O macaco amaldiçoado
1 Oneshot
Notas iniciais
Estou postando mais uma história de One Piece, e essa é mais uma das história feita (há MUITO tempo atrás), e depois de ver ela de novo e revisar decidi postar....
Uma BOA LEITURA para todos! E desculpe por qualquer erro de ortografia...
A rara ocasião de um mar calmo no Novo mundo, refletia o céu estrelado e a enorme lua que ilumina o oceano como um espelho. O bando do chapéu de palha se encontrava quieto e calmo em suas camas.
Pelo menos alguns deles.
No aquário, Robin e Chopper se mantinham acordados. E por algum motivo, naquela noite, a pequena rena não sentia sono, e por conta disso resolveu fazer uma companhia para a arqueóloga estava entretida com os seus livros, que comprou na última ilha que ancorara.
O médico olhava atentamente os peixes de diversas formas e cores no aquário, que Usopp e Luffy haviam pegos naquela manhã. Suas cores diferentes para um peixe impressionava o pequeno médico, que só havia visto peixes tão diferentes em Skypiea.
Depois de um tempo observando o aquário, Chopper olha para Robin que mantinha os seus olhos no livro, mas algo o chama a atenção. Nas duas páginas do livro haviam imagens. Uma de um pequeno macaco rindo de alguma coisa, a outra de um vilarejo. O médico que antes se encontrava em pé no sofá se senta e olha para mais perto a imagem.
—O que você está lendo Robin? – A morena olha para Chopper que parecia entretido com a imagem.
—Um livro ilustrado. – Fala a morena.
—Um livro ilustrado? – Repete o médico. – Geralmente vejo você lendo livros com poucas imagens... – Robin dá um pequeno sorriso, ela pega a pequena rena com sua mero-mero no mi e o deixa em seu colo, dando uma visão melhor do livro.
—Quer que eu leia para você? – A pequena rena abre um enorme sorriso, pois adorava quando a amiga lia para si, já que as histórias que ouvia eram sempre boas.
—Quero! – Fala. Mas antes que Robin começasse a ler a porta se abre dando um enorme susto no médico. A pessoa que havia entrado segurava duas carnes em suas mãos e sua boca estava cheia de comida. – Luffy! Você me assustou! – Diz Chopper quando percebe que era apenas o moreno.
—‘Fefupe Choff’. – Fala o capitão.
—Acho melhor você engolir a comida primeiro, Capitão-kun. – Fala Robin. Não demora para que o outro fizesse o que a companheira havia sugerido em quanto entrava no cômodo.
—Desculpe Chopper. – Repete o que tinha dito antes. – O que estão fazendo? – Fala o moreno.
—A Robin vai ler esse livro para mim.
—Sério?! – Fala o outro já se aproximando dos dois.
—Você gostaria de ouvir também? – Luffy senta do lado de Robin, o que confirmava a sua pergunta. – Bem o nome da história é “O macaco amaldiçoado”.
Em uma pequena floresta de bambus e árvores, havia um jovem viajante e guerreiro com cabelos verdes muito incomuns, que passava pela estrada de terra a fim de chegar no vilarejo do ouro lado da floresta. No meio do caminho ele encontra um pequeno macaquinho parado olhando para si, o que fez o viajante estranhar, mas o mesmo ignora a presença do animal até que o pequenino sobe em si e começa a brincar com sigo. Mexia em seus cabelos, roupa e acessórios.
—Ei pare com isso. – Fala o viajante tentando pegar o animal. Mas o macaquinho sai de cima do esverdeado antes que o pegasse, e some pela floresta.
Depois do ocorrido o guerreiro segue o seu caminho até chegar ao seu destino.
O vilarejo era pequeno, mas bem bonita, com algumas plantações e casas e pequenos comércios. O homem se encontrava faminto por conta da sua longa viagem que havia feito, então ele decide ir para um restaurante.
Ao entrar ele se senta em uma das mesas que havia, logo em seguida uma linda mulher de cabelos ruivos o atende.
—O que deseja? – Fala a moça com um sorriso. O viajante pede a sua comida, mas antes que a linda mulher fosse pegar o seu pedido, ela faz uma pergunta meio estranha. – Desculpe por fazer essa pergunta... mas o senhor tem como pagar pela comida? – O viajante estranha, e fica irritado com a pergunta.
