O meu novo Destino...
48 Capítulo 48
Notas iniciais
_Por que você é tão tentador...? – perguntei baixo, sentindo sua testa encostar-se à minha. – Por que te amo desse jeito tão absurdo...? – perguntei novamente deixando claro que eu estava confusa com aquilo.
_Violetta – murmurou se aproximando de meus lábios que precisavam dos deles. – Não podemos viver separados – disse num sussurrou.
Assim que ele disse isso, senti seus lábios nos meus, em um beijo apaixonado e calmo, cheio de amor e calor, como há tempos não fazíamos. Retribuí aquele ato de carinho, confirmando a saudade que eu sentia dele. Só aí me dei conta de que não poderia seguir assim, tão longe dele, sem ao menos ser dele.
_Você me ama – confirmou assim que nossos lábios se separaram, e encostamos nossas testas mais uma vez.
_Mas você me usa – murmurei.
_Nunca faria isso com você – disse.
Depois de ter dito isso, começou a andar, comigo em seus braços, ele estava indo para a casa dele. Eu não ousei a dizer mais nada. Estávamos em uma situação um pouco constrangedora, acho que as maiorias das pessoas esperam que depois de um beijo como aquele, as pessoas se acertem, mas não é o nosso caso, antes mesmo de namorarmos, trocávamos beijos muito mais calorosos, mas nada, além disso.
***
Depois de meia hora andando no colo de León, chegamos a casa dele, estava bem iluminada, já que era noite. León tirou com certa dificuldade as chaves do bolso, e eu apenas o observava.
Assim que abriu a porta, entramos avistando o senhor Vargas, sentado no sofá, lendo o jornal tranquilamente, mas assim que nos viu, abriu uma expressão bem surpresa em sua face que estava tão calma.
_O que vocês fazem aqui esta hora? – o pai dele perguntou dobrando o jornal e pondo sobre a mesinha de centro. – Não iam ir à comemoração de fim de ano do colégio? – perguntou ainda surpreso.
_Aconteceu um pequeno incidente – León falou em um tom preocupado, enquanto desviava o seu olhar para mim. – Violetta torceu o pé – disse me levando até uma cadeira, me colocando ali.
_Enquanto dançavam? – questionou e León fechou a cara.
_Sim – respondi por ele. O senhor Vargas sorriu e saiu falando que iria chamar a mãe dele para examinar o meu pé.
León me olhou um pouco constrangido, talvez ele não esperasse que eu mentisse na maior cara de pau, mas eu não queria que o pai dele se zangasse ao saber que foi ele quem causou tudo aquilo.
Eu conhecia o pai de León, e na maioria das vezes, ele era impulsivo, ou seja, não pensava nas conseqüências, apenas fazia sem se importar com nada, mas apesar de tudo ele era uma ótima pessoa, e um bom pai para os filhos.
Melanie apareceu ali com algumas coisas para me examinar, fiquei pensando: Não ia ser a mãe dele? Mas Melanie era louca por medicina, e com certeza queria ser a médica da minha situação.
Ela se ajoelhou na minha frente sorrindo, realmente ela estava animada com esta situação. León apenas a observava assim como eu. Melanie tocou meu pé e eu suspirei sentindo a mão dela mexer meu pé de um lado para o outro como o León fez, só que a agora doeu muito mais.
_Só foi uma torção – Melanie disse com um sorriso nos lábios. – Vou buscar um remédio para passar, em algumas horas você ficará boa de novo. – disse saindo as pressas.
_Me desculpe meu am... – ele mesmo se interrompeu. – Quero dizer, desculpa. – corrigiu com a cabeça baixa.
_Não faz mal... – murmurei. – Vai voltar à festa? – perguntei desviando o assunto.
_Não, eu acho. – disse. – Creio que você não está muito bem, e eu não conseguiria me divertir sabendo que você não pode estar lá.
_Quem disse que eu não estou bem? – perguntei e ele riu. – León, eu estou ótima, sua irmã disse que eu apenas o torci. Nada de mais, claro que eu posso voltar, eu estou bem, meu pé está bem.
_Você é mesmo teimosa – riu.
_Não sou teimosa – retruquei cruzando os braços.
_Viu? – disse entre risos. – Além de teimosa, é orgulhosa.
_Imbecil – insultei-o.
_Infame – disse cruzando os braços.
_Inútil. – falei me lembrando de uma coisa que estava bem guardada na minha mente.
_Idiota – León sorriu.
_Chato. – sorri, é claro que ele se recordou também.
_Bobo... – suspirei.
_Vai me bater se eu te chamar de linda? – perguntou e eu gargalhei. – É o que está no script. – rimos.
_Você se lembra?
_Como esquecer? – perguntou com o sorriso mais encantador de todo o mundo. – Tivemos esse dialogo no seu primeiro dia de aula, creio que foi o mais marcante, pelo menos para mim... (Capítulo 7)
_Pois é... – suspirei. – Pena que acabou...
