O lado escuro de Piltover

30 Laços de Sangue parte 2 final


Notas iniciais
AVISOS: Ola gente capitulo final :3, pretendo escrever uma segunda temporada mas esta em segundo plano. Quando for postar aviso a vocês, acompanhem minha nova fiction Lâminas e Magia >>>>http://fanfiction.com.br/historia/604029/Laminas_e_Magia/

As marionetes saltavam contra a xerife como hienas sobre uma carcaça, Caitlyn rapidamente saca uma pistola que mantinha presa em sua perna e atinge duas das bonecas, ela consegue intercepta o ataque da terceira e bloqueá lo com seu rifle a tempo. Começou um jogo de força com o fantoche que era bem mais fraco, Caitlyn o empurrou fazendo o se desequilibrar, aproveitou o momento para acerta uma bala no crânio sem face. Sentiu uma dor aguda e queimação no ombro, um dos fantoches acertou seu ombro afundando a lâmina sem piedade, a xerife não conseguiu conter um grito de dor isso acabou chamando atenção da sua parceira que terminava de esquartejar um dos inimigos.

–Caitlyn! — Vi avançou ferozmente contra o ser inanimado atingindo um soco forte o suficiente para quebrar uma parede — Merda — A punk estava sem jeito de como tirar aquela lamina do ombro da xerife.

–Ha que amor em VI, vai deixar sua guarda baixa? — VII falava sorrindo, ordenou com as mãos que mais seis marionetes atacassem.

A punk virou se a tempo de conter o ataque, não podia deixar a xerife desprotegida pois ela era o alvo das bonecas. XII gargalhava aquilo estava sendo mais divertido que imaginava, e agora VI como vai defender você mesma e sua parceira? Mandou uma das bonecas sorrateiras contra a xerife atingindo sua coxa com a lâmina, Caitlyn fez um expressão de dor e atirou contra o fantoche. Levou os seus olhos ligeiros para a mestre delas, o tempo inteiro VII mexia as duas mãos seus dedos não paravam fazendo as bonecas se movimentarem. Mirou e apertou o gatilho por três vezes, as balas uma atrás da outra atingiram seu alvo com precisão. A mulher gemeu de dor, três das bonecas caíram como se os fios que a movimenta sem tinha sido cortado .

–Vi ela só pode controlar seis marionetes por vez — Caitlyn falou — Preciso que você me de tempo para atingir a outra mão assim ela ficara indefesa.

–Entendi — A delinquente sorriu.

–Essa foi uma trapaça suja xerife — VII sorriu — Chega de brincar.

–Vi, só tenho dois tiros. Não vou conseguir sustentar o rifle com uma unica mão — Caitlyn murmurou.

–Acerta o coração dela então — A expressão da delinquente era seria.

–O que estão planejando? Diminuirão meu poder de ataque.... será? — VII continuava com um sorriso confiante no rosto.

Então com a mão que ainda estava ilesa levantou mais três marionetes, só que essas eram diferente das outras bem maiores e com rostos desenhados. Na realidade as bonecas estavam pichadas de rosa com diversos desenhos e insultos que com toda certeza tinham sido feitos por Jinx.

–X! Vou te matar! — VII gritou.

–Haha Jinx serviu para alguma coisa — Vi riu.

–Cala boca sua bastarda! — VII ordenou que as marionetes avança sem, como aquelas eram bem maiores moviam se um pouco mais devagar.

