Luna olhou satisfeita para o trabalho que tinha feito. O teto do seu quarto agora estava pintado com os seus amigos mais importantes e que sempre estavam ali para ajudá-la. Mesmo Hermione e suas desavenças com ela, a garota era ótima para se debater, apesar de ter uma mente muito quadrada. Estava preocupada com eles, não sabia se eles iriam retornar a Hogwarts, pensou em visitar Ginny, mas seu pai dissera-lhe que ficasse, não tiveram muito tempo para conversar... Ainda mais nos últimos meses. Teve uma grata surpresa quando a amiga de cabelos rubros apareceu em sua casa, perguntando sobre ela. Conversaram sobre muita coisa, Ginny era muito compreensiva com ela, e ria de algumas ideias suas, mas nunca dela .Isso a fazia se sentir bastante segura com a menina, e se aprofundara mais ainda quando a garota namorara o Miguel-Mala-Corner, pois ia constantemente a mesa da Ravenclaw. Luna não gostava de dar apelidos às pessoas, mas não gostava do namorado da amiga, ele era meio babaca. Sua amizade se estreitou depois da Armada, e ela conheceu outro grande amigo, Neville. Um dos irmãos dela veio buscá-la, combinaram de se ver depois para conversarem, esperava que a amiga viesse logo,queria mostrar o que havia feito, mas ainda faltava alguns retoques. O pai estava bastante abalado desde o ataque, só lembrava de vê-lo dessa forma quando a mãe explodiu... Sempre evitava pensar nisso, pois vira tudo, não... não era hora de pensar nisso. — Vamos visitar os Scamander essa semana Luna — o pai lhe falo, o so Sobrenome Scamander era muito conhecido por causa de Newton Scamander — Quero fazer uma nova série no jornal, sobre bruxos notáveis e resolvi entrevistar as famílias desse bruxo e amigos. Os Scamander foram muito gentis, aceitaram na hora quando disse que não pertencia ao profeta diário. — E como decidiu pelos Scamander? -Luna ficou curiosa. -Na verdade estrearei com o Dumbledore, em sua homenagem, mas quero adiantar algumas coisas... Estamos em tempos conturbados. — ele pegou uma maçã — e os outros decidi fazer num sorteio — deu de ombros e pegou um pote médio de vidro com diversos papéis dentro. — Ainda tenho que terminar minha denúncia contra Nott, ele assassinou um trouxa num bairro pobre de Londres...Tem tanto sobre esses mau caráter, fica difícil escrever uma única notícia. ...................................................................................................................................................................................................................................... A visita a Luna fez muito bem a Ginny, que de pronto resolveu pôr seu plano em prática, era final de tarde de uma segunda, faltava nove dias para o seu aniversário e aquele era o pretexto que precisava para reunir alguns amigos ali. Desde a reunião ninguém lhe perguntava sobre Harry, a não ser pela conversa que tivera com os gêmeos, convencera-os a fechar o bico e negar veementemente. Ainda martelava as palavras de Lupin, mas Ginny tentava ser realista. Por mais que tivesse namorado Harry isso não significava um casamento ou algo assim, ultimamente as pessoas estavam mais intensas, sabia que não poderia criar expectativas tratando-se de Harry, já se magoara demais nisso, mas sabia que seja lá o que sentira antes de se envolver com o rapaz agora era diferente, maior, intenso e completamente fora do seu controle e isso lhe dava mais medo e não reviraria isso, não iria brincar com fogo, tinha outras preocupações, mas era inevitável pensar em Rony quando via a caixa do xadrez no mesmo canto da sala, ou em Hermione quando via Hogwarts,uma história e Harry... as pessoas fazia questão de lembrar-lhe dele, mas haviam momentos só deles que volta e meia se confundiam entre os gramados de Hogwarts e os jardins da Toca, a diferença era uma linda vista para o lago. Escreveu para Neville, e torcera para que ele entendesse, só Merlim sabia o quão lento o amigo podia ser as vezes. .............................................................................................................................................................................................................................................. Uma coruja bateu na janela de seu quarto. Estava cuidando de uma nova espécime, tentando criar uma nova planta. Pegou a carta e reconheceu a caligrafia de sua amiga. Fazia tempos desde a última vez que tinha uma notícia de Ginny, Luna, Hermione, Harry e Rony, eles era especiais para Neville, de maneiras bem distintas, tinha mudado bastante desde o primeiro ano, adquiriu uma confiança e estima e estava mais maduro. Abriu a carta. Querido Neville, Sinto saudades de suas longas explicações sobre Herbologia — aprendi mais do que com a Sprout! — daqui a dez dias é meu aniversário e gostaria muito, muito que você viesse. Ron está doente por isso será algo mais intimo. Espero que se lembre do dinheiro que a Hermione te emprestou, eu