O lado escuro de Piltover

29 Laços de Sangue parte 1


Notas iniciais
Penúltimo Capitulo

–Vi, já provou sorvete? — A garota de cabelos brancos perguntou.

–Não — A pequena respondeu aconchegando se ainda mais na mais velha.

–É gelado, é docinho e todo mundo gosta! Um dia quando sairmos daqui vamos tomar muito sorvete!

–Quando vamos embora? — A pequena sentou se na cama e encarou a outra com seus imensos olhos azuis.

–Logo — A mais velha suspirou — logo.

–Mas a Vovó disse que la fora é perigoso.

–Não precisa ter medo, sua super irmã vai te proteger de tudo! — A garota de cabelos brancos forçou os bíceps.

–Tudo mesmo?

–Sim, vou sempre te proteger. Por que sou sua irmã.

–Eu te amo mana!

A delinquente abriu os olhos lentamente, sua vista ainda estava embaçada e demorou um certo tempo até focar o rosto preocupado da xerife. Vi sentou se na cama e sentiu algo escorrer no seu rosto, imediatamente levou a mão e limpou a lagrima.

–Você esta bem? — Caitlyn perguntou.

–. . . — A delinquente apenas a encarou confusa — O que aconteceu?

–Acordei com você resmungando e choramingando baixinho.

–Desculpe — Vi respondeu num tom quase inaudível — Se te acordei.

–Tudo bem, quer beber alguma coisa?

–Não, só preciso de você no momento.

–Vem aqui — A xerife se deitou e deixou que a outra se aconchega se no seu busto, Caitlyn acariciou aqueles cabelos rosas até que sua dona volta se a dormir.

A semana seguinte foi extremamente corrida na delegacia pois havia muitos mandados de busca a se cumpridos, alguns agentes chegaram a fazer hora extra para conseguir reunir todas as provas referente ao caso. Apesar da grande operação tudo corria em segredo, ter a atenção da mídia não seria uma boa opção no momento.

O homem estava nervoso naquela sala sozinho, dentro dela somente uma mesa com uma cadeira e ao lado um enorme espelho, a muito tempo tinha sido deixado la sozinho. Rogava todas as pragas possíveis e arrependia se amargamente por ter colocado toda sua carreira em risco por um acordo tão sujo. Do outro lado do espelho Vi, Caitlyn, Tay e James observavam cada movimento do suspeito.

–Vi, banque a policial má — Caitlyn ordenou.

–Não precisa falar duas vezes xerife — A punk respondeu sorridente.

As duas mulheres entraram na sala, a xerife foi até a outra cadeira vazia e sentou se enquanto sua parceira apenas se encostou na parede cruzando os braços.

–Quarta Feira, dia 24. Iniciando interrogatório com o Doutor Ernest Shinbiski, cirurgião chefe do hospital São Clementine. Doutor Ernest o senhor esta sobre acusação de subtração de incapaz.

–Entendo xerife que a senhora ficou sensível, ainda mais depois de um parto tão complicado. Mas pode ser que a senhora esteja deixando sua mente de mãe ir além dos seus poderes — Ernest tentou parecer calmo.

–Doutor Shinbiski, acredito que estou muito ciente de até onde pode ir meus poderes mas este não é o caso aqui. Temos provas bem fortes contra o senhor e sua equipe, além do mais esta operação é totalmente legal tanto quanto todos os mandados de busca.

–Só irei me pronunciar perante o juiz.

–Você vai se pronunciar agora cara! — Vi ergueu o homem pela gola — Fomos muito longe pra chegar até aqui, pra que um mauricinho filhinho de papai como você fique fazendo cu doce. Acredite seu bosta se você não abrir a boca eu quebro cada ossinho do seu corpo.

–Vi solte o — Caitlyn ordenou e logo a delinquente soltou o homem apavorado — É melhor contribuir Doutor, as coisas estão bem complicadas para o seu lado.

–Tudo bem tudo bem entendi — Ernest ajeitou se na cadeira.

–Excelente, bom comece.

–Não sei como mas esta mulher de alguma forma sabia que a senhora estava gravida, ela me fez muitas propostas a principio negadas. Até pensei em contar para a senhora mas quando o ia fazer as ameaças começaram.