Elas atacaram Vi conseguiu conter a primeira mas a outra foi em direção a xerife que com um esforço sobre humano conseguiu desviar do ataque rolando, não tinha o luxo de dar mais trabalho para sua parceira. Mirou a mulher só que a terceira boneca entrou na sua frente revelando suas lâminas mortais, Vi pressentindo o perigo segurou no braço do primeiro fantoche e o arremessou contra a boneca que ia atacar Caitlyn, correu segurou na pernas da terceira boneca e começou a gira la arremessando contra sua mestra que desviou com agilidade, VII cerrou os dentes e levantou as três marionetes fazendo todas irem contra Vi. As imensas bonecas revelaram as laminas escondidas do no corpo, três laminas giravam em suas barriga além das que já tinha nas mãos e mais uma que surgiu na boca. VII sorriu e ordenou que seus brinquedos para avançar, as marionetes jogaram se contra a punk que conseguiu desviar de um ataque mas mesmo assim sentiu uma lamina passar de raspão em sua bochecha, o sangue escorreu; Vi não teve muito tempo de pensar pois a outra boneca atacou, por sorte segurou a lamina que girava em seu ventre só que logo recebeu um ataque por cima na qual conseguiu conter com a mão livre. A segunda marionete desferiu mais um ataque a punk teve que jogar o corpo para o lado, assim a lamina atingiu sua ombreira partindo a, Vi apertou os dentes para tentar conter a dor. A delinquente já estava com muitos cortes no corpo quando sentiu a ponta de outra lamina passar por sua panturrilha, suas pernas fraquejaram por um momento mas ela conseguiu se manter e defender se como podia.

VII sorria saboreando sua quase vitória, hora do grande final. Esticou a mão e intensificou a força das bonecas, logo o joelho de sua inimiga começava a se dobrar. Sentiu algo quente atravessar sua mão causando uma ardência terrível, as bonecas fraquejaram desengonçadas ameaçando cair mais sua mestra as manteve e prosseguiu com o ataque, seus olhos percorreram a sala sem perde a concentração das marionetes. Acabou descobrindo que a outra tinha sumido. . . num lampejo virou se a tempo de ordenar que uma boneca comum entra se em sua frente assim lhe protegendo contra o tiro quase fatal, acabou vacilando com as outras três que ainda lutavam só que agora com menos força. Seus olhos de gato cruzaram com os castanhos da xerife que se mantinha de pé atrás dela; Caitlyn sacou um canivete que tinha preso na perna, apesar da dor insuportável que sentia percorrer todo o seu corpo tinha que ser forte agora pois Vi não podia lutar sozinha. Acabou lembrando da aula de luta que a punk lhe deu logo no inicio de quando se conheceram...

Flash Back On

A xerife acertou mais um tiro perfeito contra o alvo colorido, sorriu não era a toa que levava aquela fama. Praticar era um dos únicos momentos que conseguia concentrar e relaxar ao mesmo tempo, atirou, outro tiro perfeito.

–Belo tiro docinho — A rebelde falou num tom zombeteiro — Mas sabe se defender tão bem quanto atira? — Provocou.

–Não preciso me preocupar com a defesa, pois meu alvo vai estar no chão antes de pensar em me tocar — A xerife gabou se.

–E quando o rifle estiver sem o seu rifle? Vai fazer o que?

–O que você quer?

–Se por acaso acabarmos numa situação critica não quero que seja um peso morto para mim.

–Peso morto? Vai se arrepender amargamente por ter dito isso.

–Pode vim — A punk abriu seu sorriso sacana. Caitlyn se posicionou na frente dela com os dois punhos fechados, ameaçou, mas a outra não se mexeu mantinha se confiante. Tinha a vantagem que era ágil, iria usar essa arma. . . atacou mas teve o golpe facilmente desviado — Opa! Era pra acerta? — A delinquente riu, mais um golpe e outra esquiva e outro e mais um e assim consecutivamente. . . — Vai começar a bater pra valer quando docinho?

–Qual o seu problema?

–O melhor ataque é a defesa, e a melhor defesa é o ataque ao menos assim dizia Gengis Khan. Irrite seu inimigo, faça o atacar e então use a própria força dele contra ele. Entendeu docinho?

