Notas iniciais
Ah *--* Demorou mais saiu ^^ Espero que quem esteja acompanhando goste *--*

Gruta Azul

Hannya estava inquieta, tensa. Nico logo percebeu, ela estava assim desde que eles entraram no barco.

--- Algo errado? --- Perguntou ele.

Hannya ia falar, mas hesitou.

--- Não... --- Hannya respondeu, mas em seu pensamento completou “Ainda não...”.

Lucy guiava com o mapa enquanto Nico remava, até que eles avistaram a gruta.

--- Parece inofensiva... --- Disse Hannya.

--- Por fora, vamos ter de descobrir por dentro. --- Falou Nico.

--- Esperem! --- Gritou Lucy e Nico parou de remar. --- Já ia me esquecendo. --- Ela revirou sua mochila e tirou um saquinho. --- Tampões de ouvido... Bom, não acho que eles anulem o poder de Patérnope, mas vai reduzir seu efeito, e provavelmente vai anular os das suas servas.

Ela entregou um par para Hannya e um para Nico, e colocou o seu.

--- Mais uma coisa --- Continuou Lucy. --- Percy e Annabeth já encontraram com sereias, se por acaso, os tampões caírem, tentem ser fortes e não se entregarem a magia, elas vão mostrar coisas tentadoras, realmente tentadoras. Mas prendam seus pensamentos nas coisas que lhe fazem vontade de voltar á realidade, ao que vocês já têm.

Hannya e Nico assentiram, e colocaram os tampões. Não ouviram mais nada. Agora teriam de se virar com gestos. Hannya estava muito incomodada, se eles ficassem com os tampões não poderiam se comunicar e se tirassem poderiam ser capturados. Na verdade, todos estavam incomodados com essa parte. Nico voltou a remar e eles agora já estavam entrando na Gruta.

A água da gruta era extremamente cristalina, azul. Com a luz do sol refletindo ficava ainda mais linda. Hannya começou a ficar mais inquieta, ela não sabia o que era agora, mas ela começava a ouvir algo, uma voz, ela não conseguia entender o que dizia, então percebeu que não estava exatamente “ouvindo”. A voz estava em sua cabeça. “Ola Hannya...” disse a voz e Hannya começava a entender o que falava, ela olhou para os lados assustada, mas nada encontrou há não ser Nico e Lucy. Lucy fez aparecer no ar palavras, como pequenas fumaças, perguntando á Hannya: “Algo errado?”. Hannya negou com a cabeça, ela pensava que era apenas imaginação dela, não era motivo para alertar seus amigos.

Mas a voz continuou em sua cabeça, uma voz feminina, e de certa forma, possessiva. “Oh, sua amiga está preocupada com você...”. Mais uma vez ela olhou para os lados, mas cuidadosamente para não preocupar seus amigos. “Eu não estou aí, estou dentro da sua cabecinha... Eu não esperava que você chegasse até aqui, achei que aquela maldita harpia ia cuidar de você, melhor dizer: Vocês! Sim... Você arrastou seus amigos para cá, sem nem ao menos saber se vai ter sucesso... Você é uma péssima garota, sempre atrapalhando as coisas, da mesma forma como atrapalhou seu querido papai, fazendo a deixar dentro de um hotel, trancada no tempo... Esquecida!”.

--- Não! Não! --- Hannya gritou tampando os ouvidos em uma tentativa inútil de tentar afastar a voz.

Seus amigos se assustaram. Não podiam ouvir, mas podiam ver que algo estava errado com Hannya.

“Sim minha querida... E agora serve de capacho para uma deusa, isso é lamentável. Nem ao menos vê suas limitações, não percebe que é impossível me deter?! Tola! Você é apenas uma ORFÃ! Não ache que Poseidon vai ser o melhor pai, deuses são sempre egoístas, só pensam neles mesmos! Nem mesmo com os filhos eles se importam.”

--- É mentira! --- Gritou Hannya novamente. --- Meu... Pai se importa comigo!

“Mas ele não CONFIA em você! Ele a deixou em um hotel porque não confiaria em sua decisão se você fosse a garota da antiga profecia, ele acha você fraca!”

--- Não! Não, cale-se! Saia da minha cabeça! Saia!

Nico tirou seus tampões, e parou de remar, Hannya havia se encolhido com as mãos nos ouvidos, como uma criança com medo. Ele sabia que seria arriscado ficar sem os tampões, afinal, Hannya podia estar sobre efeito de algum som que tivesse ultrapassado os tampões dela, mas ele precisava acomodar a amiga, ele retirou as mãos dela do ouvido e também os tampões, olhou nos olhos dela, mas continuava segurando sua mão.

--- Ei, Hannya... Calma! Estamos aqui, olhe pra mim!

Hannya estava com os olhos vermelhos, pois havia chorado enquanto gritava. Sua respiração foi se acalmando, ela olhou para Nico que a olhava preocupado.

--- Não ligue para o que quer você tenha escutado. Mantenha o foco! --- Continuou Nico.

Lucy a essa altura já tinha tirado os tampões também.

--- É tudo culpa minha! --- Disse Hannya. --- Eu não deveria ter arrastado vocês pra cá!

