O lado escuro de Piltover
27 Revelação

Vi sentia sua respiração pesada, não conseguia abrir os olhos seu corpo não a obedecia apenas ouvia alguma coisa bem distantes. Conseguia sentir o gosto do próprio sangue na boca e alguém mexer em seu corpo, queria dizer que estava bem mas se sentia tão cansada, talvez se dormi só um pouco mais. Caitlyn estava chorando com a delinquente em seus braços quando a policia e ambulância chegaram, rapidamente os dois feridos foram socorridos. A xerife pegou seu carro e seguiu a ambulância até o pronto socorro.
Caitlyn estava na sala de espera, rezando aos deuses que mais uma vez a salva se. Sua namorada já tinha sofrido muito na vida, ela merece uma segunda chance ... foi quando sentiu uma mão pousar em seu ombro delicadamente, ela olhou mas não sabia o que fazer diante de seus pais. A vontade de chorar era ainda maior agora, eles a abraçaram e a xerife desabou a chorar como uma criança carente. Mas tarde já um pouco mais calma, Caitlyn explicou a situação.
–Sinto muito filha, mas pelo que fiquei sabendo sua namorada é uma pessoa forte. Ela vai conseguir recuperar se, tenha fé — Alexandra a confortou.
–Acho que lhe devo desculpas Caitlyn, eu agi como um bode velho e teimoso. Julguei sua parceira sem nem mesmo conhece la, sinto muito. Mas entenda eu apenas não queria que você sofra de nenhuma maneira, são coisas estupidas que os pais fazem as vezes querendo proteger os filhos mas sem pensar nos sentimentos deles — John falou sem graça.
–Tudo bem pai, te entendo. Mas não ache que vai se safar assim, quando a Vi sair do hospital você terá que conhece la formalmente — Caitlyn foi exigente.
–Irei me esforça — John sorriu e afagou a cabeça da filha.
Estava quase amanhecendo quando o médico chegou onde estava o trio, respirou fundo e abriu um imenso sorriso para eles. Aquela mensagem foi o bastante para Caitlyn praticamente pular de alegria.
–Ela esta fora de perigo, algumas costelas quebradas e os braços. Até ai tudo bem, graças aos deuses as balas não atingiram nenhum ponto vital, com exceção de uma que pegou no fígado mas isso não é problema pois ela vai conseguir se recuperar. Teve uma grande perda de sangue por sorte conseguimos estabiliza la e conter a hemorragia, ela vai passar uns dias na UTI só por precaução. Mas não precisam se preocupar ela esta fora de perigo — O medico terminou de contar as novidades.
–Ouviu filha? Ela vai ficar bem — Alexandra beijou a bochecha da sua bebê.
–Sim mãe! — Caitlyn a abraçou forte.
–Quanto ao senhor Jayce, ele receberá alta logo. Ficara o dia em observação e amanhã já poderá sair — O medico complementou.
–Excelente doutor, ele esta sobe a custódia da policia — Caitlyn mudou o semblante enquanto falava.
Demorou alguns dias até que Vi saísse da UTI e finalmente a xerife pode visita la. Caitlyn entrou no quarto ficou surpresa ao ver sua amante repousando, na verdade sentiu até uma certa decepção pois queria muito escutar a voz dela, contentou se em apenas desfruta sua presença. Foi até a poltrona e sentou abriu um livro e começou a ler, logo poderá ficar em paz com sua parceira e a vida voltaria a velha rotina. Acabou por se distrair com o livro e não percebeu o pequeno pássaro que entrou no quarto, o beija flor pairou por um tempo sobre o corpo da punk. Depois voou até a xerife, ficou um tempo pairando em sua frente até que ela o nota se, Caitlyn tomou um susto inicialmente com o pequeno pássaro mas depois sorriu. O pequeno voou saindo pela janela.
A xerife saiu por poucas vezes do quarto, estava de licença do trabalho. Até que a delinquente melhora se, James ficaria sendo o responsável pelos afazeres de xerife. Vi abriu os olhos lentamente, demorou algum tempo até sua visão focar o quarto ao redor, sentia uma leve dor percorrer seu corpo. Gemeu quando tentou levantar, apesar de ter sido baixinho foi o suficiente para acorda a xerife de seu leve cochilo.
–Não faça esforço! — Caitlyn foi rapidamente para o lado da cama onde a punk estava.
–Cupcake... — Vi murmurou.
