e seu irmão.
– Não foi culpa minha- gritei aos choros- Eu não escolhi esse destino, por que como voce mesmo disse eu era um bebe, acha que se eu pudesse eu não os salvaria? ... e me solta voce esta me machucando- e como ele não me soltou quando pedi me descontrolei e o lancei para longe e ele gritou de dor.
– Cedrico, Cedrico... Voce esta bem? Me desculpe não queria fazer isso- disse eu ajudando ele a se levantar.
– Eu é que devo pedir desculpas, eu não sei oque deu em mim. Não queria falar aquilo muito menos te machucar, me perdoa- disse ele me abraçando e chorando- eles terem morrido não foi sua culpa, foi oque eles escolheram, tenho orgulho deles terem dado a vida por você.
– Eu nunca quis que alguém morresse por mim, quanto mais a sua mãe, e por mais que eu nao possa lembrar dos meus pais eu os amo e eu daria a vida por eles. Eles não morreram por mim e sim por nós- disse enxugando suas lagrimas.
Ficamos no campo conversando por horas, eu até perdi o sono que não largava de mim, já era tarde da noite, mas mesmo assim continuamos a conversar.
– Voce não é uma garota qualquer, você é especial, acalma as pessoas que estao ao seu lado.
– Bom... voce não estava tão calmo assim quando quase quebrou meus ossos- ri.
– É serio, a tempos que não me sinto tão a vontade, alegre perto de uma pessoa desde que ela se foi, meu pai era a única pessoa que ficou perto de mim. Meus avós nunca mais foram me visitar desde que minha mãe, me senti sozinho por anos, até que voce apareceu.
Eu também me sentia solitária, pensava que estava sozinha no mundo, achei que haviam me abandonado, mas quando eu soube que meus pais haviam dado a vida por mim eu fiquei feliz, pois me senti amada. Depois me contaram sobre Harry, e quando eu o vi não me senti sozinha...
“Venha... Venha para mim... Me deixe rasgá-lo... Me deixe rompê-lo... Me deixe matá-lo...”
– Aaaaaaaaaaah
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