O lado escuro de Piltover
22 Consequências da minha estupida decisão
Notas iniciais

Por mais que tenta se segurar os gritos era impossível, aquela dor de ossos sendo quebrados de algo rasgando dentro de si, queria que aquilo acaba se logo queria chorar implorar para que alguém a ajuda se. Sentia suas forças esvaindo se, como num passo de mágica a dor parou, sabia o porque mas não entendi a razão de nenhum deles ser apresentados pela primeira vez a ela. Os médicos não trouxeram seus filhos para seu lado como costumam fazer, o suor escorria pelo seu rosto sua respiração era fraca e irregular, mesmo com a visão um pouco embaçada passeou com os olhos na esperança de encontra um deles.
–Me...meus...filhos...meus... — Murmurou com o que lhe restava de força, a enfermeira aproximou se falando alguma coisa para o médico que não conseguia compreender. Algo acontecia mas sua visão não permitia ver com nitidez, apagou.
Acordou com os raios de sol em seu rosto, abriu os olhos lentamente até que sua vista acostuma se com a claridade do quarto. Respirou fundo lembrando de tudo que aconteceu, olhou ao redor estava sozinha fechou os olhos novamente no fundo do seu coração sentia a urgência de ver seus filhos, ter o primeiro contato acariciar seus rostinhos. Apertou um botão chamando a enfermeira, alguns minutos depois a mesma entrou no quarto.
–Bom dia senhorita Caitlyn, que bom que acordou — A mulher falou sorridente.
–Eu gostaria de ver meus filhos...- A xerife foi direta.
–A senhorita aguarde um momento antes tenho que fazer uns exames bem básicos.
–Tudo bem.
A enfermeira fez um checkup nela e depois se retirou, a xerife ficou um longo momento sozinha no quarto quando o herói entrou sorridente acompanhando do médico.
–Que bom que a senhorita acordou, digamos que tenha passado alguns dias inconsciente — O médico falou.
–Serio? Quanto tempo? — A xerife perguntou arqueando a sobrancelha.
–Cinco dias.
–A entendo, eu pedi pra enfermeira trazer meus filhos — Os dois homens se entreolharam.
–Sinto muito lhe dizer senhorita mas as crianças não resistiram — O médico falou com uma expressão seria.
–O que? Como assim? — Caitlyn não queria acreditar no que ouvia.
–O parto ia ser muito complicado as crianças não estavam posicionadas corretamente, a senhora perdeu muito sangue além de uma das balas acerta um dos bebês. Sinto muito, era salvar a senhora ou a criança restante, mesmo que optássemos pela segunda opção as chances da criança crescer saudável era muito baixa, fora a possibilidade dela morrer depois já que era muito prematura.
–Quem tomou essa decisão de me salvar? — A voz da xerife tinha um toque de raiva e desespero.
–O senhor pode nos deixar a sós doutor?- Jayce fez um pedido.
–Claro fiquem a vontade, certamente tem muito o que conversa — O médico saiu.
–Coube a mim a decisão se salvaria você ou as crianças. Eu não iria perde minha mulher pra que uma criança improvável nasce se.
–O que? Uma criança improvável nasce se? É assim que você fala dos nossos filhos? Eles não são coisas, se isso não tivesse acontecido naquele dia eles não passariam por isso... — A xerife já estava visivelmente histérica.
–Agora a culpa é minha? Você só deu pra mim sem camisinha naquele dia pra livrar a cara daquele cão de rua! Acha que eu não sei que foi por causa disso? Eu não entendo porque você sempre protegeu tanto aquele bicho, desde de que ela entrou em nossas vidas você se afastou de mim Caitlyn. Eramos tão felizes antes dela...
–Vi não tem nada a ver com o assunto agora. Você matou os meus filhos! — Ela gritou histérica entre lagrimas. Jayce foi até ela e a segurou pelos ombros encarando a nos olhos.
–Eu salvei você meu amor, como eu poderia viver sem você?
