O ilustrador de ilusões

7 Eu te perdoo querido Robert.


Ao sair da galeria, Maynard dava passos largos para chegar mais rápido em casa e ver o que havia de errado com aquele quadro. Ouviu alguém sussurrando algo, mas não achou que fosse ela. Continuou andando, porém com ligeira aceleração. Olhou para trás vendo se não tinha ninguém. Olhou de novo e viu a imagem dela projetada na nos muros das casas perseguindo-o.

— O que aconteceu? (Ele perguntou percebendo que não a afastaria).

— Desculpe a minha insistência, mas percebi que tu me chamastes antes de me recompor. (Disse com total formalidade, típica do século que aparentava vir).

— Eu não chamei ninguém não. (Ele mentiu).

Além de assustado ele estava envergonhado, pois as pessoas passavam abismadas pensando que estava louco.

— Estou perdendo a paciência com vossa senhoria, Robert.

— Robert?Não me chamo Robert, meu nome é Maynard.(Quase tropeçou em uma pedra).

Estava andando tão rápido, que as pessoas tinham que se esquivar dele se não quisessem ser arrastadas.

— Ótimo, agora mudou de nome também. (Sua irritação se tornava visível).

— Podemos conversar em outra hora, por favor?(Falava olhando para o chão, dando às vezes pequenas olhadelas virando os olhos apenas 30° para a esquerda).

— Não, não podemos.

— Preste atenção. (O rapaz indagara com irritação, parando no meio do caminho).

— Eu não me chamo Robert, não quero conversar com você e não amo você.

Maynard disse isso tão alto que um homem olhou para ele e disse:

— Senhor se você pretende dizer isso para uma mulher, não diga.

Se distraindo com o homem, ele olhou de volta para a parede e viu que a mulher da pintura havia sumido.

Maynard voltou arrependido para seu apartamento. Não era sua intenção ofende-la, porém ele não sabia como se dar com uma mulher, nem que fosse feita de tinta. Colocou a tela na sua frente e pediu diversas desculpas a ela. Disse que estava arrependido e que podia chamá-lo de Robert se quisesse. Vendo que não adiantaria resolveu elogia-la. Falando de seus traços delicados, cabelos tão loiros e enrolados, olhos tão claros e doces, sua linda forma não era merecedora de aceitar desculpas de um mero pintor. De repente, ela começou a se mexer, olho-o com carinho e disse:

— Eu te perdoo querido Robert.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.