O lado escuro de Piltover
11 Temporada de Inverno parte 2: Eu e Você
Notas iniciais

A neve começou a cair mais densamento forçando elas a sair logo, antes que as estradas fiquem cobertas e intransitáveis. Quando chegaram em casa, Vi desceu tremendo demais já que estava expostas na moto. Ela ajudou Caitlyn a arrumar alguns panos que serviria de cama improvisada para os cães, quanto entraram a xerife notou como a delinquente estava tremendo.
–Melhor você ir tomar um banho quente antes que fique gripada ou pior tenha uma hipotermia — Caitlyn falou enquanto sentava no sofá.
–Eu to susse, preciso só de você pra me esquentar — Vi sentou se junta a ela no sofá, segurou seu rosto e a beijou intensamente.
–Não podemos... — Ela deitou se no sofá deixando que a delinquente fica se por cima, distribuindo mais beijos.
–Hm.... sei — Vi começou a descer os beijos pelo pescoço dela.
–É serio Jayce esta aqui, ele pode descer a qual quer momento — Caitlyn ficou vermelha quando notou a delinquente desabotoando seu sobretudo.
–I dai? — A punk terminou de abri e colocou sua mão gelado por baixo da blusa da outra, Caitlyn arrepiou se com o toque dela em sua pele quente.
–Não é serio, eu não posso fazer isso — Ela sentiu a outra subir a mão bem devagar arranhando sua barriga.
–Ok — Vi a beijou mais uma vez depois saiu de cima dela, indo em direção ao andar superior.
Caitlyn se recompos e subiu logo em seguida, quando chegou em seu quarto parou para observar por alguns segundos seu noivo adormecido. Ela começou a se despir se sentia tão mal por esta fazendo aquilo com ele, terminou de trocar de roupa e deitou se ao seu lado. Jayce certamente estaria zangado pelo que aconteceu, mas ela não podia fazer nada então decidiu tenta recompensa lo de alguma forma. Caitlyn acordou algumas horas depois sentindo alguns beijos em seu pescoço por parte ela estava aborrecida por ter dormido tão pouco, ela virou se e olhou para o herói que sorria. Ele a beijou depois a apertou em um abraço, os dois se levantaram e foram tomar café, a xerife teve dificuldade para acorda a delinquente. Quando saíram da casa puderam observar o chão já todo branco e alguns flocos caindo, Jayce quase teve um infarte quando os dos cachorros começaram a latir contra ele. Ficou muito surpreso pela novidade repentina.
O transito estava bem lento pelo fato da estrada esta tendo que ser limpa o tempo, por causa do acumulo de neve. A delinquente tinha ficado de cara fechada por ter que ver o mauricinho logo pela manhã, por sorte ele voltou no carro dele. A delegacia estava mais movimentada que o normal pela grande quantidade de registro de acidente de transito por conta da neve, apesar de ter uma corporação só pra isso ela estava sobrecarregada. Mesmo assim Vi ainda estava aborrecido por não ter muito o que fazer, ela olhou para a xerife que por acaso estava muito concentrada no seu trabalho. A punk achou engraçadinho como as bochechas da xerife ficavam rosinhas por causa do frio, ela achou fofo.
–Cupcake por que não tem ação nesse lugar? — Vi quebrou o silencio.
–Como assim? — Caitlyn parou o que fazia.
–Tipo não te ação, nós quase não saímos da delegacia pra resolver algo. Quando aceitei entra na policia achei que ia bater nuns bandidos e tals.
–Ação tem só que eu cuido mais das papeladas e documentações ficando assim mais na sede. Só saiu daqui em casos de urgência como foi o caso do roubo ao banco, e como você é minha parceira consequentemente ficara na delegacia junto comigo.
–Mas eu quero bater em alguns babacas, to de saco cheio de ficar sem fazer nada nesse lugar. Eu já aprimorei as manoplas mas não tive oportunidade de usa las, deixa eu trabalhar com a equipe de rua?
–Não você ainda esta sobre minha vigilância.
–A qual é Cupcake já se passou bastante tempo você deveria confiar em mim.