–E como eu vou viver sem os meus filhos! Me diz Jayce como?!
–Dane se as crianças Caitlyn, elas nasceram mortas entenda isso! Doí em mim tanto quando dói em você, mas eu não poderia perde você — A voz do herói alterou se — Você é mais importante pra mim.
–Você matou meus filhos! — Ela gritou novamente.
–Foi por você meu amor — Ele apertou ainda mais os braços dela.
–Me solta! ME SOLTA TA! Não encosta em mim! Saí daqui, some da minha vida!
–Caitlyn me escuta meu amor.
–Saí daqui! — A xerife continuava gritando.
–Caitlyn filha calma — John entrou apressado na sala acompanhado de Alexandra.
–Tira ele da minha frente! — John puxou seu genro.
–De um espaço pra ela Jayce.
–Senhor John ela tem que entender que eu fiz por ela.
–SAI DAQUI! — Caitlyn gritou com todas suas forças.
–O que esta acontecendo — Duas enfermeiras entraram no quarto.
–Vamos sair daqui Jayce — John puxou o herói do quarto.
–Ela esta muito nervosa — Alexandra explicou.
–Eu quero meus filhos mãe, meus filhos — Caitlyn soluçava enquanto recebia o abraço de sua mãe.
–Xiiii calma filha calma... mamãe esta aqui vai ficar tudo bem — Alexandra afagava sua cabeça.
As enfermeiras começaram a agir uma conversa com ela tentando acalma la enquanto a outra injetava um calmante em seu soro, a xerife foi ficando lenta conforme o calmante surtia efeito até finalmente dormi. Longe do quarto o herói tomava um pouco de água enquanto tentava acalmar se, seu sogro apenas observava sentado ao seu lado.
–Poxa senhor John ela não quer entender — O herói lamentou se.
–Tudo bem rapaz, de um tempo pra ela. Foram muitas coisas em pouco tempo, ela esta confusa agora e precisa do nosso apoio.
–Eu nunca a vi daquela maneira...
–Ela pode estar sofrendo de depressão pós parto senhor Jayce — O médico aproximou se — Isso é bem comum, a situação no qual ela passou pode agravar e se torna um trauma.
–Isso tem cura doutor?
–É difícil mais não impossível, o ideal é que ela consulte um psiquiatra ele passara alguns remédio que ajudara ela se recuperar. Mas pelo que me foi relatado, é necessário mante la afastada temporariamente da função que exerce, já que, requer muito o psicológico.
–O caso dela terá que ser tratado com cuidado não é doutor? — John perguntou.
–Extremo cuidado, a senhorita Caitlyn precisa de todo apoio da família nesse momento. Não será fácil mas com o apoio e o tratamento necessário ela se recuperar, a xerife é uma pessoa forte — O médico respondeu.
–Minha filha ainda é humana doutor, eu farei tudo que estiver ao meu alcance para ver la melhor.
–É um ótimo pensamento senhor John, é disso que a senhorita Caitlyn precisa de bons pensamentos e atitudes.
Caitlyn acordou algumas horas depois, ao seu lado sua mãe descansava na poltrona lendo um livro. A elegante mulher sorriu docemente para sua cria, que apenas abaixou a cabeça.
–Esta melhor? — Alexandra perguntou.
–Não, ainda estou um pouco tonta por causa do remédio.
–Normal, vou chamar o médico para ele lhe examinar — A mulher levantou se indo em direção a porta.
–Mãe.
–O que foi minha filha?
–Quando eu sair daqui quero fazer o velório deles.
–Eu sinto muito filha mas, já fizemos o velória já que você ficou cinco dias em coma...
–Não tive nem o direito de velar meus filhos? — A xerife voltou a chorar.
–O meu anjo — Alexandra a abraçou e começou a afagar sua cabeça — Eu sinto muito...
2 semana depois.
