O lado oculto da Lua

1 Capítulo 1:Um novo alerta


Notas iniciais
Sejam bem-vindos a minha segunda tentativa de publicar essa fic da qual vim escrevendo, desenvolvendo e adaptando á muitos anos atrás. Quando assisti esse filme pela primeira vez ainda estava na escola e a história me encanta até os dias de hoje, mas por mais que eu tenha publicado aqui no Nhay outras fics com outros temas e histórias, essa fic foi a que me incentivou a criar esse perfil. Hoje sinto que ela está pronta para ser lida e finalmente terei o prazer de compartilhar essa história com vocês. Muito Obrigada a todos desde já e tenham uma boa leitura :)

31 de outubro-Halloween

Assim que os últimos raios de sol se despediram de Burguess todos os moradores começaram a decorar suas casas e fazer os últimos preparativos para comemorar o dia das bruxas.Crianças corriam de um lado para o outro com suas novas fantasias pelos seus bairros á procura de doces.Já os adultos que recém voltavam do trabalho, tiravam caixas e caixas de guloseimas de suas dispensas, se preparando para dar as boas vindas aos vizinhos que em breve bateriam em suas portas.

Nas ruas, abóboras e decorações temáticas como caveiras de papel e bandeirinhas eram espalhadas por todos os cantos, enfeitando as janelas e portas da vizinhança. Já nos centros comerciais da cidade, as lojas de fantasias e supermercados lotavam com as filas quilométricas que se estendiam pelas esquinas.

Burguess era uma cidade que estava a poucos passos de se tornar uma metrópole, com isso novas lojas e franquias se arriscaram em abrir seus negócios por lá, fazendo com que os moradores ainda “conservadores” da cidade se dividissem entre a modernidade e a tradição.Porém, não era só os antigos comércios da cidade que competiam espaço com franquias, a própria cultura também parecia estar sendo afetada pelos novos hábitos que os moradores estavam adquirindo com o passar dos anos e o contato com outras cidades mais populosas.

O Halloween ainda parecia intocável na sua condição de celebração tradicional, já que Burguess era repleta de histórias e lendas urbanas das quais poderiam manter o seu público. Uma das mais famosas que sempre atraiam um número considerável de turistas era a lenda do “Monstro do lago”.

Pessoas vinham de todos os cantos para visitar um antigo lago congelado da região e ouvir a história de um garoto que ao tentar salvar sua irmã, caiu no lago e morrera afogado. As más línguas diziam que o garoto não aceitou a morte e sua raiva o transformou em uma criatura horrenda que vivia nas profundezas, esperando a sua próxima vitima.

Aquela história não tinha sentido algum ou qualquer lógica que explicasse como a raiva poderia ser uma espécie de metamorfose, mas a crendice popular era muito maior do que o bom senso. Fazendo com que a única pessoa que realmente sabia da verdadeira história se recusasse a ouvir aquela lenda que mais parecia uma piada.

Jack Frost evitava de ficar nos arredores daquele lago desde que aquela lenda urbana começara a se espalhar nas noites de Halloween, seu sangue fervia só de ver aqueles turistas tirando fotos e indo até lá fantasiados de monstros e dos mais variados tipos de criaturas. Era quase uma ofensa ver o lugar do qual havia passado praticamente a sua vida toda sendo “denegrido” daquela forma, assim como era uma ofensa (e um pouco decepcionante) ser comparado com um “monstro” que arrasta crianças indefesas para o fundo dos lagos congelados.

No entanto, aquela situação toda, por mais insignificante que pudesse parecer, era na verdade um grande risco ao guardião, que atualmente lutava para conseguir a confiança das crianças de novo. Com o passar dos anos desde a batalha contra Breu em Burguess, as coisas pareciam ter melhorado desde que o bicho papão fora derrotado, mas não demorou muito para que tudo o que os guardiões lutavam para proteger e manter fosse distorcido e rapidamente aceito pela população em questão de anos: A crença das crianças.

Agora, a maioria das crianças trancavam suas janelas para que a fada dos dentes não arrancasse seus dentes enquanto dormiam, evitavam de sair de casa para procurar os ovos com medo de que o coelho da páscoa as atacasse, viravam noites com medo de que Sandman chegasse em seus sonhos e por fim, se recusavam a brincar perto de lagos congelados ou qualquer coisa relacionada a neve. O natal ainda estava salvo, mas estava perdendo as forças aos poucos, já que as crianças não faziam questão de acreditar no Papai Noel e sim nos presentes que ganhariam dos seus pais no dia 25 de dezembro.

