Notas iniciais
Oi Gent. Mil perdoes pela minha demora, realmente eu atrasei as postagens, me desculpem. Muito obrigada aos queridos comentários, todos maravilhosos. Boa Leitura!!

_O que pensa em fazer para recuperá-la? – perguntei acariciando aqueles cabelos, enquanto ele estava deitado com a cabeça em minhas pernas. – Fazer uma declaração pedindo desculpas? – ri.

_Não – suspirou. – Tenho que a fazer cair na real, ver que eu não fiz aquilo por querer, eu só estava tentando ser solidário – León disse pondo a mão nos rosto um tanto desesperado.

_Digamos que... Você tem um ponto fraco reconhecível – falei rindo e ele me olhou confuso. – Seu ponto fraco são as garotas León – falei e ele arregalou os olhos. – E isso às vezes te prejudica.

_Não é o meu ponto fraco – falou indignado se levantando, ficando sentado ao meu lado na cama.

_É sim – falei mais firme. – Você não pode ver uma garota indefesa, sofrendo, que já abre os braços para ajudá-la, para acolhê-la, mesmo sendo a pior das garotas, mesmo sendo a Lara. – completei.

_É que eu não gosto de ver garotas chorando, ou sofrendo por algo, não que elas sejam o meu ponto fraco. – explicou. – E eu não sou assim apenas com as garotas – falou com uma cara séria.

_Ah é? Então se Maxi viesse correndo chorando, você o abraçaria e depois beijaria? – perguntei irônica.

_Não seja besta – falou rindo. – Claro que não.

_Então você é parcialmente mulherengo – falei por fim.

_Francesca – falou em um tom de desgosto.

_É sério – falei firme. – Seu coração tem dona, óbvio, mas seu lado protetor e carinhoso, às vezes sai um pouco dos limites, León – expliquei. – Mas você não é um cafajeste, não se preocupe. – ri.

_Não está me ajudando “querida amiga” – disse ironicamente me fazendo rir ainda mais. – O que você quer que eu faça então? É crime ajudar as garotas indefesas? – perguntou confuso.

_Não, não é – falei apoiando minha cabeça em seu ombro. – É que muitas vezes, você pode acabar confundindo essas garotas com seu jeitinho cuidadoso e carinhoso León. – expliquei tentando parecer mais clara.

_Mais eu só amo uma única garota – suspirou tristemente.

_Seus amigos sabem disso – Falei sorrindo. – Eu sei disso – murmurei. – Mas a Vilu pode ter um pouco de incerteza – falei tirando minha cabeça de seu ombro e o olhei nos olhos. – Ela pode achar esse seu lado um charme, no qual você usa para conquistar as garotas. Além do mais, ela se apaixonou por você, porque a todo o momento você estava com ela, apoiando e ajudando a vencer os problemas.

_Mas isso não significa que isso seja um charme, que eu apenas uso para seduzir as garotas. E eu não conquistei a Violetta apenas com isto. Conquistei mostrando a ela que eu a poderia fazer feliz e se sentir amada.

_Ok, já deu. – falei me levantando. – Já vou indo, meu pai está me esperando em casa, quer que eu volte antes de entardecer. – disse lhe dando um beijo na bochecha e indo em direção a porta.

_Vai me ajudar? – perguntou e eu assenti sorrindo. – Obrigado. – sorriu sincero e eu me retirei. Não gostava de vê-lo daquele jeito, por mais tonto que ele seja às vezes.

...

Por Ludmila #

Estava na praça com o Diego, conversando sobre coisas, na verdade, conversando sobre nós. Ele era um cara interessante, e realmente, o que o Federico dizia era verdade, eu poderia estar gostando daquele amigo de infância.

_Você é incrível – murmurei fitando aqueles olhos negros que tinham tanto carinho a me ver ali com ele.

_Você é incrível – disse com um sorriso nos lábios. – Sabe... Muitas vezes eu sonhei tendo essa conversa esclarecedora com você, por mais que eu tenha medo até onde ela possa chegar.

_Diego... – murmurei aproximando-me dele. Estávamos em um banquinho, um tanto quanto longe um do outro, então eu simplesmente acabei com aquele espaçinho. – Eu nunca imaginaria que iria passar por uma situação como essa, principalmente com você.