Flash Back Off

Como se sentia feliz por lembrar daquilo. . . Caitlyn sabia que VII já estava cansada e bem ferida, não ia conseguir manter as marionetes e concentrar se nela ao mesmo tempo, essa era sua chance. Caitlyn deduzi o que VII fosse que nem ela sem seu rifle, totalmente indefesa, não era uma lutadora com toda certeza e também não teve uma punk para lhe dar aulas. Segurou com força o canivete e então avançou, tentou um golpe direto no pescoço mas atingiu somente o ar pois sua oponente era ligeira. Caitlyn tinha a desvantagem de ter somente um braço para ataque e defesa e sua agilidade tinha diminuído por causa da perna machucada, mas VII tinha as duas mãos machucadas e tinha de se concentrar nela e em suas bonecas ao mesmo tempo, estavam na mesma situação. VII apenas recuava pois não tinha muito opção de contra ataque, estava exausta assim como o inimigo a sua frente. Foi quando uma de seus próprios brinquedos a atingiu arremessando a contra parede, as duas bonecas que ainda restavam caíram. A xerife se jogou em cima dela e desferiu um ataque contra a mulher caído que com um grande esforço conseguiu segurar o punho de Caitlyn, impedindo que o canivete acerta se seu olho. As mãos das duas tremiam pois ambas estavam usando tudo que tinha, aos poucos o canivete descia ainda mais ficando a pouco centímetros do olhos direito da mulher. Lentamente o canivete penetrava o olho de VII que urrou de dor, o sangue começava escorrer em seu olho. Num ultimo esforço ela empurrou a mão da xerife e deu lhe um soco na cara, a outra caiu para o lado atordoada.

Com o corpo quase desfalecidos VII sentiu ser pega por alguém tendo sido arremessada brutalmente contra uma das colunas da sala apagando completamente. Vi avançava em passos firmes contra a mulher desacordada, segurou lhe mais uma vez pronta para desferir mais um ataque quando uma voz infantil a chamou:

–Já é o bastante VI, por hoje a vitória é sua — A criança loira e pálida como um fantasma passou por ela, estava com uma camiseta branca, short dobrado até os joelhos meias longas brancas e sapatilhas pretas, um suspensório segurava lhe o short e pra finalizar usava uma boina e cabelo amarrado — VII falhou. . . será que você ficou forte? — VIII perguntou sorrindo.

–Agora ela será punida por sua falha — Uma outra garota tão pálida quanto a outra surgiu, só que essa usava um vestido de babado e um tipo de avental preso na cintura; também usava meias brancas e sapatilhas, mantinha os longos cabelos cacheados soltos e adornado com uma linda tiara cheia de flores. Se não fosse pelas roupas as duas seriam facilmente confundidas — A Vovó ficara brava com ela — Completou IX.

–Era só o que me faltava. . . VIII e IX, mais alguém?! — Vi gritou irritada.

–Não se preocupe VI, não viemos para lutar — Falou VIII.

–Estamos aqui somente como juízas — Completou IX.

–Cade o bebê? — Caitlyn se pronunciou. Vi tinha esquecido por um momento dela, foi rapidamente em sua direção.

–Bebê? — As duas perguntaram ao mesmo tempo — Não sabemos de bebê algum, como dissemos antes estamos aqui como juízas.

–Não passeio e coloquei toda minha equipe em risco para voltar de mão vazias! — Era visível o transtorno da xerife. VII olhou para um lado escuro da sala por um momento e então retornou a encara a xerife.

–Apenas vão embora ou preferem lutar mais? — As gêmeas falaram em conjunto.

–Vamos embora Caitlyn — Vi sussurrou — Não temos chances, já foi difícil enfrentar VII. Atacar aquelas duas seria suicídio, não a subestime só porque são crianças. . .

–Meu filho Vi. . . — Caitlyn choramingou indignada.

–Se te consola, essa criança nunca chegou em nossas mãos — IX falou com indiferença.

–Nunca chegou? Como assim? — A xerife a encarou ainda mais confusa.

–Você é surda? Essa criança nunca pisou aqui, realmente ela deveria ter chegado até nós mas isso não aconteceu — Completou VIII.

–Ela sumiu no caminho, não sabemos seu paradeiro — Finalizou IX.

–Quem garante que estão falando a verdade? — Caitlyn mantinha se convicta.

–E por que mentiríamos? — As gêmeas falaram juntas.

–Elas estão falando a verdade Cait, vamos embora — Vi pegou sua parceira com cuidado e começou a caminhar para a saída.

–Como você sabe disso? — A xerife encarou a punk no fundo dos olhos.

–Porque eu sei, te garanto elas não estão mentindo.

