O guerreiro e o Heroi
25 O heroi, o guerreiro e a suspensão
Notas iniciais
A ronda matinal foi feita com o mesmo rigor de sempre. Deku era um jovem herói em treinamento, já conhecido pela comunidade. Por onde ele passava, as pessoas acenavam e muitas crianças corriam em sua direção. Ele sempre ficava emocionado e ainda mais motivado quando alguma delas dizia que queria ser igual a ele quando crescer. Essas interações realmente faziam o dia de Deku.
Ele retornou para a agência e encontrou-se com Hawks de saída. O herói número um tinha uma reunião importante naquele momento, mas ele prometeu que no outro dia almoçariam juntos.
— Ah! Tem uma pessoa esperando por você na minha sala. — Disse o mais velho, virando-se para a porta giratória. — Eu o deixei lá, podem ficar a vontade, ninguém vai incomodá-los.
Deku não entendeu o tom que ele usou, era sempre difícil ler Hawks, pois ele sempre estava agindo com naturalidade mesmo em momentos tensos, fazia piadas e quase nunca mostrava sua verdadeira face. E aquele tom deixou Deku curioso, ele estava sendo sarcástico? Ou era mesmo um conselho?
Para descobrir, precisava antes saber de quem ele estava falando. Por isso subiu pelo elevador até o andar do escritório de Hawks. Seu assistente estava ocupado no telefone, então ele apenas apontou na direção da porta do escritório. Deku agradeceu, mesmo sabendo que ele não ouviria ou responderia. Assim que abriu a porta, um sorriso automaticamente iluminou seu rosto. Ele fechou a porta e aproximou-se da janela onde estava Katsuki de costas, observando a paisagem.
Assim que ele se virou, o herói sorriu ainda mais. Fazia dois dias que eles não tinham tempo para ter uma conversa mais pessoal. Um estava muito ocupado com o estágio de super-herói e as últimas provas e o outro bastante ocupado com seu pai, que se recuperava do coma.
Midoriya retirou a máscara e ajeitou os cabelos, passando os dedos pelos fios esverdeados. Olhou ao redor e perguntou o que ele fazia ali.
— Aproveitei que meu pai estava descansando e decidi procurar por você. Fiz mal?
— É claro que não, eu estou muito feliz em ver você. — Ele novamente passou a mão pelos cabelos, sentindo-se um pouco constrangido, entendendo agora o que o herói número um queria dizer com aproveita sua sala. É claro que ele não iria aproveitar como Hawks insinuou, ao falar daquele jeito.
— Aquele homem de asas, ele disse que nós poderíamos ficar aqui por enquanto. Eu sei que não posso andar pela cidade, já que o seu amigo Bakugo retornou. Isso levantaria suspeitas.
— Sim, claro. Podemos ficar aqui no prédio até as coisas se acalmarem lá fora. Então eu chamo um carro ou a gente pode conseguir uma máscara para você também. — Izuku riu, tentando quebrar o clima estranho no ar.
— O que você me recomenda? — Katsuki perguntou, chegando mais perto e aproveitando para dar um beijo nos lábios dele. — Eu achei que não seria um problema fazer isso.
Izuku agitou as mãos, dizendo que estava tudo bem. Mas ele sabia que não estava tudo bem. Aqueles eram seus últimos dias, e por mais que tenha decidido aproveitar a companhia do guerreiro, também sentia um aperto em seu coração.
Com isso, acabou tendo uma ideia para descontrair. Ele levou Katsuki até o terceiro andar, onde ficava a oficina mecânica de Sato. Ele era muito inteligente e conhecido por criar uniformes versáteis para os super-heróis que possuíam poderes peculiares ou que transformasse em seus corpos, como as asas de Hawks, que precisava de roupas mais específicas.
— Quem sabe ele não tem uma armadura para um guerreiro? — Deku comentou, mas a julgar pela roupa que encontrou o guerreiro, sem nenhuma camisa, ele diria que Katsuki não era chegado em usar armaduras.
Sato era um homem alto e com cabelos brancos, apesar disso, ele não aparentava ser muito mais velho do que heróis como Endeavor e All Might. Ele sugeriu que os dois aproveitassem o closet, onde costumava guardar todos os acessórios e roupas já confeccionadas e que não estavam em uso.
