O manto de Hécate

8 Pássaros loucos atacam


Notas iniciais
Espero que gostem *w* Vou estar escrevendo mais o/

A viagem estava sendo tranqüila, até demais. Já estavam navegando há 2 horas e tudo normal, o que era muito estranho, ainda mais porque havia uma aura poderosa no barco por haver Nico e Hannya, um filho de Hades e uma de Poseidon, que são uma espécie de imãs para atrair monstros, e ainda havia uma filha de Hécate, que só pelo fato de também ser semideusa atraia monstros. Hannya se debruçou sobre o mastro.

-- O que foi? --- Perguntou Nico.

-- Está calmo demais... --- Respondeu ela.

-- Sorte? --- Opinou Lucy.

-- Semideuses? Com sorte? --- Disse Nico rindo. --- Talvez porque estamos no mar, território de Poseidon.

-- Mas esse também é o território dela. --- Falou Hannya. Seus olhos estudavam o horizonte, as águas estavam calmas, era uma paisagem linda, por um momento ela se esqueceu que estava em uma missão, de repente ela notou algo estranho vindo em sua direção, um pássaro? Não, eram vários pássaros. Hannya praguejou em grego. --- Eu deveria ter ficado calada!

Muitos pássaros vinham em direção ao barco, e não pareciam amigáveis, seus olhos eram vermelhos e eles guinchavam alto, um som insuportável, eles começaram a bicar o convés tentando entrar, até que eles pararam como se soubessem que aquilo era meio inútil, como se tivessem outro plano (acredite esses pássaros até que são inteligentes), então eles começaram a destruir tudo do lado de fora.

-- Não, não e não! --- Disse Hannya batendo o pé no chão.

Ok até ela mesma achou que essa cena fora igual á de uma criança mimada birrando por fazerem algo que ela não gostasse.

-- Vamos para lá afugentá-los. --- Falou Lucy, mas parou enquanto via um pássaro quebrar uma pequena parte da madeira da lateral do barco --- Ou podemos deixá-los arruinarem o barco e nós afundarmos juntos.

Ela falava aquilo como se fosse algo... Normal, Lucy tinha esse jeito, era como se ela nunca perdesse a calma. Hannya e Nico se entreolharam.

-- Eu vou na frente! --- Disse Lucy dando pulinhos. --- Vou criar uma barreira de proteção mágica, depois... Ai eu deixarei com vocês.

Lucy abriu a porta e Hannya e Nico seguiam atrás dela, chegando do lado de fora ela logo pronunciou uma palavra mágica e ao redor deles uma barreira de proteção roxa se formou.

-- Ok... Eu acho que posso controlar a água e puxá-los para dentro dela e obviamente afogá-los.

Os pássaros começaram a bicar a barreira, de repente quase não se via brechas, tudo coberto por pássaros. Lembre-se de controlar a língua da próxima vez! pensava Hannya. Ela se concentrou na água, ela estava conseguindo pouco a pouco controlar a água.

-- Bem... Hum... Será que podiam se apressar um pouquinho? Minha barreira está enfraquecendo e eles são muitos.

Os pássaros bicavam ferozmente a barreira, e ela começava a tremular, até que em um canto, ao lado de Hannya um buraco se fez na barreira mágica, Hannya não havia visto, seus olhos estavam fechados, quando os abriu foi tudo muito rápido, Nico a puxou para trás dele e sacou sua espada cortando o pássaro ao meio, que caiu no chão se desfazendo em pó. Hannya se desconcentrou, mas á água ainda sim permanecia no ar, como se esperasse ela dar a última ordem, ela então olhou para a água e simplesmente pensou Atacar? Afogar? e para seu alívio a água começou a puxar vários pássaros para a água, como se fossem mãos feitas de água, só que infelizmente a barreira mágica se quebrou e Lucy parecia um pouco cansada, ela se esforçara para que a barreira tivesse ficado intacta, mas mesmo assim ela conseguia recitar feitiços simples, ela pagou sua varinha (Hannya ficou surpresa, mesmo sendo óbvio, magia e bruxas... Só que ela não pensava em Lucy como uma Bruxa). Nico criava algumas sombras que engoliam outros pássaros, Hannya usava sua lança para incinerar alguns e Lucy mirava sua varinha e lançava feitiços que os faziam explodir. Até que só sobravam cerca de 10 pássaros que voavam desgovernadamente sabendo que seria em vão continuar ali, ou para contar a seu chefe que haviam fracassado.

