Notas iniciais
Hey, e ai prontas para o nosso décimo capitulo? Tenham uma boa leitura! ♥

Acabei adormecendo em seu peitoral, embriagada no aroma de seu perfume.

Não posso dizer que o amo, mas algo me atrai muito a ele. Sabe aquela lei de Coulomb que as cargas opostas se atraem? Então, era esse o caso entre mim e ele.

Acordei cedinho só para poder olhar ele dormindo. Meu Deus, o que está acontecendo comigo?

Acho que ele vai para casa dele hoje, estou um pouco triste de me despedir dele em pleno domingo.

Ele já estava acordando.

— Bom dia!

— Bom dia, linda. Estava me olhando enquanto durmo?

— Humrum, e tenho que admitir que é muito fofo, me arrependo de não ter tirado uma foto!

— Colocando minhas próprias palavras contra mim? – Estávamos gargalhando.

— Jura que você tinha falado isso? Nem percebi! – Voltei a deitar em seu peitoral, e ele passou seu braço por mim.

— Vou ficar com saudade desse quarto.

— Você vai hoje mesmo?

— Sim baixinha, antes que meu pai venha arrancar o couro de minhas costas.

— Que triste. Já estava me acostumando com isso. Acordar com você do lado.

— Podemos sempre repetir a dose. – Ele deu um belo sorriso travesso.

— Safado! Bem, vou tomar um banho no outro quarto, e deixar você a vontade.

— Tenha um belo banho baixinha. – Peguei minhas roupas e fui a outro quarto.

Enquanto a água deslizava pelo meu corpo, relembrei a noite passada. Nossa! Aquilo foi demais, nunca havia experimento isso. Sei que para muitos não parece nada, mas para uma virgenzona que nem eu foi um máximo!

Por mais safado que o Yoongi seja ele foi bem respeitoso comigo, delicado e cuidadoso. Ele ainda se lembra do Jefferson, e por isso quer ir com calma. Se não fosse esse desgraçado eu não teria que ficar com alguém tendo medo.

Terminei meu banho, coloquei uns shorts e uma regata com uma rasteirinha. O sol prometia para o dia, então não precisava de um exagero nas roupas.

Desci para a cozinha e encontrei o Yoongi sentado em uma das cadeiras que tinha na bancada. Aquele perfume eu podia conhecer de longe.

— Bom dia Ana!

— Nossa quanta felicidade, parece até que viu um passarinho verde!

Olhei para o Yoongi e ele já estava me encarando com aquele sorriso safado. Retribui o gesto.

Tomamos café e fomos até a garagem pegar um dos carros.

Pegamos um sedã preto.

— E então aonde quer ir? – Ele estava dirigindo.

— Eu gostaria de conhecer a sua casa. Mas caso não poder, eu espero outra oportunidade.

— Oh baixinha, eu queria tanto que você fosse lá, mas meu pai deve estar virado de raiva por eu ter desaparecido por dois dias.

— Ei, relaxa, tudo bem. Então aonde vamos?

— Que tal o parque? Aquele que você me deu uma joelhada, pegou a chave da minha moto, cartei e celular? – Eu sorria perante a lembrança.

— Não é uma má ideia!

Chegamos ao parque. Estava movimentado, cheio de barraquinhas. Acho que seria divertido ficar lá com ele.

Andamos um pouquinho, e ele se aproximou e segurou minha mão. Achei aquilo muito fofo da parte dele.

— Quer comer alguma coisa daqui? – Ele apontava para uma barraquinha que vendia algodão doce, brigadeiros entre outros.

— Não obrigada. Mas eu quero que você ganhe aquilo lá. – Apontei para uma barraquinha de tiro ao alvo.

— É moleza! Vamos.

Chegamos à barraquinha, ele pagou ao proprietário. O jogo era: De cinco balas, acertar pelo menos três.

Tentou a primeira e falhou, a segunda foi o mesmo.

— Calma amor, você consegue. – Coloquei a mão na boca devido à palavra que havia saído da minha boca.

Ele olhou para mim com espanto, mas, com alegria também.

Mais uma vez ele mirou e acertou e isso se repetiu nas ultimas duas chances.

— Aeee! – Joguei-me nos braços dele em sentido de comemoração e ele me abraçou apertado.

— Parece que sua namorada lhe trouxe sorte! Escolha qual ursinho você quer.

Senti-me incomodada com a palavra namorada.

— Eu quero aquele gatinho, para quando ela o olhar, lembrar-se de quão lindo eu sou. – Ele pausou e me encarou. – E sim, eu sou muito sortudo de ter ela.

Corei imediatamente.

Ele me entregou o gatinho de pelúcia.

— Obrigada.

— Não precisa agradecer. Qual nome vai colocar nele?

— Hum... Açúcar!

— Por que açúcar?

— Para lembrar o quão doce você é!

Ele abaixou um pouquinho e me deu um selinho.

— Obrigado. – Ele sorriu e eu terminei de me derreter.

— Por que está me agradecendo?

— Por ter me tornado tão doce assim.

Sorrimos um para o outro e continuamos andando.

Chegamos ao carro.

— Bem, agora seu carro irá me levar a minha casa. Ai você irá saber onde eu moro.

Andamos mais alguns quarteirões, e chegamos a casa dele. Era uma enorme propriedade, com muros brancos e portões negros. De fora dava para ver o jardim que era belíssimo e um pouco da piscina.

— Chegamos. É aqui que eu moro baixinha.

Estava triste por ele ter que ir.

— Então, até amanhã.

— Sim. Ah eu vou buscar você, e durma com o açúcar, ele será um quase substituto meu.

— Não vai ter graça dormir com ele, não tem seu cheiro!

Ele se virou para o banco traseiro pegando sua mochila. Abriu um dos bolsos e retirou uma embalagem preta, presumi que era o perfume dele.

— Vem cá Açúcar. – Ele pegou o gatinho de pelúcia e borrifou um pouco do perfume. – Agora vá para a sua dona, e cuide dela enquanto eu não estiver perto.

Ele me entregou o Açúcar e abriu a porta do carro.

Eu segurei pelo seu braço.

— Espera. – Aproximei-me e dei um beijo. Ele correspondeu e foi um doce e calmo beijo. – Tchau!

— Até amanhã baixinha!

Sentei-me no banco do motorista e dirigi-me a minha casa.

Notas finais
E ai, o que acharam desse doce capítulo? espero realmente que tenham gostado. Um beijo de luz ♥