Jayce mexia em alguns pedidos de projetos hextec que necessitava da aprovação da policia, a xerife estava afastada do cargo por declaração do médico. Então parte do trabalho dela acaba que indo pra ele, não que ele não desse conta mas era difícil se concentrar no trabalho sabendo que sua mulher estava naquelas condições. Levantou se indo até o bebedouro pra tentar se acalmar um pouco, não notou a presença do alto homem magro atrás de si.
–Yo — James o cumprimentou.
–Não faça isso cara, que susto — O herói respirou fundo.
–Desculpe, faz tempo que não conversamos. Como esta?
–Péssimo.
–Compreendo, e a xerife?
–Pior ainda.
–Quer desabafar?
–Não não, prefiro não falar sobre meus problemas para os outros.
–As vezes a melhor coisa é conversa com alguém.
–As coisas estão bem ruins James, ela não quer ver a minha cara de jeito nenhum.
–Depressão pós parto?
–Sim, a Vó dela estava la em casa esses dias confortando a, mesmo assim ela não quer ir ao psiquiatra. Infelizmente a dona Elizabeth teve que parti para cuidador do esposo, desde então Caitlyn se trancou no quarto e não saiu mais. Isso foi a dois dias, ela não saiu nem para comer.
–Isso é muito grave.
–Sim, ela não quer me ouvir nem os pais dela que já foram la várias vezes para tenta tirar de la. Sem resultados, conversei com o médico e ele me sugeriu que a interna se a ideia é muito ruim, só vai ser piorar ainda mais se for contra a vontade dela. Não sei mais o que fazer meu amigo.
–Tem um ultimo recurso mas, você terá que engolir seu ego — James o encarou com um sorriso.
–Qual?
–Vi, ela certamente daria um jeito de tirar a xerife de la.
–Nem pensa, prefiro que a Caitlyn seja internada a força do que pedir ajuda a essa cadela de rua.
–Não fale assim dela, eu não sei o porque desse ódio pela punk mas, se não quiser que sua mulher se mate é o que vai precisar fazer. Se Caitlyn for internada a força é bem provável que as coisas só piorem.
–Não cara, não mesmo.
–Lembre se Jayce, você optou por aborta as crianças para mante la viva. Agora vai deixar ela definha só para não ferir seu ego? Como você é mesquinho.
–Não, você não entende.
–Olha só estou te avisando porque sei que Vi ira atrás dela goste você não, e se tentar impedi la sei muito bem que dessa vez ela ira quebrar essa sua cara orgulhosa. Lembrando que você contribuiu pela maior parte dela estar assim, ajuda la é mais que sua obrigação.
–Cara não adianta apelar eu não vou deixar ela entrar na minha casa.
–Então você já deixou bem claro que pensa mais em si mesmo do que no bem da sua mulher.
–Eu penso na minha mulher, foi por ela que eu fiz tudo isso.
–Não. Foi por você, mas já que você não quer tomar atitude de homem eu tomo, tenho certeza que o senhor John e a senhora Alexandra irão me ouvir.
–Não se intrometa na minha vida, James.
–Se fosse apenas sua vida eu certamente não faria isso, mas é a vida da minha chefe e amiga que esta em jogo. Sabe se fosse a Vi na sua situação ela teria escolhido as crianças, pois sabia que seria uma escolha da Caitlyn. Mesmo que as chances de sobrevivência fossem baixas, já que o desejo da pessoa que gosta seria mais importante. Ela poem a Caitlyn em primeiro lugar, diferente de você que só pensa em si mesmo.
–Você não sabe de nada, minha mulher me ama — Jayce rosnou.
–Sei apenas o suficiente para lhe dizer que ela não te ama, não entendo porque ela aceitou esse casamento. Sinto muito lhe dizer isso meu amigo mas, é a realidade.
–Cala boca!
–Sinto muito Jayce mas, você terá que aceitar. Bom, até logo — O agente se retirou deixando para trás o homem nervoso.
–Espere — Jayce repensou.
–Hum? — James parou.
–Ok ela pode ir mas, se algo acontecer a minha mulher eu juro que a mato.
–Fez um boa decisão, alias, a punk já foi atrás dela mesmo.