–Xiiii, descanse — Caitlyn acariciou o rosto dela, Vi fechou os olhos para sentir a caricia.
–Cupcake...não consigo sentir meus braços....
–Eles estão quebrados, mas não se preocupe. O médico disse que você vai conseguir recuperar, mas terá de fazer fisioterapia para ajudar.
–Fala serio... — Vi resmungou — Poderia levantar um pouco essa cama? Quero sentar.
–Claro, claro. Vou chamar a enfermeira — A xerife saiu do quarto.
A enfermeira primeiramente examinou a paciente, depois ajustou a cama e trouxe uma bandeia com comida de hospital, quando a punk viu fez uma cara feia. A enfermeira se retirou a pedido de Caitlyn que se incumbi o de alimentar a paciente.
–Não faça essa cara, agora abra a boca — Caitlyn levou uma colher com sopa até a boca da punk.
–Eca, como odeio comida de hospital. Acredite, a da prisão é muito melhor!
–Quando voltarmos para casa, faço aquela lasanha de frango que você adora.
–É por isso que te amo Cupcake.
–Você vai receber alta logo, então voltaremos a nossa vida.
–O que aconteceu com o mauricinho? — Vi perguntou seria.
–Esta preso, aguardando julgamento — Caitlyn respondeu com um pesar na voz — Sinto muito pelo que aconteceu, foi imprudência minha.
–Você não tem nada haver com as loucuras daquele cara, se você não tivesse atirado nele. Certamente teria sido bem pior.
–Realmente não acreditei que Jayce foi capaz de fazer aquilo — A xerife tinha um olhar triste no rosto.
–Tudo bem Cupcake, já passou — Vi gemeu ao tentar se esticar.
–O que pensa que esta fazendo? — Caitlyn encostou a paciente novamente na cama.
–Queria te beijar....
–Era só ter falado, não se esforce! — Caitlyn aproximou dela colando seus lábios em um longo e profundo beijo. Elas separaram se um tempo depois — Senti sua falta.
–Também senti.
A xerife visitou sua companheira todos os dias em que esteva no hospital, não demorou muito até que os médicos dessem alta para punk que finalmente pode voltar para casa. Vi sentou no sofá, como era bom estar em casa, ainda não conseguia mexer os braços mas o médico disse que em torno de um mês ou dois ela já estaria se movimentando normalmente. Aquilo era tempo demais para uma punk impaciente, sobe os cuidados da zelosa Caitlyn certamente não demoraria a recuperar se.
2 meses depois.
Os ultimo dois meses foram focados na recuperação da punk, mas algo não estava certo. Vi tinha voltado para a corporação agora totalmente recuperada, na ocasião estava batendo no saco de boxe da delegacia, por ordens da xerife dessa vez estava sendo menos violenta. Apesar de ter voltado a sua feliz rotina ao lado da xerife, sentia que algo estranho dentro de si, seu extinto alertava que havia algo de muito errado. A meses não ouvia o nome Jinx e C, sua irmã nunca mais a contatou tudo esta quieto por demais.... aquilo deixava a punk ainda mais agitada.
–Focando o objetivo? — James entrou na sala, o que fez a delinquente ter um mine ataque cardíaco.
–Caralho James, não faz isso cara! — Vi protestou.
–Desculpe, você estava muito focada tinha que chamar sua atenção de alguma maneira. Alias como esta?
–Bem melhor, quase 100%.
–Que bom minha amiga, esses dias sem a xerife aqui foi um verdadeiro porre — James falou com um certo cansaço na voz.
–Ai palmito, quando vai ser o julgamento do mauricinho?
–Falta uma semana, sabe a corporação ficou muito abalada com o ocorrido. Jayce sempre foi obcecado pela xerife, mas não esperava que chega se a este ponto.
–Pode crê que vou quebrar a cara daquele babaca — Vi rosnou — Isso não vai ficar assim.
–Relaxa Vi, deixe a lei cuidar disso. Pelos boatos parece que o julgamento será privado.
–Privado? Quer dizer que ninguém vai poder saber sobre o canalha?
–Mais ou menos, acredito na grande possibilidade da pena dele ser leve.
–Por que?!- A punk indignou se.
–Nosso bom moço é muito influente, além do mais, acredite ele já salvou esta cidade. Não é atoa que tem o apelido "herói", tenho certeza que isto o ajudará muito.
