O legado da lua

6 V — Siga-me se puder


Notas iniciais
Olá pessoal ♥ Então, eu pretendia escrever esse capítulo nesse fim de semana para postar semana que vem, mas um comentário me deixou muito feliz e eu comecei a escrevê-lo no início da semana. Não pude postar antes porque só o terminei hoje - tive uma semana hiper cansativa resolvendo matrícula de faculdade, etc - mas eu consegui postar agora. Inclusive passei a frente de outra fic que está em hiatus, os leitores que não me matem ;u; Enfim, quem comentou sabe que é ela, seu comentário me deixou feliz e me fez adiantar um capítulo. Espero que gostem ♥

A sacerdotisa andava pelo vilarejo em passos lentos e despreocupados, na mão carregava um pequeno embrulho com algumas pomadas e ervas medicinais que havia comprado em uma tenda pelo caminho; não sabia se teria chance de comprar tais coisas tão cedo, a única certeza que tinha era que precisaria delas num futuro não tão distante. Algo dentro de si lhe dizia que ela estava se aproximando de algo perigoso, e os fatos só pareciam confirmar esse pressentimento. Ela conversava com os aldeões e alguns caçadores, todos lhe diziam sobre a quantidade de youkais poderosos se aproximando daquela região; uns diziam que eles estavam perseguindo alguém, outros que eles na verdade estavam fugindo… Havia quem dissesse que eles estavam competindo por algo. Tudo o que Rin sabia era que todas as provabilidades eram plausíveis e que aquilo deveria estar ligado ao conflito do Clã Inu. Mas ainda assim era estranho, assim como Kohaku havia dito, ainda era muito cedo para ocorrer esse tipo de mobilização.

— O que está acelerando isso? — a sacerdotisa murmurou para si, logo percebendo que alguém se aproximava dela por trás.

— Rin-san. — Rui chamou, fazendo a sacerdotisa lhe lançar um sorriso amigável, lembrando-se que rapaz havia ficado de lhe mostrar o vilarejo. — Onde está seu parceiro? — perguntou olhando ao redor, notando que o outro caçador não estava perto da moça.

— Conversando com algum caçador por aí, provavelmente. Eu precisava comprar algumas coisas, então nos separamos — explicou dando de ombros, parecendo não se importar com o fato. Bem, realmente não se importava; afinal ela e Kohaku haviam combinado de andar separadamente para conseguir falar com mais pessoas. — E pode me chamar apenas de Rin. — concluiu, fazendo com que o rapaz assentisse.

— Muito bem, Rin, você vai esperar pelo seu amigo ou podemos começar? — ele perguntou, fazendo a moça dar uma leve risada.

— Vamos andar; de repente encontramos com ele por aí. — concluiu a sacerdotisa, vendo um largo sorriso estampar o belo rosto do rapaz antes de ele lhe responder.

— Então permita-me lhe mostrar o vilarejo.

xxx

— Você tem muitas histórias para alguém de vinte anos, rapaz. — o homem de aparentemente quarenta anos falou ao jovem caçador, que soltou uma pequena risada. Kohaku havia se enturmado com um grupo de caçadores, eram três, sendo que apenas um deles tinha menos do que trinta anos; ele estava saindo para reconhecer o território ao redor do vilarejo quando os encontrou e resolveu seguir com eles até certo ponto do caminho. O que falava com ele com o braço em torno de seu pescoço no momento era Fuuma, o mais velho dos três — Com quantos anos começou seu treinamento? — perguntou, fazendo o rapaz ponderar um pouco.

— Não me lembro ao certo… Toda a minha família era constituída por caçadores. — falou o rapaz, fazendo os outros assentirem.

— Era? — perguntou o moreno de olhos claros, ao qual Kohaku ainda não havia memorizado o nome.

— Meus pais morreram em um ataque ao vilarejo em que nasci… Só restamos eu e minha irmã mais velha. — explicou o rapaz, fazendo com que os outros fizessem um breve silêncio. Não era incomum caçadores terem um passado manchado com sangue, ainda mais aqueles nascidos em famílias ou vilarejos de caçadores.

— Mas bem… — Suichi, o mais novo do grupo, falou cortando o clima pesado que se instalou entre o grupo — Então você tem uma irmã mais velha? — perguntou o loiro com um sorriso divertido nos lábios, fazendo Kohaku lhe encarar com uma sobrancelha arqueada.