—Mas é claro que eu tenho! – Fala tateando por instinto a sua cintura onde estaria um pequeno saquinho de dinheiro. Mas ele não o encontra. O viajante olha para a sua cintura e vendo que não estava lá o esverdeado começa a procurar na sua bolça que carregava, mas não estava em lugar nenhum. – O meu dinheiro.... Sumiu! – Fala.
—O senhor encontrou algum animal no meio do caminho? Um macaco sendo mais especifica. – Fala a ruiva.
— Como você sabe? – Fala espantado.
—Aquele macaquinho é bem famoso nessa vila. – Fala a mulher. – Ele rouba todos os viajantes e comerciantes que passam pela floresta. E todos que vem para cá, percebem que foram roubados. E por conta dele não estamos tendo muito lucro...
—Mais que droga! – Fala o viajante já se levantando da cadeira. – Eu vou pegar aquele macaco!
—Desista. – Fala uma outra voz vinda do balcão, onde estava uma pessoa de cabelos loiros, e aparentemente saia da cozinha. — Você não vai encontrar ele.
—Isso é verdade. – Fala a moça. – Ninguém sabe aonde aquele animal fica escondido, e também todos que já foram roubados por ele, nunca mais o viu.
—Nem os comerciantes?
—Ele é bem esperto. – Fala o cozinheiro. – Todos os comerciantes nunca o viram depois do seu primeiro aparecimento, já que ele sempre ataca quando estão distraídos. – O viajante começa a pensar. Aquele dinheiro era tudo o que ele tinha, e o queria de volta.
— Aquele macaquinho vive na floresta, não é? – Fala o viajante.
—Sim... – Diz a moça.
—Então vou encontrar aquele animalzinho. – Fala já saindo do local. Deixando as duas pessoas um tanto surpresos, mas descrente com o sucesso do homem.
A época de inverno já estava se aproximando, a comida se encontrava escassa e uma semana havia se passa, deis que o guerreiro saiu do restaurante e começou a acampar na floresta, mas ainda não tinha conseguido pegar o macaquinho.
Não importava o quanto tentasse, o animal era realmente esperto. Roubava as iscas das armadilhas que tinha feito para capturá-lo sem disparar. Além de muitas vezes ver o local onde dormia revirado, mas sem algo roubado.
Mas durante a semana o esverdeado não pensava mais em seu dinheiro, ele se sentia intrigado com a esperteza daquele animalzinho, o que o fez querer descobrir o motivo da sua inteligência.
A escuridão estava quase dominando o céu alaranjado, e o jovem guerreiro procurava um pouco de comida naquela tarde, até que algo o chama a atenção. O grito de uma pessoa irritada, xingando e brigando com o nada.
O esverdeado indo em direção da voz encontra um comerciante narigudo, que aparentemente olhava para as mercadorias que estava em seu carrinho conferindo algo.
—Ah!!! Que droga! Aquele animal me roubou de novo! – Fala. – Ei você! – Diz o comerciante ao ver o viajante chamando a sua atenção. – Você viu algum macaco?
—Não. – O rosto do narigudo se torna ainda mais raivoso. – Mas eu estou procurando ele.
—É mesmo?! Espero que o encontre! – Fala o comerciante alegre, ao ver uma pessoa que queria pegar o ladrão. – Aquele animal pega as minhas coisas toda vez que passo por aqui e... – O narigudo começa a desabafar, e depois de um tempo conversando com o viajante, eles se despedem, mas antes o comerciante dá uma pequena quantidade de comida para o outro, como um presente de boa sorte, e o outro aceita de bom grado.
A noite chega e o viajante faz uma pequena fogueira em seu acampamento, enquanto preparava a sua comida, só que um vento gélido quase apaga o fogo do esverdeado o fazendo colocar mais lenha na fogueira, contudo sua lenha já estava acabando, o obrigando a sair do acampamento a procura de mais lenha.
Voltando para o acampamento, o viajante ouve um barulho de folhas, que o fez se esconde e pega a sua espada que carregava consigo. O guerreiro olha para os lados e vê um arbusto se mexendo, e preparado para atacar o animal selvagem, já prestes a aparecer, para a sua ação ao ver o mesmo macaquinho que havia o roubado, entrando em seu acampamento. E parecia que iria mexer novamente nas suas coisas.
