O insuportável do meu chefe
29 Notícias boas e algumas não tão boas.
Notas iniciais
Anteriormente:
– Damon... Precisamos voltar pra casa. — falo, olhando pra ele, saindo do braço.
– Porque? Está tão ruim assim o filme ou não está suportando seu ex beijando minha filha?
– Primeiro: Estou pouco me fudendo pra aquele filho da puta, mas se ele magoar a April, eu arranco suas bolas. Segundo: Eu estou com um mal pressentimento.
– E em relação a Care? — eu assenti meio nervosa. Ele se levantou do chão em uma velocidade da luz.
– Vão aonde? — perguntou Klaus comendo pipoca.
– No banheiro. — digo para não preocupá-lo. Ele logo "entende" o sentindo, e assente voltando a prestar atenção no filme.
Casa dos Gilbert. Dez da noite.
Abri a porta com medo, enquanto Damon estacionava o carro na outra esquina. Até que encontrei uma cena que cortou meu coração e comecei a gritar feito uma maluca desesperada. Caroline estava caída no chão com uma pequena poça de sangue em sua volta. O sangue ainda tava fresco, então ainda poderia salvar o bebê e a minha amiga. Certo? Era como se ela tivesse caído da escada, mas propositalmente.
– DAMON! AJUDA. — ele apareceu correndo, e quando viu a cena começou a chorar. — Precisamos levá-la pro hospital.
A colocamos no carro cuidadosamente, Damon ultrapassava o limite de velocidade, mas era a vida da minha amiga que estava em risco.
Hospital de Mystic Falls.
– Eu falo com a recepcionista, enquanto você com o Niklaus. — falou Damon tirando Caroline do carro. Ah que legal, eu que fico com a parte de dar a notícia.
– Oi Elena... Cadê vocês? Estou procurando vocês há trinta minutos. Está tudo bem?
– Nós estamos no hospital de Mystic Falls, pergunta pro Matt que ele sabe onde fica.
– O que aconteceu? – disse nervoso.
– Só vem pra cá, o mais rápido que puder, se possível. — suspirei, sentando em uma das cadeiras da sala de espera do hospital, esperando notícias da Caroline e do bebê.
Agora:
– Vou pegar uma barra de cereal pra comer, quer alguma coisa, Lena?
– Água... Eu quero água. — sussurro, deixando as lágrimas caírem pelo meu rosto.
– Ok... Volto em um minuto. — deu um beijo na minha testa, saindo da minha vista.
Klaus chegou no hospital, vinte minutos depois, atropelando todos a sua volta, assim que me viu acelerou mais o passo e me abraçou choroso.
– Vai ficar tudo bem, Elena. — falou sussurrando em meu ouvido, tentando me... confortar? Seria cômico se não fosse trágico.
– Não deveria ser ao contrário? Até porque, você é o namorado e o pai da criança. — digo, ainda abraçada a Klaus tentando me fazer de forte e não chorar, mas era impossível.
– Você é a melhor amiga desde sempre, só a conheço à sete anos... Gosto bastante da Carol, mas não posso competir com alguém que a conhece desde que nasceu. — dá um meio sorriso, desfazendo o abraço.
– Klaus, quando eu e o Damon voltamos em casa, encontramos a Car caída no chão. Não acho que ele percebeu, mas a maneira que ela se encontrava parecia que foi proposital, que alguém a empurrou.
– Não! Vadia! Vou matar aquela vadia... — disse socando a parede do hospital, me deixando assustada.
– De quem você está falando? — pergunto meio confusa.
– Hoje, recebi uma mensagem anônima me dizendo para tomar cuidado do que é meu ou sofreria as consequências. E que a culpada do que iria acontecer seria da "Eleninha" já que ela não aceitou sua proposta. Achei estranho no começo, mas me lembrei daquela tarde maldita, quem foi a única pessoa que te chamou por esse apelido?