— Sim… Também tenho um cunhado e três pestes que chamo de sobrinhos. — falou o rapaz, fazendo os homens rirem e Suichi dar de ombros.

— É… Não foi dessa vez. — o loiro falou em falso tom desanimado, para logo desatar a rir com os demais. — Mas se eu fosse você, ficava de olho na sua garota; Rui está bastante interessado nela. — aconselhou, fazendo Kohaku tomar uma expressão um pouco mais séria.

— Rin não é minha garota… E ela não está interessada nele. — o rapaz falou desviando o olhar, levemente incomodado. Sabia que o filho do líder havia se interessado por Rin no momento em que lhe botou os olhos, mas também sabia que Rin não tinha nada além da missão em mente no momento… E ela também sabia se cuidar, não havia com o que se estressar.

— Oh… Isso quer dizer que ela não tem um compromisso? — Suichi perguntou com um sorriso malicioso, recebendo um olhar feroz de Kohaku e rindo logo em seguida — Eu estou brincando; eu não tentaria perfurar os olhos de um companheiro tão legal. Mas não é bom você deixar que ela continue assim por muito tempo, vão acabar roubando-a de você. — concluiu, fazendo Kohaku revirar os olhos. Ele não precisava de conselhos amorosos de um cara que acabara de conhecer e que em nada lhe conhecia, ainda mais em um momento como aquele.

— Tenho outras coisas para me preocupar agora. — Kohaku falou, fazendo com que os homens lhe encarassem por um momento.

— Deixe que eu adivinhe: Vocês também estão perseguindo um youkai. — o moreno de olhos claros falou, fazendo com que Kohaku maneasse com a cabeça — Há cinco dias um youkai passou por um vilarejo devastando-o como se fosse nada, assim que nos contrataram para matá-lo. — explicou, fazendo com que Kohaku assentisse. Não era incomum youkais destruírem vilarejos, mas a situação estava a um ponto em que coisas “normais” poderiam ser na verdade apenas um rastro de um conflito maior.

— Parece que houve muitos casos parecidos aqui na região. — falou Kohaku, fazendo com que os outros três assentissem.

— De fato, parece que os youkais andam atiçados por aqui. — Fuuma falou enquanto olhava para a rua, observando as pessoas que passavam — É bom que comecem a reforçar a segurança nesse vilarejo. — concluiu, fazendo com que os outros assentissem. De fato, com a aparição de tantos youkais poderosos em um mesmo lugar, o vilarejo poderia ficar em risco; isso deixou Kohaku preocupado. Mesmo que houvesse vários caçadores ali, se aparecesse um youkai com habilidades problemáticas como Izukamori eles não seriam o suficiente; e ele e Rin iriam embora no dia seguinte. Não que ele e Rin pudessem defender o vilarejo sozinhos, mas o poder de Rin era efetivo… E mesmo que pequena, ainda haveria uma chance de Sesshoumaru e Mizura ajudarem. De qualquer maneira, eles precisavam resolver aquela situação antes que as guerras entre os youkais começassem a acontecer de fato, seria desastroso.

— Como é este youkai que vocês estão perseguindo? — Kohaku perguntou, seria bom ele saber que tipo de youkais estavam por ali, assim poderia avaliar o tipo de inimigo que poderia lidar futuramente.

— Eu não sei muito sobre ele… — Suichi falou pensativo — Quem o viu foi Shouji. — concluiu olhando para o moreno de olhos claros, fazendo Kohaku desviar os olhos para o mesmo enquanto fazia uma nota mental sobre seu nome.

— Eu não sei de que tipo é, mas ele não era de qualquer raça inferior, além de ser bem poderoso. A pele dele era azulada e ele podia utilizar uns raios negros… — o homem descreveu, fazendo Kohaku se surpreender — Ele disse o nome… algo como Dachi… não me lembro bem. — Kohaku engoliu em seco… Não poderia ser Daiki, não é mesmo? Sesshoumaru o havia matado, tinha visto com seus próprios olhos. — Você parece surpreso, Kohaku… Sabe de algo sobre esse youkai? — perguntou o moreno, fazendo o outro ponderar.