-- Eu gostava de pássaros... --- Disse Hannya baixinho.

O barco agora estava todo cheio de cinzas de pássaros, haviam várias penas espalhadas também. De repente uma imagem começou a tremular, Hannya mirou sua lança, mas Nico a deteve. Uma imagem começou a se formar, um garoto e uma garota, Percy e Annabeth. Era uma mensagem de Íris. Eles ficaram perplexos ao verem o barco na situação que estava com alguns buracos também, mas nada que deixasse a água entrar.

-- O que aconteceu? --- Perguntou Percy confuso.

-- Pássaros.-- Respondeu Hannya. --- Que provavelmente não foram vacinados contra raiva...

-- Alguém está tentando detê-los. Patérnope já deve saber que vocês estão atrás dela. --- Disse Annabeth.

-- Culpa da língua grande de certas pessoas por aqui... --- Falou Nico se direcionando a Hannya. Ele não estava a culpando de nada, estava falando isso com um tom humorado.

-- Mas é sempre bom dar alongada-- Disse Lucy se sentando, parecia um pouco cansada.

-- Eu só queria saber se estava tudo bem. --- Percy falou. --- Eu disse para manter contato.

-- Percy foram apenas duas horas. --- Explicou Hannya.

-- Desculpe Hannya. --- Disse Annabeth. --- Eu tentei explicar isso a ele, mas sabe como ele é não é...

-- Não se atreva a dizer que sou teimoso!

-- Teimoso!-- Falava Annabeth desafiando Percy.

A imagem começou a tremular para se desfazer.

-- Fora isso esta tudo ok? --- Perguntou Percy.

-- Sim, sim está. --- Respondeu Hannya.

-- Era só isso então, adeus...

A imagem se desfez, como uma brisa, uma brisa que fazia Hannya se lembrar do acampamento.

-- Você vai vê-lo novamente. --- Reconfortou Nico.

-- Nós vamos vê-lo novamente. --- Disse ela sorrindo.

Hannya voltou para o convés, vestiu seu moletom por cima da camiseta do acampamento, o clima havia esfriado, ela estava de calça jeans meio rasgada e allstar, fez uma trança lateral em seu cabelo comprido. Ela se deitou em uma espécie de sofá e analisava as mechas rochas, elas eram mais bonitas que mechas comuns, talvez porque foram mandadas pro Hécate, então foi feita da magia.

Nico entrou no convés e se sentou em uma cadeira. Lucy também entrou e se sentou no chão.

-- A gente foi demais! --- Falou Lucy.

Nesse momento todos começaram a rir. Concordando com Lucy.

-- Espero termos toda essa confiança quando formos enfrentar Patérnope. --- Disse Hannya suspirando.

O mar se agitou um pouco.

-- Hannya. --- Falou Nico. --- É melhor ter cuidado com nomes. Para nós semideuses é muito perigoso.

-- Ótimo! Nem nomes se pode dizer. --- Resmungou Hannya.

-- Seu humor tem estado ótimo nessa viagem. --- Ironizou Nico.

Hannya percebeu isso também, ela vinha se irritando fácil. Sim todo mundo tem o direito de se irritar, mas isso vinha incomodando Hannya constantemente. Ela se sentou e ficou pensativa.

-- É ela... --- Disse Hannya.

-- A sereia? --- Perguntou Nico.

-- Sim.

-- Mas o que ela tem haver com seu mau humor? --- Perguntou Nico novamente.

-- Ora, as sirenes confundiam a cabeça dos marinheiros.