--- Você não nos arrastou! Nós nos oferecemos e viemos pra cá, junto com você! --- Falou Nico.

--- Não, mas se eu tivesse aceitado sozinha, se eu não tivesse pedido para mais alguém vir comigo isso não estaria assim, Patérnope é muito poderosa... Isso é quase impossível!

--- Não, não é. --- Interrompeu Lucy. --- Pense bem Hannya, há algum tempo, você achava que era impossível existir deuses e qualquer coisa sobre a mitologia, e é real! Você é filha de um deus que achavam que era impossível ter algum filho já dessa idade. Vai mesmo continuar dizendo que isso é impossível?

Hannya refletiu naquelas palavras de Lucy, poxa, ela estava fazendo exatamente o que Patérnope queria, ela estava se julgando fraca. Então para si mesma pensou: “Eu consigo... Nós vamos conseguir!”.

--- Não importa se você aceita ou não, nós vamos continuar junto com você, e colocar um fim nessa missão. --- Continuou Nico. --- Tudo bem?

Ela encarou Nico novamente, ela começou a pensar do que ela estava reclamando, enfim percebeu o quanto ela era extremamente sortuda por ter Nico e Lucy ao seu lado, mesmo com todos os problemas que haviam passado durante a missão tão repentina, eles continuaram unidos, esses dois dias juntos significaram muito para Hannya e agora ela não podia simplesmente desistir.

--- Tudo. --- Respondeu ela com um sorriso tomando o lugar do rosto assustado. E recebeu de volta um sorriso encorajador de Nico.

--- Não se preocupe, eu posso te salvar mais uma vez. --- Respondeu ele sorrindo.

--- É bom mesmo príncipe das trevas.

--- Príncipe das trevas? Uh... --- Disse Lucy rindo.

--- Assim você estraga minha reputação Hannya! --- Falou Nico retornando ao seu lugar no barco. --- Er... Lucy poderia, por favor, não espalhar esse apelido “carinhoso” que Hannya me deu? --- Ele se direcionou para Hannya também erguendo as sobrancelhas, isso servia para ela também.

--- Ok! --- Respondeu Lucy rindo. --- Seu pedido é uma ordem majestade!

Ele olhou para Hannya com uma expressão que dizia claramente: “A culpa é sua!”. Ela respondeu com um sorriso.

Com o clima mais descontraído Nico voltou a remar.

--- Acho que os tampões não serão necessários... --- Disse Lucy. --- Afinal, se ela consegue invadir mentes, de que adianta tampar os ouvidos?

--- Mas e as outras sereias? --- Perguntou Hannya.

--- Bom, tenho quase certeza de que podem ser de outra espécie, que não encante iguais as que Percy e Annabeth encontraram. Ao menos Nico terá de usar, essas podem ser daquelas que encantam apenas homens.

Nico olhou para cima, meio envergonhado.

--- Tem certeza de que é mesmo necessário? --- Perguntou ele envergonhado.

--- Tenho. --- Respondeu Lucy.

--- E eu não quero ficar correndo atrás de um “garoto apaixonado” por uma sereia. --- Disse Hannya.

Nico ia tentar se defender, mas percebeu que isso seria difícil, mas então ele se lembrou de um detalhe.

--- Como vamos respirar em baixo da água?

Hannya havia pensado nisso, por isso ela estava tão inquieta e tensa, ela podia respirar em baixo da água facilmente por ser filha de Poseidon, mas seus amigos não. Nico então se lembrou de que Hannya não teria esse problema e corrigiu sua pergunta

--- Digo... Como eu e Lucy vamos respirar lá em baixo? Porque Patérnope é uma sereia, vai estar em baixo d’água.

--- Eu... Não pensei nisso quando vimos para cá... --- Admitiu Hannya.

--- Bom... Eu pensei. --- Disse Lucy.

O barco parou, a gruta chegou ao fim, a beira de uma rocha.

--- Vamos, parece que aqui é nosso ponto final, vou fazer a porção para eu e Nico respirarmos debaixo d’água.

Eles desceram do barco e foram para a rocha, Lucy abriu sua mochila e pegou o livro de feitiços, e também alguns vidros que continham algas, uma flor branca e um líquido azul. Ela abriu o livro, as palavras eram difíceis de ler, eram de um nível mais avançado de magia, ou seja, não era qualquer um que podia ler. Nico mesmo não entendia uma só palavra da folha em que Lucy abriu, até mesmo Hannya não conseguia, apenas algumas palavras soltas ela conseguia entender.

Lucy pegou os ingredientes que havia tirado da mochila e colocou um a um dentro de um pequeno pote, a cada ingrediente ela recitava uma magia diferente e os transformava em líquido, quando todos estavam dissolvidos ela abriu em outra página do livro, e começou a recitar um feitiço, não posso descrever as palavras que ela usava, pois eram muito difíceis e incompreensíveis aos que não tem um melhor estudo sobra a magia. Um clarão de repente se formou se concentrando no pote onde se fazia a porção, e com a última palavra de Lucy ele se desfez, a porção estava pronta.