–Você ficara em observação até que eu ache que esta pronta para ficar sozinha e trabalhar nas ruas — Caitlyn falou com uma voz autoritária.
–Olha como ela é mandona, não confia em mim Cait? Não temos intimidade o bastante? — Vi sorriu provocando a.
–Não misture as coisas.
–Poxa por que? Esta com medo que eu encontre algum rabo de saia por ai?
–O que tivemos foi apenas uma desventura e falha minha nada mais.
–Esses olhos te entregam Cupcake, sua possessividade esta transbordando.
–Acho que não.
–Então você não se importa se eu ficar com outra pessoa? — A delinquente ajoelhou se enfrente a mesa dela e apoio os braços na mesa, encarando a.
–Claro... que não
–Então tudo bem se eu tocar outra pessoa e fazer tudo que faço contigo? — Vi queria irrita la.
–O que você faz ou deixa de fazer não é do meu interesse — Caitlyn irritou se com as indagações da outra — Não temos nenhum compromisso uma com a outra, e como eu disse o que tivemos foi apenas uma desventura.
–Olha como ela ficou bravinha — Vi deu a volta na mesa e foi até a poltrona da xerife, aproximou seu rosto do ouvido dela e sussurrou — Não se preocupe Cupcake, por enquanto é só você que me interessa — E saiu.
Caitlyn se arrepiou com aquelas palavras e certamente seu rosto estava vermelho. O dia tinha sido bem puxado pela grande quantidade de ocorrências, como se não basta se ela ainda teve uma pequena discussão com Jayce que mais uma vez reclamou da falta de atenção dela. Era melhor tomar cuidado com aquilo. Caitlyn chegou um tanto cansada pela correria daquele dia, ainda passaram no aviário pra compra as coisas necessárias para um cão. Ela entrou em casa soltando um profundo suspiro, de repente veio em sua mente o beijo da madrugada anterior. De alguma forma foi tão diferente ... havia algo mais alem do desejo, aquilo a fez sorrir por um momento, mas logo se recompôs não podia dar se luxo aquele tipo de sentimento. A delinquente apenas observava a outra parada já a algum tempo, não resistiu então a abraçou por trás fazendo a xerife assusta se com o ato repentino.
–Não começa Vi — Caitlyn protestou ao sentir a outra afasta o cabelo que cobria seu pescoço.
–Não começa com o que? — Vi deu um beijo molhado no pescoço quente dela fazendo a mesma se arrepiar.
–É serio.... — Caitlyn se encolheu com o toque.
–Você sempre diz a mesma coisa — A delinquente beijou o pescoço dela mais uma vez — O almofadinha não esta aqui mais pra me interromper.
–Por que isso sempre acaba assim? — Ela segurou as mãos que prendiam sua cintura.
–Hã?
–Você sempre força essa situação, me beija forçadamente até que eu acabe cedendo. Você acha que eu me sinto bem com isso? — Caitlyn queria chorar, não sabia exatamente porque mas queria. Seu peito doía muito, ela sentiu a delinquente estreita o abraço e apoiar a cabeça no seu ombro e assim ficou por um momento em completo silencio.
– Desculpe — Caitlyn surpreendeu se, aquilo era a coisa que ela menos esperava ouvir — Mas sempre que te vejo só consigo admira la por sua beleza tanto interior quanto exterior. Você é tão linda e meiga Cupcake, me faz ter vontade de protege la, sempre que vejo teus lábios sinto uma imensa vontade de beija los. Desculpe se te forcei, mas por favor permita me te beijar de verdade.
–Eu não sei... — Caitlyn sussurrou insegura. A delinquente a virou e a encarou nos olhos.
–Me deixe te beijar como fizemos no parque, por querer de ambos — Vi segurou o queixo dela e aproximou seu rosto. O suficiente para sentir a respiração quente dela.
–Ta... — Caitlyn ergueu um pouco os pés para alcançar Vi já que ela era mais alta. Então um beijo calmo sereno tomou conta dos seus lábios, tão diferente dos outros dessa vez tinha algo mais além do desejo.
