Notas iniciais
Boa leitura

Acordei em um lugar estranho,não era o hospital,não era meu quarto e parecia ser o quarto de ninguém. Olhei em volta,era um lugar fechado,sem nenhuma luz do sol,só havia eu e uma cadeira que eu estava sentada.

–Gostou do lugar Rose?-Disse uma voz amargar,mas familiar. Um frio percorreu minha espinha.

Não queria olhar,e não iria.

–Não olhe Rose,feche os olhos.-Disse alguém do meu lado,olhei para a pessoa que havia falado comigo,era aquele homem que entrou em casa. -Não olhe.-Ele repetiu e eu acenti.

–Cale-se Dimitri!-Disse aquela voz novamente,e logo ouvir um barulho como se alguém tivesse levado um soco.

Fechei meus olhos com toda a força.

–Rose,está com medo de mim?-Disse novamente a voz,eu não iria olhar,eu não podia acreditar que ela estava ali,não podia ser ela.

–Olhe Rose!-A voz gritou,eu queria chorar,,eu não podia imaginar ela assim,não ela. Lutei para manter minha cabeça aberta,não pense nela,não pense nela.

–Eu vou,mas eu volto E quando voltar eu espero que veja no que me transformei.-E saiu,abaixei a cabeça e abri os olhos.

–Dimitri?-Perguntei e olhei para o lado,meu estômago revirou ao ver a cena,ele estava sentado ao meu lado também amarrado e estava com alguns cortes no rosto,e percebi que ela havia dado um soco na sua barriga.

–Espere,eu consigo me soltar.-Falei forçando minhas mãos atrás de mim.

–Não...Você vai se machucar.-Ele falou com dificuldade,eu não deixaria ele assim,não mesmo.

–Não,eu posso,está tudo bem,eu vou dar um jeito.-Falei e comecei a mexer minhas mãos lentamente para um lado e depois pra outro,a corda começou a rasgar minha pele,senti arder,mas deixei de lado,Dimitri precisa de ajuda,Dimitri precisa de mim.

–Roza...Sua mão...Esta sangrando...-Ele falou com um leve Gemido na voz.

–Não importo,você precisa de ajuda.-Falei e soltei uma mão,depois de muito esforço,olhei para ele e soltei a outra. Olhei para minhas mãos e sim,ele estava certo,minhas mãos sangravam e ardiam.

–Esta doendo não é?-Ele perguntou quando me agachei perto dele e comecei a soltar suas cordas.

–Não importa.-Falei e soltei,ele caiu em meus braços fraco. Só tinha uma solução para ele ficar bom.

–Venha,morda.-Falei abaixando a alça da minha regata,ele me olhou espantado.

–O que? Eu nao posso...-Ele começou a falar se afastando.

–Você quer sair daqui a salvo não é?-Falei olhando no fundo dos seus olhos.

–Só se você for também...-Ele falou e eu mordi meu lábio.

–Você me quer viva?-Perguntei,eu sei que estava pegando pesado,mas eu tinha que usar isso ao meu favor.

–Sim,claro que quero.-Ele falou e eu suspirei.

–Então me morda,assim você ficará forte,podemos fazer isso juntos.-Falei esperando ele me morder.

–Você pode ir sozinha.-Ele falou tentando em convencer.

–Eu não vou a lugar nenhum sem você,eu não vou deixar você sozinho.-Falei e estracalhei minhas mãos em seu pescoço trazendo ele de encontro ao meu próprio pescoço,senti sua respiração ofegante no meu pescoço fez todos os meus pelos se arrepiarem.

–Agora morde,por favor...-Sussurei no pé do seu ouvido,nós Dhampirs temos uma pequena pressa,já que nascemos de Moroi e outros Dhampir. Senti as pressas de Dimitri no meu pescoço e aquela sensação ótima me invadir,Gemi em seu ouvido

–Dimitri-Gemi sem querer,ele tirou suas presas mas passou a língua na região que mordeu, o que me fez gemer mais uma vez.

–Cuidado.-Ele falou me segurando,eu estava tonta graças a mordida, mas tanto faz ele está bem.

–Vamos. Agora. -Falei me colocando de pé e puxei ele para fora do quarto.