Lucy sentiu uma tontura, mas tentou não deixar transparecer, aquele feitiço era difícil e ainda mais quando ela tinha que fazer para duas pessoas.

--- Tudo bem Lucy? --- Perguntou Hannya percebendo que a amiga tinha ficado um pouco afetada.

--- Tudo... É que cansa um pouquinho, mas nada... Grave. --- Respondeu Lucy. --- Vou beber metade, e você toma o resto Nico. --- Ela disse pegando o pote e logo depois tomou metade do líquido verde que havia se tornado a porção, não pode evitar uma careta. --- Bom... Não tem um gosto muito bom, mas é bem melhor do que morrer afogado.

Nico pegou o pote e tomou o resto, assim como Lucy ele fez uma careta.

--- Vamos testar... --- Lucy entrou na água pouco a pouco e em seguida Nico fez o mesmo.

A princípio os dois ficaram com medo de respirar, mas foram soltando o ar que haviam prendido pouco a pouco, até que eles respiraram em baixo d’água, a porção havia funcionado, Lucy começou a dar pulinhos dentro da água, eles voltaram á superfície, onde Hannya estava ansiosa para saber se havia dado certo, quando de repente Lucy e Nico nadaram até a rocha.

--- Sim!! Deu certo. --- Disse Lucy euforicamente, mas então teve uma leve tontura, mas Nico e Hannya não perceberam.

--- Quanto tempo vai durar? --- Perguntou Hannya.

--- Bem... 9, 10 horas.

Hannya ficou pensativa.

--- Não podemos perder tempo, vamos!

Ela pegou seu escudo, sua lança e escondeu sua mochila e a de seus amigos atrás de uma pedra, encarou a água, “Minha “madrasta”” ela pensou de forma humorada e então mergulhou.

A sensação que Hannya sentia, não era a mesma de Nico ou de Lucy, de apenas estar na água, ela sentia muito mais, era como se aquele lugar fosse o lugar certo pra ela, aquele era seu “lar”, ela se sentia mais confiante ali, uma força inexplicável tomava conta dela, e um sentimento também, um sentimento paterno. Primeiro, ela hesitou em respirar (Assim como Lucy e Nico), até mesmo em abrir os olhos, mas então abriu seus olhos e viu seus amigos, Lucy estava sorrindo pra ela, e ela retribuiu o sorriso sem nem mesmo perceber, ficou surpresa por conseguir fazer aquilo em baixo da água, bolhas saíram para a superfície. Ela fez um gesto para que eles continuassem indo mais para o fundo. Mas só então Hannya percebeu algo.

--- Não é tão fundo! --- Disse ela.

Lucy e Nico nem tinham pensado nesse detalhe.

--- É de se esperar que uma sereia tenha uma fortaleza, não tem como uma sereia morar ou se esconder aqui. --- Continuou Hannya.

--- Passagens? --- Opinou Nico. --- Seria muito fácil se apenas houvesse uma fortaleza nas profundezas, pois além de óbvio, mergulhadores e submarinos poderiam muito bem encontrar ao mergulharem.

--- Hm... --- Murmurou Lucy pensativa --- Então vamos explorar!

Eles exploraram cada pequeno canto, apenas alguns metros e já tocavam na areia do fundo, Hannya então começou a analisar a “parede” de rocha a sua frente, indicava que era o final da gruta. Ela começou a passar a mão na superfície áspera e úmida, e então notou algo, o lodo na rocha estava escondendo algo, ela pegou sua lança e a colocou na forma de uma lâmina inteira de bronze celestial, começou a raspar o lodo.

--- Lucy! Nico! Venham ver aqui.

Os dois foram para onde Hannya estava e então olharam para a rocha e viram o que havia chamado a atenção de Hannya. Na rocha continham palavras.

--- Η γοητεία είναι η πιο όμορφη αρετή --- Leu Hannya.

No mesmo instante as águas se agitaram, mais precisamente: a Rocha. Ela se abriu ao meio.

--- “O charme é uma das mais belas virtudes” --- Traduziu Nico.

Os três se entreolharam, e então entraram passaram para o outro lado, imediatamente a rocha se fechou com um enorme estrondo, havia outras palavras agora.

---- αλλά είναι επίσης ένας από τους μεγαλύτερους κινδύνους --- Leu Hannya novamente.

--- “Mas também é um dos maiores perigos”. --- Traduziu Lucy.

---- Bom, parece que estamos no caminho certo. --- Disse Hannya. --- Chegamos às águas perigosas, mas felizmente, água também é meu ponto forte.

Notas finais
Pois é, e ai? Gostou??? Deixa um comentário ^^ Infelizmente pessoal, para o próximo capítulo também não tenho previsão, esses últimos capítulos são mais difíceis =/ Mas uma coisa eu digo, provavelmente não no próximo capítulo, mas um pouco adiante tenho uma surpresinha *-* Uma outra saga vai ter uma participaçãozinha na estória ^^ hihi e Se no fim gostarem dessa minha estória, podem crer que já to preparando a PRÓXIMA! *----* Era só isso, bom, muito obrigado a VOCÊ, AI DO OUTRO LADO DA TELINHA, por me acompanhar o/