–Quem era esta pessoa e como ela era?

–Uma moça de cabelos brancos que sempre estava acompanhada de uma garotinha, ambas muito elegantes e pareciam ter muito dinheiro pois sempre apareciam com um carro de luxo diferente. Mas minha negociação não era com elas e sim com uma pessoa que se comunicava através de um notebook.

–Como era esta pessoa? — Caitlyn demonstrou um imenso interesse.

–Uma senhora de idade com aparência tão elegante quanto as outras duas — Quando o homem disse aquilo a xerife não pode deixar passar despercebido a reação de sua parceira — Ela sempre falava de um tipo de escritório....

–Continue.

–Ela acabou me convencendo e eu aceite o trato, era uma grande em quantia em dinheiro por apenas dois bebês.

–Apenas dois bebês? — Havia uma certa irritação na voz da xerife.

–Quando a senhora deu entrada no hospital imediatamente informei a assistente dela, na verdade sua chegada foi muito repentina e o que aconteceu com as crianças também.

–E por que ter ficado tão surpreendido Doutor?

–Bom o trato era pelas duas crianças vivas, não sei dizer em especifico o porque ela querer justamente o seus bebês. Uma das crianças já tinha falecido logo em seu ventre por causa do tiro, mas a outra ainda estava viva mas muito fraca. Falei para esta pessoa que a chance de sobrevivência desse bebê era muito baixo mas mesmo assim ela ainda pagou pelos dois.

–Quem era a criança que usaram para substituir a que estava viva?

–Não sei, não é muito difícil encontrar um bebê recém nascido morto hoje em dia xerife. Sinto muito falar de forma tão rude mas essas coisas acontecem com frequência, por acaso um outro bebê tinha falecido algumas horas antes, só tivemos que trocar.

–E a mãe dessa criança? — Apesar de não esbanjar nenhuma emoção, Caitlyn estava queimando de raiva por dentro.

–Uma prostitua qual quer, essa criança não foi adquirida no meu hospital xerife.

–E de onde você a raptou?

–Não foi difícil a mulher precisava de dinheiro e a criança estava morrendo, convence la não deu trabalho.

–Na boa xerife vou quebrar a cara desse babaca, olha como esse verme fala — Vi rangeu os dentes era visível sua fúria.

–Quando meu filho foi levado do hospital? — Caitlyn ignorou a outra.

–Logo após o parto a mulher de cabelos brancos levou ele, instrui de como cuidar de um recém nascido ainda mais nas condições frágeis que se encontra o bebê por ter nascido prematuro. Se sobreviveu ou não, isso já não sei te responder pois nunca mais entrei em contato com aquelas pessoas — Ernest falava num tom cansado

–Além das ameaças, por que mudou de ideia?

–No começo percebi que aquelas pessoas eram muito poderosas, imaginei que sua família estivesse envolvida em alguma rixa. Logo depois aquela mulher conseguiu me convencer com palavras e propostas de fama e dinheiro.

–Duas coisas que você já possui Doutor, afinal seu hospital é muito prestigiado.

–Sim tem razão xerife, mas isso nunca é o suficiente para a ganancia humana. Se pode se voltar no tempo...

–Mas não pode, já tive o bastante — Caitlyn levantou se da cadeira e foi em direção a porta — Você era amigo da minha família Doutor, guardas! Podem leva lo.

As duas mulheres voltaram para a sala oculta atrás do espelho onde seus companheiros já aguardavam. Discutiram sobre o interrogado e pelos olhos espertos dos detetives realmente constataram que o homem falou tudo, mas Caitlyn não podia se dar o luxo de gastar seu tempo discutindo aquilo, tinha uma reunião ainda mais difícil para lidar.

Dirigia devagar para a grande câmara da cidade, teria uma reunião sigilosa com algumas autoridades muito importantes. Na ocasião dispensou a campainha da sua parceira pois ali iria lidar com abutres calculista e Vi só atrapalharia, seria um jogo de palavras para conseguir o que quer. Entrou com sua pose pomposa e poderosa de xerife, caminhou lentamente entre os homens que já a aguardava; sentou se na cadeira da ponta, olhou calmamente para cada um presente naquela sala.