–Oque?!
Tinha reduzido a velocidade enquanto procurava o endereço, observou ao redor pra variar, outro bairro de classe média alta. Por onde passava as pessoas olhavam torto, como se já não estivesse acostumada com isso. Alguns minutos depois encontrou o endereço uma casa modesta para o bairro, bem ao estilo da xerife. Estacionou a moto e entrou, caminhou até a porta por sorte estava destrancada então adentrou a casa verificou todo o primeiro andar, nada da xerife.
–Caitlyn! — chamou mas não ouve resposta. Foi até o andar superior — Caitlyn!
Permanecia deitada, assim tem ficado nos últimos tempos. Jogada por baixo das cobertas naquele quarto escuro, minha mente esta confusa não sinto vontade de nada. Me escondo por baixo das cobertas para as paredes do quarto não me engolirem, por que isso dói tanto? Eu nem cheguei a conhece los muito menos tive o direito de uma ultima despedida... Jayce não podia ter feito aquilo, por parte a culpa foi minha ao entregar o colete e ter ido aquela operação já naquele estagio, mas, ele não tinha o direito de tirar a vida dos meus filhos. Eu já vivi e conheci muitas coisas pessoas maravilhosas mas, eles não tiveram essa oportunidade... Escutou uma voz familiar chamando a, talvez estivesse ouvindo coisas. Quando escutou novamente, seu coração sentiu um tremendo alivio mas ao mesmo tempo não queria que ela a visse assim, logo ela pra quem fez tanto mal.
–Vai embora! — Caitlyn gritou, escutou o trinco da porta ser forçado.
–Abre a porta — Vi falou autoritária.
–Não!
–Ok então — A punk deu duas investida contra a porta arrombando a — As vezes você tem que fazer uma porta — Vi olhou a outra escondida embaixo do coberto, caminhou até ela — Vai continuar ai?
–Vou.
–Ai a unica teimosa aqui sou eu — A delinquente lutou com a xerife num cabo de força tentando tirar o lençol, é claro que ganhou.
–Esta feliz? — Caitlyn encolheu se na cama.
–Eu pareço feliz? — Vi segurou no queixo dela fazendo a encara la. Sentiu seu coração aperta ao vê la tão frágil, instintivamente aproximou seu rosto do dela e a encarou por alguns segundos, sentiu o desejo de beija la mas não fez. Afastou se deixando a xerife com um olhar confuso — Não me deixaram te visitar no hospital.
–Ah, entendo.
–Levanta, quero te levar a alguns lugares.
–Prefiro ficar em casa, não tenho animo pra sair.
–Não estou pedindo e sim mandando, se não levantar por bem eu faço por mal.
–Pare de insistir.
–Anda logo Cupcake — Vi sorriu para ela. Caitlyn ficou estática a muito tempo não escutava aquele apelido um tanto curioso.
–Tá — Ela se esforçou para sentar se na cama, tentou levantar mas quase caiu se não fosse aparada pela delinquente.
–O que foi?
–Não como a um tempo...
–O que? Como você pode não comer? Comida é uma das melhores coisas que existe na vida!
–Não exagere.
–Não exagerar? Fica com fome o dia todo e depois como aquele x — burgue dos deuses, você tem praticamente um orgasmo comendo! É como você usar sapato o dia inteiro quando você chega em casa tem aquela sensação maravilhosa ao tira lo ou quando esta com muito sono e cansaço ai você deit......
–Já chega Vi eu já entendi!
–Excelente agora vou prepara alguma coisa pra você comer ok?
–Não tenho apetite.
–Dane se.
A delinquente foi até a cozinha e preparou um par de sanduíches bem básicos com um copo de suco de laranja, a prioridade agora era a xerife comer, não interessa o que seja. Voltou para o quarto e a mesma esperava sentada, encostada na cabeceira da cama.
–Coma — A delinquente colocou a bandeja no colo da outra e ficou observando a service.
–Não quero mais.
–Você comeu só metade ao menos coma um, esforce se.
