O homem morto nas plantas secas.
3 "Gostosão das raparigas".
Notas iniciais
Após ter interrogado o senhor João, a polícia decide chamar o Charlie e a Maria pra ver se a história do velho batia, Charlie disse que estava dormindo na hora do crime e só confirmou o que seu avô disse sobre o dia anterior do acontecido, Maria falou que não tinha visto nada porque não saiu da cozinha naquela manhã e também não acrescentou nada a história do senhor João.
Os policiais viram que estavam andando em círculos e resolveram intimar o engenheiro Mauro e o vizinho Fernando para responder algumas questões que surgiram para os policiais. Vendo que iria demorar um pouco até os outros chegarem a delegacia, o senhor João resolveu cobrar alguma atitude de Charlie.
— E aí Charlie, qual é o plano?
— Que plano vô? — Charlie pareceu confuso.
— Que isso Charlie? Você sempre tem um plano ou uma teoria maluca. Você deve está deixando passar alguma detalhe Charlie, eu acho que se encontramos quem estava sabotando a plantação, achamos o assassino.
— Vô, eu vou tentar alguma coisa, só deixa eu colocar um pouco as ideias no lugar e ver a reação dos outros quando chegarem. — Disse Charlie.
Mal eles começaram a bolar um plano e os dois últimos suspeitos chegaram, um deles chegou algemado. Era o vizinho Fernando, encontraram a mesma substância das plantações na garagem da casa dele. E o Mauro veio porque já tinha sido intimado.
— Olha Charlie foi como eu te disse eles encontraram quem estava sabotando minhas plantações era o Fernando, agora faz todo sentido pra mim. Ele estava atraindo as pragas para eu ir a falência e vender as minhas terras para ele, por um preço mais barato. Deve ter sido por isso que ele matou o Pedro quando descobriu que estávamos sendo sabotados. O Pedro podia ter acabado com o plano dele! — Concluiu o senhor João.
Charlie fica meio pensativo achando que aquilo não era tão fácil assim e tenta lembrar de alguma coisa que possa ajudá-lo a entender melhor a situação. É quando se dá conta de que aquilo ainda não tinha acabado, Charlie parecia ter entendido tudo, então decide botar um pequeno plano em ação, ele vira-se para o seu avô e fala:
— Eu tenho uma teoria meio maluca, mas tenho que fazer uma confirmação, sabe quando o senhor disse que eu podia ter deixado passar algum detalhe importante? O senhor tinha razão! Eu preciso fazer uma ligação.
Charlie chama a Maria e pede o celular dela emprestado para fazer uma ligação urgente, ele pega o celular e sai imediatamente da sala.
No interrogatório, o Fernando assumiu que estava sabotando as plantações do senhor João, mas negava o assassinato, os PMs ainda tinham que ouvir a versão do Mauro. Sempre muito esperto, Mauro disse logo pra não deixar duvidas pra ninguém.
— Eu tenho álibi, eu estava a manhã inteira na faculdade dando aula, todos os meus alunos são testemunha. Me manter aqui é ridículo!
Tendo dito isso, o seu telefone toca e era uma chamada restrita, ele atendeu e era a voz do Charlie no telefone com um tom bem debochado:
— Você não vai sair livre dessa, "Gostosão das raparigas".
Mauro dá uma risada e diz:
— Se for mais um dos seus testes, saiba que foi patético! Não deu certo, achou que eu iria ficar com medo da sua ligação? Pensa que pode jogar verde pra colher maduro comigo? Pensei que você fosse mais inteligente! — E desligou o celular na cara do Charlie.
Acabado o interrogatório do Mauro, ele sai rindo da tentativa inútil do Charlie de arrancar alguma coisa dele, ao sair de lá ele se encontra com Charlie que já tinha voltado a sala, e diz:
— Você foi muito burro ao pensar que eu cairia nos seus testes ridículos de novo...
— Mas quem foi que te disse que eu estava testando você dessa vez? — responde Charlie.
Assim ficou um silêncio meio misterioso na sala quando o Charlie disse isso.
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