–Ei numero VI! Logo chegara a nossa vez de brincarmos juntas! — As gêmeas falaram em um tom de voz e sincronia perfeita.

–Vão pro inferno! — Vi gritou, abriu a porta da grande sala e saiu. A mesma se fechou sozinha por trás de si.

As luzes da sala acenderam se revelando os expectadores ocultos.

–VI esta forte mas não usou todo seu potencial — A mulher com longos cabelos brancos falou.

–De fato doce Zero, nossa pequenina numero VI ainda tem muito a mostrar — Concordou a velha senhora.

–VII foi patética — III cuspiu as palavras.

–Calma minhas crianças, darei a chance a cada um de vocês. Nossa prioridade agora é encontrar o bebê, tenho a leve impressão que vou achar algo muito mais valioso junto com ele — A velha abriu um sorriso enrugado. Todos os presentes na sala ficaram agitados — Você sempre foge quando me ver, não é mesmo VI?

Vi caminhava devagar com sua parceira nos braços, sentia seu corpo todo arder e doer. Apesar dos cortes na perna sabia que os que Caitlyn recebeu foram bem mais profundos, não havia pronunciado uma palavra até o momento só queria tirar a xerife o quanto antes daquele lugar. Os corredores pareciam não ter fim, a delinquente suava e era evidente o esforço que estava fazendo.

–Vi pare por favor- Caitlyn pediu com gentileza.

–Por que? — A delinquente continuou caminhando.

–Você esta exausta, tenho certeza que já há pessoas nos procurando.

–Quero ir embora deste lugar maldito — Vi não escondeu a raiva que sentia por estar ali, aquilo fez a xerife sentir ainda mais mal por ter colocado ela naquela situação.

–XERIFE! SENHORITA VI! — A voz de Tay parecia ter sido uma luz no fim do mais escuro túnel, ambas sentiram se extremamente aliviada — O que aconteceu? — A baixinha peituda estava acompanhada de vários guardas que começaram a prestar o socorro as feridas.

–Tay se a Caitlyn não estivesse aqui eu juro que te dava um beijo — Falou Vi enquanto passava a xerife com cuidado para outro guarda.

–Como assim dona Vi? — Caitlyn falou com uma falsa indignação.

–Procuramos vocês por todos os lugares, depois daquele chamado perdemos o seu sinal xerife.

–Devia existir algum tipo de interferência naquela área, foi tudo muito bem planejado. . .

–E o inimigo? Quantos eram? — Tay estava muito curiosa ainda mais com a situação que a xerife e sua parceira encontravam se.

–Fugiu — Vi respondeu secamente — Quando cercamos ele usou uma armadilha e fugiu.

–Vasculharam a mansão? — Caitlyn aguardava a chegada da maca mas já recebia os primeiros socorros.

–Sim as únicas coisas de anormais para uma mansão deste porte foram o laboratório e um tipo de sala de tortura. . . mas nenhum vestígio das crianças. Mas pode acreditar que algo bem suspeito acontecia aqui. Ah, no laboratório encontramos muitos resquícios de drogas acredito que aqui seria uma grande refinaria.

–Ótimo, quero um relatório completo desta operação. Ao menos não vamos retorna de mãos vazias — A xerife suspirou.

O comboio retornava para casa no final da tarde, aquele tinha sido um dia muito puxado. O casal estavam na mesma ambulância, Vi insistira que queria ir junto com a xerife, ninguém contestou sua exigência. Estava sentada de cabeça baixa em completo silencio enquanto a xerife estava deitada na maca, ambas bem machucadas. Caitlyn não conseguia desviar o olhar do rosto delicado e bem sujo no momento de sua parceira, era visível a frustração dela certamente estava lembrando de algum momento ruim na qual passou naquele lugar.

–Vi — Caitlyn murmurou.

–Sim?- Vi olhou para a xerife.

–Me desculpe. . . por teimosia minha coloquei todos em perigo, ainda lhe trouxe memorias ruins. . .

–Não é isso que esta me incomodando.

–O que é então?

–Por que Zero me mandou pra la?