Não era um cenário muito bom para os guardiões. As crianças estavam ficando cada vez mais céticas em relação a tudo e os pais também não contavam as experiências que tiveram em Burguess á 30 anos atrás, quando puderam ver todos os guardiões reunidos em carne e osso pela primeira e ultima vez. Era como se toda a cidade tivesse esquecido do que aconteceu, como se uma espécie de amnésia tivesse tomado conta de todas as crianças, que agora adultos se recusavam a repassar o que presenciaram, aos poucos destruindo o verdadeiro encanto dos guardiões(Que atualmente não estavam muito longe de se tornar obsoletos).

—Jack?

O garoto de jaqueta azul saiu do seu estado de transe, tirando seus olhos da vista panorâmica que tinha da vizinhança, concentrando sua atenção numa garotinha fantasiada de bruxa que o esperava pacientemente debaixo da árvore em que se encontrava.

— Você pode vir brincar com a gente agora?- Os olhos castanhos claros pareciam brilhar com a expectativa de uma resposta positiva vinda do guardião.

— Claro! Eu só tava...Procurando um lugar legal pra gente começar.- Jack tentou abrir um sorriso amarelo, mas nada parecia escapar aos olhos da filha de Jamie.

— Você sempre fica tão esquisito quando chega o dia das bruxas...

Emma tinha apenas 7 anos de idade, mas parecia conhecer Jack Frost a muito mais tempo e por isso sempre conseguia decifrar quando o guardião estava bem ou não.

A sua conexão com ele era muito forte ,desde pequena a garota demonstrava um enorme interesse por cada floco de neve que caia no telhado de sua casa e sempre conseguira ver o guardião (antes mesmo que seu pai pudesse citar a sua existência). Depois da morte da irmã mais velha, Emma estreitou e fortaleceu essa ligação ainda mais, acolhendo Jack como se fosse um irmão que nunca teve.

Em meio aquele ceticismo todo em relação aos guardiões, Emma ainda dava um pouco de esperança para Jack Frost de que um dia as crianças voltariam a acreditar em sua verdadeira essência.

— Esquisito? Você acha?-Frost desceu da copa da árvore, deslizando seus pés descalços sob os galhos até chegar a garotinha que apenas o observava.

— Você fica esquisito quando não sorri.- O tom de voz triste de Emma mostrava que Jack Frost, por mais que tentasse, dificilmente conseguiria esconder suas emoções dela. Suas verdadeiras emoções.

— Ei!- Frost tentou animar a garotinha, pousando uma das mãos em seu ombro.- Você também fica esquisita quando não está sorrindo- Um sorriso tímido se desenhou nos lábios de Emma, deixando o guardião um pouco mais aliviado.-Hmm..Ainda tá esquisita, eu quero ver um sorriso maior.

—Mas eu tô banguela,Jack.

O guardião dera uma gargalhada com aquela resposta, lembrando de quando tinha feito Jamie perder um dente num acidente de trenó há muitos anos atrás.

— Mas quando a gente fica banguela, nosso sorriso fica muito mais bonito,sabia?

— Porquê?

— Porque agora você vai ter uma janelinha na sua boca pra deixar o sol entrar, isso não é legal?- O guardião jamais imaginou que um dia iria reproduzir aquela frase que sempre ouvia a sua colega de trabalho falar para as crianças mais choronas quando perdiam seus dentes de leite. Ele lembrava claramente de como zombou Toothianna quando ouviu a história da janelinha pela primeira vez. Agora, já poderia visualizar Fada rindo dele naquele momento com aquela atitude tão contraditória.

— Você riu do papai quando ele ficou banguela, você também vai rir de mim?-Emma ainda parecia cabisbaixa, mesmo depois de ter rido um pouquinho com a resposta de Frost.

— Claro que não, bruxinha.- Jack ajeitou o chapéu pontudo tentando alinhá-lo na cabeça da garota.- Eu não ri do seu pai quando ele perdeu o dente, mas ele ficou bem feliz quando o dente caiu...e sabe o que ele fez?- Os olhinhos de Emma estavam concentrados em Jack, sem ousar piscar por instante para saciar sua curiosidade.- Ele abriu um sorrisão!-Frost fez uma careta, abrindo a boca e puxando-a dos dois lados, arrancando gargalhadas de Emma.

— Eu também quero tentar!- A mesma reproduziu a mesma careta, mostrando os dentinhos e até mesmo os que faltavam. Jack não pôde deixar de perceber a semelhança entre Emma e seu pai, eram praticamente idênticos. Até o sorriso sem dentes era igualmente engraçado e genuinamente puro.

Depois de alguns minutos trocando caretas, Emma se empolgou e começou a correr ao redor de Jack, provocando-o para que ele corresse atrás dela até que começassem a brincar de pega-pega ou pique-esconde entre as árvores do pequeno bosque em que estavam. Frost se empolgou com ideia no começo, voando entre as árvores enquanto acompanhava de perto a sombra do chapéu pontudo que se movia entre os troncos .A escuridão no local contribuía para que a brincadeira ficasse mais emocionante e ao mesmo tempo para que Jack ficasse em estado de alerta.

