O gênesis do meu apocalipse
5 Capítulo 5
Atrasados, os três amigos entraram correndo no camarote do ministro. Karl, desajeitado como só ele, acabou tropeçando a caminho do seu assento e caiu no colo de Lúcio Malfoy, o bruxo, rabujento como só ele, o olhou com um olhar assassino.
— Perdão, senhor Malfoy! – pediu o gorducho levantando-se e indo se sentar ao lado de Narcisa, esposa de Lúcio, logo que Draco estava sentado no meio do casal. Glen já estava sentado ao lado do primo, e Leon permanecia em pé feito um garotinho perdido, a garota, cujo cabelo possuia curvas hipnotizantes, tirara por completo o seu ar. Ela estava bem a sua frente, entre seus dois melhores amigos. Todos contemplavam o espetáculos das Veelas, mas não o nosso protagonista, Leon só tinha olhos para ela e por um instante ele desejou ser o garoto ruivo, Ronald Weasley, apesar de acreditar que ele era um tanto estranho e uma vergonha ao mundo bruxo, mas ele precisava estar ao lado dela, e acima de tudo precisava conhecê-la.
— Leon... Leon... não vai se sentar? – Glen tentou atrair a atenção do amigo, mas recebeu apenas um aceno de mão aleatório, Leon nem percebera o espetáculo dos leprechauns da Irlanda, muito menos o começo do jogo, não tinha atenção para nada que não estivesse relacionado a Hermione Granger, foi então que respirou fundo como se ar fosse coragem e foi se aproximando a passos lentos.
— Eles vão colidir! – Leon ouviu ela gritar, mas não sabia do que se tratava logo que não tirara os olhos da bruxinha castanha desde que pisou no camarote. Naquele instante não se importava que ela fosse uma sangue-ruim ou que estivesse na companhia do que para ele e seus pais eram a família mais desonrosa do mundo bruxo, só queria falar com ela.
— Idiota! – exclamou Weasley pai, o que fez Leon retomar a consciência e ver a besteira que estava prestes a fazer, foi o que bastou para fazê-lo mudar idéia e ir em direção aos seus amigos, então sentou-se em seu lugar ao lado de Glen.
— O que você estava fazendo? – repreendeu Glen tentando manter a lógica.
— Nada... só queria desafiar Potter! – mentiu Leon, ele não foi muito convincente o que deixou Glen um tanto confuso, não fazia sentido desafiar Potter, então o garoto ajeitou o seu óculos retrô em seu rosto na intenção de deixa-lo mais rente aos seus olhos e dando assim uma brecha para o amigo tentar se explicar melhor – Aposto que consigo vencer o Potter em um duelo! – completou Leon carregando o sobrenome "Potter" com um tom de desdém.
— Você viu como Krum foi genial? – perguntou Karl se introduzindo na conversa, estava encantado, por mais que a Bulgária estivesse alguns pontos atrás da Irlanda, Vítor estava fazendo um ótimo jogo, seus voos eram perfeitos, tão perfeitos que chegavam a ser artísticos, a precisão que ele comandava sua vassoura era inigualável, até Harry o invejava.
— Ele é simplesmente o melhor apanhador da temporada! – concordou Leon lançando um sorriso para o amigo, não havia visto sequer um lance de Krum, não tinha ideia de que ele fizera o apanhador da Irlanda se chocar no chão, mas queria evitar o detalhamento do amigo quanto as estratégias de Vítor e o quão geniais elas eram.
Acabou que Leon passou o jogo todo encarando a senhorita Granger e seu onióculo, só tornou a realidade após o jogo porque Karl o chacoalhou anunciando o feito de Krum:
— Krum apanhou o pomo, Krum!!!!
— Eu vi, cara, viva a bulgária! – exclamou Leon sem saber o que verdadeiramente estava se passando.
— Leo, a Irlanda venceu, Krum apenas apanhou o pomo pra colocar fim no jogo e a perda da Bulgária não ser tão vergonhosa! – falou Glen batendo na cabeça do amigo tão forte que acabou fazendo o rosto dele chocar na cadeira da frente.
— Viva o que Krum fez pela Bulgária! – corrigiu Leon querendo rir do que havia feito, aquela Granger simplesmente o tirou do prumo.
— Ele perdeu com dignidade! – exclamou Karl com seus olhos brilhantes, exalava orgulho.
Após toda a cerimonia de encerramento, a comemoração dos leprechauns, o desfile dos vitoriosos, os três amigos retornaram a sua barraca na companhia de Draco, o loiro pretensioso.
— Seu pai disse para irmos para casa assim que o jogo terminasse – lembrou Glen.
— Para de ser chato, quero pregar uma peça no Potter, o que acham? – convidou Leon, no fundo o que ele queria era ver a amiga do menino que sobreviveu.
— Gostei dessa ideia, Rowle, acho que foi a única coisa útil que saiu de sua boca desde que te conheci!
— Cala boca, Draco! Esperamos Harry adormecer, pregamos a peça e partimos, todos de acordo? – perguntou Leon, todos responderam afirmativamente com exceção de Glen, não queria desafiar o pai do amigo, não queria perder a confiança do homem, admirava-o demais para isso.
Espalhados na imensa barraca: Karl no sofá da sala arremessando uma goles para cima. Draco em uma das camas. Leon na outra. E Glen revirando as mochilas na intenção de encontrar algo para comer.
— Vocês viram que Krum sorriu para mim no camarote do ministro? – perguntou o gorducho dos quatro.
— Vítor Krum nunca sorri, Karl, ele provavelmente estava com gazes! – rebateu Glen após agarrar uma caixa de feijãozinho de todos os sabores, era o que tinha, por mais que os odiasse, pegou trauma após ingerir um de vômito, iria comê-los.
— Glen tem razão, ele nunca sorri, olha para todos como se fosse exterminá-los, aquelas sobrancelhas parecem ter vida própria... – comentou Leon com uma expressão de repulsa ao lembra da sobrancelhas de Krum, os garotos até apelidaram-a certa vez.
— Maldita hora que a minha mãe decidiu me colocar em Hogwarts, não suporto todos aqueles sangues-ruins! – grunhiu Malfoy, no fundo ele queria dizer também que não suportava , merecia amigos melhores, Crabbe e Goyle, mas eles eram um dos poucos que aguentavam o ego imenso do garoto.
Depois de algumas horas de conversa e até mesmo risadas, todos os quatro adormeceram, o sono acabou vencendo-os, se soubessem o que estava por vir teriam acatado a ordem do Sr. Rowle.
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