O lado escuro de Piltover
2 Cães de briga

Vi abriu os olhos ficou olhando para o teto mofado por uns minutos, depois se sentou no sofá sentindo uma terrível dor no pescoço. Se esticou preguiçosamente soltando um longo e profundo suspiro, ela foi até a geladeira estava vazia. Era de se esperar já que saíra da prisão a um dia praticamente, saiu do apartamento iria tomar café na padaria por incrível que pareça tinha acordado cedo. Ela caminhava pelo corredor sujo de parede mofada e caindo aos pedaços que dava acesso as escadas, ela podia ver algumas pessoas por ali quando ela passava todos viravam o rosto pois sabiam de quem se tratava. Vi gostava que fosse desse jeito era sinal de respeito, diferente de muitos criminosos baratos ela conseguiu sua fama por nunca ter precisado usar uma arma para intimidar. Sua própria força física já era o bastante não existia ninguém capaz de desafia la no mano a mano, não importava o tamanho ou a força do oponente ela sempre ganhava. Aquilo causava inveja a muitos outros ratos que almejavam sua posição de vice líder naquela poderosa gangue na qual pertencia, apesar da pouca idade ela chegara num lugar muito desejado por todos.
Ela caminhou para fora do prédio cobriu os olhos com a mão do sol forte que estava fazendo, apesar disso o clima estava agradável. Quando seus olhos se acostumaram com a claridade Vi pode observa melhor ao seu redor enquanto caminhava. Havia muitas crianças brincando correndo pela rua, algumas donas de casa colocavam a fofoca em dia;já os jovens sentavam em rodas e escutavam suas musicas alguns grupos até dançavam break. Sim ela morava em um subúrbio bem longe dos pontos turísticos e do centro da Cidade Progresso, ali a policia não tinha poder e quem dava as ordens eram os criminosos. Com frequência havia brigas entre pequenas gangues que tentavam se ergue e conseguir um pedaço de território naquele lugar. Vi estava passando perto da quadra onde alguns jovens escutavam musica e jogavam basquete quando dois rapazes se aproximaram dela.
–Olha só quem esta por aqui se não é a mana Vi — O rapaz negro magro que usava dreads se aproximou dela a cumprimentando sem cordialidades.
–Fala Dj — Vi aceitou o cumprimento.
–E ai punk a quanto tempo em — O jovem de touca gordinho que usava dois fones de ouvidos no pescoço também chegou a saldando.
–Salve Tdog caralho vocês não mudaram nada — A delinquente cumprimentou o gordinho.
–Fugiu da prisão ou foi solta? — Dj falava com o seu tom de voz de rapper.
–Eu fui solta mesmo praticamente sai a um dia e meio — Vi explicou.
–Vai tomar jeito agora? Ou pretende continuar nessa vida em punk? — Tdog perguntou a ela.
–Essa é a unica vida que eu conheço, mas e vocês dois estão indo pra escola? — Vi cruzou os braços se mostrando autoritária de maneira gentil a eles.
–Sabe como é né esta daquele jeito -Dj fez uma careta.
–Vocês dois não vacilem não em — Vi esfregou a mão na touca dos dois.
–Relaxa mana Vi eu e o Tdog seremos uma dupla famosa de rap não vamos precisar estudar.
–Ta certo agora me da licença a e dupla de rappers que eu vou tomar café — Vi começou a se afastar dos dois.
–Ei mana Vi semana que vem vamos nos apresentar la no Joples ta afim de ir? — Dj gritou.
–Com certeza — A punk respondeu.
–Falou e toma um pouco de juízo em punkeragem — Tdog também gritou enquanto acompanhava seu amigo.
A delinquente tinha terminado de tomar seu café e e dirigiu a sede da gangue que era um moto clube de faxada, a alguns membros não tão importantes já estavam la com umas minas aquele tipo de garota que se acha foda por ser paga pau de bandido, mas não teria coragem nem de machucar uma mosca. Vi foi cumprimentada de forma respeitosa por eles, ela entrou no patio e foi direto para garagem onde costumavam ficar os veiculos. Por mais que procura se não encontrou o que queria então foi até oficina, sentiu um tremendo alivio ao ver la ali coberta por um pano. Ela tirou a capa de cima e admirou seu bebê uma harley vrsc ficou surpresa ao ver que ela estava em bom estado, foi ligar acelerou um pouco e percebeu que o motor estava com um som estranho quando Zoio chegou na oficina.
–Mas já? Estava com saudades da garotinha? — Zoio foi até ela.
– E como, cara um motor dela não ta legal — Vi desligou a moto.
–Eu tratei dela esse tempo todo, não deixei ninguém subir esta assim porque faz um tempo que não foi ligada.
