O guerreiro e o Heroi

16 O guerreiro e o acordo


Notas iniciais
Dia 16. Rosana – O amor e o Poder

Hanta Sero explicava com orgulho como ele havia amaciado a carne e temperado, os ingredientes não eram muito complicados de se conseguir em seu mundo. Ele poderia matar um javali, colher as ervas na plantação de sua mãe e assar a mistura em uma chapa de metal que encontraria em qualquer casa de ferragens. Mas o cheddar, esse era específico, nunca havia visto um queijo tão amarelo e gostoso como aquele.

— Ah! Cara, se o Kirishima estivesse aqui ele ia fazer um hamburguer de costela de porco com molho apimentando. — Kaminari comentou. — É o tipo de coisa que você precisa comer antes de voltar para casa.

— Falando nisso, Aizawa-sensei disse alguma coisa sobre como você vai voltar para casa? — Sero perguntou, enquanto pegava três latas de refrigerante da geladeira e entregava uma para Kaminari e uma para Katsuki.

O rapaz abriu a lata de seu refrigerante e bebeu um gole. Katsuki já havia bebido daquele líquido no dia anterior, mas foi em uma garrafa, aquela técnica era nova para ele. Puxou com força o lacre, mas acabou quebrando-a e não abrindo o buraco como o outro havia feito.

Kaminari riu, mas depois resolveu tudo com um utensílio que ele pegou na gaveta, entregando em seguida um copo para ele.

— Seu sensei disse que estão trabalhando para conseguir descobrir como eu devo voltar para casa. — Ele falou sério, enquanto despejava o refrigerante no copo, observou as bolhas ao redor do vidro e depois bebeu o conteúdo. O hamburguer de carne era gostoso, o gosto era diferente, estava acostumado com comidas com muita gordura e consistência para manter-se forte principalmente durante o inverno.

— Se precisar de ajuda, pode contar com a gente. Tenho certeza de que seus amigos no seu mundo estão ajudando os nossos amigos. — Kaminari falou, pensativo em seguida. — Eu espero que eles estejam bem.

— Meu clã protege as pessoas na floresta, eles estão bem com certeza. Já faz dois anos que a guerra acabou.

Os três terminaram a refeição quando Midoriya entrou na cozinha.

— Eu comprei comida, alguém quer? — Ele ofereceu e passou por trás de Katsuki que estava sentado na mesa.

— Acabamos de comer, fica para próxima. — Sero respondeu e retirou os utensílios que havia usado para lavar. Katuski se ofereceu para ajudar, mas os dois rapazes disseram que dava conta. Ele não sabia muito bem o que aquilo queria dizer, mesmo assim, ficou na cozinha e o clima na mesa pareceu um pouco tenso.

Midoriya almoçava calado e Katsuki o observava sem nenhuma discrição. Kaminari estava do seu lado e, falando baixinho, disse para ele ir conversar com Midoriya.

— Ele não quer falar comigo. — Respondeu, sério.

— Não custa nada tentar. — Sero falou.

— Gente, eu consigo ouvir vocês. — Midoriya ergueu a cabeça e deixou os hashis sobre a tigela de comida.

— Ah! Ótimo, assim vocês se resolvem logo. — Kaminari secou a mão, após terminar de lavar a louça. Ele deu uns tapinhas no ombro de Katsuki em seguida. — Vamos te ajudar mais tarde a pegar aquele espectro.

Em seguida, os rapazes saíram e Katuski ficou a sós com Midoriya.

— Você me disse que não podia ficar mais perto de mim. — Katsuki quebrou o silêncio.

— É, eu sei. — Midoriya suspirou. — Mas eu estava confuso e preocupado, não queria que as coisas fugissem do meu controle.

Katsuki cruzou os braços, estufando o peito.

— Você tem medo de mim, eu entendi.

— Não é isso. — O herói se levantou e aproximou-se dele. — Você pensa que eu sou o Deku do seu mundo, e eu não sou ele.

— Você não é ele. — Katsuki ergueu a mão e tocou seu rosto. — Eu sei, mas... eu fico feliz que você não seja ele.

— Ah! É? Por quê?

— No meu mundo, pessoas como Deku e eu, não vivem muito tempo. Aqui, você pode ter uma vida normal. — Midoriya o olhou com um semblante entristecido. —Se não quer ficar perto de mim, eu vou entender. Mas vou ajudar a trazer de volta aquela pessoa que você gosta.

— Que? Ah! Kacchan? — O rosto dele ficou muito vermelho. — Eu estou preocupado com todos eles, Kirishima e Mina também.

— Entendi. — Katuski deu alguns passos e se afastou de Midoriya.

— Obrigado, obrigado mesmo. — Midoriya falou, inclinando o corpo para frente. — Eu vou dar o meu melhor para ajudar também.

Katsuki concordou e saiu. Sua vontade era ficar mais tempo com Deku, mas ele estava certo, não era certo alimentar algo que estava fadado ao fracasso.

Notas finais
Ta dificil casar a musica com o que quero fazer entao eu to me inspirando em pequenos trechos. O trecho que usei foi "Trocando sonhos fora da lei" Comentem weeee