–Ta — Com esforço a xerife conseguiu termina um dos sanduíches.
–O suco agora.
–A não Vi.
–Anão é um cara bem pequeno, anda toma o suco — A delinquente relaxou um pouco mais ao ver que a xerife conseguiu terminar de tomar — Viu não foi tão difícil.
–Ha ha ha....
–Vai levanta ai vamos dar uma volta, quer ajuda para se arrumar?
–Não tudo bem eu consigo.
A delinquente aguardou no andar debaixo, alguns minutos depois a xerife surgiu usando uma calça jeans, uma baby look. Vi a achou o traje bem descontraído, o que era estranho já que a xerife costumava usar vestidos e saia. As duas saíram e pela segunda vez Caitlyn estava na garupa daquela moto, isso acabou trazendo algumas lembranças.... como na vez anterior a delinquente pilotava em alta velocidade, furando muitos sinais vermelhos só que era ainda mais perigoso já que ainda era cedo. Não demorou muito até elas chegarem ao destino, a xerife desceu com o coração na mão.
–Eu juro que quando volta pra delegacia vou pegar sua carteira — Caitlyn protestou, Vi apenas riu. A xerife achava aquela risada muito engraçadinha mas que combinava com ela — Um fliperama?
–Queria ir pro clube de natação novamente? — Vi perguntou maldosamente fazendo a xerife corar — Fliperamas é um dos melhores lugares do mundo, quanto eu não estava batendo em ninguém costumava vir aqui relaxar.
–Que tipo de pessoa relaxa batendo em outra?
–Eu.
As duas entraram no recinto. Vi comprou algumas fichas enquanto a xerife observava o lugar, a primeira escolha foi uma máquina de tiro. É claro que a xerife dominou, deixando a delinquente muito emburrada por ter perdido. Depois foram a uma máquina de luta, escolhida pela punk é claro para se vingar, a xerife protestou. Por fim as duas decidiram ir num jogo mais justo, um de dança. Ficaram la por volta de duas horas.
–Aonde você quer ir? — Vi perguntou.
–Qual quer lugar.
–Que tal um teatro ou galeria de arte? Você gosta de coisas do tipo não é?
–Tentando me agradar? Que eu saiba você não gosta desses tipos de lugares.
–Olha eu estou me esforçando, vamos ao cinema ok?
–Teatro.
–Certo.
Elas subiram novamente na moto e partiram, Caitlyn escolheu um teatro em especifico já que Piltover tinha vários, comentou que sempre ia com seus pais naquele lugar. A peça em cartaz chamava se "A noite dos Gatos", iria começar por volta das 18:00 horas como faltava um tempinho aproveitaram para tomar um milk shake em uma lanchonete não muito longe dali. Elas voltaram um tempo depois e por incrível que pareça a delinquente não dormiu na peça, já que era um musical bem interessante. Conversaram muito após o término da apresentação.
–Acho que já esta tarde, melhor ir para casa. Obrigado Vi esse dia foi ótimo me ajudou muito — Caitlyn agradeceu com um sorriso meio triste.
–Falta mais um lugar ai te levo pra casa, mas é surpresa.
A xerife não questionou onde iriam apenas subiu na garupa da moto e se deixou levar, ao menos na presença da punk não se sentia tão triste, Caitlyn sabia que a outra estava fazendo tudo aquilo por ela. Apesar de já ter feito ela sofrer tanto, mesmo assim a punk estava ao seu lado ajudando a. Se sentiu a pessoa mais egoísta do mundo por abusar da bondade dela. A moto se afastou do centro indo para um tipo de linha verde, subindo um monte. Ela saiu da estrada principal e seguiu por uma de terra até chegar no ponto mais alto do morro, estacionou a moto e desceu. Quando a xerife observou a paisagem ficou estupefata.
–Nossa, é lindo — Caitlyn sentou se ao lado da punk.
–Da pra ver uma boa parte da cidade daqui, esse era um dos lugares que costumava frequenta. Não só eu como alguns casais também, é tipo um ponto pra romance.
