O local favorito daquele garoto.
1 O local favorito daquele Garoto.
Notas iniciais
Aquele garoto, aquele garoto é tão... diferente. Seus olhos castanhos profundos, cabelo e vestimentas desajeitadas, por algum motivo após observar ele por algum tempo. Comecei a gostar cada vez mais e mais dele. Você pode me chamar de stalker ou de maluca... mas, ele era tão misterioso que quando me dei por mim mesma... eu estava nos braços dele, sua mão me segurando firme a ponto de sentir meus ossos tremerem.
Meu nome é Sophia, e por algum motivo... minha mente está lembrando sobre como me apaixonei por esse menino.
Sabe, sou uma garota muito tímida, tenho olhos e cabelos escuros como a noite e leves sardas no rosto. Tenho dezessete anos, e já havia sim me interessado por alguns meninos, mas nunca dei muita bola porque nunca imaginei que alguém em algum dia iria se interessar por mim.
Más tudo mudou quando minha família se mudou para uma cidade no interior de colmar, na França. A cidade era inexplicavelmente linda, as ruas e construções remetem muito ao período medieval, os longos lagos cortando as ruas da cidade, e a flora que se misturava a parte urbana, era linda demais, todo dia para mim. Era como ver uma obra de arte em movimento...
Voltando a falar do garoto, após longos meses tomei coragem de falar com ele, descobri que seu nome era Christopher, ele aparentava ser um pouco tímido também, ou talvez um pouco recluso. Sua voz era suave e elegante, combinava perfeitamente com sua aparência desarrumada e suas olheiras levemente marcadas a baixo dos olhos.
Certo dia formamos uma dupla na aula de química, e foi quando isso aconteceu.
—Porque é tão obcecada por mim? — ele me perguntou.
Tomada pela vergonha e em meio a gaguejos, tudo oque consegui dizer foi. – Eu não sei... apenas quanto mais sei sobre você, tenho vontade de saber mais. -Sussurrei olhando para meu caderno e segurando a caneta firme a ponto de ela trincar.
-Cada vez mais curiosa. -Disse ele com um tom suave.
Os dias após isso foram passando e passando, mais um ano estava quase acabando e eu sentia q estava próxima dele, estava muito mais próxima doque um dia esperei. Durante muito tempo apenas o observei de longe, e agora... até mesmo íamos ao cinema juntos, sei que aprece pouca coisa..., mas, eu sentia que ele também começou a gostar de mim.
Uma vez, ele simplesmente apareceu no quintal da minha casa, subiu na arvore próxima a meu quarto e bateu na janela. Acordei assustada, uma batida na minha janela? No segundo andar? As duas da madrugada?
Trêmula eu abri a cortina lentamente, e foi aí que vi uma das coisas mais lindas que nunca imaginei que veria. Christopher ali, sobre a luz prateada da lua, seus olhos brilhando a sua pele clara reluzindo. -Posso entrar? -Perguntou ele.
Eu apenas abri a janela sem pensar, e então ali estava ele. Um leve arranhão no rosto e roupas sujas, não questionei oque aconteceu, apenas limpei o sangue do seu rosto e ficamos ali durante um tempo, conversando. Ele aprecia triste, porem tinha algo de diferente que eu n sabia dizer... mesmo triste. Ele parecia cheio de vida.
Após isso mais um tempo passou, e praticamente não desgrudávamos um do outro, ele sempre sério e carinhoso, e eu ali... toda boba não acreditando no sonho que eu estava vivendo.
No entanto, no mês de outubro. Christopher simplesmente desapareceu por longas duas semanas, não o vi na cidade, não o vi na escola, e nem ao menos sabia onde ele morava. Esses quinze dias o qual fiquei sem noticias dele, foram os mais cinzas que vivi desde minha infância. Aquela cidade que pra mim era como um sonho novo todo dia, sem ele... agora parecia apenas uma cidade comum...
O mês então virou, era novembro e a escola decidiu dar uma festa para os alunos comemorarem o termino das aulas, rapidamente todos tinham um par. E pela primeira vez em todos esses anos, eu desejei com toda a força poder ir nesse baile... E meus desejos foram atendidos, Christopher retornou à escola, foi explicado que a família dele saiu em viagens de negócio e ele foi obrigado a ir junto, porem... ele não estava mais parecendo tão vivo como quando ele apareceu no meu quarto aquela madrugada, más não entenda errado. Ele ainda estava lindo.
