O herdeiro de Hera

18 Ganhamos presentes do deus da velocidade.


Notas iniciais
Reeelooooooou pipoooou... Preciso confessar que estou um pouco triste, parece que perdi boa parte dos meus leitores por ter passado alguns meses em Hiatus com a fic, mas bola pra frente u-u Como prometido, taí o cap 18, e preparem-se psicologicamente para o próximo, será épico u-u

DAVID

– ZEUS! – Gritou um homem entrando bravamente pela porta do salão dos deuses no Olimpo. Coberto por um manto preto que parecia puxar minha alma para ele como um imã.

– Hades, meu irmão, o que faz aqui? – Perguntou Zeus, com a mesma aparência de quando apareceu no acampamento Meio-Sangue dias atrás.

– Não se faça de sínico, “irmão”! – Hades falou, fazendo movimento de aspas com os dedos. – Seu filho, Klonos, matou Nico!

– Hahaha! – Zeus soltou uma gargalhada estrondosa, como o barulho dos trovões. – Você está com raiva, irmão?

– Raiva? Eu estou furioso, seu monstrinho, criado sabe-se lá porque, matou o meu filho, ele o decapitou, sem motivo algum!

– Meu querido irmão, por favor... – Ironizou Zeus. – Heróis morrem todos os dias.

– É? O que você faria se um de meus filhos matasse sua preciosa Thalia? – Perguntou Hades, mais parecendo uma ameaça. – Você não a transformou em árvore quando um ciclope quase a matou?

– Você não se atreveria! – Gritou Zeus se levantando bruscamente de seu trono prateado.

– Vai ter guerra, hahaha! – Riu um dos deuses, um com cabelos ruivos e porte físico bem elevado, vestido como um motoqueiro.

– Silêncio, Ares! – Falou Zeus sem tirar os olhos de Hades.

– Seu filho matou o meu mais competente, já não bastara Bianca? – Hades pareceu entristecido. – Ou você aprisiona Klonos no fundo do Tártaro, ou eu aprisiono você!

– Acorda David. – Falou Zeus olhando diretamente para mim.

O que? Pensei. Então comecei a sentir empurrões em meu braço. Abri meus olhos de relance e percebi que aquilo tinha sido um sonho, ouvi Sophia chamando meu nome.

– David, acorda. Chegamos a Washington. – Disse ela, então beijou meu rosto.

Logo despertei. Descemos do ônibus e andamos até uma lanchonete, sentamos e começamos a conversar.

– Alguém tem alguma ideia de como achar Hermes? – Perguntei.

– Soube que ele tem uma espécie de correio que envia carta para os deuses. Fica próximo ao prédio do capitólio. – Disse Mandy.

– Acha que se encontrarmos ele, dará alguma pista sobre minha mãe? – Perguntou Sophia, apreensiva.

– É provável. Os deuses tem a fama de ajudar a quem os ajuda. Salvamos Lucy, parece ser um bom motivo para ele nos dar informações.

– Temos que nos apressar, precisamos ir ao Olimpo o mais rápido possível. – Eu falei, até me espantei com a seriedade em minha voz.

– Por quê? – Perguntou Mandy. – Tem alguma coisa a ver com o que você falava enquanto dormia? – Ela deu uma risadinha.

– Eu falei...? Que seja. Foi como uma visão, iguais as de Amber. – Imaginei se estaria tudo bem com minha irmãzinha. – Hades está ou irá declarar guerra contra Zeus por conta da morte de Nico.

– Se é assim, devemos nos apressar e encontrar o serviço de correios de Hermes.

Saímos da lanchonete e ao andar alguns quarteirões encontramos um posto de correios, na fachada dizia “Serviço de encomendas”, mas conforme fomos nos aproximando, as palavras mudaram, o logotipo tomou a forma de um tênis All-star com asas de anjo e o nome mudou para “Serviço de entregas – HERMES”.

– O senhor gostaria de enviar essa carta para Thoth? Isso dá 150 dracmas. – Disse o balconista. O homem velho entregou as moedas ao balconista que estava vestindo uma bermuda bege e uma blusa social azul com o logotipo de tênis alado. – Obrigado.

– Com licença. – Disse Mandy. – Estamos procurando por Hermes.

– É claro que estão. Deixem me adivinhar... David, Amanda e Sophia. – O balconista disse apontando para cada um de nós.

– O senhor é Hermes? – Perguntei.

– Sim, sim, rapaz. Isso me torna seu tio e da adorável mocinha aqui. – Hermes tocou o queixo de Mandy com o dedo. – Sophia... É um prazer conhece-la, embora devo dizer que os casamentos de todo o mundo estão se desequilibrando graças ao desaparecimento de sua mãe.

– Isso não é min-.

– Sua culpa? Óbvio que não. – Hermes interrompeu Sophia. – Venham crianças, me sigam.

Hermes adentrou no seu estabelecimento, passando por uma porta. O seguimos como ele dissera, e nos deparamos com um galpão gigantesco, com esteiras levando caixas em todas as direções.

– Lindo, não é? – Disse ele abrindo os braços, parecendo orgulhoso. – Estamos com planos de expandir no final do bimestre. – Oh, obrigado. – Agradeceu ele quando uma mulher — Sua secretária, talvez. — o entregou seu caduceu, um bastão com duas cobras de prata enroladas a ele.