–Então quer dizer que você trazia suas vitimas para cá?
–Não, costumava vim aqui sozinha para refletir. Vez ou outra Grunje e o Zoio vinha comigo, geralmente estávamos bêbados na situação. Você é a primeira garota que trago.
–Isso é bom...
–Bom?
–Sim, por ser a primeira "garota" a vir a um lugar especial para você.
–Não se gabe — Vi bagunçou o cabelo dela.
As duas voltaram um pouco tarde, a delinquente deixou a xerife na porta de casa mas ficou a encarando por um tempo. Sabia que assim que vira se as costas ela voltaria a ficar daquele jeito.
–Seguinte Cupcake, pega um papel e caneta ou qual quer coisa que sirva para anotar — A punk ordenou, a xerife entrou na casa e voltou um tempinho depois.
–Pronto aqui esta — Caitlyn entregou o papel a ela. Vi anotou alguma coisa depois devolveu.
–Aqui é o meu endereço e telefone, se precisar de algo é só avisar. Eu volto amanhã pela tarde para fazermos alguns exercícios ok?
–Você não tem que trabalhar?
–Eu fiz um acordo com o pessoal, cuidar de você faz parte do meu trabalho afinal somos parceiras.
–Sim...- A xerife corou — Bom acho que vou indo então...
–Assim, até amanhã então — A punk montou em sua moto e saiu.
Caitlyn a ficou observando até que sumisse de sua vista, realmente ficou feliz com a vinda da delinquente. Vi sempre lhe fez bem mas, com sua partida ela voltou a realidade. Entrou em casa e deparou se com o herói na escada, Jayce abriu um imenso sorriso para ela.
–Meu amor que bom que você saiu do quarto, comeu alguma coisa? — Ele foi em direção a ela para abraça la. Mas Caitlyn desviou e passou friamente por ele indo ao andar superior — Poxa Cait eu to preocupado com você — Jayce a seguiu.
–Boa noite — Caitlyn trancou se no quarto.
No dia seguinte a punk apareceu e sugeriu que fise sem exercícios físicos no parque, no outro dia no mesmo horário a rosada estava la. Além dos exercícios sugeriu que fossem a algum lugar como parque, lanchonetes e coisas do tipo. Cada dia uma coisa diferente que ajudava a xerife descontrair se, dia após dia a punk aparecia. Pra Caitlyn aquele era o momento mais feliz do seu dia, mas tinha vezes que ela não aparecia ou chegava bem tarde do horário de sempre,quando isso ocorria era como seu mundo fica se em preto e branco novamente. Depois a punk explicava que era por causa da Jinx.
–Você parece tão bem filha — Alexandra falou enquanto saboreava o chá de girassol.
–Sim mãe — Caitlyn sorriu a ela. Era sábado então seus pais vieram visita la.
–Mas mesmo assim não é melhor ir a um psiquiatra? — John perguntou.
–Não, Vi já esta me ajudando bastante — Caitlyn respondeu.
–Sua parceira deve ser uma ótima pessoa, uma verdadeira amiga em — Alexandra colocou a xicara sobre o pires.
–Ela é uma ótima pessoa mamãe.
–É bom te ver assim filha mas, você ainda não se reconciliou com seu marido.... ele tem estado muito triste com isso — John falou com uma certa cautela na voz.
–Sinceramente pai, esta bem difícil entre nós. Eu não consigo nem olhar pra ele sem sentir nojo e raiva, eu sei que isso é algo meu e que ele não tem nada a ver mas esta sendo realmente complicado evitar.
–Entendo filha, se esforce mais um pouco ok? Ele gosta tando de você querida.
–Irei tentar pai.