– Katherine. — falo tentando acompanhar seu raciocínio. — Espera aí, você está querendo falar que aquela biscate é a culpada por a Caroline estar nesse hospital?
– Sim, tenho certeza absoluta. Ela é bem esperta, sempre que manda mensagem, o número está bloqueado ou o celular não existe.
Abri a boca para falar alguma coisa, mas quando vi Damon se aproximar, resolvi mudar de assunto, falando coisas sem sentindo. Klaus pareceu entender, e continuar a falar coisas sem sentindo.
– Klaus... Faz muito tempo que você chegou? — perguntou Damon me entregando a garrafinha com água.
– Uns dois minutos. — falou, roubando uma parte da barra de cereal de Damon.
A porta do hospital se abriu, olhamos para a porta ver se conhecíamos a pessoa e infelizmente sim. O barulho do salto alto agulha preto incomodava meus ouvidos, e olha que estava acostumada a ouvir esse tipo de barulho por causa de Caroline. Mas só porque era Katherine já me enjoava.
– Amor, eu vim o mais rápido possível, assim que eu recebi sua mensagem. — falou, dando um selinho rápido no meu namorado. Espera, você disse isso mesmo? Awn, progresso!
– Kath, eu estou com a Elena, e que mensagem? Eu não me lembro de ter te mandado nenhuma. — falou, se afastando de Katherine, segurando minha mão. Chupa vadia!
– Aqui... Está escrito: "Kath, meu amor, Caroline está no hospital de Mystic Falls. Vem pra cá o mais rápido possível. Beijos do seu Damon."
– O que? Você mandou uma mensagem pra essa vadia? Porra, você é muito anta mesmo, Salvatore. — falo com raiva.
– Eu não mandei mensagem pra ninguém, caralho.
– Se não acredita em mim, checa no seu celular, amor... — sorriu vitoriosa. Damon pegou o celular dizendo que não tinha feito nada disso, mas quando olhou, seu sorriso murchou.
– Lena, me deixa explicar, eu juro pra você que não mandei porra nenhuma de mensagem.
O ignorei, sentando em um dos bancos mais longe dele, Klaus se aproximou de mim, tentando descontrair o clima tenso que se iniciou contando uma história dele com a irmã, Rebekah, acho. Mas estava tão puta que nem o escutei. Alguns minutos se passaram, diga-se trinta, e um médico moreno chamou pelo nome de Caroline. Eu e Klaus nos aproximamos dele esperançosos de nada ter passado de um pesadelo e um susto. Ele estava com um meio sorriso no rosto, então seria um bom sinal.
– Sou Niklaus Mikaelson, o namorado e pai da criança que ela está esperando... Por favor me diz que eles estão bem porque... — falou tudo atropelado.
– Calma meu jovem. — ele riu um pouco, mas ficou sério de repente. — Caroline está repousando, ela teve uma noite estressante. Tenho uma notícia boa e uma, nem tanto. Querem alguma qual primeira?
– A boa... Preciso de coisas boas. — falamos juntos. Não existia o lado ruim da história, então era um pouco de alivio.
– Caroline e o bebê estão bem... Fizemos um exame nela que aponta que apenas foi susto. Mas se vocês demorassem mais um pouco para socorrê-la, ela poderia perder o bebê, então foi pura sorte.
Salvatore, Klaus e eu suspiramos alivados, minha amiga e o bebê estavam bem. Tudo pela bondade do nosso Senhor.
– E a notícia mais ou menos? — perguntou Katherine entediada, encarando as unhas.
– Ela precisa de uma transfusão de sangue, pois perdeu muito assim que rolou as escadas. — disse simpático. — Precisamos fazer alguns exames para ver se o sangue de algum de vocês é compatível ao dela. Ou colocamos ela na lista de espera, mas isso demora um pouco mais. O que vocês preferem?
Nos encaramos por alguns minutos, esperando uma resposta, afinal Caroline não estava cem por cento bem, até tomei uma decisão.
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