O meu eu de hoje
3 Capítulo 3 - Hospital
Notas iniciais
Eu peguei o primeiro trem que passou até Kyoto geralmente leva duas horas para chegar de trem bala. O motivo de ir a Kyoto é porque minha família mora lá eu conseguir entrar numa escola de prestígio em Tokyo meus pais pagam uma parte do aluguel do meu apartamento e eu trabalho para ajudar no resto.
Cheguei no hospital no início da madrugada e rapidamente o médico responsável não me contou muito apenas da atual situação de minha família meu pai tinha acabado de sair de uma cirurgia de risco, minha irmã passou por alguns exames, mas só tem algumas fraturas minha mãe foi a única que saiu ilesa apenas com alguns ferimentos de leve estando consciente fui levado até o quarto dela.
— Mãe.
Eu entrei no quarto abraçando desesperado ela retribuiu ao carinho.
— Desculpe te incomodar.
Ela falou mansa como sempre voltando a repousar por ordens medicas.
Ela então contou o que havia acontecido eles estavam voltando de uma viagem quando um maluco em alta velocidade invadiu a outra faixa e se chocou com o carro da minha família.
Eu fui dormir na casa de meus pais por insistência de minha mãe ela não queria que eu dormisse na poltrona desconfortável tentei ir contra, mas minha mãe é incrivelmente teimosa sem outra escolha tive que aceitar.
Já esgotado fisicamente e psicologicamente eu cheguei na casa e dormir no outro dia eu acordei e fui direto para o hospital no meio do caminho liguei para a escola avisando o motivo de minha falta e pedindo uma licença especial por causa do acidente teria que ficar alguns dias com minha mãe.
Passei toda a manha com minha mãe que recebeu alta, resolvemos boa parte das papeladas do hospital e da polícia que passou cedo para fazer algumas perguntas sobre o acidente minha irmã também se encontrava consciente, meu pai passava por exames quando menos percebi já estava no horário de almoço e eu fui comprar algo para comer.
Enquanto eu esperava numa mesa do café meu celular tocou olhei surpreso ao ver quem me ligava.
— Sim.
Foi a única coisa que falei ao atender a ligação sem animo algum.
— Desculpa te ligar Hayato... Mas eu tinha que quer ouvir da sua boca, e verdade que o que eu vi era apenas uma vingança?
A voz da namorada de Yoru tremia provavelmente ela estava chorando até agora.
— Não se desculpe eu sou o único culpado por ter feito aquele tipo de brincadeira.
Não estava com cabeça para discutir e nem queria talvez devo agradecer aos céus por Yoru ter entendido tudo errado.
Me despedi dela desligando o aparelho por completo então larguei meu corpo sobre a mesa me xingando para não ter que chorar ali levantei o olhar quando ouvir a cadeira da minha mesa se arrastar.
— Algum problema, meu filho?
Era minha mãe com sua telepatia materna suas mãos acariciam meus cabelos eu não falei mais nada ou realmente acabaria chorando.
Uma semana tinha se passado minha irmã recebeu alta e meu pai estava em observação os médico não encontraram nenhuma complicação mesmo assim queriam observá-lo mais um pouco.
Durante esse tempo cuidei da minha irmã e suas amigas que a visitava, mas uma em questão me chamou a atenção porque estava todos os dias em casa o nome dela é Akari uma menina bastante gentil é inocente as vezes acho que minha irmã vai levar ela para o mal caminho.
— Ei, Hayato está me escutando?
Minha irmã me cutucou com raiva por ser ignorada.
— Desculpa Akari eu estava viajando.
Olhei para a mesa eu concordei em ajudá-las a estudar nas materiais que tinham dificuldades para aproveitar o tédio de não pode fazer nada.
— Quando vai voltar para Tokyo?
Akari perguntou antes que minha irmã falasse alguma coisa.
— Não sei ainda.
Respondi mais seco do que pretendia ao lembrar o que me esperava lá quando voltasse.
— Porquê não quer voltar?
Minha irmã parou de fazer exercício olhando para mim começo a achar que as mulheres nessa família tem algum tipo de sexto sentido.
— Quem sabe? Agora termina os exercício que eu vou pegar bolo e chá.
Levantei da mesa e sai do quarto antes que qualquer uma delas me perguntassem mais alguma coisa. No meio do caminho para a cozinha o telefone da casa tocou eu atendi, pois podia ser minha mãe ligando do hospital.
— Alô, residência dos Satouro.
Atendi o telefonema despreocupado.
— Hayato por quanto tempo pensa em ficar aí?
A voz do Yoru era inconfundível ainda mais quando se grita depois de um tempo recoloquei o aparelho em meus ouvidos.
— Pare com essa mania de gritar e não me ligue eu estou ocupado.
Reclamei sem paciência desligando o aparelho que voltou a tocar já sabendo quem erá atendi.
— Não desligue na minha cara Hayato ou eu te mato.
Novamente afastei o telefone da minha orelha com medo de fica surdo não tando atenção foi quando Akari apareceu.
— Tudo bem Hayato? Algum problema?
Ela se aproximou, mas parou ao notar que eu estava no telefone me lançando o olhar de preocupada.
— Não se preocupe é apenas um amigo.
Calmamente respondi sorrindo para ser convincente e funcionou já que ela acenou e saiu então voltei minha atenção para Yoru que gritava.
— Não me ignore odeio ser ignorado você sabe disso, é quem é essa aí? Vai me falar quando volta?
Ele começou a me encher de perguntas todo exigente eu revirei os olhos bufando não quero perder o resto da minha paciência com ele foi ai que tive uma ideia.
— Não faça tantas perguntas Yoru... E "essa aí" é minha namorada eu estou passando um tempo vou voltar logo agora me deixa em paz.
Falei calmo me desculpando mentalmente com Akari pela mentira e desliguei o telefone.
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