O internato

2 Visita parte I


Notas iniciais
Oiii Espero que gostem Vou tentar postar semanalmente ou mensalmente Até lá em baixo

— Pessoal depois de acabar-mos de lanchar querem ir dar uma volta pela escola? – Inquiriu Eric e todos assentiram.

Acabado o lanche, saíram do salão, mas antes deram-lhes um mapa da escola e começaram a passear juntos. Os corredores eram brancos com quadros de paisagens. Estrela e Eric olhavam de um lado para o outro admirados, mesmo que Estrela não o demonstrasse, com tamanha beleza e riqueza do lugar andando atrás. Luna e Lucas iam com o mapa à frente. E Aurora e Artur iam no meio a falar.

— Acho que devíamos ir primeiro ao laboratório, é o que fica mais perto donde estamos. – Comunicou Lucas – Que acham?

— Bora! – Exclamou Eric.

— Então é só virar à esquerda! – Pronunciou-se Luna.

Andaram um pouco e viram uma porta não tão grande como à do salão mas não deixava de ser enorme. Aurora abriu a porta e conseguiram todos ver várias bancadas cinza de duas pessoas espalhadas pela divisão. Mais a um canto verificaram que havia sapos e minhocas.

— Espero não ter que tocar neles! – Falou Luna com uma expressão desconfortável.

— Porque metem-te nojo, é? – Provocou Lucas caminhando em direção aos seres viscosos.

— Não! Não os quero magoar nem nada, é só isso! – Retrucou Luna.

Lucas olhou para ela com um olhar provocador. Estrela revirou os olhos já sabendo o que ele ia fazer. Os outros olhavam todo atentamente curiosos.

— Será mesmo princesinha? – Continuou provocando Lucas recebendo um aceno de cabeça provindo de Luna. — Eh, veremos.

Lucas rapidamente pegou num sapo e deixou-o pendurado por uma perna na janela logo atrás. Luna correu para lá indo salvar o sapo. Mas quando lá chegou Lucas meteu-o na sua cabeça. Ela fez uma cara que dizia ” A sério?”. Ia para pegar no sapo, mas ele saltou pro chão e começou a saltar para todos os lados deixando gosma no chão antes brilhante. Os seis começaram a correr atrás do sapo mas Luna escorregou e fez os outros sapos saírem da sua prisão começando a fazer o mesmo que o amigo. Lucas ajudou-a a se levantar e correu para apanhar os sapos junto de Luna. Corriam todos de um lado para o outro. Estrela foi a primeira a apanhar um sapo metendo-o logo em seguida no aquário onde estava antes. Lucas foi o segundo apanhando um sapo que saltou para a sua cabeça. A seguir foi Eric, depois Aurora que apanhou 2 de uma vez, e por último foi Artur e Luna que apanharam os outros quatro que faltavam.

— Hahahahahahaha! – Ouviram um riso vindo da porta e olharam imediatamente para lá. – Se vocês tivessem visto as vossas caras! Hilariante! Hahahahaha!

Os adolescentes viram uma mulher com cabelos cor de mel presos num coque por uma presilha muito bonita, tinha olhos incomuns de coloração vermelha, o seu rosto tinha traços suaves que lhe davam um ar jovial, estava vestida com uma roupa de empregada preta com babados brancos e um avental também branco, na porta a rir com a mão na barriga. Passados alguns minutos parou e olhou para eles que estavam com uma cara de quem não entendia nada de nada. A mulher ficou com uma cara séria, que os assustou pela repentina mudança de humor.

— Vocês desarrumaram e sujaram isto tudo. Têm 5 segundos para saírem daqui, se não mando-vos para a diretoria. 1, 2... – Começaram a correr para fora dali mal a mulher começou a contar.

Ainda conseguiram ouvir ela a rir de novo.

— Meu rá, pensei que íamos para a diretoria quando ela nos olhou com aquele olhar assustador. – Comentou Eric.

— É, ela é bipolar de certeza! Mas foi engraçado ter-mos de perseguir os sapos. Hahahahahahaha! – Comunicou rindo Artur.

— Sim, foi engraçado, mas não teve piada nenhuma o Lucas ter tentado matar o sapo. – Retrucou Luna com cara emburrada.

