O jogo do deus
12 Pergunte às estrelas, elas sabem de tudo
Notas iniciais
– O que tu ta esperando então? Diga o que fazer que nós faremos, vamos lá Summer, não temos nossa vida inteira pra ficar aqui encarando essa coisa. – diz Kaya, mais nervosa do que irritada.
– Não é bem assim Kaya! Você não entende, Hécate me mostrou as escolhas que temos, e elas são um tanto complicadas, teremos de escolher entre salvar nossas amigas ou a nós mesmos, pelo menos, foi isso que eu vi.
– Bom, se você está dizendo que é assim, precisamos de um plano.
E o tempo passou, muitas ideias surgiram, mas todas inúteis aos olhos de Summer, pensaram em se separar em dois grupos, mas a garota alertou que a entidade que havia as capturado era poderoso demais para um pequeno grupo, pensaram também em salvar as meninas e depois voltar a caverna, afinal, Dioníso não tinha dado um prazo mesmo, e quando todos já haviam decidido que essa era a melhor ideia, Summer largou a bomba.
– Esperem! Ouçam-me por um momento, se nós resgatarmos Louyse e Alice o tal sequestrador tentará se vingar, e sua total vingança será depositada no acampamento, não podemos correr o risco.
– Olha Sum, a gente te respeita e tudo mais, entendemos também que você viu o suposto futuro e aquelas coisas todas, mas nós não podemos simplesmente ficarmos aqui, parados, enquanto sabe se lá o que está acontecendo com as garotas. Nós vamos seguir você achando certo ou não – disse Katherine – quem vai comigo?
Aos poucos os semideuses iam erguendo a mão e se postando ao lado de Katherine, e quando o grande grupo estava totalmente decidido do que iriam fazer arrumaram suas coisas, Andrew afiou todas as armas para ter a certeza de que não iriam falhar, e assim, o grupo seguiu, sem direção alguma, floresta adentra.
– E você Summer? Vai vir com nós?- perguntou Jake.
– Infelizmente não, tenho algumas coisas para fazer antes de vocês retornarem.
O que foi estranho de uma garotinha dizer, o que ela, naquele tamanho poderia fazer? Mas eles não duvidavam de mais nada.
Como quando partiram a tarde já estava findando, não tardou muito a anoitecer, e como não eram tão loucos de seguirem durante a noite, resolveram parar e se instalarem na primeira clareira que encontraram.
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– Andrew, eu estou indo buscar madeira, você poderia me ajudar? – disse Mellanie, talvez com segundas intenções.
– Claro Mell, vamos lá – respondeu Andrew, que só após os dois terem ficado completamente sozinhos, ele percebeu o nervosismo de Mellanie – Está tudo bem?
– Oi? Ah sim, estou bem sim, p-porque não estaria? – disse Mellanie, tão nervosa que qualquer idiota perceberia que ela estava mentindo.
– Qual é Mell, você sabe que pode confiar em mim, o que houve com você? – falou Andrew enquanto se aproximava dela fazendo-os ficar cara a cara.
– E-eu... – começou ela baixando a cabeça, ficando cada vez mais vermelha e trêmula – Me desculpe por isso.
– Do que você está falan...
E foi ai que aconteceu, ela o beijou. Simples assim. Sem qualquer enrolação ou medo, bom, talvez um pouco de medo sim, mas com certeza foi algo sincero, que ela sabia que deveria fazer. Andrew não acreditava no que estava acontecendo, era como se ele se sentisse flutuando, mesmo que por míseros segundos.
Mellanie se afasta para traz quase que de supetão e tapa a boca com uma das mãos – Isso nunca aconteceu... – Ela balança a cabeça como se estivesse discordando consigo mesma e sai correndo em direção aos outros.
Andrew ficou no mesmo lugar, como uma estátua, ele não teve nem ao menos a chance de protelar, aconteceu tudo tão rápido, era quase que inacreditável, mas mesmo assim, encantador. Ele ficou um bom tempo parado até que acordasse de seus pensamentos, então começou a andar até o grupo, e caminhando, ele observava as estrelas.
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Não levou muito tempo para que todos adormecessem, mas como a paz e a felicidade não andam ao lado de um semideus já devem de imaginar que algo ruim aconteceu, pois bem, estavam todos dormindo quando de repente alguns ruídos estranhos como galhos quebrando e passos apressados começam a se aproximar do acampamento improvisado do grupo, Katherine e a primeira a acordar, e sem entender muito bem o que estava acontecendo acordou o resto do semideuses.
– Pessoal — falava ela, no tom de voz mais baixo possível – acordem! Rápido! Tem algo se aproximando de nós!
– Qual é Kat, volta a dormir – resmunga Ralf.
– O que houve? O que aconteceu? – fala Alicia com uma voz sonolenta.
– Shhhhh! Calem a boca – sussurra Kaya, que havia acordado após a insistência de Katherine e que quando ficou mais acordada, também notou os ruídos.