— Eu não sei se é o mesmo… Mas se parece com o que atacou o meu vilarejo. — ele falou por fim, fazendo os outros homens assentirem; guardaria para si mesmo a parte de que ele deveria estar morto.

— Então nosso objetivo é o mesmo! — Fuuma falou animadamente, fazendo o caçador dar um sorriso e assentir — Nos ajude e repartimos a recompensa. — ofereceu ao rapaz, que negou com um sorriso.

— Eu só preciso confirmar quem é esse youkai, não preciso da recompensa. — falou, fazendo com que o mais velho desse de ombros.

— Esperem. — Suichi falou com uma expressão séria, era a primeira vez que Kohaku o via sério desde que o conhecera há algumas horas — Tem alguém à frente. — falou pegando a grande foice que havia em suas costas, fazendo com que os outros caçadores prontamente se colocassem em guarda. Fuuma com duas espadas, Shouji com uma alabarda e Kohaku com sua foice corrente. Eles se espalharam e avançaram com cautela, a fim de cercar o indivíduo que parecia estar entre as árvores à frente; quando o viu Kohaku não teve dúvidas, era Daiki. Mas como ele havia sobrevivido a luta contra Sesshoumaru? Precisava informar os outros sobre isso, mas primeiro tinha que descobrir o que aquele maldito estava fazendo ali. Não demorou para que o youkai percebesse os caçadores, e logo ele se pôs a fugir.

— Atrás dele. — ordenou Fuuma, fazendo com que os outros começassem a perseguir o youkai que corria floresta adentro.

xxx

Rin finalmente estava de volta a hospedaria; havia andado com Rui pelo vilarejo por quase toda a tarde e ainda assim não havia visto tudo naquele lugar, era bem maior do que parecia, de fato. A moça adentrou o quarto, notando que tudo estava do mesmo jeito que deixara mais cedo; Kohaku ainda não havia retornado? Havia algo errado.

— Ah, você está de volta. — a velha dona da hospedaria falou aproximando-se de Rin — Parece que aquele seu parceiro ainda não retornou com os outros caçadores. Me pergunto se aconteceu alguma coisa… Eles são tão jovens. — a velha falou pensativa, Rin ficou preocupada, será que havia acontecido algo?

— A senhora sabe para onde eles foram? — perguntou enquanto adentrava o quarto, pegando seu arco e suas flechas.

— Acho que para perto das colinas… O chefe que deve saber ao certo. — a velha falou, se surpreendendo quando a sacerdotisa veio até ela.

— Obrigada, aqui está o pagamento pela hospedagem. — a moça falou entregando o dinheiro a velha, que pegou um tanto surpresa.

— Ah… vocês são sempre tão novos… — falou para a moça, que lhe deu um sorriso antes de partir do local. Rin não precisou andar muito para encontrar o chefe da vila, pois ele estava próximo a hospedaria conversando com mais dois caçadores; um loiro que aparentava ter uns 30 anos e um moreno que parecia um pouco mais novo. Rui havia acabado de se aproximar deles, devidamente vestido como um caçador, foi ele quem notou a sacerdotisa.

— Ah, Rin. — ele falou quando ela se aproximou, chamando a atenção dos outros quatro.

— Você deve estar preocupada com seu parceiro — Senji falou, continuando após a moça assentir em confirmação — Estes são amigos dos caçadores que estão junto com ele; eles haviam combinado de sair em busca deles caso não retornassem até o por do sol. — concluiu, fazendo a moça ponderar.

— Para onde exatamente eles foram? — ela perguntou ao loiro, mas ele não teve chance de lhe responder.

— Rin, você não está pensando em ir, está? — Rui perguntou, chamando a atenção de todos para si.

— Eu não estou pensando, eu vou. Para onde eles foram? — perguntou novamente ao mesmo caçador, que segurou um sorriso diante da determinação da mais nova.

— Para aquelas colinas. — ele apontou para o local, fazendo com que Rin observasse por um tempo. Não levaria muito tempo para chegarem.

— Rin, é bastante perigoso. É melhor que você fique aqui, nós cuidaremos de encontrá — Rui começou a falar, porém logo foi cortado pela garota que estava levemente irritada.

