Notas iniciais
Agora a ficha caiu de verdade.

PONTE DA ILHA.

Você acha mesmo que sua namoradinha está a salvo? – Patrick com uma cara de deboche me provocava.

Como assim? Se o assassino está bem na minha frente, e eu vou mata-lo agora? – Sentia uma raiva muito forte.

Pensei que era burro por estar aqui me enfrentando, mas descobri que é um retardado que não sabe ler. – Levantou seus braços com a faca e começou a girar lentamente. — Eu sou a pessoa que você tem menos que se preocupar. A chefia está entre vocês. – Começou a se aproximar.— E você sabe disso.

— Outra pessoa? Quer dizer que o assassino que matou todos aqueles jovens, continua vivo? – Fiquei surpreso e comecei andar lentamente pra trás.

— E tem mais, essa pessoa estudou com cada um de vocês. Será que não estou falando com o assassino? – Parou.— Ou você acha que não observei todos seus apagões?

— Você... Você ficou me observando esse tempo todo? Então deve saber porque comecei ah ter esses apagões repentinamente. – Minhas mãos começaram a tremer e senti uma pontada muito forte na cabeça.

Rodrigo, Rodrigo... Eu poderia ficar conversando horas contigo. Mas seria em vão. – Sua expressão mudou completamente.— O jogo começou a ficar legal só agora. Em breve saberá tudo. – Patrick foi andando mais rápido em minha direção. Fechei os punhos e fui pra cima dele. Ameacei dar um soco nele, mas fui surpreendido com sua outra mão que á segurou, seguida de uma cabeçada bem no meu nariz.— Preciso que você apague novamente. – Minha visão ficou embaçada, coloquei a mão no meu nariz que sangrava muito. Comecei a me arrastar pra trás sem tirar os olhos dele.

Seu doente psicopata! – Levantei e fui pra cima de Patrick, e olhei de relance para sua faca que vinha em minha direção.

*RECEPÇÃO*

— Era só o que me faltava a luz acabar bem agora! – Gabe gritava e levantava os dois braços. – O bom que ainda é dia. O ruim é que não conseguimos mais ligar pra ninguém, estamos presos nessa merda de ilha com um psicopata! – Ele ria de desespero.

— Vamos sair daqui! – Luana o abraçava.

— Calma pessoal! Estou aqui pra isso. – Mesquita pegava uma das espingardas no armário.— E por essa razão todos nós estaremos prontos se esse filho da puta aparecer! – Ele carregava a arma e olhava pra janela. – Enfim minhas aulas de caçador vai servir pra alguma coisa.

* FORA DA RECEPÇÃO*

Everthon, Mary, Martinato, Erick e Marcello caminhavam até a ponte apontando as armas aos redores da ilha. Estavam perto da igreja e nos lados haviam varias plantações, eles se reuniram e formaram uma base que todos possam estar de olho em volta.

Eu fico na frente junto com o Marcello. Mary fique no meio. Erick e Everthon na cobertura. Vamos achar o Rodrigo e dar o fora dessa ilha!

— Beleza capitão. – Everthon dava uma risada e dava a cobertura. Estava com uma faixa enrolada na mão.

Um barulho perto da trilha assustou o grupo que estavam em alerta.

— Que barulho foi esse? – Erick assustado perguntou.

— Veremos agora. – Martinato junto com Marcello entrou nas matas.— Nos de cobertura em quanto isso!

Os dois sumiram ao longo da mata alta, ficando Mary,Erick e Everthon na beira da ilha apenas dando cobertura, Erick parecia assustado com toda a situação

— Não se preocupa Erick. Ta comigo ta com Deus. – Everthon dava uma risada de leve e olhava atento para o matagal.

— Não é isso mano, nem me despedi direito da Gilabel. Foram três anos tentando e quando finalmente consigo um psicopata resolve matar todo mundo! – Erick se revoltava com a situação até que foi surpreendido por um grito.

— Que porra foi essa? MARTINATO? MARCELLO? — Everthon assustado gritava o nome dos dois.— Erick cuida da Mary! Eu vou até lá! Se eu não voltar em cinco minutos, voltem para a recepção e fiquem por lá! – Olhou fixamente para sua namorada. – Eu já volto.

— Por favor, não vá! – Mary chorava em cima de Everthon.

— Não se preocupa comigo amor. – Os dois deram um beijo longo. — Quando tudo isso acabar eu vou te pedir em casamento, eu te amo! – Ficou sussurrando testa com testa com Mary e entrou nas matas.