– Uh... Ssssophia. – As cobras começaram a se mover, as duas falaram em uníssono. – Ouvimos muito falar de você. – Disse a cobra verde com seu sotaque prologando o “C”.

– Silêncio, Martha. – Repreendeu Hermes. – Por que vocês dois não fazem um favor e procuram no Demi-Google a ultima localização de Hera, por gentileza? – Hermes devolveu o caduceu para sua secretária que piscou para mim. Senti Sophia dando uma cotovelada em meu braço, Mandy riu.

– Então o senhor viu mesmo minha mãe? – Perguntou Sophia parecendo ansiosa. – Acha que... Suas cobras conseguem localiza-la?

– Oh, criança... Se fosse tão simples localizar um deus, meu pai não teria a mandado nessa missão. George e Martha podem achar onde ela foi vista pela ultima vez por semideuses em missões como você ou até mesmo deuses menores caminhando por aí. – Sophia pareceu envergonhada. – Mas acho que tenho duas ou três coisinhas que podem ajuda-los. – Hermes pegou uma caixa de sapatos que deslizava sobre uma das esteiras. – Um dos meus pares favoritos. Acredito que precisaram disso com todos esses... Perigos que vocês enfrentam. – Virou-se para Sophia, parou por um tempo como se estivesse pensando, relembrando acontecimentos, então entregou a caixa para Mandy.

Mandy abriu e viu um par de tênis com asas de anjo, como os do logotipo. Então o deus recitou a palavra Maia, tocando um dos tênis e as asas começaram a se mover. Hermes segurou o tênis no ar e repetiu a palavra, as asas pararam e ele repôs o tênis na caixa.

– Para David... Vejamos... – Ele tocou o próprio queixo, pensando em meu “presente”. George e Martha apareceram flutuando ao lado de Hermes.

– Ela foi vista em Seattle, a Oeste daqui. – Disse Martha enfatizando os “S” da frase.

– Já sei! – Disse Hermes.

O deus virou-se e pegou uma... Uma bússola? Como isso vai me ajudar? Pensei. Ele me entregou a bússola e diferentemente das comuns, essa não apontava para o Norte, mas sim para o Oeste.

– Bem... Digamos que seu pai não era o Deus do Senso de direção quando se tornou o deus do sol. Obrigado, Martha.

– Não tem por onde. – Sorriu a cobra... Eu acho que aquilo era um sorriso.

– Ah... Obrigado George, também seria legal. – Ironizou a cobra vermelha.

– Claro. Obrigado George. – Respondeu Hermes.

– Obrigado, ahn... Tio. – Eu disse meio constrangido por chamar um deus dessa forma.

– E para você, Sophia... Vejamos... – Hermes estalou os dedos e então uma garrafa térmica surgiu em suas mãos. – Vocês não tem ideia do quanto foi difícil de achar essa garrafa depois que o irmão de Percy Jackson a derrubou no Atlântico.

Hermes entregou a garrafa para Sophia com cuidado.

– Ao abrir essa tampa você liberará os ventos dos quatro cantos do mundo. Se você abrir com cuidado pode auxiliar no seu voo. – Sophia quase abriu a garrafa antes que Hermes gritasse. – NÃO, AQUI NÃO!

Hermes agarrou a garrafa e a tampou de volta rapidamente.

– Você quer matar todos nós?

– De... Desculpe. – Falou Sophia envergonhada.

– Esses presentes são uma forma de agradecimento por tirarem Lucy do Covil dos Comedores de Lótus, obrigado a todos e principalmente a Amanda que encontrou minha filha e comunicou a Quíron. Lamento pelo... Ocorrido com o filho de meu tio, Hades.

– Obrigado. – Disse Sophia apressada. – Temos que ir. Seattle, não é? A bússola de David ajudará. Obrigado por tudo, senhor.

– Não precisam agradecer. – Hermes estalou os dedos mais uma vez e fomos teleportados para fora de sua agência de correios.

Batemos contra o chão da calçada e caímos sentados. Tirei a bússola do bolso e então o cursor começou a rodar loucamente.

– Esse troço parece estar quebrado. – Virei-me para a agência de correios, mas ela não era mais a mesma, era como se tivéssemos sido transportados para outro local de Washington, não víamos mais o Prédio do Capitólio, haviam prédios gigantescos com telões mostrando propagandas da Coca-Cola.

– Estamos em Nova Iorque! – Gritou Mandy. – Hermes nos mandou para Nova Iorque! Eu juro que vou dar um soco naquele nariz empinado se conseguirmos salvar Hera.

– “Se” não... “Quando”. – Falou Sophia determinada a salvar sua mãe. – Já que estamos aqui, vamos dar uma passada no Acampamento, não é tão longe de Nova Iorque.

– Boa ideia, podemos conversar com Quíron sobre nossa missão, talvez ele possa nos ajudar a chegar mais rápido em Seattle depois do que Hermes fez. – Repondeu Mandy furiosa.

Pegamos um táxi até Long Island e paramos em frente à trilha que levava direto ao acampamento. Pagamos a corrida e fomos caminhando rapidamente para evitar nos encontrarmos com algum monstro indesejado... O que com toda sorte que tínhamos, não funcionou.

Notas finais
E aí, gostaram? u-u Desculpem pela extrema criatividade pro nome do capítulo, mas eu sou assim mermo, o mais criativo do mundo -sqnunk... Se gostaram, não deixem de comentar ok? :3 Aceito todos os tipos de criticas construtivas u-u