_Eu sei que eu destruí sua relação com o Federico. – falou com a cabeça baixa. – Me desculpe por isso.

_Agora já foi – suspirei.

_Você ainda... Gosta dele? – perguntou receoso.

_Claro – respondi com um sorriso bobo. – Eu o amo – disse e o vi fazer uma cara desgostosa. – Mas estou confusa, indecisa de certas coisas, então talvez tenha sido melhor assim.

_Sente falta dele?

_Sim – falei suspirando. – Mas também senti a sua falta enquanto estava com ele.

_O que você sentiu... Quando nos...

_Senti muitas coisas – o interrompi. – Coisas que me ajudaram muito a ficar confusa. Entre você e ele. – respondi.

_Eu não me arrependo de ter te beijado – disse com um sorriso suave nos lábios. – Não me arrependo de ter olhado nesses seus olhos tão serenos e ter me declarado.

_Você parece tão sincero...

_Eu sou sincero – afirmou. – E esse sentimento que eu sinto por você também é. – disse pegando em minha mão.

_Diego... – Falei, sentindo um calafrio passar pelo meu corpo, chegando a meu coração, fazendo-o palpitar.

Diego passou sua mão por minha bochecha, fazendo um carinho na mesma, e eu apenas sorri com o seu toque, por um breve momento, esqueci de tudo, e de todos, não sei como, mas senti como se só houvesse nos dois, sentados naquele banco de praça.

Seu rosto se aproximou do meu, e a todo tempo, nossos olhos ficaram fixos um no outro. Sua testa encostou-se à minha. Nossos narizes roçaram me fazendo sorrir e fechar os olhos. Logo meu corpo todo se estremeceu ao sentir os lábios de Diego nos meus, um beijo tão suave e calmo, como os sentimentos que eu estava sentindo naquele momento, uma tranqüilidade perfeita e contagiante para os dois.

_Você é perfeita... – disse sussurrou assim que nossos lábios se afastaram. – Muito mais do que eu sonhei. – sorriu me fazendo sorrir também.

_Eu... – suspirei. – Eu gosto de você.

_Eu também – sorriu. – Gosto muito, mais do que de mim até. – sorri.

_Não sei o que dizer... – murmurei.

_Seja minha – sussurrou. – Seja minha amiga – sorriu. – Seja minha namorada. – pediu.

Meus olhos se encontraram com os dele, e eu via que ele estava ansioso por uma resposta, uma resposta que eu ainda não saia se era certa a dar. Eu gostava dele, mas não queria vê-lo sofrer por causa das minhas confusões sentimentais.

_Eu... – pensei mais um pouco.

_Eu te amo... – sussurrou.

_Aceito – murmurei, mas ele entendeu, pois abriu o maior dos sorrisos, mostrando o quanto ficou feliz com aquilo.

Dito isso, me roubou outro beijo calmo como aquele, me fazendo a todo instantes sorrir, e talvez seja a melhor coisa a se fazer nesse momento. Talvez ele seja o meu verdadeiro príncipe, ou talvez não, só o tempo dirá.

Por Francesca #

_Francesca eu não vou ir falar com ele! – Violetta gritou. – Ele é um... Traíra, sem sentimentos! – falava e lágrimas caiam dos olhos dela. – O pior de tudo... É que eu amo aquele ingrato. – disse apoiando o rosto nas mãos, enquanto se afogava em lágrimas.

Ok... Digamos que o León está péssimo no quesito recuperar a Violetta. Ela estava visivelmente machucada, e desde que eu cheguei a casa dela não conseguimos ter uma conversa decente sem lágrimas.

_Ele também te ama – murmurei colocando minha mão em seu ombro, como consolo, o que eu sei que não adiantaria nada. – Mas não vai adiantar nada você ficar gritando e chorando, sendo que o que você mais quer também te quer.

_Não Fran... – falou baixo. – Você não entendeu. – disse secando as bochechas. – Nós nunca mais vamos ficar juntos. – disse ainda baixo. – Eu nunca vou poder confiar nele de novo.

_Violetta, foi a Lara que aproveitou dele. – tentei convencê-la.