–Bom, agora que estamos todos presentes podemos iniciar a nossa reunião. Hoje iremos tomar uma decisão referente ao pedido da Xerife Caitlyn — O prefeito falou — Xerife a palavra é sua.

–Boa tarde senhores e senhoras, algum tempo atrás comecei a investigar uma suspeita de rapto de incapazes que partiu de um prestigiado hospital, São Clementine. É claro que antes de todas essas acusações foi investigado e reunido diversas provas sobre isso, hoje o cirurgião chefe Dr. Ernest Shinbiski confessou o crime. Segundo uma outra fonte na qual foi pedido sigilo por medidas preventivas, as crianças foram direcionadas a território zauniano com intuito de experimentos ilegais.

–Suponho que a senhora esteja pedindo uma autorização legal para invadir este "laboratória clandestino"? — A ministra da defesa se pronunciou, era uma mulher magra não muito alta, tinha um nariz pontiagudo e olhos castanhos bem juntos que lembravam uma fuinha — Devo refrescar sua memoria xerife que, nada é ilegal em Zaun.

–Isso é um absurdo, ir para Zaun significa quebrar o acordo criado pela Liga. Seria iniciar uma guerra sem motivos! — O primeiro juiz do supremo tribunal demonstrou toda sua indignação, ele era um homem gordo com cabelos curtos lisos negros. Não era do tipo atraente.

–A questão aqui não é começar uma guerra senhores. Compreendo perfeitamente a preocupação de vocês referente ao bem estar da cidade, como xerife isso também me preocupa muito — Caitlyn falava num tom de voz firme mas calmo — Não colocaria Piltover em tal perigo se não fosse por uma justa causa, só que, Zaun foi ousado o suficiente para sequestrar incapazes de Piltover sem qual quer bom senso ou preocupação de guerra. Essas crianças tem tanto direito de nossa proteção quanto qual quer outro cidadão que nasceu nesta cidade.

–A senhorita Caitlyn tem razão, é totalmente legal tomar este tipo de medida para algo deste tipo. Um crime bárbaro contra incapazes, mesmo que Zaun seja inimiga de Piltover a mesma não poderá fazer nada já que a agressão foi da parte dela, se for necessário fazer uma investigação dentro de Zaun eles terão de permitir gostem ou não. Isto é bem claro no acordo de paz criado pela Liga — Falou Heimerdinger representante do Comité de Ciência.

–Compreendo seu lado Professor Heimerdinger, mas mesmo assim é um risco muito grande — A ministra da defesa voltou a pronunciar se.

–Estamos agindo de forma totalmente legal, além do mais. A dois anos atrás ocorreu uma operação em Zaun que foi concluída sem nenhum problema — Caitlyn relembrou o ocorrido.

–Muito bem, alguém tem algo mais a falar? — O prefeito olhou para todos os presentes — Então iniciaremos a votação, todos que são a favor levantem a mão — Todos que estavam na sala levantaram a mão — Por decisão unanime, a operação esta autorizada.

Caitlyn saiu da sala de reuniões com um sorriso discreto no rosto, mas por dentro estava saltando de alegria. Tudo estava a favor, talvez os deuses finalmente tenham sido mais misericordiosos com relação a ela e a Vi. Ou simplesmente podia ser uma mera sorte do destinos, não importa o que seja, ela ia recuperar seu filho a qual quer custo. Queria chegar na delinquente e salpicar beijos por toda sua face, não era a vitória ainda mas já foi um grande passo.

A xerife retornou a delegacia ainda havia algumas coisas para resolver, iria guarda a noticia de sua parceira por hora, talvez pensa se em comemorar esta pequena vitoria de algum modo quem sabe um restaurante. Vi e ela mereciam um pouco de paz nem que fosse só por um momento, faltavam poucas horas para acabar seu turno. Acabou que por sair mais cedo.