–Sua irmã mentiu, talvez estivesse tramado isso com eles.

–Não! — Vi falou num tom agressivo mas logo acalmou — Ela nunca ia trabalhar pra eles, isso não importa. Você sabe que as drogas que encontraram no laboratório era só uma pista falsa.

–E o que eles faziam ali?

–Não posso dizer.

–Por que não?

–Bloqueio mental, todos que saem dali estão na mesma situação que eu. Minha mente não permite que diga nada, elas só ficam guardadas para mim...

–Não vou pergunta mais, quando chegarmos em Piltover terei um longo dia de trabalho... aquela gente do concelho irão me encher de perguntas...

–Burocratas.

–Sim, burocratas.

–Vai desistir da criança?

–Não tenho muita opção, já não á mais pistas.

–Podemos continuar procurando, isso não é problema!

–Não Vi, já arrisquei muito por causa dela.

–Tem certeza?

–Sim.

Cinco anos depois. . .

Aconteceram muitas coisas nestes anos seguintes, que por acaso foram de muita paz principalmente para mim. A criminalidade em Piltover caiu drasticamente, desde os ataques de Jinx anos atrás nenhum evento criminoso dessa magnitude voltou a acontecer. Eu tenho feito meu trabalho mais nas ruas enquanto Cait fica encarregada da papelada, até ajudaria ela mas sabe como é né, escritório nunca foi meu forte. Sempre que ela pode fazemos rondas juntas, alias ganhei uma moto nova bem mais potente que a anterior, ela toda personalizada com o simbolo da policia da cidade; assim posso estacionar em qual quer lugar da cidade sem me preocupar com multas. Mas Cait me proibiu de usa la fora do trabalho. . . um dos eventos desses últimos anos foi que nos mudamos, depois daquele fracasso de missão a xerife queria renovar e começar uma nova vida, então nos mudamos para um casa um pouco mais afastada do grande centro da cidade. De inicio tinha sugerido um apartamento mas ela insistiu que queria uma casa com um amplo espaço de lazer, não questionei sua decisão o lugar realmente é bom e agradável. Afinal, ela manda na casa já eu mando só na cama. Todos os dias acordo bem cedo antes de ir ao trabalho e saio com ela para passear com os cães, saímos sempre antes do sola nascer. Isto é, quando não dormimos quando o sol esta quase nascendo. . . hoje faço coisas que nunca imaginaria ou zombava a alguns anos atrás, por exemplo, acorda cedo. Também não bebo tanto como antigamente, meu cabelo esta cumprido agora minha aparência já não é tão rebelde como era. Os anos ao lado dela acabaram que acalmando a fera impulsiva que havia dentro de mim, algumas coisas ruins aconteceram em nosso relacionamento neste meio tempo mas isso é para outra história. . .

Bom também conheci os pais dela, sinceramente preferia ter enfrentado a VII um trilhão de vezes do que ter encarado o velhote. Foi certamente um dos dias mais tensos da minha vida, a senhora Alexandra é um doce de pessoa. Na verdade os dois me aceitaram até que bem só que o senhor John me trata como se fosse o primeiro namorado da sua filha inocente de quinze anos, em outras palavras, ele costuma embaçar com os meus esquemas. Sempre que vou visitar os pais da Cait tenho que me comportar. Uma das muitas coisas que aconteceram durante estes anos foi que Jayce cumpriu somente dois anos da pena, agora ele trabalha no ramo Hextec; sei que ele tentou me matar e que eu peguei a ex mulher dele mas bem, deixamos nossas diferenças de lado e meio que nos damos "bem". Só um pouco.

Um grande acontecimento recente é que eu e Cait nos casamos, já estávamos convivendo juntas a algum tempo, por mim continuaria assim mas certo dia ela simplesmente chegou e disse que queria se casar. Não contestei, por parte fiquei com certo receio da palavra "casar" mas parando pra pensar bem já estamos "casadas", fomos num cartório e oficializamos; depois disso houve uma grande festas com muitos de nossos amigos. A lua de mel foi em Ionia, contestei mas nada mudaria os pensamentos da xerife o jeito foi ir, não me arrependo, pois conheci muita gente interessante e diferente la. Até ajudamos a solucionar um caso junto com uma ex comandante noxiana, isso aconteceu durante o festival lunar mas por fim tudo acabou bem. Logo em seguida voltamos para a velha Piltover, ainda havia um grande evento para acontecer. O que vai acontecer logo em seguida abalou a breve atmosfera de paz entre mim e principalmente Caitlyn.

