O livro das Invasões
2 Lucy
Notas iniciais
"Ótimo". Pensei comigo mesma. "Agora eu vou ser tratada como criança agora é?". Por mim nem estaria aqui, qual é a graça de visitar um monte de pedras? Só podia ser coisa do Hugo mesmo, mas resolvi não questionar ele estava fazendo de tudo pra me tirar de casa. Tentei me distrai o máximo possivel, observava aqueles turistas. Uns estavam empolgadissimos com a visita ao Stonehenge, já outros estavam como eu, completamente entediados.
Fazia um tempo que não saia com meu irmão, aliás fazia um tempo que eu não saia. Eu nunca fui de ter muitos amigos, mas depois que minha melhor amiga Candy morreu, eu tive dificuldades de voltar a fazer amizades, e dificuldades para sair de casa. Minhas notas caíram muito, e quase entrei em depressão. Eu devo ser fraca mesmo, isso aconreceu há dois anos atrás, e até agora não esqueci.
Candy e eu saíamos da estação de metro em Londres. Aquele foi um dia legal, nós fomos há evento bem interessante sobre cultura asiática e depois fomos ver um filme. Já era tarde da noite quando fomos abordadas por dois assaltantes armados. Levaram tudo que tinhamos, e depois deram dois tiros em Candy e um tiro em mim. Eu consegui resitir, o tiro pegou no meu braço direito, mas Candy não conseguiu, e morreu ali mesmo. Enquanto pensava naquilo tudo, meus pensamentos foram interrompidos por uma voz feminina, que eu não conhecia.
– Lucy Morgan?- Me virei asustada, dei de cara com uma garota, não conhecia é claro, mas como ela sabia meu nome?
–Sim...- Eu disse, assustada. Será que eu fiz alguma coisa de erradao? Engraçado, nem me lembro de ter aprontado nada.- Sim, sou eu mesma. E quem é voce? Como sabe meu nome?
– Ah sim- disse a garota- Eu sou Frannie. Frannie Hall.- Nossa! Pensei comigo mesma. Da forma como essa tal de Frannie Hall, se apresentou não pude notar o orgulho que vinha quando falou seu própio nome, credo! A garota era estranha, tinha roupas estranhas. Mas tinha outra coisa mais estranha ainda, como é que ela sabia meu nome? Pensei pela segunda vez.
– Ehh... eu não sei quem voce é, e muito menos sei como voce sabe meu nome...
–Da forma como eu sei não interessa- Ela disse com mais orgulho ainda. Que garota abusada- Mas o que interessa é que finalmente te encontrei!
Tá. Agora as coisas estavam ficando muuuito estranhas, eu estava começando a me assustar com essa garota. Desejei que Hugo estivesse ali comigo, porque ele estava demorando tanto? E não sei o que eu me assustava mais naquela garota estranha, se era o modo que se vestia, ou sua expressão meio que triunfante, como se acabasse de encantrar um tesouro precioso. Frannie tinha um estilo meio dark, usava um sobretudo preto, calça jeans, coturnos, e luvas que não cobriam os dedos. Fora aquela maquiagem fortíssima que me dava a impressão bem mais estranha.
– Nossa, eu sou tão importante assim?- Falei tentando disfarçar o medo — Quem é voce e o que quer de mim ?
Nesse momento Hugo chegou. Ele me viu frente a frente com a tal Frannie. E pude ver pelo seu rosto, que ele deduziu que eu tinha acabado de me meter em uma nova confusão.
–Posso saber o que está acontecendo aqui?- Hugo falou se aproximando de nós duas.
–Mano!!-Eu disse aliviada- Essa garota, veio ao meu encontro. E eu não a conheço. E ela sabe meu nome e...
–Olha, não sei quem é voce, e muito menos como sabe o nome da minha irmã!- Hugo falou me interrompendo.
– Sua irmã??- Frannie falou. Mas agora em um tom de deboche- E quem foi que disse que Lucy é sua irmã?
Senti meu mundo cair naquele exato momento. Como uma garota chega do nada, ao meu encontro e falando que Hugo não é meu irmão? Tinha alguma coisa muito errada ali, e bem mal explicada.
–Hã como ousa!- Hugou falou com raiva- Como ousa falar uma coisas dessas? Voce é maluca??- Ele já estava ficando com mais raiva ainda. Como aquela garota teve a ousadia de falar isso para ele? As coisas já estavam mais estranho do que o normal. E essa tal de Frannie estranha, até agora não tinha explicado como sabia como sabia meu nome, muito menos o por que de querer vim ao meu encontro. — Vamos Lucy, vamos dá o fora daqui antes que eu perca a paciencia com gente maluca!- Falou puxando meu braço.
– Se voce for embora- A garota dizia debochando- As coisas só vão ficar piores, para vocês.
–OLHA AQUI!- Dessa vez foi a minha vez de ficar com raiva. Já tinha perdido o medo e o nervosismo. Aquela garota me deixou irritada.- Se você não falar agora o que quer comigo, as coisas vão ficar feias pro seu lado!
–Isso é uma ameaça??- A garota dizia rindo e debochando. E aquilo era o que mais me irritava, como essa garota pode ser capaz de ser odiada sem nem ao menos ser conhecida direito? Não aguentei, e no momento em que ia avançar nela, eu fui interrompida por um corvo que parou bem na minha frente. Eu parei . Mesmo não querendo eu parei. Era como se aquele corvo me mantesse paralisada. De repente aquele corvo se metamorfoseou, e tomou a forma de uma bela mulher. E eu me perguntei se mais alguém estava vendo a mesma cena que eu. Por que quando eu olhei ao meu redor, percebi que os turistas não não havia notado nada.
A mulher já tranformada, ficou me olhando. Me fitava com tamanha atenção, que eu senti que ela iria me matar apenas com o olhar. Virei-me para Hugo, e percebi que ele estava como eu, assustadíssimo . Como só ele e eu conseguíamos ver aquilo e os turistas não? A mulher ainda continuava me fitando com aquele olhar matador. Pude ver que Frannie Estranha, ainda estava com aquela olhar provocador, e não dava a mínima atenção para a mulher a minha frente. Foi aí então que ela falou:
– E aí ainda vai querer me bater??- Ela falava com aquele mesmo tom de voz. De repente o nervosismo transformou-se em ódio, empurrei a mulher corvo e fui em direção a Frannie estranha . Não pensei duas vezes soquei-lhe sua face, fazendo sangue sair de sua boca. Eu não sei o que deu em mim, senti uma adrenalina estranha que logo foi se tranformando em um ódio profundo por aquela garota. Soquei-lhe de novo a sua face, com uma força horrenda. Não sabia onde tinha encontrado tanta força. Frannie não fazia nada, apenas ficava parada e rindo recebendo os meus socos. Foi então que Hugo gritou:
– PARE! LUCY PARE!!- Eu parei assim que escutei sua voz. Foi só então que me dei conta do que estava acontecendo naquele momento. Olhei novamente para a mulher ao meu lado que ainda não tinha falado nada, só me olhava. Senti meu corpo cair, e tudo ficar escuro.
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