— Eu não o tentei matar, estava a testar aquilo que disseste. – Sorriu encantadoramente para a menina que corou e pronunciou no seu ouvido. – E comprovei que és muito bondosa, princesinha.

Estrela puxou-o por uma bochecha.

— Pede desculpa por teres-nos metido numa alhada! Agora! – Mandou Estrela.

— Hai, desculpem lá por este mau momento pessoal! – Pediu Lucas com dores.

— Melhor assim. Continuemos com o passeio, sim? – Exclamou Estrela largando a bochecha agora dolorida de Lucas.

— Ok! – Responderam os outros

— Qual é a próxima sala deste corredor? – Inquiriu Aurora.

Lucas olhou para o mapa e disse:

— Depois do laboratório temos as salas de aulas onde teremos Matemática, Geografia, Português, Inglês e História. Vamos? Fica já nesta porta aqui! – Anunciou Lucas apontando para uma porta normal de madeira.

Os outros assentiram e foram abrindo a porta. Ao abrirem viram mesas de dois espalhadas pela sala formando 3 filas com 5 mesas cada. Havia 2 quadros um era interativo e o outro era a giz. E bem na mesa do professor na frente das outras mesas estava sentado um professor a organizar um monte de papéis. Ele tinha cabelos loiros bagunçados e olhos azuis cristalinos que por baixo tinham gigantescas olheiras que faziam no parecer um zombie, vestia um termo sem gravata e alguns botões da camisa desapertados. O homem por fim notou a presença deles ali e perguntou sem tirar os olhos cansados dos papéis:

— Estão a visitar a escola?

— Sim nós estamos! – Respondeu Luna com um pouco de medo.

— Bom, espero que estejam a gostar dela pois vão cá ficar muito tempo. Agora se me derem licença queria acabar a papelada, mas para isso terão que se ir embora. Bye! – Disse o homem a sorrir gentilmente mais uma vez sem olhar para eles.

— Claro, desculpe pela perturbação, senhor! – Pediu Aurora educadamente fazendo uma reverência junto com os seus novos colegas.

Saíram todos da sala e fecharam a porta sem fazer barulho afastando-se logo em seguida.

— Ele deve estar a trabalhar há horas para ter aquelas olheiras enormes debaixo dos olhos. – Comentou Eric fazendo gestos ao prenunciar enormes, fazendo com que todos dessem risadas.

— Provavelmente! Qual é a próxima sala a ser visitada? – Perguntou Estrela.

— A de artes. É num pátio pelo que parece. – Respondeu Aurora olhando para o mapa.

— Vamos ter aulas ao ar livre? – Inquiriu fascinado Artur com a ideia. Aurora acenou afirmativamente a cabeça – Magnifico!

— É atrás da escola, acho que é por aqui. Sigam-me. – Pediu Luna.

Andaram por corredores imensos e intermináveis, mas finalmente chegaram ao destino. Era um local enorme com árvores, montes, flores cadeiras espalhadas junto com cavaletes de pintura. As tintas estavam penduradas num chorão enorme no centro.

— Que lindo! – Disseram em uníssono Luna e Artur.

— Maravilhoso! Não quero sair mais daqui. Este lugar dá-me inspiração para escrever. – Pronunciou-se Artur com os olhos brilhantes escrevendo num mini caderno saído de um bolso escondido no uniforme.

— Eu também não, tenho ideias para novas decorações e vestidos fantásticos e originais. – Falou também Luna com os olhos a brilhar de admiração assim como o moreno escritor entusiasmada pegando um caderno não sei donde e começando a desenhar.

— Luna, Artur, nós ainda temos muito que ver. Depois vocês voltam. – Pediu calmamente Estrela já vendo que eles iriam ficar ali horas a fio.

— Deixa nos só acabar de fazer isso e já vamos, sim? É rápido. – Implorou Artur com cara de cachorrinho abandonado.

— Por favor! – Suplicou junto Luna com uma cara ainda mais fofa que a de Artur.

A morena olhou para os outros e eles assentiram.

— Está bem mas rápido. – Disse suspirando Estrela.

Eric deita-se na relva verde do local e começa a observar as nuvens. Estrela senta-se ao seu lado olhando também para cima. Lucas fica de pé olhando o desenho que Luna fazia. E aurora fez o mesmo só que com Artur.