Bosques não lhe traziam boas lembranças desde um incidente que aconteceu há um tempo atrás em Burguess, Jack não queria que algo ruim acontecesse naquele lugar novamente e começou a levar Emma de volta a vizinhança durante a brincadeira, num local mais movimentado onde ela pudesse brincar com outras crianças em segurança.

—Porque a gente saiu de lá?-Emma parecia desapontada enquanto balançava sua cesta de abóbora de um lado para o outro.

—Acho que aqui vai ser mais legal pra vocês brincarem.-Jack apontou para um grupo de crianças que estavam indo na direção de Emma.

—Mas e você? Não vai mais brincar?

Jack olhou para o bosque que estava a alguns metros de distância, lembrando de que naquela noite teria que estar mais atento a segurança de todas as crianças de Burguess, assim como prometeu para o Homem da Lua que faria em todas as noites de Halloween por motivos que até então eram apenas do conhecimento do guardião.

— Desculpe, eu não vou poder ficar mais tempo hoje.

Emma tentava convencer o guardião a ficar pelo menos mais um pouco com ela, mas ele sempre fazia aquilo em todos os dias das bruxas, sempre agia dessa forma estranha e sempre a deixava magoada com tudo aquilo. Embora soubesse que isso iria se repetir no outros anos, Emma com a sua ingenuidade acreditava que um dia isso não iria mais acontecer.

— Amanhã a gente vai se ver de novo, eu prometo.

— É, você sempre fala isso.-A garotinha virou as costas para o guardião, indo na direção dos amigos com um olhar cabisbaixo enquanto olhava para a cesta de doces vazia.

Doía ver aquela cena que se repetiu tantas vezes em outros Halloweens, mas Jack não tinha uma resposta melhor para Emma a não ser uma garantia de que voltaria no outro dia. Ele sabia o quanto aquele dia era especial pra ela e o quanto ficava magoada quando ele saia no meio de uma brincadeira e se despedia daquela forma, mas as responsabilidades de ser um guardião eram muito maiores e exigiam mais atenção dele.

Enquanto via a garotinha se juntar com o grupo de amigos ao longe, Jack se afastava aos poucos se preparando para começar a vigilância redobrada em toda a cidade.No entanto, não esperava que a aurora boreal surgisse no céus, interrompendo os seus planos naquela noite.

Oficina do North-23:00 pm=============

Yetis corriam de um lado para o outro com pilhas de brinquedos e materiais, quase pisoteando os gnomos que se enroscavam com luzinhas enquanto corriam para entregar os cookies de North antes que ele ficasse furioso com a demora. Embora fosse um cenário bem familiar para Jack Frost, que agora percorria o local desviando dos yetis e tentando ao máximo não pisar em nenhuma pecinha no chão, ainda assim parecia um tanto caótico. O que era bem estranho, já que “caótico” era a palavra chave para descrever a oficina de North, mas naquele caso poderia ser uma exceção.

Frost poderia sentir que a atmosfera daquele lugar estava diferente do que costumava ser ,dando a palavra “caótico” um novo significado. Pôde confirmar a sua primeira impressão quando se deparou com North estático na frente do Globo. Seus olhos pareciam estar hipnotizados pelas luzes do objeto, sua expressão era uma incógnita apesar da sua linguagem corporal demonstrar o contrário.

North mal conseguiu mastigar o biscoito na sua boca e muito menos perceber que Jack estava o observando a algum tempo, era como se o guardião estivesse em um mundo à parte em meio ao caos frequente que costumava ser a sua oficina.

— Me chamou?-O senhor de barba branca dera um pulo com o susto que levou, voltando a realidade em segundos.

— Que bom que veio, Jack!- North dera um sorriso aliviado assim que viu o guardião.-Eu já estava ficando preocupado, provavelmente os outros vão se atrasar um pouco para chegar, mas daqui a pouco vão estar aqui.

— Aconteceu alguma coisa?

— Está acontecendo nesse exato momento.- North conduziu Jack para mais perto do Globo apontando para a Ásia.- As luzes daqui estavam piscando sem parar até agora.

— Fica tranquilo, North. As luzes já voltaram ao normal.-Frost tentou acalmar os ânimos ,mas sua tática não parecia ter funcionado como o esperado.

— Como eu vou ficar tranquilo?! Você lembra da última vez que isso aconteceu, não lembra?-North encurralou Jack,lhe encarando com um olhar intimidador.

— Breu...

— EXATO.-North parecia ter muita certeza do que estava falando,mas Jack ainda se recusava a acreditar que aquela fosse a resposta certa.

— Nós derrotamos o Breu a muito tempo, ele não teria forças para voltar a ativa nem se quisesse.- Coelho rebateu o colega de trabalho assim que chegou de surpresa junto com os demais guardiões na oficina.- Não acredito que interrompeu o nosso trabalho por causa da sua birra, North.