Midoiya segurou a mão de Katsuki e o levou até lá. A conversa dos dois foi descontraída, enquanto falavam sobre suas roupas de batalha. Ele explicou sobre as luvas e os sapatos especiais que usava para amortecer o poder quando estava em 100%.
Já com Katsuki, a questão da roupa era porque nas terras de Bravan, o calor era muito, principalmente quando o guerreiro protegia os dragões. Fora que eles sustentavam suas pinturas pelo corpo como forma de intimidar o inimigo.
— Veja, acho que esses óculos ficariam bem em você. — Midoirya pegou e colocou no rosto dele, fazendo uma careta em seguida. — Não, ficou parecendo uma abelha. — Ele disse, rindo.
— Talvez essa máscara. — Katsuki pegou uma máscara kabuki e colocou no rosto. A máscara possuía dois chifres e desenhos de tom vermelho assustadores.
— É, com certeza as pessoas não se aproximariam de você usando isso. — Izuku riu novamente.
O closet era um lugar grande e com muitas gavetas, caixas e cabides cheiros de roupas. Eles mexeram em quase tudo e acabaram optando pela máscara. Deixaram o prédio e pegaram o metrô, ninguém quis sentar-se ao lado de Katsuki e Midoriya levava a mão até o rosto para esconder o riso.
Ao chegarem no prédio do dormitório, não encontraram ninguém por lá. Havia um bilhete de Iida, avisando que todos estavam na arena desportiva para acompanhar o treino dos novatos. Midoirya até pensou que seria divertido ver os mais jovens, e isso seria uma boa oportunidade para complementar seu caderno de anotações. Contudo, ele olhou para Katsuki e outra ideia surgiu em sua mente.
Ele o beijou de surpresa, levando as mãos para seus ombros e o puxando na direção das escadas até seu quarto. Katsuki rapidamente entendeu a urgência de Izuku e o segurou pela cintura, sendo mais alto e mais forte que ele não foi difícil direcioná-lo até o quarto e fechar a porta.
Os lábios se chocavam em um beijo confuso e ardente, precisavam de contato, mas também precisavam remover as roupas. Izuku afastou um passo para puxar a calça e a retirar, voltou a se aproximar de Katsuki e puxou para o alto a camiseta que ele vestia, até passar pela sua cabeça e braços e ser atirada no chão. Ele sorriu, ganhando um beijo rápido. Mas, dessa vez, foi Izuku quem deslizou a língua pelo pescoço de Katsuki. Com as duas mãos sobre seu peito, ele o empurrou até a cama, não se sentou em seu colo, como o guerreiro havia sugerido. Em vez disso, ajoelhou-se na cama, suas mãos trabalharam rápido para abrir o botão e o zíper da calça de Katsuki. Não levou muito tempo para retirar a calça e os restantes das roupas.
O sorriso de Katsuki era de um milhão, orgulhoso de si mesmo ao que parecia, e por oferecer para Izuku nada mais do que um membro rijo e um desejo louco de possuir ele. Ainda assim, ele foi paciente e acariciou o rosto de Midoriya, passando o dedo em seus lábios. Não precisava falar mais nada, ou pedir que ele o chupasse, porque era exatamente isso que Izuku queria fazer desde o outro dia em que eles estiveram naquela mesma cama, ambos excitados, como agora.
A boca de Midoriya se abriu e abocanhou o pênis, a saliva escorreu pela sua boca, quando ele o chupou com movimentos rápidos que eram ditados pela mão de Katsuki em seus cabelos. Ele não puxava com força, mas os dedos estavam muito bem presos nos fios e atiçava ainda mais o desejo de Izuku conforme erguia o quadril para que o pênis entrasse mais dentro de sua boca.
Os gemidos de Katsuki se tornaram mais audíveis, ele não parecia se importar em ser flagrado por alguém, muito menos Midoriya estava pensando nisso. O que foi uma péssima ideia, pois, enquanto Katsuki gozava em sua boca, do lado de fora do corredor o professor Aizawa estava de passagem.
A brincadeira custou uma longa conversa sobre o que eles faziam nos dormitórios da escola, além de uma advertência para Izuku, ambos teriam que se encontrar com a professora Midnight para uma conversa séria.
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