–Melhor irmos — Grunjão virou a caneca de cerveja — Logo a festa vai começar.

–Pra que a pressa? Já avisei a ela onde estaríamos — Vi encheu seu copo com o liquido amargo.

–Grunje tem razão, vamos embora — Concordou Zoio.

–Ah fala serio. . . a cadeia não fez bem pra vocês! — A punk protestou. Os três saíram do remoto bar.

Grunje e Zoio estavam na condicional por bom comportamento, é claro que acabaram de quebra la para cumprir os gosto da punk. Vi queria relembrar os velhos tempos então os três foram até aquele velho bar na beira da estrada, ficaram por la durante toda manhã conversando e contando os últimos casos que ocorreram em suas vidas. O trio montaram as motos e então dispararam em alta velocidade de volta para a cidade, durante aquele momento Vi se sentia o antigo lobo selvagem que costumava ser.

Todos já estavam arrumados então foram direto para o local da festa, era comemoração do aniversário de casamento da xerife e da punk. O primeiro oficialmente juntas, quando chegaram já haviam muitos convidados que logo se apressaram em cumprimentar a anfitriã atrasada. Caitlyn brigou com a delinquente logo em seguida por não ter estado presente para receber os convidados.

–Já levou uma lambuja da patroa mana Vi? — Dj aproximou se da punk que por acaso bebia um champanhe.

–Errrr a vida — Vi encarou seu velho amigo, Dj fez faculdade de musica e esta seguindo a carreira como rapper junto com T dog. A dupla já tem sua fama na cidade do progresso.

–Parabéns Tia Vi — Os filhos de Grunje se aproximaram para saudá la, Dilan e Clara já não eram mais as crianças fofas de antes. Ambos viraram belos adolescentes, o caçula deles já estava com sete anos breve faria oito. Mesmo assim eles ainda a chamavam de "tia".

–Muito obrigado, aproveitem a festa!

A festa foi avançando cada vez mais até o anoitecer, era altas horas da noite quando os últimos convidados se despediram. O casal preparava para sair do grande salão de festa alugado, caminhavam sem pressa para o estacionamento quando o grande pássaro branco sobrevoou sobre elas. O mesmo voava em círculos, Vi sentiu uma tensão tomar conta de seu corpo sabia muito bem o que significava aquele pássaro. Desde aquele dia nunca mais teve noticias de sua irmã, e agora aquilo . . . mais uma vez ela mandara seu sinal. Vi falou para Caitlyn seguir a coruja a xerife não questionou, mais uma vez o pássaro as guiou para um parque a muito tempo deserto pelo horário. Elas estacionaram o carro e então seguiram a pé adentrando ainda mais nas entranhas do lugar, num banco embaixo de um poste estava Zero.

–Parabéns ao casal — Falou indiferente.

–O que você quer? — Vi falou num to agressivo.

–Dar o presente de casamento é claro, sigam me. Na verdade ele é mais para xerife, por gentileza me sigam — Zero as guiou até um parquinho, de longe pode se ver uma criança brincando sozinha em um balanço — Esperem aqui.

Zero foi até a criança e agachou se sussurrando alguma coisa em seu houvido, Vi sentia seu coração disparar. Olhou para Caitlyn que permanecia estática, a criança se aproximava lentamente por um momento parou e olhou para trás, mas Zero fez um sinal para que prossegui se. A garotinha de longos cabelos castanhos parou na frente delas, a luz do poste iluminou seu rosto então Vi pode encarar aqueles enormes olhos castanhos, os mesmo que a xerife possuía. Caitlyn agachou se e então pousou a mão no rosto da criança que permanecia calmamente parada.

–Mamãe?

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