O animalzinho olha para os lados e depois de ver que “ninguém” estava, ele vai até a fogueira e depois começa a olhar a comida do viajante. Sem perder tempo o guerreiro vai atrás do macaquinho em silêncio, e depois o agarra.
—Me solta! – Fala o animal.
—Você fala?! – Diz o viajante surpreso. O outro vendo que havia feito algo que não devia coloca as suas patinhas na boca e olha para o lado.
O esverdeado prende o macaco falante em uma pequena gaiola, que havia feito, e depois começa a observá-lo.
—Eu sei que você fala. – Fala o viajante. – Então não precisa mais fingir. – O animalzinho não diz nada. – Entã... – Um barulho o interrompe que vinha da direção do animal. – Você... está com fome? – Pode ver o macaquinho mudar um pouco a expressão, para depois a barriga o entregar de vez. O viajante dá um pouco de comida para o animal, que o devora em poucos segundos para depois voltar a olhar para o viajante curioso, olhando o de cima a baixo.
—Me dá mais comida. – Essas foi a primeira coisa que o animal falou depois do seu susto.
—O quê?!
—Me dá mais comida. – O viajante o encara incrédulo.
—E por que eu daria?
—Por que estou com fome. – Fala.
—Não.
—Por que não?
—Não tenho motivos para te dar.
—Mas você acabou de me dar um pouco da sua comida! – Fala.
—Não vou dar. – Fala decidido. – Agora responda as minhas perguntas. Porque você me roubou? – O outro não responde, mas podia ouvir a barriga roncando.
—Por favor! – Fala, o animal olhando para o outro. – Estou morrendo de fome! Faz dias que não como. – O outro pega a comida que havia preparado e colocava em seu prato. – Vamos! – Fala o macaquinho já desesperado. – Se você me der a sua comida... eu ... eu falo o motivo! – O viajante o olha interessado.
—Está bem. – O viajante dá a metade da sua comida para o animal, que come com vontade. – Então?
—Você me daria um pouco mais da sua comida? – Fala o macaquinho já dando as últimas abocanhadas na comida que havia ganho.
—Não!!! Conta logo!
—Ok...ok. – Fala o outro tristonho. – Eu roubei você por que estava procurando comida. – O comentário não havia surpreendido o viajante, já que o esverdeado também passara fome em alguns dias.
—E as outras pessoas?
—Também por causa da comida, e para tirar o meu tédio.
—E por que você fala. – A expressão do animal muda, de uma cara de indiferença para uma tristonha.
—Você não vai acreditar em mim. – Fala.
—Se você não contar não tem como saber. – O outro recita, mas depois de ver que o viajante estava realmente interessado na sua história ele sede.
—Eu sou um garoto amaldiçoado. – Fala, deixando o guerreiro surpreso. – Uma bruxa da minha vila me amaldiçoou. Não me lembro do motivo de ela ter feito isso, mas me lembro que ela me disse que se um dia eu voltasse para a minha vila, ela me transformaria em humano de novo.
—Então, por que você não volta? Provavelmente alguém deve estar te procurando.
—Não sei para que direção eu devo ir. E mesmo que eu fosse ninguém iria ajudar um macaco falante. Todos têm medo de mim. E também. Aqui tem tudo o que preciso.
—Roubando os outros.
—Eu sei que é errado, mas o que eu posso fazer? – O viajante observa o menino amaldiçoado triste. Ele sabia que fazia coisas erradas, mas era a única coisa que ele conseguia fazer. O esverdeado solta o animal, que o olha surpreso.
—Pode ir. – Fala. – Não tenho mais motivos para prender você. – O menor sai da gaiola e fica olhando o outro, até que some na mata. Mas logo em seguida o viajante se lembra, que não havia pedido o seu dinheiro de volta.
Com o sol iluminando a pequena floresta, o viajante já havia arrumados as suas coisas, e estava preparado para partir até que ele ouve um barulho. Quando ele vira já se preparando para atacar, o esverdeado fica surpreso ao ver quem era.
—Oi. – Fala o macaquinho com uma pequena bolsinha, ele se aproxima e estende o objeto para o maior. – Aqui. É seu. – Ele pega e depois abre o pequeno saquinho, que havia algumas moedas.
—Isso... é o dinheiro que você pegou de mim? – Fala ao olhar o outro.
—É. – Fala.
—Obrigado. – Fala prendendo o saquinho em sua cintura.
