O idiota mais que perfeito
7 Capitulo VII
VISÂO MELISSA
— Saia de perto dela seu desgraçado! – Alguém puxou o Suga pala longe de mim, eu não me sentia confiante, mas estava esperando pelo beijo. Acho que enlouqueci de vez.
Reconheci o rapaz, era o Joon Ki.
Eu ouvi o barulho de um soco então ele acabou derrubando o Yoongi.
Pelo que consegui ver, ele tentou se defender, mas, o Joon Ki agiu mais rápido.
Agora ele socava o rosto do Suga, e eu estava perplexa sem reação. Até que pensei em gritar.
— Não! – Chorava mais que tudo, como se fosse novidade né. – Não faz isso com ele!
— Ele... Tentou... Agarrar... Você – O agressor estava ofegante. Pulei em cima dele.
— Para! Você tá machucando ele. – Ele me empurrou.
— Eu estou defendendo você, e é assim que me agradece?
Ouviram-se os gritos de dentro da loja, os amigos do Yoongi vieram para ajudar. Arrancaram o Joon Ki de cima do pobre garoto, que estava todo machucado.
Eu coloquei a cabeça dele em meu colo e percebi que ele estava desacordado.
— Gente, alguém ajuda! Ele tá desmaiado. – Eu estava realmente muito desesperada.
O mais alto entre os amigos que estavam ali, disse:
— Nós não podemos leva-lo até o hospital, o pai dele pode até mata-lo! E nem para as nossas casas, pois nossos pais são amigos.
Acho que ele se chamava Namjoon.
— Para minha casa, levem-no para lá. – A Min Jae estava espantada com o que via.
O que parecia mais novo dentre os amigos foi reclamar com o Joon Ki.
— Você tá louco? Quer morrer? – Este era o Jung Kook. Ele empurrava o desgraçado.
— Olha, eu vi ele em cima dela, pensei que fosse um estuprador ou algo assim.
— Eu pedi para você parar, ele é meu namorado! – Tá, eu menti, mas foi por uma boa causa. – Você ficou louco, poderia ter feito um dano maior.
— Mas... Mas você estava dando em cima de mim!
— Ficou louco garoto! Você que veio atiradinho.
— Gente coloquei o Yoongi no carro, alguém tem que ir com ele para segurar a sua cabeça. – E este era o Jin.
— Eu vou! – Me prontifiquei a acompanha-lo, afinal ficaria em minha casa.
— Eu vou pegar umas roupas do Yoongi, essas estão sujas de sangue. – Falou o maknae.
Fomos correndo para minha casa.
— Ana, chama um médico, corre! – Ela viu o garoto desmaiado e ensanguentado e correu.
— Onde eu o coloco? – Perguntou Namjoon.
— No meu quarto. Por aqui.
O deitaram em minha cama, eu estava nervosa andando de um lado para o outro.
— Calma, ele vai ficar bem. – Um garoto fofo tentava me confortar. – Ah! Eu sou o Jimin. Lamento nos conhecermos assim.
— Prazer, sou Melissa.
— Não chora, ele é forte, vai superar essa!
Finalmente o médico havia chegado.
— Por favor, todos se retirem do quarto.
Eu não queria sair, queria ficar ali com ele, cuidar dele.
Todos nós obedecemos, e a Ana chegou até mim.
— Esse não é o tal idiota que você sempre esculhamba? O que ele tá fazendo aqui?
— Ana, ele tá assim por minha causa. – Ela mais uma vez me abraçava. – Um cara que eu conheci hoje pensou que ele era um estuprador e fez isso com ele.
— Oh querida, não foi sua culpa.
— Cheguei com as roupas. – Jung Kook estava com uma mochila nas mãos.
Ele me entregou.
— Obrigada!
Minutos se passaram e o médico ainda estava lá. Não havia mais unhas para roer, e já estava quase ferindo o dedo.
Ele saiu.
— Bem, não foi nada de mais. Foram só alguns machucados, eu já limpei os ferimentos. Indicarei uma pomada para auxiliar na cicatrização, para desinchar e para que não inflame.
Ele entregou um papelzinho, então o Hoseok segurou.
— Eu vou à farmácia.
Ana pagou o médico e pediu por sua descrição.
Eu estava desesperada, entrei feito uma louca no quarto para verificar se ele estava bem.
Sua boca estava machucada, as bochechas também e havia um olho roxo.
— Não! – Coloquei a mão na boca. – Esse desgraçado vai pagar pelo que fez com ele.
O Hoseok entrou no quarto junto com os outros garotos. Todos estavam com raiva pelo que aquele homem havia feito com o Suga.
Ele se aproximou e entregou a pomada.
— Olha, já vamos, mas aqui está o nosso contato caso precise de algo. Pode chamar a hora que for. – Ele me entregou um papelzinho anotado com alguns números.
— Obrigada mais uma vez. – Eles se retiraram.
A Ana entrou.
— Meu Deus, quem usou tanta violência e por quê?
— Ele vai pagar Ana.
— Filha não fique assim. Olha, vou preparar um quarto para você descansar, eu fico aqui com ele caso acorde.
— Não Ana, não precisa, eu fico aqui com ele.
Ela saiu do cômodo.
Eu me deitei ao seu lado e fiquei brincando com seus cabelos negros, era macio. Assim acabei adormecendo.
VISÂO YOONGI
Eu acordei no meio da noite, com uma dor de cabeça semelhante à ressaca das brabas.
Olhava de um lado para o outro sem saber onde estava, mas sentia que já havia visitado aquele lugar.
Meu peitoral e abdômen doíam muito, isso dificultava que eu me levantasse. Até que a vi ali, deitada do meu lado, com a roupa manchada de sangue.
Ela foi abrindo os olhinhos.
— Y-Yoongi? Você está bem? – Agora os seus olhos ficaram grandes expressando espanto.
— Oi baixinha. O que houve? Estou com uma dor horrível. – Tentei novamente me sentar na cama.
— Shhi... – Ela interrompeu minha tentativa falha de me mexer. – Você está um pouco machucado, por favor, não se mecha muito. Não lembra o que houve?
Mexi minha cabeça sinalizando um não.
— Eu estava sozinha no beco e você me seguiu. Quando ia me beijar, o louco veio e espancou você. Sinto muito pelo que aconteceu. Estou com uma puta raiva daquele desgraçado.
— Calma bravinha, mas o que eu faço na sua casa?
— Seus amigos falaram que você não poderia ir ao hospital, pois seu pai te mataria, e nem poderia ir para casa deles, pois estava arriscado o seu pai descobrir, então pedi para que te trouxessem para minha casa.
— Mas, e o seu pai?
— Ele está viajando, e só volta quarta. Relaxa.
Eu a olhei de cima abaixo procurando algum hematoma. Se ele a machucou, o caçaria até no inferno.
— Seu joelho está sangrando.
— Ah, — Ela colocou a mão em cima para esconder o machucado. – quando fui socorrer você, ele me empurrou, mas não se preocupe, não está doendo.
— Agora que eu quero matar esse desgraçado!
— Calma, não se agite muito. – Ela levantou da cama. – Vou ao banheiro pegar um pouco de água e umas toalhas. Você está todo sujo.
— Não precisa fazer isso. – Segurei a mão dela.
— Eu quero.
Ela saiu andando para o banheiro que tinha no quarto.
Ela me odiava, então por que fazer aquilo? Por que cuidar de mim? Eu queria muito descobrir isso.
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