O idiota mais que perfeito
14 Capitulo XIV
Eu não sabia se aquele momento era o mais apropriado para conversar. Ele levantou-se.
— Vou tomar uma ducha, quer ir comigo?
— Vai você primeiro.
— Tem certeza?
— Humrum. – Ele me deu um beijo e foi para o banheiro.
Peguei seu moletom que estava jogado no chão e o apertei contra mim. Eu amava seu perfume, me fazia delirar.
— Meu Deus, que zona! – Nossas roupas estavam espalhadas pelo quarto, e eu sorria em ver aquilo.
Eu consegui!
Novamente me vesti com a blusa social enquanto esperava ele sair.
Um tempinho depois ouço a porta se abrindo, e o vejo só de toalha. A água escorria em seu corpo o deixando mais sexy do que já era.
— Ai, acho que tá ficando quente aqui! – Disse me abanando.
Ele sorriu.
— Você não estaria assim se tivesse tomado banho comigo.
Dei um soco de leve em seu ombro.
— Aqui. – ele me entregou uma toalha branca. – Não se preocupe, eu não vou espiar você, por mais que eu queira.
— Nem tente! Safado. – Sorri e fui em direção ao banheiro.
Tomei um banho não tão rápido, tinha muita coisa para assimilar.
Assim que saí, o quarto estava arrumado, e havia uma lingerie branca que ainda tinha etiqueta acompanhado de um moletom cinza. Ao lado havia um bilhete.
“Garanto que esse não ficará tão curto. Fui à cozinha preparar algo para nós dois.”
Vesti-me e fui arrumar meus cabelos. Céus eu não acredito que eles estavam assim na frente do Yoongi.
Logo, ele aparece com uma bandeja, com sanduiches e suco de laranja.
— Garanto que de uma próxima, faço uma comida mais convidativa. – Ele sorriu.
— Já está presumindo que vai ter uma próxima? – Sorri de volta.
— Humrum. – Ele me deu um beijinho no nariz.
— Além de roubar a minha frase né.
— Você também usou minhas próprias palavras contra mim.
— Idiota. – Peguei um sanduiche.
Comemos e ele levou a bandeja para cozinha.
É, vai ter que ser agora.
Ele voltou para o quarto.
— Yoongi, eu gostaria de conversar com você.
— Claro baixinha. Pode falar. – Ele sentou-se na minha frente.
— É uma coisa um pouco chata, depois do momento maravilhoso que tivemos, mas eu não posso adiar.
— Vindo de você, eu vou ouvir.
Eu pausei, e então iniciei uma frase.
— Eu tinha quinze anos. Era feliz, era amiga de todos, meus pais ainda eram casados e ainda amavam um ao outro. Eu tinha de tudo, mas ainda sentia um pequeno vazio em meu coração. Foi então, que na escola um garoto começou a olhar para mim, e no início eu não devolvia esse olhar, mas com o tempo, eu acabei ficando curiosa. – Eu pausei e respirei fundo, ele olhava para mim, prestando atenção em cada palavra que eu falava. – Ele veio até mim, e perguntou meu nome e assim fiquei sabendo do seu: Jefferson Collins.
Ele assustou-se por eu estar contando sobre aquilo.
— Baixinha... Se for difícil para você, eu posso esperar. Não tenha pressa.
— Eu quero falar. Quero me livrar de tudo isso de uma vez só. – Ele assentiu e então eu continuei. – Ele era gentil comigo, e então me chamou para sair. Dava-me rosas lindas, caixas de chocolate, ele aparentava ser um garoto perfeito. Mas muitas pessoas me alertaram sobre ele, dizendo que ele não era digno de uma garota como eu, mas eu deixei de lado o que as pessoas falavam e fui seguindo com ele. O Jefferson me pediu em namoro pouco tempo depois, e então as coisas foram esquentando, ele queria mais de mim, mas eu sabia que não estava pronta para dar aquele passo. Ele se zangava um pouco com isso, mas depois deixava passar. Então, uma colega de classe me falou que ele me traia, eu obviamente não acreditei, mas ela tinha uma prova daquilo: Uma foto dele e da minha ex-melhor amiga. De inicio eu não sabia o que falar, não tinha reação, até que comecei acreditar. Fiquei sem ir para o colégio por três dias, fingi estar doente para os meus pais, então ele me deixaram ficar em casa. Até que finalmente resolvi tomar providência daquilo. Era uma noite de sábado e então fui para a casa do Jefferson, ele morava só. Bati na porta e quem atendeu foi a vagabunda da Brenda, que estava seminua. Ela vendo que era eu correu e foi se vestir. Eu entrei e vi o Jefferson enrolado nos lençóis a chamando para voltar para cama, e quando ele me viu, ficou em choque. A Brenda se vestiu rapidamente e foi embora ficando somente eu e ele. Então eu disse: “Você não se contentou comigo e foi procurar transar com minha melhor amiga.” Eu não tinha mais o que chorar então tudo o que eu tinha era só uma expressão seca estampada em meu rosto. Ele disse: “Melissa, não foi por mal que fiz isso, você sabe, eu sou homem, tenho minhas necessidades.” “Mas porque de todas as mulheres tinha que ser logo ela?” “Ela chegou a mim primeiro e eu não resisti.” Então eu disse que tudo estava acabado entre nós, e eu não queria vê-los nunca mais em minha frente. Ele gritava me pedindo perdão, e eu gritava dizendo que não. Foi então que eu me dirigi à porta da rua e ele me perseguiu me agarrando e me beijando a força. Eu tentava o empurrar, mas ele era mais forte do que eu, então eu chutei sua canela o fazendo cair, ai eu fui correr, mas ele agarrou meu pé e começou a me chamar de vadia. “Você sua virgenzona, não quis dar para mim, e agora fica se lamentando por eu ter pegado outra, não seja por isso, vamos resolver seu problema agora” Ele começou a rasgar minhas roupas e a me beijar forçadamente, eu estava em estado de pânico então descobri que poderia chorar mais um pouco. Eu batia nele e ele tentar me segurar até que ele achou uns cacos de vidros de uma garrafa quebrada e pegou um pedaço e começou a me ameaçar. Minha única reação foi gritar então ele passou o vidro em mim, especificamente em meu seio. Eu gritei de dor e em reação o chutei, levantei-me e sai correndo. Por sorte estava de casaco, não fiquei totalmente nua na rua.
O Yoongi estava sério, com uma expressão de ódio.
— Esse desgraçado! Ele fez isso com você? Como pode ter coragem. – Eu coloquei minha mão em seu rosto o pedindo calma. – Como você pode suportar tudo isso sozinha? Seus pais não sabiam?
— Não, nunca contei a eles. É tanto que nem ao hospital eu fui o corte não era tão profundo, então pesquisei algumas coisas na internet e eu mesmo me mediquei. Fiquei dias trancada em casa, meus pais me permitiram, pois disse a ele que o Jefferson e eu terminamos.
— A vontade que eu tenho é de matar esse filho da puta! Como um homem pode ser capaz de fazer isso?!
— Bem, isso agora é passado, agora eu tenho você.
— Sim baixinha você tem a mim. Eu nunca vou decepcionar você.
Ele colocou sua testa na minha, e assim ficamos por um tempo.
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