—Você já vai?
—Vou. – O guerreiro vê o animalzinho, com uma expressão tristonha. Ele pega a bolça que carregava com sigo e de lá tira uma pequena quantidade de comida. – Aqui. – Fala dando. – Eu sei que a comida está escassa... então isso é para você. – Pequenas lágrimas escorrem pelo rosto do animal, que olha o viajante e depois pula na cara do outro. – Ei! – O viajante pega o macaquinho e depois o olha. – Por que você está chorando?
—Não me deixe aqui! – O animalzinho dizia. – Não quero que você vá. – O guerreiro fica sem reação, não sabia o que fazer. O animalzinho estava desesperado e as lágrimas que escorriam do seu rosto fazia com que se sentisse culpado se o deixasse para trás daquele jeito.
—‘Tá bem! ‘Tá bem! – Diz. – Não vou te deixar, em tão se acalme. – O outro se acalma aos poucos até que finalmente para de chorar. – Se acalmou?
—Sim... – O esverdeado dá um suspiro cansado e olha para o outro, que apenas esperava alguma reação dele.
—Por que você não está me deixando ir?
—Não quero ficar sozinho. – O guerreiro o olha surpreso. – Não de novo... Você é a única pessoa que falou comigo depois que virei um macaco. – Diz o outro com a cabeça abaixada. – Por isso não quero que você vá! – O menino amaldiçoado levanta a cabeça retornando a chorar. – A pior coisa é ficar sozinho nessa floresta!
O guerreiro olha para o outro que chorava silenciosamente, em quanto pensava em alguma coisa, até finalmente decidir:
—Olha... – Fala meio sem jeito. – Já que você não quer que eu vá, em tão por que você não vem comigo?
—Ir com você?
—É... – O olhar do macaquinho fica radiante, um longo sorriso brota do seu rosto e novamente pula para o rosto do viajante.
—Eu quero! Eu quero!
O animalzinho se junta ao esverdeado, mas antes o guerreiro fez uma condição:
“ – Você pode ir junto comigo, mas primeiro você tem que devolver o que roubou. ”
E foi isso que o macaquinho fez. Entregou o que roubou e se desculpou com o pessoal do pequeno vilarejo e dos comerciantes, que por sinal ficaram surpreso com a história do menino depois que contou o motivo dos roubos. E com isso o macaquinho viaja junto com o jovem guerreiro.
A viajem foi cheio de aventura, onde os dois fizeram vários amigos, tiveram momentos tristes e felizes. Até que um dia eles chegaram em uma pequena vila onde tinha um grande morro e ao seu topo uma casa. À primeira vista os dois acharam que era apenas mais um local para poder explorar até o macaquinho reconhece o local.
—Ei! – Chama a atenção do viajante. – Essa vila...- Fala – É a minha da onde eu vim! – Diz o outro feliz por finalmente retornar para casa.
A vila não havia mudado, as mesmas casas continuavam idênticas, pessoas felizes que se cumprimentavam, e a casa onde o menino amaldiçoado morava continuava a mesma, e no lado de fora podia se ver o seu avô, sentado em uma cadeira em quanto tirava um cochilo da tarde.
Bem.
—Vamos para o alto do morro! – Fala o macaquinho deixando o viajante confuso. – Quero fazer uma surpreso para o meu Di-chan, quando voltar! – O esverdeado entende a mensagem. O menino queria voltar a ser humano, para depois poder ver o seu amado avô.
Demorou algumas horas para chegar até o topo do morro, que mais parecia uma montanha. E quando os dois viram a casa simples de madeira eles sorriram.
Na porta o macaquinho fica um pouco recitante ao bater na porta, mas depois de longos minutos de espera finalmente o mesmo bate. Não demora muito para que a pessoa atendesse, e o guerreiro fica surpreso ao ver a bruxa.
A mulher que se encontrava na sua frente era bem bonita, de longos cabelos pretos e pele branca, que sorria ao ver o macaco e depois o guerreiro, mas na imaginação do esverdeado imaginava uma velhinha de cabelos brancos, pele enrugada, pequena e rabugenta.
—Que surpresa agradável! – Fala a mulher. – Já faz um bom tempo que esperava por você. – Diz dando espaço para que os dois pudessem entrar na casa.