— Calma Everthon! – Erick gritou pros matos, Everthon sumiu no meio dos capins deixando ele sozinho com Mary. – Fique tranquila Mary. Meus anos de CS vão servir pra alguma coisa agora. Você está segura. – Erick dava uma risada deixando Mary mais assustada ainda.

*NO MATAGAL*

Everthon caminhava pelo mato segurando sua espingarda, ele gritava pelo nome dos dois amigos que tinham sumido. Era um lugar cheio de morros e pé de laranjeiras, ele olhou pra trás e percebeu que a trilha estava ficando longe, pensou se deveria ir em frente ou voltar. Porém continuou.

*RECEPÇÃO*

— E uma grande aventura tudo isso. Adoro aventuras! – Saucedo carregava a espingarda que pegou no armário.

— E bom usar essa arma na pessoa certa Saucedo. – Mesquita olhou bravo pra ele.

— Ou em você mesmo! – Julia ainda estava com ranço.

— Gente, gente. Cortando o climão aqui rapidão! – Yash levantava os braços. – Aqui é a recepção, de certo deve ter um gerador perdido por esse espaço. Se ligarmos o gerador conseguimos ligar para a polícia! – Yash tinha sido o único que pensava naquele momento.

Boa yash! E quem vai procurar esse gerador? – Mesquita animado perguntava. – Até iria, mas preciso vigiar o local

.

— Eu vou pode deixar, mas preciso de mais duas pessoas pelo menos. – Yash ficava parado esperando alguém responder.

Vou contigo Yash. – Pietro já pegando uma espingarda do armário.

— Eu também vou então. – Saucedo deu um leve sorriso e foi indo na frente.

— Muito cuidado pessoal! – Mesquita foi até yash e deu uma cochichada. – Se ver algo suspeito, grita ou atira! – Deu duas palmadas no ombro dele. – Boa sorte amigão!

Era uma recepção enorme e com uma estrutura meio antiga. Os três foram se encaminhando para uma escada, o foco era achar o porão, Yash tinha quase certeza que o gerador estava lá.

*NA TRILHA*

— Já faz dez minutos e nada deles. Tem alguma coisa errada! – Erick apontando sua espingarda para o mato se preocupava.— EVERTHON?

— Devemos ir até eles! – Mary chorava.

— Está louca? E se for uma armadilha? Alias o Everthon falou se em cinco minutos não aparecesse, era pra gente voltar pra recepção. – Abaixava a arma.— E é pra lá que vamos!

— Pode voltar! Eu vou atrás dele! – Saiu correndo e entrou no mato, deixando Erick sozinho na trilha.

— Volta aqui garota! – Ele gritou e viu a garota correndo pelo mato.— Puta que pariu! Essa menina só pode ter problemas mentais! — Ficou pensando por um minuto mais ou menos, e se juntou no matagal atrás dela.— Espera! Vou com você! – Chegou todo ofegante.— Você sabe que estamos prestes a morrer né?

— Vamos achar eles! Ninguém mais tem que morrer! Mary foi andando na frente determinada.

Os dois foram caminhando pelo matagal com suas espingardas, Erick parecia bem cansado, mas seguia firme em busca de seus amigos. Estava frio e uma sensação horrível no local, uma neblina começou a tomar conta do mato, deixando os dois sem uma boa visão. Foram andando mais rápido, até que começou ver um pedaço da ponte.

— Está vendo isso? – Erick parou e deu uma pequena risada. — Cortamos caminho para chegar até a Ponte. A notícia boa é que chegamos ao ponto que deveríamos estar. A ruim, é que estamos bem próximo do psicopata.

Foram devagar até o começo da ponte onde parecia vazia, a neblina tampava toda ela.

Se ver algo suspeito, atire sem medo! – Erick a encorajava mas tremia de medo.

— Espera! – Mary parou – Tem alguém ali! – Aponto para frente e de fato parecia que tinha gente no meio da ponte.

Começaram a se aproximar lentamente e a visão começou ficar mais aberta, estavam todos lá. Inclusive eu. Desacordado.

— Everthon! – Mary Saiu correndo e o abraçou. – Porque não voltou?

— Pensei em voltar, mas não queria te colocar em risco, pensei que iam voltar para a recepção. – Ele foi sincero.

— Eu falei pra voltarmos, mas ela saiu correndo que nem uma louca! – Erick resmungando. — E cadê o tal caipira psicopata?