_Não, não acabou. – disse se ajoelhando em minha frente, já que eu estava sentada em uma cadeira, pois não conseguia me levantar, não ainda. – Te juro que a cada vez que você diz isso, me dói. Dói muito.
_Não mais do que me dói. – retruquei com a voz baixa.
_Então se dói, por que não voltamos? Por que não recomeçamos? – perguntou segurando em minha mão, enquanto olhava profundamente em meus olhos. – Violetta, eu te amo, eu te quero, te preciso, te necessito. – suplicou. – Você não sabe o quanto eu sinto sua falta.
_Mas... Mas você me ignora. – falei sentida por aqueles dias que ele simplesmente fingiu que eu não existia. – Achei que você já tivesse me esquecido.
_Como posso ter te esquecido meu amor? Como esquecer a garota que me fez o cara mais feliz do mundo, que me levou da terra ao paraíso. Como posso te esquecer? – perguntou repetitivamente.
_Então... Por que me ignorou? – perguntei confusa.
_Achei que fazendo aquilo, faria você cair na real e perceber que nós dois não nascemos para ficar separado. – explicou acariciando minha mão.
_Isso só fez com que nos afastássemos mais e mais.
_Eu sei... Fui um tonto. – falou baixo. – Mas eu quero reatar com você, quero saber que você é minha novamente, quero que você volte pra mim, não quero correr o risco de ficar sem você, eu não posso correr esse risco.
_Mas você foi infiel – falei triste. – Não foi fiel a mim, e isso me machucou.
_Eu sei pequena, eu sei... – disse com a voz embargada. – Juro que se eu pudesse, apagaria tudo, faria esquecer cada lágrima que você derramou por essa minha burrada. – falou e eu senti a maldita lágrima escapar de meus olhos. – Faria o possível para a Lara nunca ter cruzado o meu caminho. – disse erguendo só um pouco sua cabeça e encostando sua testa na minha. – E eu nunca, nunca, nunca, tive a intenção de te machucar, nunca quis te ver ferida por minha causa.
_Por que quando amamos alguém, se torna tão difícil as coisas? Por que não é simples e fácil? – perguntei com certa irritação.
_Porque o amor é somente para os fortes – falou com um sorriso bobo nos lábios.
_E nós somos fortes?
_Muito. – disse me fazendo sorrir. – Somos tão fortes, que venceremos o possível e impossível. – falou num tom firme, porém suave.
_Eu te amo tanto – falei me deixando levar por aquelas palavras que adentraram fundo em meu coração, o fazendo bater mais forte, como a primeira vez que eu olhei apaixonada naqueles olhos esverdeados que tanto me chamaram atenção.
Senti os lábios de León se chocarem com os meus, em um simples selinho, que com o passar dos segundos, se tornou mais intenso, mais amoroso, mais caloroso. Como eu sentia falta de prová-los e apreciá-los. Apesar de termos nos beijados agora pouco, esse era melhor, era o que eu precisava o que queríamos. León estava com suas mãos, apoiadas em minha coxa, as acariciando atrevidamente, me fazendo soltar um suspiro entre o beijo, que fez o mesmo sorrir.
Nossos lábios se afastaram com calma, após ouvir uma tose proposital. Olhei para o lado encontrando Melanie e o senhor Vargas, nos olhando curiosos. Senti minhas queimarem e eu queria me esconder de todo o mundo pela vergonha que eu estava sentindo.
_Não estavam separados? – Melanie perguntou com os olhos arregalados surpresa.
_Sim... – León disse em um murmúrio.
_Não entendo vocês jovens. – o senhor Vargas disse pegando o jornal que estava sobre a mesinha. – Quando estão juntos, estão separados e quando estão separados, estão juntos. – disse com uma expressão confusa. – Juro que não entendo. – falou saindo da sala, me causando baixos risos.
Melanie veio em nossa direção, e pelo jeito também estava confusa. León se levantou, e ela se ajoelhou, passando delicadamente o remédio, que era uma pomada, em meu pé. Depois de determinados minutos, ela terminou, e saiu, sem ao menos deixar que eu agradecesse.
_Quer que eu te leve para casa? – León perguntou um pouco constrangido, pela situação em que nos encontrávamos.
_Já disse que vou voltar para a festa. – falei novamente e ele riu descontraído.
_Irei te acompanhar – disse me ajudando a levantar da cadeira. – Não deixarei nada acontecer com você – sorriu.
_Bom, tirando o fato que você mesmo me derrubou e me machucou... Eu aceito. – rimos.
Nossa relação ainda estava indefinida, eu sei que preciso dele, mas não sei se é o certo a se fazer. E se ele for novamente infiel e me trair com outra vaca igual a Lara? Tenho medo, medo de estar me iludindo, medo de que essas palavras que ele me disse tenham sido apenas mentiras, realmente não sei o que fazer...
Fale com o autor