O local era bem agradável, havia uma mesa de centro com três cadeiras e ao fundo um fogão, que por acaso havia uma chaleira sendo esquentada, e do lado direito do local havia duas portas.
—Sentem-se. – Fala a morena, que ia em direção ao fogão. O macaquinho não recitou em ir para a mesa e se sentar na mesma, já que mesmo que ficasse em pé na cadeira não alcançaria a mesa. O esverdeado demorou um pouco para se sentar, já que se sentia desconfortável e desconfiado da dona da casa.
A mulher traz três xicaras, que continha um liquido amarronzado com um aroma agradável, deixando na frente de seus convidados, para logo em seguida se sentar e tomar um gole.
—O que é isso? – Pergunta o viajante desconfiado.
—Chá de ervas doces. – Fala a outra. O menino amaldiçoado pega a xicara e não demora a dar o primeiro gole, para depois olhar para a bruxa.
—Que gostoso! – Fala o animalzinho.
—Fico feliz que tenha gostado. – O guerreiro olhava apenas a situação silenciosamente, até que decide chamar a atenção do menino.
—Ei. Não viemos aqui para tomar chá. – O macaquinho solta um pequeno ruído de compreensão que o outro havia dito para depois retornar a mulher com um grande sorriso.
—Obrigado! – Fala o animalzinho surpreendendo o amigo. A morena continuava com o seu sorriso e solta uma pequena risada com o agradecimento do outro.
—De nada, fico feliz que tenha conseguido o que queria. – Fala a bruxa, deixando o guerreiro ainda mais confuso do que já estava. – Mas foi como esperado?
—Melhor do que o esperado! – Afirma o outro com um grande sorriso estampado no rosto. O macaquinho olha para o amigo que se sentia perdido, não estava entendendo nada. – Mas tenho que ir! – Diz com uma cara de espanto ao se lembrar de algo. – Eu tenho que falar com o meu Di-chan! – Se levanta e vai em direção a porta. – Ele deve estar preocupado. – Fala saindo deixando o guerreiro para trás confuso, mas não demora muito para que o esverdeado saísse do local e corresse atrás do outro.
Ao sair da casa o guerreiro começa a procurar o macaquinho, mas não o encontrava, só havia avistado um menino de cabelos pretos e curtos, que estava parado o olhando.
—Ei! O que você está fazendo ai parado?! – Grita o menino, o esverdeado estranha, pois aparente mente aquela pessoa estava gritando para si. – Vem logo. – O esverdeado o olhava. E se perguntava. Será que ele está falando comigo? O menino que se mantinha no mesmo lugar começa a se mover em sua direção até que os dois ficam frente a frente.
—O que você está fazendo? – Fala o menino, confirmando a sua pergunta que havia feito agora pouco. – Eu quero que você venha conhecer o meu Di-chan! – Fala o mesmo pegando a sua mão e o puxando.
Foi aí que o guerreiro percebeu, que aquele menino era o macaquinho.
—Você virou humano de volta?! – Fala o outro surpreso. O menino para e depois olha para a sua mão, e depois solta um pequeno grito.
—EU SOU HUMANO! – Fala feliz.
—Mas... como? – A cabeça do esverdeado já estava todo emaranhado e não estava entendendo mais nada da situação. – Como você virou humano?
—Virei humano porque cumpri a promessa. – Fala o moreno.
—Como assim? Aquela bruxa não havia te amaldiçoado?
—Não. – Fala deixando o outro mais confuso. – Eu pedi ajuda para ela. – Sem mais entender, e querendo saber o que estava acontecendo o esverdeado pede para que o outro explicasse a situação.
—Bem... Eu não fui amaldiçoado. – Começa. – Na verdade eu fui enfeitiçado por aquela mulher, que é a feiticeira da nossa vila, depois de pedir a ajuda dela. Eu soube que ela realizava os desejos de todos do vilarejo, então um dia decidir ir até ela. O meu desejo era conseguir sair dessa vila, mas não tinha coragem por conta do meu Di-chan, por isso fui pedir ajuda dela. E depois de ouvir a minha história, ela me transformou em macaco e me levou para aquela floresta, e falou que eu poderia me transformar em humano depois que eu cumprisse a promessa que havia feito para ela em troca do meu desejo.
—Como assim? Isso não faz sentido nenhum! Você tinha dito que ela tinha te amaldiçoado!