Vi estava em patrulha naquele final de expediente, tinha sido essa a tarefa incumbida para ela por Caitlyn. É claro que estava mais interessada em saber o que acontecia naquela reunião mas ao mesmo tempo sabia do porque da xerife a ter excluído, certamente teria feito aqueles burocratas aceitarem o que ela queria a força. Tirou o capacete e deixou que as ultimas brisas de verão sopra se em seu rosto, seus cabelos tinha crescido assim como uma maturidade dentro de si, mas de alguma forma a garota rebelde ainda estava muito presente. Olhou o próprio reflexo que refletia da vitrine de uma loja, suspirou, foi quando o grande pássaro pousou no poste acima dela. Vi olhou nos olhos misteriosos da ave, sabia muito bem o que ela queria, então a seguiu.

O pássaro era rápido cortando entre os grandes prédios, Vi o seguia numa velocidade razoável pois tinha que acompanha lo e prestar atenção no transito ao mesmo tempo. Acabaram por se afastar do centro indo até um bairro bem tranquilo, Piltover era cheio de parques de todos os tamanhos e era pra um desses que aquele pássaro a conduzia. A ave pousou em uma arvore, a punk estacionou a moto tirou o capacete olhou a coruja que seguiu seu voou mais a dentro do parque. O sol estava se pondo quando Vi finalmente avistou sua irmã mais velha, sentou se ao seu lado e a observou por um tempo, a outra não pronunciou uma unica palavra apenas ficou observando as crianças que ainda brincavam no parque naquele final de tarde.

O sol se escondia ainda mais e os pais das crianças que restavam foram recolhendo seus filhos que resmungavam pois queriam brincar mais, um sorveteiro estava passando já tinha finalizado seu dia de trabalho. Zero levantou e foi até o homem cansado, conversou com ele por um tempo então o homem lhe vendeu dois sorvetes. A garota de cabelos brancos voltou a se sentar do lado de sua irmã mais nova, ela entregou o sorvete branco para a outra e ficou com o rosa. Vi serrou os punhos, estava de cabeça baixa tentando não chorar. Era inevitável as lagrimas já escorriam pelo seu rosto, soluçava baixinho mas sabia que sua irmã estava ouvindo.

–Logo as folhas das arvores iram cair e elas ficaram nuas — Zero finalmente se pronunciou — Cada estação com sua devida mudança.

–. . . — Vi limpou as lagrimas do rosto.

–Mesmo nuas e expostas elas sobrevivem até o mais duro inverno, arvores são seres fortes cheios de magia. Assim como todo mundo envolta.

–Dane se as arvores, elas não vão resolver meus problemas! — Os soluços da punk se tornaram ainda mais fortes.

–Desculpe se fiz você perde a magia de ser criança muito cedo — Zero não demonstrava nenhuma mudança de expressão — Mas isso te tornou uma arvore muito forte, capaz de suporta o mais frio inverno.

–Porra Kuran, você esta me comparando com uma arvore. Merda cara — Vi riu entre as lagrimas que voltaram a escorrer.

–Estou indo, a gente se topa por ai — Zero levantou colocou o capuz e as mãos no bolso do moletom.

–Até... — Vi respondeu em quase um sussurro.

–Vi — Zero chamou num tom de voz elevado e firme.

–O que? — A punk levantou a cabeça na direção de sua irmã.

–Vai se chamar Aiko, que significa Filho do Amor. O mesmo amor que existe entre você e a xerife, é um nome ioniano.

–Do que esta falando? — Vi teve a impressão que sua irmã estava sorrindo.

–Nada — A outra voltou a caminhar.

A noite avançava e a delinquente continuava sentada no banco olhando para o chão, sua irmã era a maior incógnita que poderia existir. Seria mais fácil se ela simplesmente fala se o que quer e para se de usar metáforas, Vi nunca teve paciência para aquele tipo de coisa de qual quer forma. Respirou fundo então finalmente levantou, a xerife devia estar preocupada com ela aquela hora da noite. Vi sorriu e olhou para o céu parcialmente nublado, era tão bom ir para casa e saber que havia alguém a sua espera.... talvez devesse comprar algo para ela...

Vi estacionou a moto pegou o buque de lisiantos brancos com bordas roxas um dos últimos exemplares daquele verão, tentou desviar das ferinhas que saltavam animados com seu retorno, respirou fundo e então entrou na casa. Vi olhou o ambiente ao redor que estava muito quieto, continuou seu passeio ocular até se deparar com uma trilha de cupcakes alinhados. Começou a seguir os doces que iam conduzindo até o andar superior, a punk não pode deixar de conter o sorriso maldoso que ia crescendo em seu rosto. A trilha terminou no quarto de casal, a delinquente abriu a porta bem devagar examinando todo o ambiente escuro cautelosamente.