Elas se separaram restando apenas um fio de saliva como ultima marca daquele beijo, mantiveram seus rostos próximos enquanto se olhavam. Caitlyn notara que dessa vez os olhos da delinquente passavam uma calma e serenidade bem diferente do seu olhar felino de sempre. Dessa vez ela tomou a iniciativa e a beijou, pode sentir quão doce era os lábios dela era como se o tempo tivesse parado pra elas. Vi encostou a xerife contra a parede e aprofundou aquele beijo, quando Caitlyn a interrompeu.
–Aqui não, vamos para o quarto — Ela sussurrou para a delinquente que abriu um imenso sorriso. Caitlyn pegou em sua mão e a puxou para o andar superior.
No quarto ela sentou se na cama e a punk ao seu lado, ficaram se olhando por um momento cada uma com seu próprio sorriso. Voltaram a se beijar, calmo e intensamente. Vi começou a tirar o sobretudo dela, Caitlyn sentou se em seu colo e começou a salpicar beijos no pescoço da delinquente enquanto era despida pela mesma. Já exposta, Vi começou a descer beijos em seu busto sentindo aquela pele quente arrepiar a cada toque de sua boca, a xerife retirava suas roupas também até conseguir exibir suas tatuagens. A delinquente deitou se deixando Caitlyn por cima de si, a mesma desceu seu beijos pelo dorso exposto cobrindo com a língua os traços daquelas tatuagens, causando todo tipo de arrepio na delinquente. A xerife saiu de cima dela indo em direção ao seu guarda roupas e mexendo em uma das gavetas, aquilo deixou Vi um tanto confusa.
Caitlyn voltou com uma venda vermelha, subiu novamente na delinquente e cobriu seus olhos. Vi sorriu com a novidade deitando se novamente, Caitlyn voltara a beijar seu dorso passando suas garras em toda a barriga dela até a virilha, deixando um rastro vermelho em sua pele. Vi soltou um gemido leve com o toque, depois Caitlyn voltou a beijar seu corpo, ela mordeu a cintura da outra fazendo a se contorcer. Subiu os beijos para o pescoço dela, continuou sua trilha até chegar na boca rosada da punk cobrindo a com um beijo, Vi a apertou contra si estreitando ainda mais o abraço . Não havia pressa, todos os movimentos feitos por elas eram calmos e intensos, dessa vez elas tinham todo o tempo do mundo...
Incontáveis foram as vezes que fizeram amor depois daquilo e com isso os dias passaram num piscar de olhos. A cidade já estava completamente decorada em clima natalino, uma grande arvore foi colocado em frente a prefeitura junto com uma pista de patinação. As pessoas estavam mais solidarias e calmas do que o de costume, essa época do ano sempre tinha uma magia. Estaria tudo perfeito se um herói irritado não acaba se com o clima, ele tem reclamara muito por sua noiva não passar mas nenhum tempo com ele nem lhe da atenção. Haveria uma grande festa de natal entre suas famílias e é claro que Caitlyn não poderia negar o convite, pois levantaria muitas suspeitas . Era véspera de natal quando a xerife saiu logo cedo indo encontrar sua família e a de seu noivo, ela tinha deixado sua amante dormindo. É claro que convidara Vi para ir com ela, mas a delinquente negou o pedido preferia passar sozinha o natal, aquilo fez o coração de Caitlyn aperta se mas não tinha opção de negar um pedido de sua família.
Vi acariciava sua gata que repousava em sua barriga exposta, ela realmente cresceu bem rápido e agora se tornou uma belo e gordo felino. Tão diferente de quando a encontrou tremendo de frio, por fim acabava que se identificando com ela já que vieram de realidades tão similares. E agora estavam bem de vida, ela levantou se pois a fome apertava seu estomago, a horas que estava deitada. Vi preparava um sanduíche na cozinha quando o telefone tocou, ela foi até a sala e o atendeu:
–Alo?
–Mana Vi? É o Dj.
–Uou e ai cara? — Vi sentira uma imensa felicidade em ouvir a voz dele novamente
–Então seguinte maninha, se tem algum compromisso agora?
–Não por que?