— Rui, nós nos conhecemos hoje e você é uma ótima pessoa, também é legal por se preocupar comigo. Mas vamos deixar uma coisa bem clara: Eu sou uma sacerdotisa treinada para isso e sei muito bem me cuidar sozinha, não preciso que tentem me proteger. Kohaku é meu amigo e viemos até aqui juntos, se ele precisa de ajuda eu vou até ele. — concluiu, fazendo o outro engolir seco e os outros a encararem por um curto período antes da risada de Senji cortar o silêncio.

— É uma garota forte, com certeza. — o mais velho falou, fazendo com que os outros dois caçadores sorrissem — Tomem cuidado, boa sorte. — concluiu, fazendo os outros assentirem antes de sair. Eles conversavam durante o percurso, a fim de conhecer um pouco mais com quem estavam lidando. O loiro, Hiro, lhe disse sobre o youkai que havia atacado o vilarejo que os contratou; fazendo Rin estranhar a incrível semelhança dele e do youkai que Sesshoumaru matou em sua aldeia. Ele e Koji, o moreno, haviam ficado para trás por precaução, caso os outros precisassem de sua ajuda. Ao que parecia Kohaku estava com o líder do grupo, Fuuma; Shouji, irmão mais velho de Koji; e Suichi, sobrinho de Hiro.

— A partir daqui será mais complicado… — Hiro falou, fazendo com que a moça o encarasse — A floresta está bastante escura, assim que devemos ser bastante cuidadosos… Eles devem ter marcado alguma árvore com a direção que foram, precisamos estar atentos a isso.

— Será difícil encontrá-los assim nessa floresta escura… E pode haver marcas de outros. — Koji murmurou, fazendo o mais velho suspirar.

— Não há outro jeito. — ele falou antes de começar a caminhar lentamente, a sacerdotisa ponderou por um momento antes de dar um sorriso.

— Há sim. — ela falou chamando a atenção dos três homens, que a encararam confusos; a moça se afastou um pouco deles e deu um alto assobio.

— Rin, o que você está fazendo? — Rui perguntou nervoso, ela estava louca? Aquilo chamaria a intenção dos youkais.

— Você verá. — ela sorriu, e logo uma pequena movimentação surgiu em uma árvore. Os caçadores se prepararam para puxar suas armas, mas a moça fez um sinal com a mão para que aguardassem. Logo dois pequenos gatos de três caudas saltaram diante da sacerdotisa, que se abaixou para acariciá-los.

— Gatos de três caudas? — Hiro perguntou se aproximando lentamente, a moça assentiu.

— Eu achei melhor os deixar fora da vila, de guarda. — ela falou enquanto se levantava — Eles poderão seguir o rastro de Kohaku, assim também acharemos seus companheiros. — Ela concluiu, fazendo o mais velho assentir com um sorriso.

— Será bem mais rápido. — Koji falou olhando para os pequenos youkais, que pareciam extremamente pacíficos.

— Hao, Hacchi… atrás do Kohaku. — a moça falou aos pequenos, que farejaram o ar e logo adentraram a floresta, sendo seguidos pelos humanos. A visibilidade estava realmente ruim, as árvores dificultavam a chegada da luz a floresta, se os pequenos youkais não tivessem os guiando certamente seria uma caminhada difícil — além de seguir o rastro dos caçadores, os youkais os alertavam quando alguma ameaça se aproximava, de modo que em momento nenhum foram pegos de surpresa.

— Rin… — Rui chamou em voz baixa, aproximando-se da moça que desviou os olhos do caminho para lhe encarar — Sinto muito por mais cedo, eu não quis te subestimar. — ele falou sem jeito, parecendo de fato arrependido, a moça sorriu.

— Não se preocupe com isso. — ela falou, fazendo com que o rapaz sorrisse — Vamos nos concentrar em nosso objetivo agora. — concluiu, fazendo Rui assentir antes de eles continuarem caminhando. Eles passaram por uma pequena clareira, onde Hao e Hacchi pararam por um pequeno momento, como se estivessem em dúvida de por onde seguir, mas logo retomaram o caminho, adentrando a floresta novamente.