vou cobrar por ela viu! Sempre ande com o dinheiro no bolso. Abraços, Ginny P.s : Se lembre de Astronomia e Defesa Contra a Arte das trevas, sei que você Adora Demais! Neville levou um tempo para entender completamente o sentido daquelas palavras, na guerra tinha que tomar cuidado com tudo, o mínimo deslize e puf! Estava entregue aos comensais. Ele ficou sem entender porque sua amiga falara de dinheiro e Hermione... Astronomia e Defesa... Adoro Demais?!? — Merlim, como eu te adoro sua peste ! — ele pensou alto e sorriu, só poderia ser aquilo. Pegou sua moeda e guardou-a junto a varinha, iria com toda certeza à essa festa. Teria que convencer sua avó disso, apesar de ser a favor de Harry ela ficou muito revoltada quando soube de sua possível fuga. — A.D ! Claro. Desceu as escadas e a encontrou sob o rádio, como estava calor, não tinha as roupas de animais que amava usar, estava com um simples vestido velho e parecia muito concentrada em sintonizar a estação. Esperou brevemente e lhe contou tudo, não tinha necessidade de esconder da avó o que estava acontecendo, e ela simplesmente confirmou e o encarou por instantes e voltou ao rádio.Neville nunca pensou que seria tão fácil convencer a avó, mas desde que lutara no Ministério a cobrança diminuíra muito e não era mais tão comparado ao seu pai. Aos poucos sua avó estava aceitando-o como, de fato, ele é, quem sabe não fosse tão ruim quando a avó soubesse que queria fazer herbologia à ser Auror como os pais. ...................................................................................................................................................................................................................................... Edward Lupin era uma criança muito fofinha, tinha pouco mais de dois meses e já dava sinais de que puxara a mãe. Ginny brincava com o menino que estava no colo da mãe, era uma das poucas vezes que Tonks viera para Toca depois do nascimento de Teddy, ela e Charles conversaram por muito tempo, foram amigos em Hogwarts e Lupin disfarçava o incômodo que sentia, sabia que não tinha nada demais, que era uma empolgação de amigos que há muito não se viam, ele tivera a mesma reação ao reencontrar o Sirius... Mas o ciúme não é racional, nem controlável. Tonks brincava com Teddy junto de Ginny e Charles, os dois Weasley se divertiam vendo os cabelos do menino mudar de cor, assim como os da mãe, e riram genuinamente. — É estranho essa calma não?- o Sr.Weasley se aproximou olhando da cena para Lupin — Parece muito como da primeira vez. -Isso me deixa ansioso, queria encontrar o Harry, eu deveria protegê-lo já que James,Lily e Sirius não estão mais aqui — ele olhou intensamente para o filho — Se não tivesse o Teddy, eu acharia que esta seria a minha última batalha, por enquanto, quero viver para que ele não passe pelo mesmo que o Harry. — Bem, da primeira vez não participei da guerra como agora, mas fiz escolhas que me deram minha família — Molly e ele viveram intensamente aqueles momentos, quando acharam que poderiam ser os últimos, os Weasley eram apoiadores dos trouxas, a única coisa que mantinha a família fora da lista de Voldemort era por fazer parte dos Sagrados 28. — Se arrepende de alguma ? — ele encarou Arthur, e viu nos olhos azuis do mais velho uma hesitação. — Talvez não ter participado mais ativamente da guerra — ele coçou a cabeça — Mas faria tudo de novo.É estranho pensar que nossos filhos são os jovens agora. As vezes parece que se passaram centenas de anos desde a guerra,e outras parecem que nunca saímos dela. Remo olhou para Arthur com outros olhos, geralmente o homem passava uma calma e segurança inesgotável e mantinha sempre um bom humor e otimismo que não se abalava. Nunca pensou vê-lo tão sério. — Dora, acho que temos que ir — viu os dois Weasley protestarem, e Tonks riu. — Seus pais vão ficar preocupados. — Ok, venho vê-la no seu aniversário Gi, tchau Charl — o casal se despediu de todos. Charlie esperou até que eles aparatassem e foi até onde o pai estava, algo estava incomodando-o. — O Lupin está estranho... Parece bem mais cansado e mais infeliz, mesmo com uma família linda como aquela. — o pai encarou longamente o filho, que teve alguns arrepios, era raro o pai ficar daquela maneira, contava nos dedos quantas vezes o vira realmente furioso e sério. — Ele não superou a fuga do Harry, dê um tempo à ele. Se sente responsável pelo garoto. — Charlie não poderia culpar Lupin, ele próprio estava assim pelo irmão, não imaginava como o pai estava se sentindo. — Você acha que ele vai atrás do Harry? Acha que o Harry vai conseguir cumprir o que Dumbledore deixou? — Não sei... Mas Dumbledore pediu para confiarmos no Harry e é isso que eu vou fazer, depois de sete anos convivendo com aquele garoto não posso dizer que não acredito, ele faz coisas incríveis parecer simples.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.