O lado escuro da lua
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O quartinho dele
POV Jacob
Renesmee estava de volta a dez dias, e a dez dias Charlie vinha sempre no fim da tarde verificar se estava tudo bem com ela. Como combinado, eu estava dormindo na sala já que o quarto de hóspedes estava sendo modificado para ser o quartinho do Raoni.
A negociação para o divórcio não teve muito acordo, Grace estava disposta a infernizar minha vida e consequentemente a de Renesmee. E eu pagaria qualquer quantia para ver ela longe, e foi pensando nisso que quando ela bateu o pé para manter a metade da empresa da qual ela tinha direito, que eu optei por colocar minhas ações a venda. Começaria outro negócio do zero, mas ao menos estaria livre dela. Com as minhas ações a venda, logo eu receberia boa proposta.
Estava retornando de Seattle após ter saído de Forks de madrugada ainda, deixando Nessie sobre a proteção de Collin. Hoje Renesmee faria alguns exames e já tinha combinado com Claire para acompanhar ela, estacionei em frente a casa e vi uma certa movimentação lá dentro. Não me importei de travar o carro e corri para dentro, sendo surpreendido por Nessie, Claire, Lena, Liz, Tabitha e Sarah em um círculo improvisado com um Tablet que devia pertencer a Claire em suas mãos. Todas se viraram para mim. Havia também baldes de pipoca, refrigerante e chocolate na mesa de centro bem ao lado delas. Cada uma delas tinha um copo na mão.
— Boa tarde. Posso saber qual o motivo da reunião?
— Raoni precisa de um quarto pronto antes da sua chegada, elas estão me ajudando com isso. – Renesmee respondeu. Claire ergueu o Tablet e o esticou em minha direção, elas estavam vendo modelos de decoração para o quartinho do bebê.
— Hmmm...não entendo nada disso.- murmurei passando as fotos que elas tinham salvo ali.
— Estávamos querendo ir amanhã em Seattle, encontramos uma loja muito boa que tem tudo o que Nessie gostou. – comentou Lena.
— Todas nós vamos- Sarah se apressou a falar, sabendo bem o quanto me preocupava essa história de Renesmee em Seattle. – Vamos cuidar dela.
— Ok, mas deixa eu ver se algum dos rapazes podem ir com você por via das dúvidas. – falei entregando o Tablet de volta.
— Na verdade, eu achei que você fosse gostar de ir comigo. – Nessie murmurou, mordendo o lábio inferior. Ela não me deixava participar de nada desde que voltou para essa casa, sempre que precisava sair chamava Seth, Quil, Embry ou até mesmo Phil.
— Ótimo, então podemos ir amanhã mesmo se vocês quiserem. – respondi alegre
— Combinado, fazemos assim então- Liz começou a falar – Renesmee, Sarah e Tabitha vão com Jacob. Claire e Lena vem comigo.
Elas continuaram conversando e combinando tudo entre elas, meu papel como pai da criança era apenas levar elas até lá, abrir a carteira e carregar infinitas sacolas. Avisei que ia tomar um banho e novamente fui surpreendido quando ela me avisou para tomar banho no quarto, com a desculpa que não queria ter que subir caso precisasse usar o banheiro , preferindo usar o daqui de baixo. Ela também não em deixava usar aquele banheiro desde que retornou.
Assim que entrei no quarto eu vi que ela tinha mudado algumas coisas de lugar, incluindo a cama. Havia também se livrado do tapete e das cortinas. Havia um abajur novo em formato de coruja ao lado da nossa cama. Quer dizer, da cama dela. Antes de entrar ali eu tinha passado no outro quarto, onde o guarda-roupa pequeno estava ocupado com minhas roupas agora e pegado algo para vestir, deixando separado encima da cama.
Liguei o chuveiro e deixei a água morna escorrer pelo meu corpo, a fumaça que subia no box fazia com que o vidro todo embaçasse, estava quase terminando meu banho e me preparando para sair quando ouvi o barulho da porta do banheiro abrindo e a silhueta dela adentrando o banheiro.