Caitlyn despediu se de seus pais um tempo depois. Não tinha muito o que fazer e para não deixar abate se resolveu praticar alguns exercícios físicos, apesar de ter ganhado alguns quilinhos a mais durante sua gravidez teve que corre atrás do prejuízo. Por sorte tinha uma boa genética e com os exercícios diários com a punk e a boa alimentação, conseguiu perde com facilidade a gordurinha indesejada já que tinha o metabolismo acelerado. No domingo estava de bobeira no quarto um pouco abatida ainda mas não tanto quanto antes, o herói tinha saído com os amigos para jogar golf. A xerife realmente estava entediada queria ver a punk, pois sempre que estava com ela se sentia bem, só que, estava em duvida se iria visita la ou não. Tomou coragem vestiu se e saiu, o endereço ficava em um subúrbio considerado um local extremamento violenta para a policia e pro seu azar seu carro chamava uma determinada atenção. Ela parou em frente a casa de aparência humilde, a delinquente nunca fez questão de luxo mesmo. Caitlyn saiu do carro e chamou pela punk no portão, como resposta duas feras gigantesca vieram correndo latindo mas quando a viram pararam de imediato e começaram a abanar o rabo, a xerife fazia carinho nos dois babões quando a punk apareceu com a maior cara de quem acabou de acorda.
–Cupcake? — Vi chamou atenção da xerife.
–Vi desculpe te incomodar....
–A tudo bem ah, entra aí — A delinquente foi até o portão e o abriu, afastando os cães que saltavam fenéticos na xerife.
–Desculpe eu te acordei.
–De boas, na verdade você me pegou de surpresa — As duas entraram na casa. Caitlyn ficou estupefata com a bagunça, olhou para a mesinha e viu uma quantidade absurda de garrafas de bebidas mas, não foi isso que realmente a incomodou. O que mais doeu seu coração foi ver alguns drogas e vestígios encima da mesa.
–Vi!Não acredito que você esta usando drogas ainda!
–Errrr eu posso explicar...
–Poxa você prometeu para mim que ia parar, tanto tempo usando pode debilitar sua saúde. Misturar tantos tipos poderia lhe causar uma overdose.
–Não é bem assim — A punk coçou a nuca e mexeu nos cabelos.
–Você já teve? — Caitlyn se aproximou dela.
–Na verdade... mais ou menos mais ou menos.
–Quantas?
–3.
–Você quer se mata? — Caitlyn começou a socar ela — Sua idiota! — As lagrimas escorriam pelo seu rosto — Já perdi muito com aquela decisão estupida.
–Tudo bem Cupcake eu vou parar, prometo — Vi a abraçou, tinha esquecido que ela ainda estava muito sensível. A xerife soluçava forte, então Vi a pegou no colo e a levou ao sofá deitando se deixando a por cima. Caitlyn aconchegou se em seu peito.
–Dói tanto Vi.
–Eu sei como é perde algo, doeu muito quando separei da minha irmã. Mas para lembrar dela eu sempre cantava uma musica que me dava conforto.
–Poderia cantar?
–Sim, mas vou logo dizendo que não é uma musica infantil.
–Tudo bem.
–"Ergam seus copos por quem vai partir" "Longo será o caminho a seguir" "Nada será como costuma ser" "Nada vai ser fácil pra você" "Não faça o mesmo que fez o seu pai" "Não leve armas lá onde vai" "Tantos eu já vi pagando pra ver" "Não dá tempo de se arrepender" "Nada que já não deva saber" "Não há nada que não possa ter" "Quero que a estrada venha sempre até você" "E que o vento esteja sempre a seu favor" "Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão" "E que esteja ao seu lado, seu grande amor" "Eu me despeço de todos vocês" "Muitos aqui não verei outra vez" "Fora o inverno e o tempo ruim" "Eu não sei o que espera por mim" "Mas pouco importa o que venha a ser" "Se eu tiver um dia a quem dizer" "Quero que a estrada venha sempre até você" "E que o vento esteja sempre a seu favor" "Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão" "E que esteja ao seu lado, seu grande amor" (Tempo ruim, Matanza).
–Certamente não é uma musica nada infantil.
–É como se ela resumisse todo minha vida nessa musica, ela costumava toca no violão.