— Aquela nuvem tem forma de sushi! – Pronunciou-se Eric.

— As nuvens têm a forma que tu queres que elas tenham, assim como a personalidade de alguém pode mudar dependente da situação e de pessoa para pessoa. – Comunicou Estrela.

— Filosofa! Agora perdeu a graça toda ver nuvens! – Falou Eric aparentemente irritado, mas fazendo uma cara engraçada.

— Hahahahaha! Desculpa não era essa a minha intenção. – Desculpou-se Estrela rindo da cara de bravo do amigo.

—Não te rias não tem graça nenhuma. – Manifestou-se Eric inflando as bochechas de ar e abanando os braços no ar de forma ridícula. Mas ela não parou de rir. De um momento para o outro mostrou um sorriso diabólico. – Ai não vais parar de rir. Já vamos resolver isso. – Estrela parou assustada. E Eric começou-lha fazer cocegas sem piedade alguma.

— Hahahahahahaha! Para, por favor! Hahahahahahaha! – Pediu Estrela.

— Só quando pedires novamente desculpas! – Respondeu o ruivo.

— Hahahahahahahahahahaha! Desculpa, desculpa, desculpa! – Pronunciou-se Estrela arfando e parando de rir á medida que Eric parava com as cocegas.

— Estás desculpada, filosofa! – Comunicou o ruivo.

— Filosofa? – Inquiriu Estrela estranhando o nome.

— É, agora vou passar a chamar te de filosofa.

— Porquê?

— Porque pareces uma.

— Isso é bom ou é mau?

— Não sei, mas até agora é mau.

— Qual o motivo disso?

— És uma desmancha-prazeres. Acabas te com a minha diversão á pouco.

— Não acho.

— Porquê?

— Porque agora sempre que estiveres triste vais pensar naquilo que eu te disse e vais procurar uma imagem feliz na tua mente e reproduzir para os céus e assim que olhares para lá verás uma nuvem na forma dessa imagem e vais-te aperceber que estás mais feliz. Comigo acontece sempre isso

— E resulta sempre?

— Até agora sim.

— Achas que devo experimentar?

— Sim, mas a escolha é tua não é minha.

— Verdade, e como a escolha é minha eu tomei a livre vontade de…

Estrela pensou um bocadinho para completar a frase do colega mas não teve ideia alguma do que ele diria, então decidiu perguntar:

— De?

Eric suspirou e por fim respondeu:

— De quando ficar triste ir experimentar.

— Ok

— Agora é bom.

— O que é bom?

O ruivo riu um pouco e falou:

— Que é bom seres filosofa, agora. Daqui a pouco não sei.

— Como assim “Daqui a pouco não sei”?

— Simples, posso ficar triste por qualquer motivo e a tua ideia não resultar.

— Já entendi.

Os não paravam de se olhar até que:

— ACABEI. – Gritaram do nada os artistas ao mesmo tempo, assustando todos.

— Que susto não era preciso gritarem. – Repreendeu Lucas massageando os seus ouvidos junto com Aurora.

— Desculpem. – Pediram eles sem jeito.

— Vamos continuar? – Perguntou Aurora.

— Claro a que fica mais perto agora é a biblioteca onde teremos literatura, tecnologia e as horas de estudo obrigatório, obviamente para além das pesquisas que provavelmente faremos – Comunicou Luna vendo o mapa.

— Biblioteca? – Inquiriu Estrela com um brilho nos olhos maior que o de Luna e Artur ao verem o local neste momento frequentado por eles.

Lucas rapidamente agarrou-a por trás a prendendo e respondendo:

— Sim Estrela é a biblioteca agora tem calma já estamos indo. – E começaram a andar, melhor dizendo Lucas começou a andar, e Estrela começou a saltitar baixinho puxando Lucas atrás de si.

— Acho que ela também gosta de livros. – Pronunciou-se Aurora. – Por falar em livros o Artur não devia estar na mesma situação?

— Hahaha! – Riu-se Eric.

— Qual a graça? – Perguntou Luna não entendendo nada.

— É que já faz um tempo que ele pegou o mapa e foi indo. – Quando acabou de pronunciar tais palavras as meninas olharam para as mãos de Aurora onde antes se encontrava o mapa e não o viram, a seguir olharam para os lados e também não viram o Artur olharam para Eric e riram junto com ele.