–Vem passa o natal aqui com a gente, chega ae — Vi pensou um pouco na proposta antes de responder.
–Ok daqui a pouco eu to aí, a Dj não tem como eu levar teus cães agora já que vou de moto.
–Susse maninha agora cola ae.
Vi se vestiu e logo partiu, estava pilotando um pouco devagar apesar das ruas estarem sendo limpas da neve constantemente ainda era perigoso dirigir. Então demorou um pouco mais do que o de costume para chegar em seu antigo bairro, ela estacionou sua moto em frente a uma casa simples e logo já pode ver através da janela a animação que vinha la de dentro. Tocou a campainha e ficou aguardando por um momento até que a mãe de Dj a atendeu.
–Vi que bom que veio — A mulher a abraçou fortemente.
–Obrigado pelo convite Rosane, desculpa eu vim desprevenida — Vi ficou encabulada por não ter nenhum presente em mãos.
–Magina criança, só pelo fato de você ter vindo já é o bastante — Rosane a puxou para dentro — Gente olha quem chegou.
–Tia Vi! — Dilan e Clara correram em sua direção e a abraçaram. A delinquente ficou totalmente surpresa ao ver os dois.
–Essa menina fica mais linda a cada dia! — Albert pai de Dj um senhor moreno e gordo com um farto bigode no rosto e um cabeça meio calva chegou e a abraçou também — Sua presença é sempre bem vinda — O homem gargalhou.
–Olha só se não é a punk mais barra pesada do pedaço — Tdog fez um cumprimento de mão com ela.
–Fala vacilão — Vi abriu um imenso sorriso ao ver lo.
–Vacilão o que aqui é pegador — Ele riu e abriu espaço para que o restante do pessoa a cumprimenta se. Na casa ainda estavam os tios do Dj e a avó além das duas irmãs dele, todos velhos conhecidos da punk.
–Eia maninha — Todos abriram espaço para Dj passar. O coração de Vi se apertou ao vê lo em uma cadeira de rodas.
–Ora ora se não é o melhor rapper do pedaço — Ela o cumprimentou.
–Gosto do meu novo veiculo? Eu mesmo tunei em — Ele riu com a ironia.
–Da pra colocar mais um detalhes e tals.
–Por isso que eu te chamei já que tu é uma especialista em veículos pode me ajudar a tuna né.
–Vou pensa no seu caso.
–Vi — Uma voz feminina familiar a chamou.
–Oi? — A delinquente olhou de onde vinha voz e avistou uma mulher loira baixinha com um semblante um tanto triste.
–É tão bom rever la — Laura a esposa de Grunje a abraçou fortemente.
–Nossa a quanto tempo — Vi retribuiu o abraço — O Grunje esta aqui?
–Infelizmente não, ele fugiu com a gangue desde quando seu rosto foi exposta na televisão. A meses que não o vejo.
–Me desculpe por tocar em um assunto assim.
–Não tem problema — A mulher deu um sorriso triste — O importante é que você tomou jeito e saiu dessa vida.
–Sim, agora eu trabalho para a policia.
–Dj espalhou pra todo munda já essa noticia, quem diria você na policia.
–É bem irônico eu sei — Vi passou as mãos nos cabelos.
–Você esta com um olhar tão diferente, um olhar de quem esta apaixonada.
–Putz claro que não! Esse tipo de coisa não combina comigo.
–Nunca escolhemos quem amar Vi apenas acontece.
–Não mas eu não estou gostando de ninguém é serio.
–Vou fingir que acredito.
O restante do dia foi muito divertido com jogos e cansões. Depois da ceia ainda teve muitas piadas e cantoria, por mais que não fossem de sangue aquelas pessoas realmente sabiam fazer a delinquente se sentir parte de uma família. Bem longe dali Caitlyn curtia seu natal com Jayce, eles estavam no salão principal da grande mansão fazendo a distribuição de presentes. As crianças se divertiam com os brinquedos que largariam em menos de uma semana, enquanto os adultos conversavam enquanto escutavam uma boa musica clássica. A realidade das duas eram bem diferentes e seu mundo perfeito não iria durar para sempre.
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