O labirinto de ilusões
1 Doce infância
Estava eu lá, sentado ao lado de uma amiga, no pequeno sítio em reforma da minha avó, sentindo o forte vento gelado e olhando o sol ao horizonte coberto pelas nuvens. Conheci Pâm ano passado e desde então, criamos um laço forte de amizade. Nos aproximamos quando havia me mudado para um novo bairro, ele é bem agitado com bares e clubes por toda região, e há uma escola de esquina na qual eu e Pâm estudávamos. Desde o momento em que ela entrou na escola, um pouco depois de mim, soube que seria uma pessoa confiável. Poderíamos dizer que eu era um cara feliz mas isso seria um engano, com tantas coisas que já me aconteceram, desconsiderei a felicidade como tal.
Era um sábado bem tedioso, e Pâm veio me visitar, ela sabia que eu não estava muito bem, olhou profundamente em meus olhos e resolveu então me perguntar oque havia acontecido.
—Nada...— Uma reposta que tornou-se parte do meu cotidiano.
—Pê você esta muito diferente me conte oque realmente aconteceu?— Não queria contar o motivo da minha angústia mas eu precisava desabafar, pelo menos uma parte da minha historia.
—Ok, vou te contar quando tudo começou. Eu sempre fui um menino alegre, gostava de brincar e ir à escola. Eu vivia brincando no corredor do antigo prédio onde eu morava com a minha irmã Yasmin, descíamos depois do almoço e voltávamos quando escurecia. Foi uma época boa, eu e Yas entrávamos e jantávamos o que tinha sobrado do almoço porque nessas horas nosso pai estava dormindo. Quando era a hora de dormir íamos para o quarto e ele saia deixando-nos com a tia Louise. Foi assim durante anos.
—Para onde seu pai ia?
—No começo eu nem me importava em saber, eu era uma criança muito inocente e achava tudo isso normal, só que com o tempo eu fui desconfiando e graças a uma mensagem no celular dele, eu percebi tudo oque estava acontecendo, meu pai sempre foi meio magro, e vivia com manchas amarelas nos dedos, passávamos por aperto financeiro porque mesmo com um trabalho bom, ele não conseguia pagar as contas.
—Pê, eu não sabia... Desculpa... E como você reagiu quando soube que ele usava drogas?— Não contive a expressão, os gritos tentavam escapar de minha garganta, não poderia contar a verdade, não poderia estragar essa imagem boa que ela havia adquirido de mim, eu não queria perder mais uma pessoa importante.
—Eu internei ele em uma clínica de reabilitação.— Tentei forçar um sorriso mas sem sucesso, estava soando, não conseguia me concentrar no rosto dela.
—Que ótimo, quando ele voltar, tudo ficará bem.— O arrependimento gastava todas as minhas energias, Consegui pela internet, falsificar uma declaração da reabilitação, fiz algumas copias e mandei para os poucos que se importavam da família que, felizmente, moram muito longe daqui. Minha irmã, estava morando com a minha tia a 3 anos e poucas vezes visitava meu pai.
Eu, com minhas próprias mãos acabará com todo aquele sofrimento que ele me causará desde quando eu nasci, não havia clinica que o recuperasse, e naquele momento, em que ele se jogou contra mim em um ato de violência, desejei não ter aquela faca na mão, mas em questão de segundos eu à levantei, causando a maior tragédia da minha vida. Por fim respondi Pâm.
—Tudo ficará bem.
Notas finais
Pessoal comentem, deem sugestes parar eu corrigir e melhorar os captulos...
Espero que tenham gostado.
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