– Kaya, pegue uma corda, me entregue uma ponta e segure a outra. – ordenou Katherine– Muito bem, agora se esconda atrás daquela árvore, vamos fazer uma pequena armadilha – disse ela com um olhar travesso – agora, quando vermos que isso está bem próximo, nós puxamos a corda, e ele cai, e então, atacamos.
– Entendido – disse Kaya notando que pouco a pouco os outros se acordavam – Andrew, apague esse fogo, e o resto, camuflem-se e se preparem.
E o barulho foi se aproximando e se aproximando, e quando Katherine encontrou o momento certo olhou para Kaya e disse silenciosamente:
–Agora!
E então BAM! Dois vultos apressados e sujos tropeçaram na corda e caíram rolando em frente a todo mundo que já fizeram uma formação em circulo, prontos para atacar.
– Esperem! – gritou Alice ofegante – Sou eu! Por favor, não ataquem!
– Alice?! Pelos deuses, é você! – Lilie deixa cair seu arco e flecha no chão e corre para abraçar a garota.
E a maioria dos semideuses fez o mesmo. Mas não Ralf, ele ficara o tempo todo observando a garota que estava caída desacordada, a qual havia chegado junto com Alice. Mas ele notou algo estranho na garota, porque ela não acordara ainda?
– Ei filho do curandeiro, venha aqui – disse Ralf para Jake.
– O que houve Ralf?
– Essa garota ai, ela ainda está imóvel.
– Hum, bem deixe me ver – Jake se abaixa para poder analisar o corpo mais de perto, percebe que ainda está viva, mas talvez não por muito tempo – ah meu Zeus! Olha aqui Ralf, essa ela está perdendo muito sangue, rápido, me traga minha mochila! – Ele havia levantado a cabeça da garota e notou que n queda ela batera a cabeça em uma pedra e isso à havia causado um grande ferimento atrás da cabeça.
– Aqui está Jake – disse Ralf entregando a mochila à Jake.
Quando os outros notaram o alvoroço que formou-se começaram a se aproximar para ver o que estava ocorrendo.
– Saia de perto desse verme Jake! Ela é uma impostora, ela sequestrou Alice, e agora você está querendo ajudar?Deixe que morra – disse Kaya.
– Não! Ela não é uma impostora – falou Alice o mais rápido que pode tentando evitar um desastre – foi ela quem me ajudou a escapar, devo isso à ela.
– Oras, quem é ela afinal? – perguntou Katherine.
– E-eu não sei, ela trabalhava para Ele, mas, por algum motivo ela e seu amigo resolveram nos ajudar a escapar.
– Seu amigo? E mais uma coisa, onde está Louyse? – perguntou novamente Katherine, já ficando nervosa.
– Bem, sim, eu também não sei o nome dele, mas eles trabalhavam junto, e Louyse está com ele, os dois não conseguiram vir com nós, não tenho ideia do que pode ter acontecido com eles.
E então o telão apareceu novamente, quase que flutuando por entre as árvores, e nele estava a imagem de Louyse caída e toda ferida encostada em uma árvore, e mais ao lado havia um garoto lutando contra o Minotauro, ele parecia estar tentando a todo o custo proteger a garota. Após todos vislumbrarem a cena, uma risada maléfica ecoou por todos os cantos da floresta. E o telão, desapareceu.
–Por todo o Olimpo, será mesmo que esse bode não morre não? Quero dizer, esse daí deve de ter passe livre para reviver – disse Katherine, talvez fosse para soar um pouco engraçado, mas depois daquela cena, poucas coisas fariam sorrisos brotarem no rosto dos semideuses.
– Olhe, ela parece estar acordando – falou Fred.
– Está sim, essas ervas medicinais quase nunca falham – disse Jake, se sentindo orgulhoso do trabalho feito.
– Quase nunca – disse Kaya dando ênfase na palavra ‘quase’ e revirando os olhos.
A garota começa a se remexer no chão e murmurar, e então quando ela parece estar um mais consciente Alice tenta conversar com ela, se sentando ao seu lado. Enquanto isso, a maioria do grupo já voltara a dormir.
– E então? Está se sentido melhor?
– A-aonde estamos? – fala a garota ainda meio grogue e confusa – O-oque aconteceu?
– Não se preocupe, nós meio que, bom, digamos que acabamos esbarrando com meus amigos – disse Alice tentando tranquilizá-la.
– Hã, está bem então, nossa como minha cabeça dói – disse fazendo cara de dor.
– Você se machucou feio, mas não se preocupe já está bem melhor – falou Jake, quase que se gabando.
– Bem, nós gostaríamos de saber uma coisa – falou Alice – Qual é o seu nome? É de quem você é filha? Pois já percebemos que você é uma meio-sangue.
Um pouco relutante a garota respondeu – meu nome é Sophie e, eu sou filha de Afrodite. E posso ver que você já está segura, então é hora de partir, se cuide garota – disse ela sorrindo.
– Não! Você não pode ir, tem que ficar conosco, ele iria te matar, sabe muito bem disso – disse Alice protelando – não se preocupe, garanto que será bem aceita, e eu te devo isso, você me protegeu, agora é a minha vez.
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