Após pedir desculpas por desaparecer, ele olhou em meus olhos e perguntou se eu já tinha um par para a festa. Sentindo meus pensamentos se misturarem, apenas sinalizei que não com a cabeça, e então. Ele me convidou, e a emoção tomou conta de mim.
Rapidamente os dias passaram, e a noite da festa chegou. Minha mãe e pai me levaram para a escola de carro, vesti pela primeira vez um vestido azul que minha mãe um dia comprou para mim, arrumei meu cabelo o deixando liso, e passei meu melhor perfume.
Ao chegar na escola, demorou alguns longos minutos para que Christopher aparecesse, mas quando apareceu... céus eu não me contive. Corri na direção dele e o abracei, o cheiro dele era forte porem não era desagradável, ele vestia um moletom rosa e uma calça de abrigo preta com tênis preto também. Para resumir, ele estava com o mesmo visual de sempre... desarrumado porem elegante.
Nós dançamos, comemos alguns dos petiscos que estavam na mesa, e depois de algumas horas sentamos a mesa, eu nunca havia me divertido tanto.
-Sophia.. -Disse aquela calma voz enquanto me encarava. -Eu gosto de você...
Senti meu coração disparar. -Eu... gosto de você também Christopher. -Acho que eu n devia ter dito isso, mas quando me dei por mim. Já tinha escapado.
-Sophia. -Pela primeira vez em meses, vi os olhos de Christopher brilharem de uma forma que não sei descrever, e o sorriso no rosto dele. Aquele sorriso leve porem cheio de alegria. -Vem comigo. -Disse ele ao levantar da mesa e segurar minha mão firmemente.
Corremos por entre os alunos que dançavam e se divertiam, ele me levou para uma das quadras da escola, a noite era linda. Uma lua linda como naquela noite que o vi na janela do meu quarto.
Ele me pegou em seus braços e pediu para que fechasse os olhos, e assim eu fiz. Em seguida senti uma forte rajada de vento soprar e por impulso abri os olhos assustada.
-Como... -Falei ao ver onde estávamos.
Era uma planície enorme, um vasto gramado que verdejava vida, e uma única e solitária arvore de carvalho.
-Aqui é meu lugar favorito, -Disse ele passando a mão no tronco da árvore.
Eu ainda estava perplexa com oque ocorreu, mas vendo aquele sorriso no rosto dele. Apenas me esqueci sobre -É lindo... -Afirmei suspirando.
-Sophia... -Ele se aproximou de mim. -Você gosta de mim certo? -Ele segurou meus ombros com tanta força que senti meus ombros estralarem.
-Sim... -Sussurrei, e então ele sorriu carinhosamente.
-Você me deixa feliz ao saber disso, também gosto de você... -Aquele sorriso aconchegante, aqueles lábios rosados.
Senti meu coração disparar enquanto o rosto dele chegava próximo do meu, inconscientemente fechei meus olhos.
-Sua atenção me enche de vida Sophia, obrigado por me amar. Eu amo você também.
CREAK
Senti uma dor aguda entre meu pescoço e ombro, seguida de um calor que percorria por toda minha pele.
-ÃH... -Abri meus olhos quando senti meu corpo cair naquele gramado, em cima de mim. Uma criatura majestosamente assustadora.
Oque era aquilo? Eu não sei..., mas não conseguia reagir, não conseguia fazer nada. Meu corpo não se movia, ele parecia estar aceitando de bom grado seja oque for que estava acontecendo.
Senti algumas gotas caírem sobre meu rosto enquanto a criatura se afastava, eram lagrimas. Quando a criatura ficou de pé, a luz da lua o revelou para mim... Um grande lobo mais escuro que a própria noite, com as roupas de Christopher estava usando, em seus olhos, eu via aquele mesmo brilho daqueles olhos que brilhavam em vida. Em sua boca escura, o vermelho vivo. Carmesim, um tom quente mais vermelho que o próprio vermelho...
Ele se abaixou próximo a minha perna, e então escutei mais um creak, senti o calor do sangue escorrendo sobre minha coxa...
Não sei oque aconteceu, não sei oque tudo isso é. E por algum motivo, meu corpo e mente apenas aceitaram.
-Chegamos tarde... -Ouvi uma voz grossa dizer, e então vi apenas o vulto daquele grande lobo se levantar ao arrepiar cada um de seus pelos.
Minha visão começou escurecer, minha mente começou a falhar... Não sei oque aconteceu, não sei oque era tudo aquilo. Eu deveria ter fugido? Não, acho que não... por algum motivo meu corpo e mente apenas aceitaram o que ocorreu..., mas porquê? Oque era isso que sentia? É assim que é... o amor?
Fale com o autor