Notas iniciais
Annyeong pessoas! Bem estou aqui para mais um novo capítulo que foi escrito com muito amor e carinho (nossa gente como tô sentimental T.T) espero que gostem.

Já era de tarde e eu já estava dentro do avião esperando a decolagem. Estava com um aperto no coração por abandonar os meus amigos que tinha feito aqui, mas estava aliviada por deixar minha dor para trás.

Jimin me acompanhou até o ultimo momento antes de eu entrar no avião. Foi uma despedida muito triste, afinal ele acabou se tornando meu melhor amigo. Ele disse que viria no ano novo e passaria uma parte de suas férias em minha casa e eu, estava ansiosa por isso. Se o Yoongi era o motivo da minha dor, Jimin era meu remédio. Suas risadas gostosas entravam nas cicatrizes que haviam sido deixadas, e aliviava a dor e o ardor da mesma. Era como se fosse maquiagem: Apesar de camuflar era bem possível que não curaria.

Não, eu não me apaixonei por ele, e nesse momento meu coração que nem ousasse pensar em tal ideia. Apesar de sermos amigos meu carinho por ele era, além disso. Se houvesse alguém que eu escolheria para ter ao meu lado, seria ele: Park Jimin.

A minha chegada aos EUA foi bem festiva. Minha mãe e seus exageros chamaram todos os meus amigos que deixei aqui, e até o idiota do Jefferson estava presente.

Essa dor que ele me causara, já havia sido curada pelo homem que eu amei e que amo verdadeiramente. Sei que para muitos o que o Yoongi fez parece não chegar aos pés do quase estupro que o Jefferson causou, mas o Jefferson, eu não o amava de verdade. Mas o que o Yoongi fez não afetou meu psicológico, afetou minha alma causando um belo de um grande estrago.

— Amiga, que bom que voltou, não sabia o que fazia sem você. – A Carlie me abraçou.

— É, todos sentimos sua falta. Realmente é bom ver esse rostinho novamente. – Thomas piscou e me abraçou.

— Ah gente, que tal um abraço coletivo? – Expressei minha alegria de revê-los naquele abraço. Até minha mãe foi esmagada dentro dele.

Jefferson estava distante e percebi que estava perdido e com vergonha.

— Ixi, acho que o casal precisa conversar. – Carlie fez uma careta ao proferir tal frase.

— Vamos galera, eu pago o lanche, filha comporte-se. – disse minha mãe entendendo que precisava de privacidade. Minhas malas foram com meus amigos e minha mãe fez um “não se preocupe” e continuou andando.

— Então... – Jefferson murmurou ao ver que eles tinham se afastando. – Vamos a um café para conversarmos melhor.

— Jefferson, eu e você não temos esse tipo de relacionamento, agora somos só dois estranhos. Por favor, cuspa logo essas palavras e me deixe em paz ok?

— Por favor, só um café.

Assenti com desgosto e o acompanhei a um café que tinha perto do aeroporto.

Sentamos e pedi um bom e velho americano e ele fez o mesmo.

— É... – começou. – Desculpe-me Mel, eu sei que agi como um estúpido e gostaria que me perdoasse.

— Perdoar? – Disse sarcástica. – Afinal para que você veio? Essas palavras são mais falsas do que o sentimento que você dizia sentir por mim... Fala sério, ensaiou esse textinho medíocre em frente ao espelho e pensou que eu o perdoaria? Não sou a mesma garota idiota que você conhecia.

— Mas... – O interrompi.

— Jefferson, você deixou uma cicatriz em meu seio. Naquele tempo eu tive que me virar para me tratar, pois não queria que ninguém soubesse disso. Sabe o quão difícil foi? Você realmente pensou no quão difícil seria para mim?

— Não... – ele se encolheu. – Mel, eu era um imaturo e só estava nervoso por que iria perder você. Eu precisava ter algo mais seu...

— Hahaha, conte isso às crianças, talvez elas acreditem, mas tira essa cara de pau por que não engana ninguém!

— Vai me ofender?

— Você que me agrediu primeiro.

— Quer saber, eu não me arrependo não. – Ele vocifera. – Você que é uma mal amada, que não tem alto confiança. Sua amiga, ela sim era gostosa, eu gemia para ela, pois ela me deixava louco, queimando de desejo. Fiquei com você por pena, só isso... Não preciso fingir ser bom em sua frente, mas na frente da sua mãe quero continuar com uma imagem boa, e você que nem tente sujá-la.

— Você acha mesmo que me põe medo? Senhor! Vê se cresce moleque! Além de tudo é um completo idiota que acha que pode por medo em alguém.

— A Melissa, você mudou, mas eu também mudei. – Ele se aproxima. – Eu não tenho mais nenhum resquício daquele Jefferson de antes. Eu não fico só nas ameaças, então não me provoque. – ele sussurrava em meu ouvido e aquilo me enojava, logo deposita um beijo molhado e asqueroso em minha bochecha.

— Não encoste em mim. Eu não tenho medo, Jefferson, eu tenho é nojo, e se você me incomodar, eu faço de sua vida um inferno. – Levantei-me e saí andando.

Ele me puxou pelo braço e silabou:

— Você. Vai. Se. Arrepender.

Fiz o mesmo.

— Vai, Se. Foder. Seu. Babaca! – continuei andando.

Estava sem paciência e sem cabeça para comemorações. Mandei uma mensagem para minha mãe alegando que estava com enxaqueca então, peguei um taxi e corri para casa.

Chegando lá, sorri ao sentir o cheiro que a casa emanava. Continha o mesmo aroma de sempre: Rosas. Corri para as escadas e logo cheguei ao andar de cima. Andei rapidamente e parei em frente a uma porta de madeira com estampa floral. Sorri e girei a maçaneta.

Está do jeito que eu deixei” – Pensei.

Meu quarto continha minha cama que era de casal com pelúcias em cima e era o que eu mais amava naquele quarto, um pequeno closet, uma mesa com o computador, estantes com meus livros, banheiro e varanda.

Joguei minha bolsa no chão e joguei-me com vontade em minha antiga cama, matando a saudade de vários meses que tinha ficado sem ela.

Senti o aroma do amaciante que mamãe sempre usava e aquilo me deixou nostálgica, então relembrei os bons momentos que tive naquela casa e os momentos felizes em família. Emergida nessas lembranças adormeci profundamente, pois, eu estava de volta para o meu verdadeiro lar.

Notas finais
E ai o que acharam de conhecer em "carne e osso" " ao vivo e em couros" o Jefferson? O que será que esse descarado vai fazer com a Mel? Bem até o próximo, e um beijinho de luz ♥