— Há um nevoeiro à frente… — Koji falou observando à frente, notando a cortina branca que se estendia pelo local — Fiquem atentos. — falou, fazendo com que os outros assentissem. Hao e Hacchi aproximaram-se de Rin, seguindo poucos passos a sua frente, como se soubessem que ficaria difícil para que ela enxergasse. Eles adentraram o nevoeiro e Rin sentiu uma estranha sensação, não conseguia enxergar mais ninguém, porém também não conseguia mais escutar seus passos. Foi nesse momento que a sacerdotisa se sentiu ser empurrada na direção oposta a que os caçadores estavam, e pelos gritos que ouvira, eles também estavam com problemas. A moça conseguiu permanecer de pé, mas não sabia a que distância estava de todos, a névoa estava menos densa, mas ela ainda não sabia onde estava. Ela levou a mão até suas flechas, constatando que havia perdido duas. Olhou ao redor, notando que a névoa continuava densa na direção do local em que estava, mas que era possível enxergar o caminho no lado oposto; a moça tentou voltar por onde viera, mas uma barreira lhe impediu.

— O que é isso? — murmurou para si, tocando a barreira que impedia sua passagem. Ela tentou purifica-la, mas foi em vão; quando tentou a quebrá-la foi brutalmente rejeitada. Rin olhou para o lado oposto, notando então a entrada de uma caverna e estranhando o fato de esta não ser tão escura. Não sabia como havia ido parar ali e nem quem tinha a levado, mas sabia que não tinha outra opção a não ser entrar no jogo que lhe era proposto. Após respirar fundo e preparar uma flecha, a moça adentrou a estranha caverna cautelosamente, notando que não havia ninguém dentro; não sentia nenhuma presenta também. Ela notou que no fundo da caverna havia duas entradas, uma em cada lado; a sacerdotisa caminhou até o final e, estando no centro, olhou para os dois lados. Não fazia ideia de qual caminho deveria tomar. Foi quando ela ouviu uma baixa risada vir do lado direito.

— Está se divertindo? — ela murmurou em voz baixa antes de prontamente seguir pela direita, adentrando a passagem com a guarda alta e se surpreendendo ao ver o local. A sua frente havia uma imensa parede de pedra que seguia de ponta a ponta, nessa parede havia três entradas; uma a sua frente e duas do lado esquerdo. A moça observou cada entrada, notando uma sombra na primeira entrada do lado esquerdo — Espere aí! — ela falou antes de sair correndo em direção a sombra, que adentrou o local saindo de sua vista. Ao passar pela entrada, Rin notou que as paredes de pedra continuavam a sua frente, mas dessa vez com apenas uma entrada. Ela seguiu pelas entradas, parecendo não acreditar no que sua mente lhe dizia: Ela estava em um labirinto. Não poderia ser aquele labirinto, não é mesmo? Se fosse, quem havia a levado até lá e por que? Novamente a moça chegou em um local onde havia mais de uma passagem e observou calmamente cada uma delas.

— Lenta. — ouviu uma calma voz masculina dizer, vinha da entrada a sua frente. Ela prontamente entrou, conseguindo notar apenas um rastro de um tecido claro entrar na passagem da direita. Toda vez era assim, sempre que chegava a uma bifurcação e ela parecia não saber por onde seguir, o youkai revelava sua localização. A essa altura, a sacerdotisa já corria atrás dele e conseguia sentir levemente sua presença… Apesar de desconhecida, lhe parecia familiar.

— Pare de correr! — a sacerdotisa gritou irritada, após notar que ele estava do outro lado da parede de pedra, no corredor o qual entraria no momento em que virasse a esquerda no final do corredor em que estava. Ela ouviu uma risada e ainda foi capaz de ver novamente o rastro de sua roupa quando ele virava a direita do outro lado — exatamente na mesma altura onde ela virara para entrar no corredor anterior, aquele zigue-zague maldito estava a irritando.

— Siga-me se puder, pequena sacerdotisa. — ele falou com a voz risonha, Rin pode notar que ele estava em sua exata direção no corredor ao lado. O que aquele maldito pretendia jogando com ela dentro daquele maldito labirinto ela não sabia, mas tinha a certeza de que iria descobrir.

Notas finais
E aí? As coisas estão começando a se desenrolar... ou a se enrolar mais ainda, quem sabe? hohoho' Espero que tenham gostado, digam o que pensam. É tão rápido ir ali na caixinha e dizer do que gostou e o que odiou :c KOASKAPOSKOPAKSOPAOPA' See ya! ;3