–Valeu.
–Só dar uma esquentada no motor que ela volta a roda de boa.
–O que vocês dois bastardos estão fazendo aqui logo cedo? — Grunje entrou na oficina com uma caixa de isopor.
–E o que é isso? — Zoio apontou para caixa.
–Café da manhã — Grunjão jogo um latinha de cerveja para Vi e outra pro Zoio.
–Mano a gente ainda vai morrer de cirrose.
–Cirrose, câncer overdose não importa como vai ser só sei que vamos estar muitos chapados na hora — O gordo gargalhou enquanto abria uma latinha que acabou espumando e derramando um pouco.
–Cara preciso de dinheiro agora — Vi falou enquanto tomava longos gole da latinha.
–Porra pior que o Cedric ta em Zaun fechando negocio mas a gente arrumo algo por ai — Grunje falou coçando a barba.
–Bora colocar as meninas pra rodar e no caminho a gente pega dinheiro em algum lugar — Zoio sugeriu.
O trio saiu Vi na sua harley vrsc, Zoio na harley touring e Grunjão no seu triciclo, eles desfilavam pelo bairro procurando um alvo quando avistaram uma loja de conveniências. Eles estacionaram as motos na frente da loja e entraram, as pessoas que estavam la já se sentiram oprimidas e pararam o que estavam fazendo e saíram. Aquilo era muito comum na região, Zoio sacou uma arma e fez um sinal para a moça do caixa retira o dinheiro, não ouve luta nada poderia ser feito o máximo que iria acontecer é um registro de um boletim de ocorrência e nada mais, eles saíram contando o que tinham conseguido e ainda tinham roubado uns refrigerantes, salgadinhos e três maços de cigarro.
–Isso aqui não da nem pra noitada de hoje — Zoio reclamou.
–Vamos ter que pegar mais então — Grunjão falou sorrindo.
Até o anoitecer eles roubarão mais quatro lojas e uma farmácia, depois se dirigiram ao Joples onde estava rolando um som de rock. Chegaram com toda moral estacionando as motos junto a outras que já estavam la, por onde passavam eram cumprimentados por todos. La dentro o som estremecia os ouvidos, uma banda de black metal tocava eles pararam quando avistaram Vi.
–E ai galera hoje temos uma pessoa ilustre nos acompanhando, olha só se não é a punk mais hardcore do pedaço — O vocalista falou, todos a a aplaudiram Vi apenas levantou a mão aceitando o agrado. Estava acostumada com aquele tipo de coisa — A próxima musica vai para você — A banda voltou a tocar.
Ela curtia o som mexendo a cabeça freneticamente, a musica penetrava em seus ouvidos envolvendo todo o seu corpo. Alguém chegou por trás e uma voz masculina sussurrou no seu ouvido.
–Sai da cadeia e nem me avisa né — Vi se virou para olhar quem era e abriu um largo sorriso quando o viu.
–Você sabe que eu sou uma pessoa imprevisível Maicon — Ela envolveu pela nuca e o beijou sem perde tempo. Depois os dois foram até onde estavam a dupla sentados numa mesa.
–Mas já encontrou esse punk magrelo Vi o loco você não perdem tempo — Zoio falou enquanto arrumava as fileiras de cocaína na mesa.
–Se forem se comer vão pra um quarto — Grunje protestou observando a delinquente que tinha sentado no colo do punk e agora estavam se beijando freneticamente.
–O loco vai cheira tudo sozinho passa o pra cá Zoio — Maicon pegou o canudo que Zoio deu e cheirou uma das fileiras de cocaína, logo em seguida Vi fez o mesmo depois o Grunjão.
Eles se sentiam energizados com o efeito da droga, Vi percebeu que tinha uma garota te dando mole e começou a observa la. A garota dançava sensualmente enquanto olhava para ela deixando bem claro suas intenções, a delinquente levantou do colo do punk e foi em direção a ela começando a dança junto.
–Oooooo loco ela já te largou em punk — Zoio riu depois voltou a cheira outra fileira.
–Fazer o que né eu não mando nessa mulher, quem manda é ela — Maicon também riu e tomou um gole de cerveja.
Vi estava se pegando com a garota quando um cara chegou por trás e a puxou bruscamente. Ela olhou com cara de quem não gostou nada daquilo para ele.
–O que você esta fazendo com a minha mina? — Ele falou num tom de ameaça.
–Você é cego? Não esta vendo que eu estou ocupada — Vi o encarou nos olhos.
–Algum problema ai? — Grunje chegou e colocou a mão no ombro do rapaz.
