O lobo e a raposa
27 Primeiro contato íntimo
Capítulo 27: Primeiro contato íntimo
Olhei para Kakashi, sentado em minha frente na cama, com um pedido em meus olhos.
— Tudo bem.
— Isso! — comemorei minha vitória, quase pulando da cama. Mas rapidamente me contive e esperei, olhando-o fixamente.
Alguns dias atrás, Kakashi havia usado sua forma animal para conseguir o meu perdão, depois disso aproveitei para perguntar mais sobre suas capacidades e habilidades que não conhecia. Nessa conversa, descobri que Kakashi podia controlar livremente o tamanho do seu corpo e isso desencadeou meu desejo de segurar um pequeno lobo nos braços, como se pudesse ver o pequeno Kakashi que não conheci.
Nesses dias tenho insistido para que ele me deixasse ver uma pequena forma sua, mas antes ele havia negado, embora eu não saiba o motivo. Mas finalmente! Depois de alguns dias de insistência, ele enfim concordou!
Esperei ansiosamente e diante de meus olhos, vi ele se transformar. Em um segundo a aparência humana se foi e em seu lugar havia um lobo, um lobo muito menor do que aquele com o qual estou acostumado. Fiquei surpreso, mas mais que isso, fiquei maravilhado.
Seu tamanho atual era apenas o de um cachorro grande, diferente do lobo que era muitas vezes maior do que eu. Olhei para ele e não escondi o sorriso e felicidade enquanto esticava os braços e o convidava para meu abraço. Ele hesitou por alguns segundos, mas ainda veio e eu o abracei entre risos.
Esse tamanho era perfeito para abraçar, mas também tinha suas desvantagens, pois era pequeno demais e não podia me deitar nele. Porém, ainda aproveitei bem a oportunidade, esfregando seu pelo e o abraçando por vários minutos.
— Satisfeito?
— Um pouco — respondi honestamente, olhando para o lobo sentado há poucos centímetros de distância. Encarei seus olhos e usei uma mão para tocar sua orelha, fazendo um carinho nela e descendo até a lateral da cabeça. Com a outra mão, toquei sua cauda, alisando-a e pela primeira vez iniciando uma provocação.
Fiquei um pouco envergonhado de minhas ações, mas ainda continuei lhe tocando, depois aproximei meu rosto e beijei a lateral do seu focinho, vendo seus olhos se estreitarem enquanto ele olhava para mim.
Ficamos em silêncio e ele também se aproximou, lambendo meu pescoço e fazendo cócegas, enquanto eu ria, os pelos sob minha mão se tornaram pele e sua língua deixou meu pescoço enquanto lábios tocavam nos meus. Minhas mãos estavam presas nas suas e ele se aproximou cada vez mais, me forçando a me deitar na cama e ficando sobre mim, ainda me beijando.
Dessa vez o beijo não era tão simples quanto antes e ele movia sua boca na minha, às vezes lambia meus lábios ou os mordia levemente. Meus batimentos cardíacos aumentaram em algum momento, assim como a minha respiração se acelerou, mas não estava desconfortável. Pelo contrário, esse sentimento era ótimo.
Quando ele soltou minhas mãos, passei meus braços por seu pescoço e aproximei mais nossos corpos, não querendo que essas sensações se encerrassem.
Em meio aos beijos, senti suas mãos tatearem meu corpo e até mesmo tocaram meu membro por cima da roupa. Ao sentir esse toque, respirei fundo entre um beijo e outro, nunca imaginando que esse tipo de contato pudesse ser tão bom. Antes, não sabia se tinha desejo ou não, mas quanto mais tempo passava ao lado de Kakashi, mais sabia que o desejava e era mais do que imaginava.
Ele pareceu perceber que gostei do contato e concentrou seus toques ali, ainda sobre a roupa. Esse tipo de toque era excitante, mas me deixava insatisfeito. Não pude deixar de mover meu corpo devido ao desconforto. Kakashi tirou seus lábios dos meus e passou para a lateral do pescoço, no mesmo momento em que tocava meu membro, dessa vez sem o impedimento das roupas.
Esse toque foi ainda melhor do que eu esperava. E agora que minha boca não estava mais bloqueada pela sua, não pude deixar de gemer devido ao prazer. Sentia que sua mão me rodeava e se movia, mas não prestei a atenção em nada, além disso, pois só conseguia, fechar os olhos e me entregar ao prazer. Logo, esse prazer aumentou de repente, me pegando de surpresa, assim como a aceleração dos seus movimentos que me fizeram alcançar o verdadeiro prazer.
Por alguns segundos apenas olhei para o teto e deixei que meu corpo se recuperasse do êxtase daquele momento, depois me concentrei em beijar os lábios que estavam mais uma vez junto dos meus.
Enquanto o beijava, senti seu membro rígido que tocava meu corpo e abaixei uma de minhas mãos para lhe tocar. Minhas mãos tremiam um pouco, talvez de nervosismo ou de antecipação, mas ainda consegui lhe segurar sobre a roupa e ouvir seus suspiros de prazer.
Mas como eu mesmo já havia sentido antes, o toque por cima das roupas não era o suficiente, então deixei que minhas mãos deslizassem para dentro de suas roupas inferiores e tocassem seu membro diretamente. Segurei-o com pouca força, sem saber exatamente como fazer isso, porque minha única experiência nessa área foi agora há pouco e estava concentrado demais tendo prazer para poder aprender.
Ele percebeu minhas dúvidas e parou o beijo. Enquanto seu rosto pairava em frente ao meu, ele deslizou uma de suas mãos até a minha e a envolveu, apertando seu membro e movimentando minha mão para cima e para baixo, ensinando o que deveria ser feito naquele momento.
Engoli a saliva na boca e respirando rapidamente, segui os movimentos que ele mostrou depois que sua mão me soltou. Ele ficou com ambos os braços apoiados ao lado de meu corpo e seu corpo sobre o meu, não se distanciando e também não se aproximando.
Seus olhos estavam fixos nos meus e não conseguia desviar, como se houvesse um poder naqueles olhos que me impediam de olhar para outro lugar que não fossem eles. Então nesse momento eu podia ver o desejo que era tão claro quando um espelho, esse desejo era a minha aparência que podia ver refletido em seus olhos.
Sua respiração aumentou pouco a pouco e seu membro parecia mais rígido do que antes, mas ele ainda não havia alçando o clímax. Usei minha outra mão para lhe segurar e com ambas juntas, intensifiquei meus movimentos, ouvindo um leve rosnado deixar sua garganta, um rosnado de puro prazer.
Seus lábios estavam entreabertos e sua respiração estava desordenada. Ergui minhas cabeça e o beijei, sentindo o prazer de vê-lo, de tocá-lo e de beijá-lo. Ele retribuiu o beijo e em um momento mordeu meu lábio inferior, no mesmo momento em que sentia algo molhar minhas mãos.
Quando retirei minhas mãos de suas calças, ele ainda lambia a ferida em meus lábios enquanto usava esse tempo para controlar sua respiração, assim como eu fazia com a minha.
— Você está bem? — perguntou com uma voz um pouco rouca.
— Melhor do que nunca — respondi e sorri, vendo seu sorriso satisfeito enquanto ele se levantava e me ajudava a levantar.
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