-- Marinheiros! Homens, não mulheres.

-- Nico eu sou semideusa ha pouco tempo e sei que nem tudo o que os mortais falam é o que é totalmente correto, mas é parcialmente, então acho que ela podem mexer na mente das pessoas. Qualquer pessoa.

-- Mas então isso significaria que ela está perto? --- Perguntou Lucy.

-- Não... Talvez ela esteja apenas, querendo nos confundir, ela pode ter esse poder a distância... E além de mais, ela pode estar sei lá... Usando o manto.

Houve um momento de tensão.

-- Ou então você quer culpá-la por seu mau humor. --- Disse Nico.

Hannya olhou para ele incrédula.

-- Eu me conheço ok? Não vai ser um semideus da morte que vai me dizer se eu estou mentindo.

-- Mais uma vez irritada!

-- Como se você não estivesse agora!

Os dois se levantaram e continuaram a discutir.

-- Talvez devesse agradecer por não ser bicada por pássaros na hora que a barreira quebrou!

-- Desculpa, mas eu estava tentando acabar com a metade deles!

O barco começou a balançar e o convés ficou escuro.

-- Já chega! --- Gritou Lucy se levantando e ficando entre os dois. --- Não quero dois semideuses super-poderosos brigando! Parecem duas crianças mimadas!

Os dois olharam para Lucy. Por um momento ela pensou que eles iriam descontar era nela.

-- Sentem-se! E se comportem como bons amigos! --- Lucy colocava bastante autoridade em sua voz. --- Não vêem o que está acontecendo?! Patérnope. --- O barco estremeceu. --- Ops. Bom... Voltando, ela está tentando mexer com a cabeça de vocês! E vocês estão dando acesso para ela. Acredite, eu tenho me sentido estressada ás vezes, mas eu sei que não sou eu, então eu resisto. Ela quer fazer vocês brigarem antes de chegarem a ela. Desunião é a última coisa que pode acontecer conosco, entramos nessa juntos! Se esqueceram por acaso?

As águas se acalmavam, juntamente com o barco, e o convés foi clareando. Hannya se deitou novamente, abraçando a almofada. Nico se sentou e passou a mão pelo seus cabelos compridos e castanhos.

-- Olha... --- Disse ele tentando se explicar. --- Eu não queria dizer aquilo, foi... Impulso, incontrolável.

-- Ou a verdade que você não tinha coragem de dizer. --- Resmungou Hannya.

Nico olhou para Lucy como quando uma criança olha para a mãe em forma de protesto tipo: Olha ela! Eu tentei!.

-- Hannya! --- Advertiu Lucy.

-- Ok me desculpe. Eu só estava Sei lá... Não quis dizer aquilo daquela maneira.

-- Isso... Bons meninos. --- Disse Lucy satisfeita. --- Merecem pipoca!

Lucy se levantou e foi para outra sala do barco. Onde ficava a dispensa.

-- Como você vai estourar pipoca? --- Perguntou Hannya.

-- Mágica. --- Respondeu Lucy piscando.

O clima ficou tenso quando ela saiu. Hannya pegou a almofada e cobriu seu rosto.

-- Se sufocar não vai resolver a missão. --- Disse Nico.

Hannya não respondeu nada, continuou ali do mesmo jeito. Até que depois de alguns minutos ela tirou a almofada do rosto, com um olhar distante, um pouco triste.

-- Eu sou assim tão irritante como fui agora pouco? ---Pergunto ela á Nico.

-- Sim.

Ela olhou pra ele tipo: Ei não era isso que eu queria ouvir.

-- Que foi?! Apenas respondi a sua pergunta! --- Falou ele rindo.

Uma almofada voou no rosto dele. Hannya começou a rir.

-- Há-há. Muito engraçadinha você.

Lucy chegou com a pipoca e eles ficaram ali conversando e rindo, logo eles chegariam a Ilha Capri. Com sorte nenhum monstro atacaria, mas como foi dito, nem sempre os semideuses tem sorte.