–Sua irmã devia ser uma boa pessoa.
–Sim...
Um silencio caiu sobre o ambiente, não havia nada a ser dito de qual quer maneira apenas fecharam os olhos e curtiram o momento. Caitlyn levantou e encarou a punk de uma maneira seria.
–Vamos limpar esse lugar — Ela ordenou.
–A nem pensa, tá louca? Nem fodendo que eu vou desperdiça meu domingo limpando casa — Vi protestou.
–Primeiramente quem fez toda essa bagunça foi você, agradeça por eu estar ajudando. Mas antes quero que você me entregue toda a droga que tem nesse lugar.
–Nem fodendo.
–Anda Vi levanta, você me ajudou agora irei te ajudar. Por favor, ao menos permita retribuir.
–Retribua com seu corpo — A punk murmurou.
–Oi?
–Nada não — Vi levantou se e foi para o quarto. Voltou um minuto depois com um saquinho com drogas, pegou as que estavam na mesa e colocou junto das outros — Isso é tudo.
–Tem certeza? — Caitlyn avaliou o saco que tinha uma quantidade generosa dos entorpecentes.
–Quer fazer uma varredura xerife?
–Não, confio na sua palavra.
–Sabia que eu posso ter algo escondido no corpo, melhor me revista — A punk brincou maldosamente. A xerife levantou se e foi até ela parando de frente, segurou o queixo e a encarou por um momento.
–Vamos limpa entendeu?
–Sim senhora.
Iniciou se a limpeza, ficaram por pelo menos duas horas até terminarem. A casa não era muito grande então não tiveram muito trabalho, mas Caitlyn não gostou nem um pouco das bitucas de cigarros, garrafas vazias e restos de drogas usadas que encontrou. Depois de todo o trabalho feito, a delinquente preparou uma limonada como recompensa.
–Agora tente manter organizado entendeu?
–Pode deixar xerife, eu tentarei.
–Vi.
–Oi?
–Por que você ainda se esforça tanto por uma pessoa que só te machucou? — Caitlyn a encarou.
–Bem, eu não sei — A delinquente foi pega de surpresa.
–Entendo.
–As coisas mais especiais são as mais difíceis de ser conseguir, apoia alguém que goste apesar das escolhas dela é apenas uma consequência do Amor. Acho que deve ser isso, bom, não sei te dizer com uma certeza já que palavras desse tipo nunca foram meu forte.
–Obrigado, apesar de eu ter sido nos últimos tempos uma pessoa estupida e egoísta, mesmo assim obrigado por não desistir de mim.
–Só vou aceitar seus agradecimentos com um beijinho.
–O que?!
–É isso ai minha cara, ta achando que meus serviços são grátis? Nada mais é de graça nesse mundo.
–Não! Sabe que não posso fazer isso.
–Ok eu sempre gostei de roubar mesmo — Vi a prendeu contra a parede segurando seus pulsos pra cima.
Aproximou seu rosto do dela, a respiração da xerife já estava descompassada e ela encarava seus lábios. Ansiava por aquilo mais do que tudo, elas se separaram apenas para recuperar o folego voltando a colar os lábios novamente. Vi soltou os pulsos da xerife e deslizou suas mãos pela lateral do corpo dela repousando as na cintura. Caitlyn a entrelaçou pela nuca, estreitando ainda mais o abraço. Deixou que seu desejo a consumisse, por mais que tenta se negar aquilo era impossível, soltou um gemidinho quando a punk mordeu seu busto realmente adorava quando ela fazia aquilo. Afundou as unhas nos cabelos rosados, puxando os sem dó, sentia a mão da punk por baixo de sua blusa fazendo a arrepiar se. Quando de repente uma explosão muito forte pode se ser ouvida, logo em seguida a parede da casa foi destruída. Vi ajudou a xerife levantar se ainda atordoada com o ataque repentino, conforme a poeira ia se acalmando a figura do inimigo ia surgindo.
–Achei vocês — Jinx deu sua risada maníaca.
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