–Mas isso não é justo! Ele tentou me matar!
–Eu sei Vi, mas assim como você foi absolvida de seus crimes por ter salvado os mineiros. Ele provavelmente será absolvido deste crime, sinto muito. Só que, com toda certeza não poderá mais exerce no ramo policia.
–Cara isso não esta certo!
–Entendo sua indignação rosada, mas até mesmo a lei tem suas brechas.
–Isso não vai ficar assim, vou falar com Caitlyn.
–Não vai adiantar muito, até mesmo a xerife tem seus limites de poder.
–Vou tentar mesmo assim.
A punk saiu da sala apressada deixando seu amigo para trás, estava eufórica. Não conseguia imaginar a possibilidade daquele maldito ser solto, pelo que James disse as chances eram grandes, ainda mais levando em conta essas "brechas" ridículas da lei. Se para pra pensar bem, foi assim que escapou de ser condenada a prisão perpetua não tinha como negar. Entrou ofegante na sala da xerife, que por acaso encarava surpresa sua visitante.
–CAITLYN! Aquele maldito não pode ser absolvido! — Vi quase gritou.
–Acalme se — Caitlyn levantou da poltrona e foi até a punk. Que por acaso nem tinha trocado o uniforme de treino — Do que esta falando?
–Maldito não pode ser absolvido, se ele for vou mata lo!
–Vi do que esta falando?
–Jayce.
–Jayce?
–Sim, ele vai ser absolvido da pena! James me falou.
–Sente se e tenha calma, não é bem assim que as coisas funcionam — A xerife forçou a outra sentar.
–Claro que sim Caitlyn, o desgraçado vai conseguir safar se.
–Ei ele ainda não foi julgado.
–Eu sei Cait, eu sei. Mas é quase certo que isso aconteça, ainda mais levando em conta o que James me disse. O mauricinho meio que salvou a cidade.
–Sim ele salvou, não se precipite tudo bem? Vamos deixar que o Juiz tome a decisão ok?
–Ta... — A punk concordou desanimadamente.
–Bom agora vai tomar um banho e vestir seu uniforme. Vamos sair em patrulha daqui a 40 minutos, entendeu?
–Sim senhora — Vi levantou do sofá e saiu da sala.
A dupla saiu para sua primeira patrulha depois de meses, havia uma certa ansiedade pelo lado da punk que por acaso estava louca para bater em alguém. Já a xerife sentia uma imensa felicidade dentro de si, finalmente tudo tinha voltado ao normal e agora poderia viver em paz com sua namorada. Iria fazer uma surpresa para punk, tinha combinado com seus pais que apresentaria ela formalmente, na verdade era pra isso já ter acontecido mas como seus pais tem estado ocupados com um novo projeto hextec o momento foi adiado.
–Vi, estava pensando. Já que começamos uma nova vida poderíamos... — A xerife foi interrompida pelo som do rádio chamando.
–Viatura 01, chamado no distro 148. Assalto a mão armada e roubo de carri, o meliante esta de calça jeans azul e camiseta laranja, o carro é um modelo r3 prata. Visto entre a rua J.Rollings com Fairle Pi, dar apoio as viaturas 45 e 82 — Contato do radio.
–Entendido, estamos indo — Caitlyn finalizou a chamada.
–A é, finalmente ação! — A punk comemorou — O desgraçado esta na nossa área.
–Sim, segure firme — A xerife aumentou a velocidade, dirigindo rapidamente pela região onde o suspeito tinha sido visto.
–01, o suspeito bateu o carro e agora esta fugindo a pé. Avistado pela ultima vez na travessa Kuriy — Contato do radio.
–Ali Caitlyn! — Vi apontou para um beco — Para o carro!
A xerife diminuiu a velocidade dando oportunidade para a punk saltar do carro e perseguir o fugitivo. Caitlyn parou a viatura pegou seu rifle seguindo o mesmo caminhão que sua parceira, correu pelo beco até encontrar a punk sentada encima do fugitivo.
–Demorou muito xerife — Vi ironizou.
–Não vou discutir — Caitlyn preferiu não entrar no joguinho infantil da outra.
–É tem razão, é bom você saber mesmo que não tem chances contra mim — A punk provocou mais uma vez.
–Fez um bom trabalho oficial — A xerife mantinha se seria.
–É fez um bom trabalho Vi — Um figura encapuzada surgiu, impedindo a passagem da dupla. A xerife virou rapidamente e apontou o imenso rifle para o recém chegado — Ola maninha.