—Ela distorceu uma parte da minha memória, para que eu pudesse realizar o meu desejo. Se minha memória não tivesse sido distorcida não teria conseguido realizar esse meu desejo.
— E que promessa é essa que você falou?
—Que eu retornaria, agradeceria ela e que passaria um tempo com ela.
Demorou um tempo para que o amigo entendesse as informações dadas, mas que logo foram compreendidas. E como o menino havia dito, ele havia apresentado o amigo para o avô, que ficou agradecido por ter cuidado do seu neto querido.
O guerreiro ficou na vila por dois dias, e no terceiro dia pretendia partir para continuar a sua viagem, mas o menino, queria muito acompanhar o seu amigo, só que não queria deixar o seu avô sozinho, mas depois de muita insistência por parte do avô, o mais nova acabou cedendo e os dois partiram para uma nova e grande jornada
Fim.
Ao terminar, tanto Chopper quanto Luffy ficaram emocionados com a história.
—Que história legal! – Fala Chopper. – Fico feliz que o macaquinho conseguiu realizar o seu desejo!
—Que história! – Fala Luffy. – Robin você conhece cada história legal! – Fala o capitão com um grande sorriso.
—Robin! Lê mais uma história! – Pede a pequena rena.
—Acho melhor deixar a história para amanhã. – Diz a arqueóloga com um sorriso doce. – Já está tarde. – Tanto o médico quanto o capitão fizeram uma cara de desapontado, mas sabiam que já era tarde e que tinham que dormir.
Os três se levantam e iriam para os seus dormitórios, até que Luffy decide assaltar novamente a geladeira desviando do seu destino.
A caminho da cozinha Luffy olha para o céu estrelado, que chamou a sua atenção. Por algum motivo aquela noite havia mais estrelas do que o normal, o que o fez lembrar da época em que navegou sozinho, onde se sentiu sozinho e olhava as estrelas como uma forma de se consolar. Mas que esse sentimento foi deixado de lado, depois que Zoro havia entrado em sua tripulação, deixando suas noites mais aconchegantes e menos vazio.
Luffy se deita no gamado do convés e começa a olhar as estrelas, perdendo em seus devaneios para depois sentir sono vir e dormir.
...
Na sala de treinamento Zoro estava treinando como de costume, até que decide fazer uma pausa. Seu corpo não estava suado como de costume com os seus treinamentos pesados, pois de manhã já havia forçado o seu corpo, e naquela noite, decidiu que iria fazer apenas um treinamento “leve” para ficar em forma.
Sua garganta estava seca, e as garrafas de água havia acabado onde geralmente teria, então Zoro decide ir para a cozinha onde, quem sabe, assaltaria a dispensa para poder fazer um pequeno brinde naquela noite tão bonita e estrelada.
Descendo da sala de treinamento, Zoro avista alguém deitado no gramado, o que o chamou a atenção. Ele vai até o local e vê Luffy dormindo tranquilamente. O espadachim chama o nome do capitão algumas vezes, mas vendo que o outro não responderia decide leva-lo para o dormitório.
O esverdeado pega Luffy e o leva pelo ombro, e ao chegar no quarto o deixa na cama de uma forma uma desengonçada, mas logo o menor começa a se mexer e a se ajeitar na cama.
Zoro estava prestes a sair até que ouve o seu nome ser chamado.
—Zoro? – Chama Luffy, o mesmo se vira e olha para o seu capitão. Luffy espreme os olhos não muitos abertos por conta do sono, e ao confirmar que era o mesmo um sorriso se forma em seu rosto, para logo em seguida dizer:
— Seu cabelo é verde.
Nesse momento o esverdeado percebe que o outro ainda estava dormindo, pois Luffy era a única pessoa que conseguia ficar acordado e ao mesmo tempo dormindo, e preste a ignorar o moreno e sair do local, ele ouve o mesmo chamar novamente.
—Zoro. – Zoro vira, mesmo sabendo que seria mais uma frase sem nexo. – Obrigado, por ser o meu companheiro. – E finalmente Luffy dorme, podendo ouvir o seu ronco quase inaudível.
O esverdeado o olha um tanto confuso com o que o outro havia dito, mas aquelas palavras foram suficientes para que esboçasse um sorriso em seu rosto, e saísse do local, mas antes ele espia novamente o moreno que dormia e fala em sua mente.
—“Boa noite Luffy. ”
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