O melhor Hunter
4 Decisão
O rapaz ainda olhava o acampamento, na clareira a sua esquerda estava o local onde a barraca de seu mentor estava, no lugar dela, um objeto queimado e retorcido que mostrara que a briga tinha sido pra valer, o que quer que tivesse atacado aquilo não tinha se segurado.
Olhando ao centro, o local onde estava a fogueira tinha uma pequena cratera de uns 3 metros de raio, pequena, porém profunda. “Um golpe vindo de cima” pensou o jovem Hunter. “Quem deu esse soco com certeza usava NEM e era forte” sabia disso por que nem seu golpe mais forte faria um buraco parecido, no seu íntimo torcia para que o dono do golpe fosse seu mestre, pois se o seu inimigo fosse o responsável pela aquela destruição o velho estava com problemas.
Olhando ao redor todas as árvores próximas possuíam algum dano, algumas chamuscadas, outras partidas. A briga tinha sido concentrada, mas com um estrago grande.
Finalmente concluiu em voz alta:
– A luta começou e acabou aqui. Não há marcas de fuga, nem de coisas quebradas fora desse local. Seja quem for que venceu, venceu aqui.
Usou GYO, procurava rastros de aura no local, mas pelo visto a luta já tinha acontecido a algum tempo, não parecia haver nenhuma outra pista a seguir. Deveria procurar rastros da maneira antiga, mas tinha confiança nisso, sempre achava sua irmã e os animais que procurava na floresta onde morava.
O assassino, que acompanhava tudo, contra a sua vontade intimamente concordava com o muleque, sua análise fazia sentido, porém o que garoto ainda não tinha notado, pelo menos não ainda, era: se o seu mestre havia vencido, por que não estava ali esperando?
Sem perceber, o movimento veio rápido, um simples girar de pulso feito com precisão e velocidade espantou o prisioneiro que mal conseguiu acompanhar com os olhos o movimento do garoto. Seus pulsos estavam livres. Com um gesto o garoto o havia libertado.
– Não entendo – deixou sair sem querer, perplexo — Você teve tanto trabalho pra me prender e me trazer aqui e agora me solta sem mais nem menos?
O garoto, sem mesmo dar muita atenção ao seu ex-prisioneiro (ainda olhava o local da luta de costas) disse:
– Meu mestre me pediu para trazê-lo aqui, e eu o trouxe. A culpa não é minha se ele não está aqui para vê-lo. Além do que, acredito que não terei tempo para te levar comigo.
Quando o menino se virou, era a primeira vez que o velho Hunter olhava com atenção para seu captor, parecia ter uns 11 ou 12 anos, cabelos pretos arrepiados e bagunçados, olhos castanhos profundos, uma faixa de tecido prendia na testa e deixava alguns fios de cabelo cair no rosto. Usava roupas simples e de viagens, devia estar na estrada fazia algum tempo.
Enquanto o assassino o olhava o garoto completou:
– Vamos, pode ir. Se precisar eu te capturo de novo – disse com sinceridade, sem parecer que estava debochando de seu capturado.
O assassino espantado com a simplicidade e sinceridade do garoto não acreditava no que ocorria, deu uma gargalhada, estava intrigado com um garoto tão sincero e despreocupado, não sabia se tinha vontade de matá-lo naquele exato momento ou de segui-lo e servi-lo como companheiro até o fim do mundo se necessário. Era um garoto intrigante sem dúvida e despertava uma curiosidade e uma alegria que a muito tempo ele não sentia.
– Meu nome é Izahora Kenji – disse o velho Hunter ao garoto. – Irei embora, mas antes gostaria de saber o seu nome.
O garoto que a 1 minuto atrás olhava com um ar sério e preocupado para o local onde seu mestre e um desconhecido haviam tido uma luta mortal, colocou um sorriso de orelha a orelha no rosto. Seu olhar de carcereiro que manteve durante toda a viagem desapareceu; com aquele sorriso, ele voltava a ser uma criança, tão simples e ao mesmo tempo tão complexa. Para o assassino poucas pessoas despertavam aquela sensação nele, e nenhuma com certeza tão nova. O Hunter tinha certeza que aquele garoto seria excepcional e sinceramente desejava com todas as suas forças nunca mais estar no caminho daquele menino.
O rapaz com simplicidade e sem preocupação de dar o seu nome a um assassino profissional e perigoso, simplesmente disse.
– Meu nome é Ging, Ging Freecs.
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