— Desculpe, vim só buscar meu hidratante. – a voz dela saiu sensual. Ela abriu o box e esticou a mão para alcançar o tal hidratante que ela mais usava, tenho certeza que ela fez de propósito para me provocar. Foi difícil resistir ao desejo de puxar ela para ali dentro comigo.
— Renesmee! – adverti quando a vi erguer a perna, colocando-a sobre a tampa do vaso, deixando toda sua pele exposta enquanto espalhava o produto naquelas pernas arredondadas.
— O que foi? – questionou provocando um pouco mais ao subir o tecido leve do short que vestia. – Não gosta de que está vendo? – questionou.
— Vou gostar bem mais se me deixar tocar. – murmurei já saindo do box, enrolando a toalha na cintura.
— Não! – ditou firme, mudando sua postura e saindo do banheiro com o hidratante nas mãos.
O que ela não sabia, é que dois podem jogar o mesmo jogo. Quando sai do banheiro, ela estava em pé ao lado da cama espalhando o hidratante na barriga apontada. Não havia nenhum sinal das garotas já na casa, estávamos sozinhos.
De frente pra ela, sem quebrar o contato visual eu deixei a toalha cair e a vi respirar fundo. Ela bem que tentou resistir, mas acabou cedendo a tentação de olhar pra baixo.
— Não precisa ficar vermelha, não tem nada aqui que você já não tenha visto, provado e principalmente aprovado— falei malicioso. Ela ergueu a cabeça rapidamente quando me viu aproximando. Estendeu a mão e espalmou no meu peito.
— Vista-se Jacob. – ordenou com a voz falha
— Tem certeza? – segurei sua mão e devagar fui conduzindo para baixo quando ela puxou rapidamente.
— Agora! Eu estou cansada e preciso dormir. Já foi bem ruim tomar banho lá embaixo devido a sua demora aqui encima. – reclamou.
-Tudo bem então- peguei a box branca e vesti percebendo o olhar dela em mim — Boa noite. – disse me afastando.
Pov Renesmee
Dez dias que eu estava de volta, dez dias que Jacob estava se comportando e atendendo até o mais ridículo dos meus desejos como quando o fiz procurar por pizza de abacaxi com chocolate branco as dez da noite de quinta-feira. E no fim, quando a tal pizza chegou eu já estava dormindo e me recusei a levantar para comer e acabou indo pro lixo.
— Olha essas almofadas – Lena chamou minha atenção animada dentro da loja de artigos infantis. Todas estavam bem animadas com essas compras.
— São lindas – respondi – Mas, não são as que vi no site.
— As que você tinha visto são essas – apontou Claire.
As vendedoras que nos atenderam estavam perdidas nas mãos das minhas amigas, todas tinham um palpite diferente e mesmo eu que já estava acostumada com as loucuras delas estava ficando atordoada com tanto palpite. Até que a vendedora asiática percebeu os três morenos parados de braços cruzados na entrada da loja ( Seth, Quil e Jacob).
— Talvez, devêssemos deixar o papai opinar também. – disse ela, erguendo as duas mãos,levando uma para cada cômoda da qual tínhamos dúvidas. – Qual modelo mais agrada o papai? – os olhos dela foram para Seth, que olhou apreensivo para Jake, estudando a reação do mesmo.
— O pai sou eu – Jacob se pronunciou já irritado.
— Ah, desculpe, não sabia que tinha terminado com a Grace, Jake. – eu deixei cair o boneco que segurava ao som do nome daquela mulher. Estava explicado o motivo de Jacob ficar mais afastado o tempo inteiro, a mulher devia ser amiga da loira oxigenada.
— Quer saber ? Acho que não gostei muito, vou dar uma volta em outra loja, se não achar nada eu volto pra cá. – ditei deixando claro minha irritação. – Vamos amor. – falei toda melosa, entrelaçando minha mão na de Jacob, quando saímos da loja eu ainda percebi o olhar da mulher encima de nos dois.
