O homem morto nas plantas secas.
2 O assassinato.
Notas iniciais
No dia seguinte, bem cedo, o senhor João conversava com o seu vizinho, o senhor Fernando. Fernando precisava de uma pá emprestada, então o senhor João disse que tinha uma pá atrás da casa perto da sua caixa de ferramentas, Fernando foi até lá pegar a pá, e quando voltou falou para o velho João que se ele não conseguisse se livrar das pragas ele estaria interessado em comprar suas terras. Enquanto isso o engenheiro havia acabado de chegar. Pedro cumprimenta os dois e diz ao senhor João que precisava dar uma volta para colher umas amostras.
Pedro queria descobrir o que estava atraindo as pragas, então depois de um bom tempo observando, ele se abaixou e começou a mexer no solo quando percebeu uma substância estranha espalhada. A substância era viscosa, imediatamente ele cheira a substância e nota que tinha um cheiro adocicado e que poderia estar atraindo formigas e outras pragas. Achou que alguém estava espalhando aquilo por lá. E na hora em que pensou em ir contar tudo para o João, ele foi brutalmente atacado pelas costas com uma tesoura de jardinagem e morreu ali mesmo.
Charlie ainda estava dormindo quando seu avô veio acorda-lo dizendo que encontrou o engenheiro morto no meio da plantação, João mandou a Maria ligar para a polícia. Quando a polícia chegou isolou o local porque já estava cheio de curiosos por perto, e os dois policiais que chegaram foram logo fazendo perguntas aos curiosos e a vizinhança:
— Quem encontrou o corpo?
— Foi o senhor João que encontrou nas suas terras. — Respondeu o vizinho.
O policial Roberto faz outra pergunta pro vizinho:
— E onde ele está?!
— Ele está vindo! Tinha ido acordar o Charlie...
Nesse momento Charlie e seu avô estão indo de encontro aos policiais. Bem nessa hora, Batista o outro policial que estava procurando entender a cena do crime percebeu que o engenheiro tinha alguma coisa na sua mão, era um pequeno frasco.
— O que é isso no frasco? — Perguntou o policial Batista.
Charlie pede pra ver o frasco, e fica bem surpreso ao descobrir que no frasco tinha uma amostra de solo contendo uma substância bem atrativa para as pragas com um cheiro bastante doce, e mostrou para os policiais.
Batista tomou o frasco das mãos de Charlie e falou:
— Isso agora é uma evidência e vai com a gente pra delegacia, assim como essa tesoura de jardinagem que agora é considerada a arma do crime. E onde você a guardava senhor João?
— Bem... Ela estava dentro da minha caixa de ferramentas! — Respondeu ele.
O senhor vai ter que vir conosco até a delegacia para responder mais algumas perguntas senhor João, o corpo foi encontrado nas suas terras, e o senhor foi o primeiro a achar o corpo, e ele ainda foi morto com a tesoura de jardinagem do senhor. Você vai ter muito o que explicar! — Disse batista.
A perícia levou o corpo e o senhor João foi com os PMs.
Charlie que tinha ficado na fazenda com a Maria, Não estava nada confortável sabendo que os policiais podiam está suspeitando do seu avô. Revoltado com isso, ele chutou longe a caixa de ferramentas e a Maria foi acalmá-lo e juntou as ferramentas do chão bem rápido, e pôs tudo no lugar certo dentro da caixa.
Na delegacia o avô do Charlie contou tudo detalhadamente aos PMs. Tudo que tinha se passado no dia até a hora em que encontrou o corpo, disse inclusive que o vizinho Fernando tinha lhe pedido emprestado uma pá mais cedo e que a pá estava do lado da caixa de ferramentas, também falou da conversa que teve com o vizinho sobre não querer vender a fazenda a ele caso não se livrasse das pragas. Quando foi perguntado sobre como conheceu a vitima, ele explicou do teste que ele e Charlie bolaram para contratar o melhor engenheiro agrônomo e os policiais ficaram muito curiosos quando ele falou do Mauro, o outro engenheiro que não passou no teste deles e que saiu bastante furioso.
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