–Cait? — Vi chamou, duas mãos deslizaram por sua cintura pousando na barriga. Aquele movimento sorrateiro a fez suspirar.

–O que? — Caitlyn sussurrou no ouvido dela, a punk sentiu o doce aroma da xerife

–Trouxe flores — Vi entregou o buquê para sua garota, aproveitou da distração para enlaça la pela cintura aproximando seus corpos.

–Lisiantos? São lindos — Caitlyn inalou o doce aroma das flores.

–As ultimas da estação, agora docinho por que desta surpresinha? — A delinquente afastou os longos cabelos castanho da outra e atacou seu pescoço salpicando alguns beijinhos.

–A minha vitória,consegui autorização para completar a missão em Zaun.

–Isso é ótimo meu amor! — Vi ergueu a outra nos braços e então a rodopiou, acabou que por ganhar um beijo como recompensa.

–Temos que montar o plano agora — Caitlyn esticou a mão e colocou o belo buquê sobre uma comoda.

–Podemos fazer isso outra hora — A delinquente colocou sua parceira na cama e então foi até o som ligando, logo a musica "When a man love a woman" começou a tocar — Olha são poucas as situações que ouço esta musica.

–Que tal me fazer companhia?

–Não precisa falar duas vezes — Vi se ajoelhou entre as pernas da xerife e então a beijou.

A punk passava as mãos pela lingerie da outra, apertando as grossas coxas enquanto mantinha o intenso beijo. Vi foi levantando até se deixar cair pela xerife que foi tirando imediatamente sua blusa, Caitlyn tocou a pele macia e exposta sentia que a punk estava muito quente, acabou rindo com a situação o que deixou sua parceira confusa. A xerife sabia que Vi não poupava esforços para este tipo de situação, sempre com muita cede ao pode mas é claro que ela sempre gostou da ferocidade de sua parceira.

–O que foi? — Vi perguntou encarando a.

–Nada — Caitlyn a puxou novamente para outro beijo.

A musica mudou para Standy by Me, Vi desceu os beijos para o busto da xerife que apenas fechou os olhos para sentir os lábios macios de sua parceiro em seu corpo, aquelas mãos ligeiras percorriam pedaço por pedaço sem deixar que nada escapasse de seu toque. Até que finalmente pousou em seu seio direito apertando, Caitlyn gemeu baixinho com o toque logo em seguida Vi intensificou ainda mais o movimento naquela parte macia e quente da xerife. A punk abriu o sutiã vermelho deixando exposto os fartos seios da xerife, Vi encarou aquele belo par por um momento.

–Como eu adoro isso — Um sorriso safado brotava de seus lábios.

–Você já os viu muitas vezes.... — Caitlyn estava começando a ficar constrangida.

–Eu sei, é que eles são magníficos.

–Basta — Caitlyn deu um tapa na cara da outra e então a puxou pela gravatinha do uniforme deixando seus rostos bem próximos — Termine seu trabalho — Ordenou.

A punk a olhou confusa por um momento, então a xerife estava mostrando o seu lado mandão na cama.... interessante, a punk riu abrindo seu sorriso travesso. Mordeu o lábio inferior e então com parte do rosto vermelho por causa do tapa voltou a fazer seu "trabalho".

Os dias que se prosseguiram foi de muito trabalho logico, Vi descrevia como era a mansão ao menos como se lembrava. A xerife achou melhor enviar alguns homens para reconhecer o terreno antes da grande operação é claro que de acordo com as coordenadas da punk não foi difícil encontrar a grande mansão, agentes especializados fizeram o reconhecimento de todos os detalhes possíveis. Alguns dias depois o plano estava montado, tudo seria executado a luz do dia. A própria Zaun ficou ciente da operação e a mesma cedeu sem muita discussão pois havia sido uma ordem da Liga.