–O que? — Vi levantou, mais uma vez não acreditou no que estava vendo — Por que? — A punk começou a andar em direção a outra.
–Fica ai Vi! — Caitlyn ordenou.
–Desculpe não fomos apresentadas formalmente — O recém chegado tirou o capuz, revelando sua aparência — Me chamo Zero.
Caitlyn finalmente pode dar uma boa olhada no tão misterioso fantasma. Vi tinha mencionado anteriormente que aquela pessoa seria sua irmã mais velha. Tinha muita semelhança com a punk mas ao mesmo tempo tão distinta, seus cabelos brancos e rebeldes até o ombro combinava com o tom claro e traços finos que ela possuía, dando um toque de delicadeza; o tapa olho com uma linda rosa esculpida lhe dando um ar de mistério. Mas o que realmente chamou atenção da xerife foi aquele olho de uma azul tão profundo quanto o mar, aquele olhar mostrava o verdadeiro predador que escondia se por trás da aparência serena, assim como a punk ela era uma combinação perfeita de rebeldia e mistério.
–Por que você voltou agora?! — Vi falou com raiva, cortando o transe da xerife.
–Você cresceu — Zero mantinha se seria.
–ME RESPONDA! — A delinquente gritou nervosa.
–Fique onde esta — Caitlyn voltou a segurar com firmeza o rifle — Vi acalme se, vamos esclarecer isso na delegacia.
–Quer saber por que voltei agora? Pra te matar — Zero começou a caminhar em direção a sua irmã, mas parou ao sentir o cano do rifle em seu peito — Não se intrometa xerife, isso é assunto de família — A garota de cabelos brancos arremessou Caitlyn contra o muro.
–Foda se porque você esta aqui. Ninguém toca na minha garota! — Vi investiu bruscamente contra a outra, mas todos os seus golpes foram facilmente desviados.
–Vamos la, me mostra o quão forte ficou — Zero mantinha uma expressão indescritível no rosto.
–Porra Kuran, já chega! Você não tem o direito de desaparecer e simplesmente surgi sem explicações — A delinquente investia ferozmente — Você devia esta morta! Morta! — As lagrimas no rosto da lutadora já eram visíveis, ela acertou um dos socos com suas manoplas, arremessando sua oponente contra a parede — Eu te esperei naquele beco por dias, VOCÊ PROMETEU PRA MIM QUE IRIA VOLTAR! VOCÊ PROMETEU! — Vi enforcava sua vitima — VOCÊ JUROU QUE SEMPRE ESTARÍAMOS JUNTAS PORQUE ERAMOS UMA FAMÍLIA! MENTIROSA!
–Pare de agir como uma criança mimada — Zero chutou o estomago da punk com força o suficiente para que ela a solta se, antes que seu oponente se recuperar deu mais um chute na sua barriga fazendo Vi cambalear para trás. A delinquente tentou golpe ar sua irmã, mas recebeu um soco na cara que a fez cair desnorteada no chão. Zero foi até ela colocando o pé sobre sua cabeça e pressionando contra o chão — Vi, quando vai entender que eu sempre serei mais forte.
Um disparo atingiu o braço da garota de cabelos brancos, mas a mesma não demonstrou nenhuma reação a dor.
–Não interessa quem é você para Vi, mais um movimento e juro que perfuro sua testa — Caitlyn pela primeira vez demonstrava ódio no olhar.
–Não se intrometa nisso Caitlyn — Vi falou com dificuldade.
–Ei xerife — Zero tirou o pé de cima da sua irmã e virou se encarando Caitlyn — Sabia que um dos seus bebês esta vivo?
–Não brinque com isso — A raiva na voz da xerife era eminente, ela sentiu mais uma vez aquela dor implacável tomar conta do seu peito.
–Não estou mentindo — Zero mantinha aquela expressão indescritível o tempo todo — Um dos bebês sobreviveu, ele foi roubado no momento que chegou ao mundo. Sabe onde ele esta Vi? — Zero voltou a encarar sua irmã — Na nossa velha casa.
A garota de cabelos brancos começou a caminhar em direção a xerife, passando por ela. Caitlyn estava estática, pela primeira não sabia como reagir a uma ação, tantas coisas se passavam na sua mente.
–Alias — Zero parou — É melhor se apressarem, pois já começaram os experimentos.
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