O meu eu de hoje
2 Capítulo 2 - Tudo ou nada
Notas iniciais
Apesar de sentir a pressão que Yoru fazia para que respondesse eu tentava pensar em algo para fugir do assunto até encontrei vários, mas todos eram óbvios demais mesmo para o Yoru.
Meu silêncio parecia incomodativo para Yoru, porém eu não estava nem um pouco me lixando tinha que sair do assunto, mas aquela linha de pensamento continuava a me incomodar eu poderia me confessar ali para ele não tinha muito o que perder.
Sabe aquele arrependimento que bate quando não faz as coisas? Não quero sentir até porque duvido muito ter uma outra chance tão boa como essa afinal o pior que pode acontecer comigo e ser rejeitado com alguns gritos normais vindo dele.
Foi por causa desses pensamentos que concluir, qualquer uma das escolhas vai dar na mesma entre correr o risco e ficar na mesma é mais vantajoso correr o risco. Enchi meus pulmões de ar e finalmente o encarei.
Yoru me olhava confuso não esperava menos afinal tudo que eu fazia era abrir e fechar a boca sem dizes nada.
— Desembucha de uma vez Hayato.
Ele bagunçou de leve os próprios cabelos impaciente com a demorar.
— Cale a boca não é tao fácil como parece, idiota.
A vontade de bater nele era enorme, mas tive que conter a vontade só podia xingá-lo naquela altura do campeonato.
— Não é tão difícil basta dizer: "eu gosto de fulano" e pronto...
Demonstrou jogando seu braço por cima de meu ombro e puxando mais para perto e continuou.
— Então quem é o cara?
Perguntou novamente me encarando a espera de uma resposta.
Por falta de coragem para falar algo como "de você" ou "eu gosto de você, Yoru" achei mais fácil partir para ação.
Aproveitei da proximidade em que estávamos e o beijei apenas um selinho bastava para que ele entendesse o recado, então me afastei pronto para ouvi-lo gritar.
Nos segundos seguintes não ouvir nada o que me deixou aflito o suficiente para querer correr dali, mas mesmo que quisesse não teria chance Yoru me segurava. No minuto seguinte ele finalmente agiu, não da forma que esperava.
Seu rosto estava perto demais e não era só isso que estava perto em senti quase de imediato algo pressionar meus lábios levou algum tempo ate entender que Yoru estava me beijando para piorar eu entrei em pânico nunca tinha considerado está numa situação dessa.
Entreabrindo meus lábio foi quase que um convite para ele. Sentir a língua dele adentrar e começar a brincar com a minha, mesmo com todo o nervosismo eu rebribui o toque. Minha cabeça já não conseguia pensar em mais nada estava tudo em branco tudo que tinha passando em minha mente era o rosto de Yoru tão perto então lentamente o imitei fechando meus olhos.
— Yoru, Hayato?
Uma voz baixa nos chamou o que acarretou num afastamento busco e assustado não tando tempo de nada encarei a dona da voz é o pior cenário estava feito a dona da voz era a namorada do Yoru seus rosto já estava cheio de lágrimas.
— Megumi...
A voz mansa de Yoru me assustou me fazendo o olhar foi nesse momento que no canto dos meus olhos figura feminina desapareceu.
Yoru parecia desesperado e eu mais ainda ao vê-lo se levantar preste a ir atrás da namorada, sim ele devia isso a ela eu sabia, mas algo estava errado, eu estava com medo.
— Não vá.
Foi a única coisa que falei ao agarrar seu braço impedindo de ir.
— Sinto muito Hayato.
Ele se soltou e correu foi então que eu fiquei sem chão, sem compreender, eu fiquei sem nada a minha cabeça estava vazia.
Sem muita escolha terminei de arrumar as coisas e fui direto para casa mesmo tarde da noite não tinha recebido nada do Yoru nem uma notícia dizendo que está vivo ou algo do tipo.
Eu fiquei deitado na cama encarando o teto seria mais fácil para mim se ele tivesse grita me xingado até mesmo me batido ao invés de me beijar e depois sair correndo atrás da namorada não sabia de ficava puto com ele ou comigo por levar a serio aquele beijo tinha quase certeza que não passou de uma brincadeira para ele, afinal o Yoru era meio lerdo.
Meus devaneios foram interrompidos pelo toque do meu celular por um momento senti esperanças renascer, mas ao olhar para a telas elas acabaram.
— O que foi mãe?
Falei com desanimo a última coisa que eu queria agora era de ficar de conversa com minha mãe.
— Desculpe te incomodar meu querido, mas você precisa voltar para casa.
Apesar de tentar esconder eu conhecia a voz chorosa de minha mãe e a conhecendo como eu a conheço ela não era do tipo que chorava por qualquer coisa o que me assustou.
— O que houve?
Dei dois pulos da cama já procurando as chaves e uma mochila.
— Não posso falar muito pelo telefone no venha ao hospital x.
Eu não falei mais nada e voei para a estação pronto para pegar o primeiro trêm que passar.
Fale com o autor