— Quando chegamos o Rodrigo já estava estirado no chão. Vasculhamos o local e não achamos nada. – Martinato checava meus pulsos. – Parece que ele levou uma surra bem dada, mas não vi nenhum arranhão ou feridas. Ele está bem. – Me carregou. – Vamos embora daqui!

— Espera! – Marcello o interrompeu. –Vamos embora sem pegar o cara que quer nos matar?

— Você não percebe que estamos em uma armadilha? Posso sentir que estamos sendo vigiados. Vamos voltar e ficar junto com os outros! – Martinato se exaltou e pediu ajuda para Erick ajuda-lo á me levar. – Marcello, fique na cobertura com a Mary agora. Everthon siga na frente!

O grupo foi caminhando pela ponte, bem espertos com os arredores do local, só se ouvia os pássaros cantando e o som do rio. Acordei meio zonzo e pude ver Martinato e Erick me carregando. Minha cabeça doía muito. Notei que estávamos na ponte e que ainda corríamos perigo.

Temos que sair logo daqui! – Suspirei

— Rodrigo? – Martinato parou e me colocou no chão. — Diga o que aconteceu!

— Existe mais de um assassino! – Sentia falta de ar e não conseguia falar direito.

— E aonde está o Patrick? – Everthon me interrogava.

— Atrás de você. – Todos olharam para trás e deu de encontro com Patrick que sorriu e saiu correndo.

Atira! – Erick gritava. Everthon demorou um pouco e começou atirar, junto com os outros.

— Vamos atrás dele! – Marcello saiu correndo atrás de Patrick

— O Rodrigo está muito fraco, alguém vai junto com o Marcello! – Martinato estava assustado, era a primeira vez que via ele assim.

— Mary, dessa vez me obedeça e volte com os outros para a recepção. –Everthon nem olhou pra ela, e saiu correndo atrás dos dois.

Marcello corria atrás de Patrick, que não estava muito longe, chegou dar três tiros, mas todos em vão. Mais atrás estava Everthon também correndo e com uma certa afobação. Soltou sua faixa que amarrava sua mão e pode ver ela toda machucada.

— Covarde! Não adianta se esconder! Me enfrente como homem! — Marcello parava sua corrida, e falava com uma certa agitação. – De repende um disparo ocorreu, acertando os braços dele. Ele caiu e colocou a mão em seu braço esquerdo. – È assim? Vai atirar nas cegas? Não tenho medo de você!

— Pois devia. – Marcello olhou pra trás e pode ver Patrick se aproximando. O mesmo tentou pegar sua arma e atirar, mas levou mais um tiro, dessa vez no outro braço. – Acabou!

Foi se arrastando até Patrick conseguindo se levantar, os dois braços dele estava praticamente sem movimentação, sangrava muito. Patrick apenas dava risada dando mais dois tiros, nas duas pernas dele. Com os barulhos de tiro Everthon chegou e pode ver toda a ação. Mas ficou parado, parecia estar em choque.

— Sabe o que é pior de ser um maníaco que nem você? È ser um escravo de outro. – Marcello sorria com os dentes cheio de sangue. – Tenho pena de você. – Se ajoelhava erguendo sua cabeça.

— Pior que tudo isso é saber que você sempre confiou nessa pessoa. Eu apenas sigo o meu trabalho. – Jogou sua arma no chão e pegou uma faca. – Você tem sorte, é difícil eu matar alguém no jogo do chefe. Mas será preciso. Então não sofrerá tanto. – Enfiou a faca no estomago de Marcello. Everthon voltou do espanto e gritou, seguido de dois tiros. – Até breve! – Patrick sumiu pelo mato deixando Marcello agonizando no chão.

— Meu Deus! Marcello! – Everthon saiu correndo até ele.

— Vejo todos com uma túnica azul, festejando a nossa formatura. – Marcello tinha dificuldade pra falar, mas o tom era de alegria e paz.— Estão me chamando para pegar o diploma! – Seus olhos enchiam de água, dava seu ultimo sorriso até que parou de se mexer.

— MARCELLO! NÃO! – Everthon gritava desesperado, quando notou todos da ponte chegando em câmera lenta, Mary corria até ele. Martinato me carregava com o Erick. Todos com uma expressão de tristeza. Marcello estava morto. E quem será o próximo? Fiquei completamente mal, nesse exato momento todos de fato caíram na real.

Notas finais
Agora é matar ou morrer!