Após muito planejamento finalmente o grande dia havia chegado, o comboio de Piltover colocou se em posição durante a madrugada daquele dia, havia um grande tensão no ar; principalmente vindo de uma punk com cabelos rosa. Vi olhava fixamente sua antiga prisão, a vista ela parecia ser uma mansão normal durante os dias de reconhecimento não foi visto nenhuma movimentação incomum.

–Não se preocupe vai dar tudo certo — Caitlyn apertou o ombro da delinquente.

–Só vou ficar tranquila quando estiver bem longe deste lugar.

–Isso vai ser rápido então — Caitlyn sorriu.

–Apenas tome cuidado, vai ser difícil me concentrar sabendo que você esta correndo grande perigo — Era visível a tensão no rosto de Vi.

–Então é melhor concentrar se.

–Eu irei.

–Muito bem, agora são exatamente 6:32 da manhã, quinta feira. Operação Butterfly iniciada — Caitlyn falou em um gravador, deu ordens ao seus homens que começaram a se movimentar.

Os homens invadiram o jardim da frente da enorme mansão, havia alguns snipers dando cobertura aos homens da vanguarda além de dois helicópteros que ficaram circulando na região para garantir que nenhum inimigo tenta se fugir. O lugar foi invadido e tomado com facilidade o que deixou as coisas ainda mais estranha, não havia movimentação alguma. 80% de chance daquilo ter sido uma armadilha.

–Vasculhem cada canto desta mansão — Caitlyn ordenou — James, esta na escuta? — A xerife falou através de um comunicador.

–Sim xerife?

–O lugar esta vazio, vasculhe a região ao redor. Quero toda a equipe externa em alerta máximo para qual quer mudança suspeita.

–Sim senhora — James respondeu, na ocasião estava pilotando um dos helicópteros.

–Não estou gostando disto Caitlyn — Vi olhava a velha mansão, não havia grandes mudanças no ambiente.

–Vamos investigar.

A xerife e a punk adentraram mais a mansão, junto com elas mais três agentes para melhor segurança. Caminhavam com cautela quando ouviram um som de jazz tocando em algum lugar distante, seguiram o som cientes que era uma armadilha mas aquela podia ser a unica chance de encontrar a criança. O som se tornava ainda mais alto conforme avançavam, caminhavam por um verdadeiro labirinto de corredores todo adornados de fotografias e obras de arte, além de muitos quartos o barulho de algo caindo vindo de um dos recintos chamou a atenção de todos.

–Xerife — O comunicador chamou quase matando todos de susto — Encontramos um especie de laboratório em um andar inferior da mansão, aparentemente estava em uso....

–Tudo bem Tay, tire fotos do lugar. É mais uma prova, algum vestígio de crianças?

–Ainda não, caso encontre algo a senhora será avisada imediatamente.

–Certo — Caitlyn finalizou o contato, quando virou se acabou por se deparar com um dos seus homens com uma expressão de medo e horror nos olhos, sua boca escorria sangue assim como seu peito que havia sido rasgado por uma lamina.

A lamina saiu do peito do homem deixando o cair, atrás dele um manequim sem rosto avançou contra eles, Vi segurou aquela coisa pelos braços a tempo o suficiente dela desferir outro ataque. Então sem piedade arrancou os braços da marionete arremessando a, olhou para o final do corredor e mais três daquelas coisas vinham em alta velocidade. Uma vinha correndo como um animal de quatro patas pelo teto enquanto as outras duas moviam se de forma desengonçada pelo corredor.

–CORRE! — Vi gritou fazendo todos recuarem, mas antes que pudessem retorna pelo caminho anterior uma outra marionete matou mais um dos agentes — Merda! — A punk preparou um poderoso soco contra o agressor, fazendo o voar e se quebrar em choque contra a parede.

–Pelos deuses! Vamos morrer! — O guarda parou no meio do caminho, estava em panico.

–Aqui é a xerife, pedindo reforço. Estamos no corredor que da acesso ao salão principal, estamos sobre ataque!

–Anda cara! — Vi empurrou o homem para que corre se, o outro começou a se mover ainda meio desnorteado. A marionete que vinha pelo teto precipitou se em um salto ágil passando por cima da punk e pegando o guarda que restará, uma lamina rasgou lhe o pescoço.

