O idiota mais que perfeito
26 Capítulo XXVII
Notas iniciais
VISÃO JIMIN
A Mel e eu marcamos de nos encontrar para “ultima noite dos amigos”. Ela partiria para os EUA amanhã cedo e eu ficaria um bom tempo sem ver seu rosto.
Estaciono meu carro em frente a casa dela e buzino. Logo vejo um ser pequeno vindo em direção a mim, ela estava com um sorriso no rosto, mas sabia que ela estava tentando o seu melhor para não transparecer a sua tristeza.
Gostaria de poder pegar um pouco da dor que ela sente, assim talvez aliviasse...
— Oi... – Ela diz tímida abrindo a porta do carro. – Então, aonde vamos?
Passeio meus olhos por ela, que se esforçou para se arrumar. Ela estava em uma blusa branca com calças rasgadas nos joelhos um sapato meio coturno meio salto e uma jaqueta de couro negra. Era o estilo dela, só que um pouco mais sofisticado.
— Tenho uma surpresa para você! – Esbocei um sorriso.
— Hmmm, o que é? – Ela sorri ansiosa.
— Se eu contar vai deixar de ser uma surpresa! – Vendo seus olhos.
— Para que isso Jimin?
— Logo você descobrirá.
Dou partida no carro e estou indo em direção ao meu lugar especial... Gostaria muito que ela tivesse uma ótima lembrança quando se lembrasse de mim e de sua vinda à Seul, apesar de saber que a sua dor esconderia este pequeno momento de felicidade e de outros momentos felizes que passamos juntos.
Depois de quase uma hora dirigindo e ela me enchendo de perguntas sobre todo esse mistério, estaciono o carro e corro para abrir a porta do passageiro e ajudando ela a sair do carro.
— Agora vamos andar um pouco. – Digo segurando sua mão e depositando minha mão em sua cintura para poder guia-la melhor.
— Falta muito para chegarmos?
— Estamos quase lá... E, pronto. – Retirei à venda de seus olhos.
— Uau! – Ela leva as pequenas mãos para a boca escondendo um belo sorriso. – Esse lugar é lindo, Jimin!
Ela estava encantada pela quantidade de estrelas que havia no céu e por todas as luzes acesas de Seul. Realmente era uma vista linda para se olhar.
— Você gostou?
— Se eu gostei? Eu amei! – Ela virou-se para mim, sorrindo. – Como achou esse lugar?
— Eu venho aqui às vezes, aqui é bom para se pensar. Vem. – A puxo pela mão. – Deu muito trabalho, mas eu consegui.
— Até uma barraca você montou, com direito a fogueira e tudo mais...
— Tem marshmallow também, e umas comidinhas caseiras.
— Obrigada! – Ela me encara e logo depois abre um largo sorriso.
— Já disse: Não precisa agradecer. Para você sempre dou o meu melhor, e eu estar dando meu melhor faz você abrir esses sorrisos lindos e sinceros, me esforço com o maior prazer.
— Jimin, vou sentir tanto sua falta... – Ela tenta limpar uma lágrima que havia deslizado em sua bochecha.
— Ei, não chora. E não vamos lembrar-nos disso agora, vamos nos divertir, ok?
Ela assenti e vem para o meu lado me abraçar.
Sentamos um ao lado do outro em um banco que tinha. Colocamos nossos marshmallows no espeto, e colocamos para assar no fogo.
— Está frio não acha?
— Um pouco. – ela tenta se aquecer esfregando seu braço.
— Espera... – Entrei na barraca e peguei um de meus casacos. – Aqui, veste.
— O-obrigada. – Ela gagueja um pouco. – Tem seu cheiro. – Faz menção em cheirar o casaco.
— Você gosta?
— Hum?
— Do cheiro.
— Oh, sim. Ele me deixa calma, acho que é por isso que abraço tanto você. – Sorri. – Vou sentir falta de abraçar você quando eu quiser.
— Também vou... – Nossos olhares ficaram vagos encarando a fogueira. – Fiquei sabendo da corsa que você deu na Hae.
— Ah, sim... Precisava fazer aquilo, ela mereceu.
— Sim ela mereceu, eu queria poder ter visto. – Sorri.
— Aqui tá tão gostoso! – Ela se aninha ao meu lado.
Espanto-me um pouco pelo carinho, mas logo relaxo o corpo e a abraço.
— Queria que pudesse ser sempre assim... Aish, será que eu deveria me mudar para os EUA?
— Seria ótimo! – Ela ri.
Ela retira seu espeto e o assopra e logo o leva a boca.
— Hum... Tá gostoso!
Fiz o mesmo.
— O meu não tá tão gostoso assim não! Deixa eu provar o seu.
— Jimin, não rouba! – Tarde demais, já tinha abocanhado o marshmallow e ela estava rindo.
— É realmente o seu tá mais gostoso.
Logo ela me encara e seu sorriso desaparece do rosto, mas continua com uma expressão leve e alegre, mas, um pouco apreensiva.
— Jimin... – Ela se aproxima. – Antes de ir, queria uma coisa sua.
— Pode falar... Desdobrarei-me para fazer sua vontade.
Ela não fala nada e somente se aproxima quebrando o olhar apenas para encarar meus lábios. Então ela me beija.
É um beijo doce e delicado, sem pressa. Senti o tempo parar ali, correspondendo ao seu bom e doce beijo.
Fale com o autor