— É melhor irmos indo se não perde-mos os e o outro mapa está com Lucas. – Falando isto correu até ó corredor onde no fundo se viam uns pontinhos negros que, provavelmente seriam os seus amigos.

— Corre! – Mandou começando a segui-los Eric e logo atrás foi Aurora que os ultrapassou rapidamente.

Encontraram Artur à frente de uma porta lendo um aviso. Aproximando-se dele começaram a ler o que dizia e estava escrito assim:

“ Aviso:

Caros alunos, venho por este meio informar que a biblioteca estará fechada no primeiro dia de aulas das 4h00 da manhã até 17h30 da tarde, agradecemos que depois das 17h30 venham aqui buscar os seus cartões de estudante e os cartões da biblioteca, sobre os quais serão abordados os tratos e os usos de tais durante o discurso da nossa querida e amada diretora.

Atenciosamente,

O bibliotecário da escola: “

— Que pena queria tanto ir à biblioteca. – Lamentou-se Artur e Estrela ao mesmo tempo.

— Vá animem-se, temos muito mais para ver e sempre podemos vir cá mais tarde. – Tentou animar Aurora vendo a tristeza dos dois.

— É a Aurora tem razão. Vamos fazer tempo até ela abrir novamente. Afinal ela não vai fugir. – Pronunciou Eric ajudando Aurora.

Artur olhou para os amigos e perguntou:

— Desde quando vocês estão aqui?

— Desde que nos apercebemos que estavas aqui. – Respondeu Luna com um sorriso divertido no rosto pela distração do amigo.

— Então tá.

—Visitamos o que agora? – Questionou Luna.

— O mais perto é o salão de apresentações. Acho que é onde vamos ter teatro e onde ouviremos o discurso. – Pronunciou-se Lucas. – Fica para aquele lado. – Comunicou apontando para a esquerda.

Ia começar a andar mas foi impedida pela irmã que disse:

— Devíamos visitar outro lugar porque iremos ver esse na apresentação.

— Certo que local veremos então?

— Só falta vermos 3 locais. Um é o ginásio, o outro é a lojinha e ainda temos a enfermaria. – Respondeu Artur olhando para o mapa em suas mãos. – Hum! O ginásio é o que fica mais perto e a enfermaria fica lá bem perto.

— Então vamos ao ginásio consigo velo daqui ao fundo daquele corredor. – Disse Luna.

— Já estamos indo. – Falou Eric a correr já bem longe deles os 4.

Quando chegaram lá viram Aurora e Eric a disputarem um jogo de basquete.

— Uns são as artes, outros os livros e agora também há de desporto será que sou a única pessoa normal aqui? – Perguntou-se Lucas.

Passados alguns minutos, quando ouviram um apito Aurora começou a comemorar, e eles aperceberam-se que junto deles estava um menino de cabelos e olhos amarelos a assoprar o apito, aperceberam-se que o jogo tinha terminado.

— Jogas te bem, mas para a próxima eu ganho. – Proclamou Eric cansado.

— Vai sonhando. – Falou Aurora. Olhando para as bancadas vendo os morenos por lá. — Querem jogar connosco?

— Pode ser! – Falaram os rapazes e Estrela.

— Pensei que a princesinha não jogasse e olha só acertei. Tens medo de partia as unhas é? — Provocou Lucas olhando Luna.

— Não! Simplesmente, não sei jogar e não quero que ninguém perca por minha causa. – Respondeu ela calmamente e sorrindo.

— Precisamos de mais uma pessoa. – Disse Eric.

— Eu posso jogar? — Perguntou o loiro.

—Claro! – Responderam Todos ao mesmo tempo exceto Lucas.

—E quem é que arbitra? É que não me parece que a princesa aqui saiba as regras. – Inquiriu o meio-irmão de Estrela.

— Ei. Eu sei muito bem as regras do basquete. Sei que não se pode andar 3 passos com a bola na mão. Sei que não podemos utilizar o pé. Sei… — Foi falando Luna até ser interrompida por Lucas.

— Já entendi, calma. Podes ficar a arbitrar então.

— Boa.

Os grupos são Luna, Lucas, Eric num e no outro ficaram Aurora, Artur, e o loiro.

Continua...

Notas finais
Qualquer coisa que não compreenderam avisem. Bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.