–Caralho mano você não percebeu que ta atrapalhando ela — Zoio e Maicon se juntaram também.
–Desculpa cara — O rapaz ficou intimidado.
–Desculpa não vai resolver nada — Grunjão puxou ele para fora do bar e o levou para a parte de trás. As pessoas que estavam la já saíram e o espancamento começou.
–O loco tão se divertindo sem mim, vocês tão de zoeira né — Jack apareceu e foi até onde Maicon estava — E ai punk.
–E ai — Maicon o cumprimentou e roubou um gole do copo de conhaque do outro.
–Por favor parem! — A garota chorava muito ao ver seu namorado sangrando caído no chão quase morto.
–Da próxima vez você vai pensar duas vezes antes de se oferecer para alguém vadia — Eles largaram o rapaz e saíram.
Estava agitados queriam brigar mais o álcool e o efeito da droga só deixavam essa desejo ainda maior. Eles montaram nas motos e saíram em busca de mais vitimas, não demorou muito até que encontra se um grupo de rapazes bebendo e escutando musica. Aquilo era normal afinal era domingo de madrugada, eles desceram e foram em direção aos rapazes. Os garotos tentaram correr mas o grupo já estava próximo demais e cercaram ele, começou o quebra pau por mais que os rapazes tenta se revidar era inútil eles não eram capazes de enfrenta um bando de motoqueiros. Um deles tentou fugir mas foi perseguido ferozmente e derrubado levando uma onda de chutes até ficar inconsciente.
O bando ainda não estava satisfeito e continuou sua onda de violência indo em direção ao centro da cidade, por onde passavam deixavam vitimas destruindo alguns bens públicos como lixeiras, placas, vitrines de lojas dentre outros como bônus. Eles estavam terminando de espancar mais alguns jovens num beco quando um carro da policia passou, avistando a cena os policiais pararam um deles começou ir em direção a eles com a arma apontada enquanto o outro pedia reforços pelo rádio.
–Parados — O policial gritou. Jack sacou uma pistola e disparou quatro tiros contra o policial acertando todos, o policial caiu já sem vida no chão. O outro começou a gritar no rádio e começou a dispara contra eles.
O bando fugiu pelo beco indo em direção as suas motos do outro lado da rua. Eles aceleraram e saíram em velocidade máxima dali, cortando os poucos carros que tinham aquela hora e uma vez ou outra indo na contra mão. Chegaram na segurança da sede do moto clube e estacionaram as motos, Vi desceu em fúria e meteu um soco na cara de Jack.
–Você esta louco seu filha da puta — Ela bateu novamente na cara dele fazendo o cambalear.
–Foi sem querer — Jack falou colocando a mão onde a delinquente tinha acertado.
–Caralho Jack você fez uma merda das grandes — Zoio falou indo pro lado dele.
–Porra mano posso fazer o que foi apenas uma reação — Jack tentou explicar.
–Sua reação fudeu a gente agora os tiras vão procurar quem fez isso, você sabe matar a porra da policia fora do trabalho não Jack caralho — Vi gritou com ele.
–Foi sem querer mano — Jack tentava apelar.
–Cara se isso atrapalhar os planos da gangue considere se um homem morto entendeu?!
–Ta bom cara foi sem querer — Jack estava quase chorando.
–Já chega por hoje né Vi — Maicon colocou a mão em seu ombro. Os dois voltaram para as motos e saíram deixando o restante do bando para trás.
Vi mexia seu quadril sincronizadamente com o do punk que estava embaixo dela. Apesar de ser magro Maicon tinha um corpo bem definido e muitas tatuagens que cobriam até seu pescoço, ele levantou o tronco e beijou a boca sensual da delinquente que afundou seus dedos naqueles longos e lisos cabelos loiros, os olhos verdes encaram os azuis dela sorrindo. Vi puxou sua barba nórdica que era dividida em duas trancinhas e voltou a beija lo.
–Caralho Vi acho que vou gozar — Ele a derrubou e ficou por cima dela.
Começou a mexer seu quadril mais rapidamente mantendo o beijo, ele chegou la e pressionou ainda com mais força contra ela. Os dois ficaram abraçados ainda naquela posição por um tempo com seus corpos completamente suados, Maicon estava a ponhando a cabeça no ombro dela enquanto recuperava o folego. Ele voltou a olha la e a beijou saindo de cima e se jogando ao seu lado.
–Uau cara faz tempo que não faço uma assim — Ele falou rindo.
–Eu sei que sou demais — Os dois se olharam e começaram a rir.
–Sempre a melhor — Maicon a beijou novamente. Vi se aconchegou em seu braço e o abraçou de lado, os dois ficaram assim até adormecer.
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