O guerreiro e o Heroi

9 O herói e a promessa


Notas iniciais
Desafio de Songfic - Janeiro. 9. Duran Duran – Save A Prayer Link da música: encurtador.com.br/dxCRV

Aizawa estava cercado pelos alunos, enquanto Midoriya correu para fora da cozinha e subiu as escadas apressado. Ele abriu a porta de seu quarto, deparando-se com Katsuki vestindo sua capa longa e vermelha.

— Deku. — Ele sorriu, mas ao ver sua expressão preocupada começou a falar.

— Sinto muito, não sei como explicar isso, mas precisamos sair daqui agora. — Midoriya pegou na mão de Katsuki e puxou. — Leve a Dragen. — Ele apontou para a espada.

Katsuki pegou a arma e foi sendo levado por Izuku, eles desceram as escadas e saíram pela porta dos fundo, onde havia uma lavanderia.

— O que está acontecendo? — Iida pergunto, tirando suas roupas de dentro da secadora. Em cima da mesa havia uma pilha de roupas bem dobradas.

— Aizawa-sensei vai te explicar. — Izuku falou rapidamente, parando na porta de saída. — Vou levar Katsuki para um lugar seguro.

— Qual lugar? — Iida não teve resposta, Midoriya já estava longe.

Precisaram seguir por um caminho pouco utilizado. A arena de escombros atrás da cidade fictícia era um lugar onde os alunos não costumavam ir. Também era lá que Bakugo costumava descarregar seu poder, por assim dizer. Havia escombros de cimento, mas também pedaços de robôs gigantes e outras coisas que viriam a ser úteis de alguma forma para a escola. No entanto, Midoriya achava que naquelas circunstâncias, eles não teriam tempo para fazer algum tipo de reciclagem.

Havia um pedaço de prédio inclinado sobre uma montanha de robô igual ao que ele enfrentou no exame de admissão. Eles passaram pela porta, que era apenas uma passagem pequena, mas do lado de dentro o espaço era mais amplo. O chão e paredes inclinadas não ajudavam muito no equilíbrio, mas Midoriya sabia que se continuasse andando, chegaria ao salão ao qual Bakugo trabalhou nos últimos anos desde que entrou na escola.

— Ele vinha aqui sempre que estava nervoso, eu descobri por acaso, quando estava me sentindo mal. Daí ouvi explosões e depois de um tempo ele começou a fazer essa limpeza dentro do prédio, nivelando o chão com o que achava por aí. — As lembranças de Midoriya não fizeram o menor sentido para o guerreiro Katsuki. — Acho que você não entendeu.

Katsuki levou a mão ao rosto dele e se aproximou, suas palavras, apesar de não parecerem raivosas, vinha com uma expressão preocupada.

— Hvard sker, Deku?

— Desculpe, não entendi. — Midoriya não se afastou. — Vejamos, como se diz Eles querem te prender para fazer experimentos, no seu idioma?

— Havdar erk? — Analisando sua expressão confusa, Izuku chegou a conclusão de que ele estava perguntando algo.

— Certo, vamos pensar, Todoroki. — Ele falou. — É um príncipe no seu mundo, ele deve comandar as coisas. — Izuku olhou ao redor e viu um graveto, numa área com areia, ele desenhou um castelo. — Todoroki mora no castelo do rei.

— Konge!

— Todoroki é o Konge? — Ele apontou para o graveto.

— Ikke, Endeavor ar Konge.

— Ah! Tem um Endeavor no seu mundo, isso não me surpreende, parece que é uma realidade alternativa do nosso mundo. — Midoriya começou a fazer anotações mentais, mas falando sem parar. — Certo, no meu mundo, o Konge é o Governo. — Ele desenhou ao lado uma representação do Japão moderno. — E o governo quer Katsuki.

— Governo ar Hond?

— Hond?

— Hond. — Katsuki pegou o graveto e desenhou um rosto com chifres.

— Ah! Nem todos são uns demônios, alguns. Mas eu não quero que o governo leve você por isso estamos aqui. — Midoriya segurou a mão dele, fazendo-o abaixar a espada. — Não vamos lutar, porque pode ser pior. Você está seguro comigo, eu prometo.

— Promento...

Izuku sorriu.

Notas finais
O idioma que uso é mistura de dinamarques com Korilandes HUAUHAHU E ai gente? Quem mais tá lendo? Ser leitor fantasma em pleno 2020 nao da ne? KKK