O melhor verão da minha vida
16 Para todo ato imprudente há uma punição....
Notas iniciais
–Você bem que poderia ter me dito que ela é a filha do presidente da Rússia, né?! – Sibilei a Edward, ao meu lado.
–Como é que eu ia saber que você ia dar uma surra nela na frente de todos?! – Usou o mesmo tom que eu. – E eu te pedi para parar... Lembra-se da sua resposta?
–Foda-se. – Murmurei constrangida, lembrando da cena.
Foi uma briga muito feia, pois eu sabia bater muito bem (já que papai dizia que aprender a lutar era fundamental para qualquer garota poder se defender) e não hesitei em meter a porrada naquela loira azeda. Quando eu dei por mim, eu já estava com a mão machucada e ela com o nariz quebrado e o resto cheio de hematomas. Entretanto, logo a polícia chegou, me algemando e me pondo na viatura.
Eu juro que eu vi seu sorriso vitorioso cheio de sangue em me ver ferrada.
–Você teve sorte que Emmett conseguiu te arrancar de cima dela antes que ela ficasse inconsciente. – Comentou ele, sério. – Se não, eu acho muito pouco provável que Jasper conseguisse intervir no seu caso.
–Hm. – Foi a única coisa que eu consegui dizer. Estava me sentindo completamente constrangida. – Você deve estar morrendo de vergonha de mim, né? – Ele arregalou os olhos com a minha pergunta.
–Bella... – Suspirou, pondo os braços em minha volta. – O que você fez foi imprudente, eu concordo. Mas... –Ele puxou meu rosto, para que eu olhasse bem em seus olhos. – Eu acho que faria a mesma coisa se algum homem se aproximasse de você daquela forma. – Afirmou, sorrindo torto. – Eu só estou surpreso por você fazer isso tudo por mim. – Observou, dando-me um beijo.
Eu retribuí, sem muita vontade. Eu estava me sentindo nauseada de medo pelo que poderia acontecer comigo e mesmo com Edward do meu lado o tempo todo, dizendo que ia dar tudo bem, eu pressentia que eu não ia sair dessa assim, tão fácil.
–Isabella Marie Swan. – Chamaram-me e eu levantei, seguindo um policial até uma saleta. – Coletaremos seu depoimento agora, ok?
Eu apenas assenti.
Quem diria que logo eu, a filha do Xerife, estaria agora dando depoimento e sendo acusada de agressão. Eu sabia que eu estava errada. Sabia que ia dar merda assim que eu dei o primeiro empurrão naquela vadia loira, mas a raiva e o ciúme tomaram conta do meu discernimento e me impediram de medir as consequências dos meus atos.
O delegado, Sr. Darcy, um senhor de mais ou menos quarenta anos e um pouco rechonchudo, estava sentando atrás de uma e apontou para que eu sentasse à sua frente, ao lado de Jasper, o advogado de Ed. Tremendo de nervoso, fiz o que ele mandou e ele me encarou atentamente, antes de disparar a frase que me fez arrepiar minha espinha:
–Você está muito, mas muito encrencada mesmo, mocinha.
Edward’s POV
–Eu não quero saber! Minha noiva não vai passar sequer uma noite aqui. Está me ouvindo, Jasper?! – Eu já estava ficando desesperado. Eu não imaginava as proporções que essa briga daria e agora eu estava vendo o quanto Bella estava encrencada.
–Calma, Edward... estou fazendo o possível. – Ele falou, com cara de exausto. – Estão a mantendo aqui para averiguação.
–Você acha que podem extraditá-la? -Questionei preocupado e ele deu de ombros.
–Eu não sei... Tanya está revoltada e a quer destruída. – Categorizou e eu engoli a seco.
– E se eu falasse com ela, você acha que eu poderia ajudar? – Sugeri sem saber mais o que fazer.
–Talvez. Vocês já tiveram um passado... Quem sabe? – Percebi que um advogado, nesse caso, era inútil, pois o que estava em questão era o ego ferido de Tanya e o que ela seria capaz para ver Bella acabada. – Farei o que estiver ao meu alcance para ajudar Isabella, mas acho que agora depende somente de você, amigo. – Sentenciou voltando à sala do delegado.
Eu estava pensando numa maneira de resolver esse problema, quando as duas figuras pitorescas irromperam na delegacia. Charlie e Renée, nervosos e preocupados, gritando feito loucos pela filha, me viram e logo correram na minha direção.
–Pelo amor de Deus, o que aconteceu, Edward?! – A mãe dela foi a primeira a falar.
–Deve ter sido um engano.... Minha filha jamais seria presa! Ela é uma boa moça! – Exclamou Charlie, olhando para os lados, em busca dela.
–Acalmem-se... Eu vou explicar o que aconteceu. – Tentei parecer tranquilo, para não os assustar ainda mais, porém eu estava um poço de nervosismo.
***
Já estava amanhecendo, quando finalmente o delegado nos chamou para conversar. Charlie queria ir junto, mas sabendo do seu temperamento explosivo, o impedi de causar ainda mais problemas para filha. Renée, que orava agarrada a um terço, sequer prestou atenção quando Sr. Darcy, o delegado, veio até nós. Fui sozinho ao encontro dele, já me sentindo exaurido.
–Então... V. Graça, a situação da sua noiva é, no mínimo, bastante complicada. – Ele pôs as cartas na mesa, assim que entramos em sua sala. – Srta. Denali transformou essa briga numa questão internacional. Ela diz que sua segurança, como filha do presidente da Nicolau Denali, foi violada pela Srta. Swan.
Eu concordei com a cabeça, vagarosamente.
–Mas o que posso fazer para ajudá-la? –Perguntei.
– Você conhece a srta. Denali? – Eu assenti. – Ótimo! Meu conselho? Vá conversar com ela... tente acalmá-la e a convencer a retirar a queixa. Se não... é capaz de Srta. Swan ser extraditada e ainda pegar uns bons anos de cadeia.
Eu suspirei, derrotado.
–Obrigado, delegado. – Falei me levantando e estendendo a mão para ele. – O que depender de mim, Isabella sai hoje mesmo daqui, livre.
–Assim espero... Ela é uma boa menina, só mexeu com quem não deveria. – Comentou ele, pesaroso.
Quando eu saí da sala do oficial, a família Swan já estava à minha espera, querendo respostas. Eu apenas disse que Bella ia ficar mais um pouco, mas que eu ia providenciar sua saída o mais rápido que eu conseguisse.
–Então, vou ficar aqui, esperando. – Afirmou Charlie, determinado.
–Charlie... Isso não vai ajudar em nada. – Garanti, triste. – Vamos para casa, pois aqui, não resolveremos coisa alguma.
–Você vai tirar minha filha daqui, né, Edward? – Renée me perguntou, angustiada.
–Nem que seja a última coisa que eu faça em vida. – Afirmei convicto.
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