— BIRRA?! NÃO CONSEGUEM NOTAR A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO?!

— É melhor se acalmar.- Fada sobrevoou a cabeça de North, apoiando as pequenas mãos em seus ombros.- O Coelho está certo em relação ao Breu, ele não teria condições de causar qualquer estrago depois da batalha que tivemos com ele, deve estar muito fraco pra sequer pensar nessa possibilidade.-Toothiana conseguiu acalmar o colega de trabalho rapidamente com o seu tom de voz calmo e apaziguador

— Eu quero acreditar nisso, Fada.- North, agora mais contido, tentava se recompor.- Mas isso não é normal, as luzes não deveriam piscar desse jeito, não agora que estamos enfrentando outras dificuldades.

— Talvez isso não fosse normal antes, mas agora que as crianças não acreditam mais como deveriam, a gente vai ter que se acostumar.- Bunny respondeu antes mesmo que Fada pudesse dizer alguma coisa. Parecia que Jack Frost não era o único que tinha aquela visão pessimista em relação a crença das crianças.

—Independente se acreditam em nós ou não, não podemos esquecer que a nossa função é protegê-las.

Jack gostaria de ter rebatido aquela resposta, mesmo sabendo que North estava certo, era um tanto desanimador tentar proteger as crianças quando estas tinham medo da sua figura e quisessem manter distância. Era compreensível que North não pudesse entender a situação como um todo, afinal de contas, ele não estava passando por isso. Ainda.

— Vamos protegê-las do quê?- Bunny respondeu rispidamente o colega de trabalho, como se estivesse cuspindo cada sílaba de sua boca.- De nós?- Era visível que o Guardião estava mais tenso do que de costume, já que vinha passando por um período muito difícil com as crianças, principalmente tentando recuperar a crença e confiança delas em cada Páscoa. Mas nem todos os esforços eram capazes de melhorar as coisas, ou pelo menos pareciam mudar muito pouco.

Frost lembrava de como as Páscoas dos últimos anos tinham sido complicadas, lembrava de todo o esforço que Coelho tinha para pintar e decorar cada ovo de Páscoa com o todo cuidado para que pudesse se encaixar no gosto de cada criança que o encontrasse. Por mais que tivessem suas diferenças, Jack não poderia negar que o colega era extremamente talentoso e muito dedicado com o seu trabalho( Embora isso não fosse reconhecido nos últimos anos pelas próprias crianças).

Se Jack falasse que não sentia nada ao ver Coelho perder o carinho das crianças aos poucos, com certeza estaria mentindo. Somente um Guardião que já foi invisível poderia saber o que Coelho estava sentindo nos últimos tempos. Era deprimente e aos poucos vinha se tornando devastador. Frost sabia que Bunny não estava falando aquelas coisas da boca pra fora, já que ele não se sentia mais como um Guardião, e sim como uma mera lenda urbana.

— Como assim de “Nós”?- North soou tão inocente quanto qualquer criança que ainda acreditava em contos de fadas, ele parecia estar vivendo em outro mundo.

— Esqueceu que as crianças têm MEDO de nós? Ah me desculpe, você não sabe o que é isso, não é? Esquece.- Bunny cruzou os braços, preparando-se para pular em um dos seus túneis novamente.

— Nós ainda podemos resolver isso, se formos atrás de alguma resposta pra que elas tenham criado essa “Fobia”, talvez a gente chegue na raiz do problema.- Fada tentava de tudo para apaziguar a situação já que não era a primeira vez que os dois guardiões discutiam naquele ano.

— Ir atrás de uma resposta? Já não está óbvio que as crianças simplesmente não querem acreditar e nem fazem questão?

— Não pode responder por elas, Coelho.- Fada rebateu rispidamente ao tentar defender o seu argumento.

— Não estou respondendo por elas, estou respondendo por nós. Pare de fingir que está otimista com essa situação, todos nós sabemos o que está acontecendo, porque estamos passando por isso todos os dias e você também está !

— É claro que estamos passando por uma fase difícil, mas isso não significa que as coisas vão continuar desse jeito pra sempre!- A guardiã voou na direção de Bunny para confrontá-lo.

—Nada dura pra sempre! e nesse caso as coisas só vão piorar.- Os dois guardiões discutiriam por muito mais tempo se Sandman não tivesse chamado a atenção para o Globo novamente.

As luzes estavam totalmente apagadas, mas dessa vez o local era outro: Burguess.

Jack sentiu seu corpo inteiro se arrepiar com aquela visão e um péssimo pressentimento lhe dominava. Parecia que Coelho conseguiu prever em apenas uma frase o que os guardiões teriam que enfrentar dali pra frente, mudanças iriam acontecer e seriam pra pior.