A marionete adiantou se ainda mais o caminho passando pela xerife parando logo em seguida impedindo que as duas passassem, ela levantou uma mão fazendo sinal para que parassem. Vi olhou os outros dois inimigos que estavam também parados atrás de delas, a primeira marionete apontou para que seguissem pelo corredor. O casal se entreolhou sabiam que não tinham opção, começaram a caminhar bem devagar sendo guiadas pelas marionetes que escoltavam suas cativas. Conforme adentravam as entranhas da mansão o som do jazz ficava ainda mais alto, até que finalmente chegaram a uma imensa porta de madeira totalmente adornada. Elas entraram e a mesma dava acesso ao amplo recinto bem pouco iluminado, ao redor pode se ver varias marionetes caídas entulhada uma sobre a outra. No centro havia poltrona na qual uma elegante mulher estava sentada, longos cabelos ruivos iam até metade de suas costas além dos lábios carnudos e olhos felinos de um verde esmeralda.

–Numero VI a quanto tempo em, resolveu voltar para o velho lar? — Sua voz era sexy e calma.

–O que você quer VII?

–Você chegou muito tarde — VII ignorou a pergunta da outra — Perdeu a mudança, mas diga me cara irmãzinha sentiu saudades dos velhos tempos?

–Cade o bebê?! — A delinquente rosnou as palavras.

–Bebê? Mas que bebê? Ah, aquele bebê — VII gargalhou — Certamente esta bem longe daqui a estas horas, sabe Vovó decidiu que ele tomaria o seu lugar.... então cabe a mim eliminar o modelo antigo!

Uma marionete saltou na direção das duas, rapidamente Caitlyn empurrou sua parceira desviando do golpe mas logo a boneca voltou a investir; a xerife girou o corpo deu um tiro rápido fazendo o agressor cair. Logo mais duas também levantaram se do grande monte e avançaram do seu modo desengonçado contra o casal, Caitlyn com seus reflexos rápidos disparou acertando em cheio uma das bonecas a outra estava próxima demais para que reagi se a tempo, por sorte Vi a segurou rapidamente esquartejando a.

–Hahahahahahaha — VII gargalhou — Estou só começando, alias que rude da sua parte VI de não me apresentar a sua colega. A moça parece ser bem educada, senhorita me chamo VII A Titeriteiro e como pode ver minha especialidade é a manipulação de fantoches.

–Interessante, o que uma mulher como você tem mais a dizer — Caitlyn falou em seu tom confiante.

–Acho que estou no controle aqui, de todos os modos se é que me entende.

–Essa piada foi muito ruim cara — Vi rebateu.

–Shiiiii — VII colocou o dedo na boca, então com um movimento de mão ordenou que quatro dos seus fantoches atacassem.

Assim as marionetes continuaram atacando continuadamente, sempre que eram derrotadas VII ordenava que mais atacassem. Estava se divertindo muito com a situação, logo suas vitimas começavam a ficar cansadas e ganhar alguns machucados.

–Vamos la VI, só morre.

A punk pegou uma das bonecas e lançou contra sua mestra, VII foi forçada a sair da poltrona. Todas as marionetes que tinham sido ordenadas a atacar foram lançadas contra ela, aquilo de certa forma a irritou estava na hora de acabar com aquilo. Ergueu a mão e começou a mexer os dedos fazendo seis fantoches levantarem se e atacarem, conforme eram destruídos um a um ela ordenava que mais continuassem a atacar. Estava procurando um ponto fraco naquela defesa quase que impenetrável, foi quando percebeu que a todo momento VI protegia sua parceira a todo custo. Sorriu.

–Vamos lá VI, facilite pra mim. Tenho manicure marcada — VII falou com indiferença.

–Posso ficar nessa o dia todo — A punk mantinha seu sorriso zombeteiro no rosto.

–Acho que já descobri como te pegar — Num movimento rápido as seis bonecas investiram contra Vi que se defendeu sem dificuldade do ataque. Mas enquanto defendia se acabou que por distanciar um pouco da xerife — Só isso?

–Ainda não terminei — Um grande sorriso brotou no rosto de VII, as marionetes afastaram se de Vi e foram ferozmente em direção a Caitlyn. . .