Parei, levei minha mão até a nuca de Jacob e o beijei com intensidade sendo correspondida na mesma intensidade. O que era pra durar poucos segundos, apenas para mostrar aquela mulher quem de fato estava com Jacob, acabou demorando bem mais. Jacob se aproveitou para matar parte das saudades que tínhamos um do outro, era o nosso primeiro beijo em mais de quinze dias.
— Tá bom, tá bom. Agora chega. – grunhiu Lena. – o tempo tá passando e não compramos quase nada ainda.
Acabamos encontrando uma outra loja, e comprei exatamente as mesmas coisas que havia gostado na loja anterior. Dois dias depois o quartinho de Raoni estava todo pronto, ao menos em questão dos móveis, pois ainda faltava muita coisa para ser comprada.
Claire tinha sido a última a deixar minha casa após terminarmos de arrumar o quarto. Eu me mantinha encostada na porta, admirando aquele lugar que estava exatamente como eu tinha imaginado. Senti as mãos quentes de Jacob me envolverem em um abraço por trás, senti sua boca encostando no meu pescoço, distribuindo beijos pela região. Fechei os olhos aceitando de bom grado aquele carinho.
— Ficou lindo o quarto dos meus meninos. – ele disse, satisfeito por eu ter tomado o cuidado de acrescentar uma cama para Harry ali, para as noites em que ele estivesse na nossa casa.
— Eu amei o resultado. Mas confesso que estou exausta. – mal fechei a boca e ele me colocou nos braços levando até o meu/nosso quarto.
— Onde você guardou o creme de massagem? – ele quis saber após me colocar na cama e já procurando nas gavetas pelo tal creme. -
— Banheiro – respondi já me livrando da sandália e da minha calça.
Jacob retornou do banheiro, umedecendo os lábios ao me ver apenas de camiseta e calcinha encima da cama. Eu sabia que ele estava subindo pelas paredes, eu também estava. Não sei quanto tempo mais eu ia aguentar com esse “castigo”. Ele se sentou na cama, puxando meus pés para o seu colo e espalhou um pouco do hidratante massageando com carinho.
— Quando Raoni nascer, nos vamos resolver a questão do nosso casamento. Daqui pra lá dá tempo do meu advogado resolver qualquer pendência que venha a ficar dos processos que foram abertos contra mim, e poderemos regularizar nossa união- ele falou sem olhar pra mim.
— Tudo bem. Acho melhor mesmo esperarmos mais um pouco, deixar a poeira baixar. – murmurei fechando meus olhos, aproveitando as massagens.
— Você não me beijou novamente depois do shopping. – ele acusou
— Por acaso eu sempre tenho que tomar a iniciativa? – respondi, ainda de olhos fechados. O senti se ajeitando na cama até se sentar ao meu lado.
Mesmo de olhos fechados, eu conseguia identificar seus movimentos e já até imaginava sua expressão nesse momento, que devia ser de alívio e expectativa. Ele passou um de seus braços por cima do meu corpo, encostando do outro lado no colchão, senti o seu cheiro cada vez mais próximo até conseguir sentir o gosto de hortelã na sua boca.
— Vamos dormir. – murmurei com dificuldade após algum tempo de beijos e carícias mais íntimas. Ele colou sua testa na minha, e tentando controlar a própria respiração falou.
— Tudo bem, boa noite. – antes que ele pudesse se levantar, eu segurei em seu braço. – Quer alguma coisa?
— A noite está fria. Pode não fazer bem ficar com frio.- falei manhosa fazendo-o me olhar com satisfação.
Retirou a camisa e a bermuda, ficando só com a box preta e se ajeitou na cama me puxando delicadamente para o seu corpo. Dormi plenamente aquecida e satisfeita aconchegada ao corpo quente e musculoso do meu ‘marido’.
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