_E ele se aproveitou dela. – murmurou num tom seco. – Os dois aproveitaram Francesca. Os dois se beijaram, retribuíram, se corresponderam. – disse com certa raiva. – E o único sentimento que eu consigo sentir neste exato momento é o meu ódio.

_Misturado com esse seu orgulho. – falei séria, o que era verdade.

Antes de falarmos mais alguma coisa, senti meu celular vibrar dentro do bolso da calça, e logo depois começar a tocar. Tirei-o do bolso, e fui para um canto mais “privado”, era o Marco.

_Sim?

_Amor... Você poderia voltar para casa? Já passou do horário – disse.

_Por...?

_Francesca... – disse num suspiro. – Esqueceu que combinamos de sair hoje?

_Combinamos? – perguntei confusa e só ouvi outro suspiro vindo do outro lado da linha. Sim, esqueci, e não fazia a mínima do que ele estava falando.

_Você deve ter algum problema de esquecimento – murmurou um tanto irritado do outro lado. – Fran, hoje é o meu aniversário – falou baixo.

_Ops... – disse fechando os olhos ao me lembrar da data de hoje. – Desculpe amor, esqueci completamente desta data tão especial. – falei já me desculpando.

_Se fosse especial você não esqueceria. – murmurou.

_Não faça drama – disse. – Não se preocupe que daqui uns vinte minutos eu estarei em casa, aí você passa lá e a gente vai, ok?

_Tá bom.

_Te amo – falei e logo desliguei, se ele estivesse bravo, eu iria entender.

Voltei para o quarto e vi Violetta sentada na cama, com um quadro nas mãos, e eu reconhecia bem esse quadro, era o que o León havia dado de presente para ela. Ela esboçou um suave e quase imperceptível sorriso, ao ver aquela fotografia.

Ela precisava dele tanto quanto ele precisava dela. Aí eu pensava: Por que esses meus amigos são tão complicados? Talvez a minha relação com o Marco seja o paraíso, porque eu nunca passei nada disse com ele, e eu o amo mais que tudo nesse mundo, seria louca se não amasse aquele garoto.

_Vilu... – murmurei roubando a atenção dela. – Eu vou ter que ir. – disse dando um beijo em sua bochecha. – Hoje é aniversário do Marco, e nós tínhamos combinado de sair, mas eu havia esquecido. Então ele me ligou, para fazer questão de lembrar.

_Tudo bem Fran – disse com um sorriso triste nos lábios. – Obrigada por tudo amiga. – agradeceu e eu sorri. – Fale ao Marco que eu desejo felicidades a ele, e aproveite a saída. – disse rindo.

_Pode deixar – sorri. – Se cuida. – falei e ela assentiu.

Por Violetta #

_Você é muito cara de pau. – falei sem exaltar a minha voz, assim que o meu celular tocou, e eu vi que era o León. – Não adianta a Francesca vir aqui e falar coisas bonitas de você, que eu não vou voltar com você.

_Violetta – suspirou. – Eu sei que você está me odiando no momento, mas eu preciso me explicar... – o interrompi.

_Não quero explicações – murmurei apertando com força o meu celular, segurando o choro que queria vir.

_Não gosto de ouvir sua voz tão magoada.

_Pensasse nisso antes de me trair – falei um pouco baixo.

_Já disse que não te traí. – falou.

Após ele ter dito isso, eu simplesmente desliguei o telefone, meus ouvidos não precisavam ouvir aquilo, não agora. Ele não pode negar o que os meus olhos viram com tanta clareza.

Eu sinto a falta dele. Sinto falta de estar com ele, dos telefonemas bobos onde ele apenas queria saber se eu estava bem. Sinto falta dos milhares de “eu te amo”, que trocamos, e já sentia saudades só de imaginar que em poucas semanas, eu nunca mais o veria...

Agora acredito nisso como nunca, que o amor só nos servia para trazer dor e sofrimento. Não gostei de ter experimentado isso, no começo é doce, suave, meigo, mas depois que você vicia, é simplesmente doloroso e até pode chegar a fazer o mal.

_Eu te amo León... – suspirei deixando lágrimas se acumularem em meus olhos e logo deixando escorrer por minha face.

Não é fácil de esquecer o que um dia me fez tão feliz...

Notas finais
E aí o que acharam?