O grupo dos feiticeiros
2 Capítulo 2 - O clã Laya
Notas iniciais
O Sol se encolhendo na montanha, o laranja avermelhado no céu, antes de coloração azul liberdade, as montanhas privando-nos do Sol, ou nos dando a privilégio de ver coisa tão misteriosa que esconde muitos segredos que são impossíveis de serem descobertos por raça tão idiota, instintiva.
Em um casebre em ruínas ali perto, o vento batia fortemente contra a parede semidestruída de tal ruína com tanta história e os insetos faziam um barulho certamente irritante, tão irritante a ponto de acordar duas pessoas que estavam na ruína a dormir, um garoto com um lindo rosto, vestido em uma camisa de farrapos vermelhos e uma calça cinza, além de uma grande capa preta de mangas longas e gola alta, virada para fora e uma garota com uma face mais linda que uma paisagem de uma cachoeira límpida caindo em um lindo rio encantado com coelhos em volta, pulando feliz, com madeixas mais douradas do que o próprio ouro e um corpo mais sublime do que o do próprio Deus, com um vestido com rendas de concerto e coloração branca.
Os mesmos ao acordarem se sentam na cama, enquanto a menina Zoe esfrega os olhos o garoto Freddie ia se levantando e arrumando as poucas coisas que havia espalhadas no chão quando Zoe fala, sonolenta:
— Temos de partir agora. — Ela falava para o menino que assentiu com a cabeça e falava com voz tímida
— Sim Zoe — Ele falava como se acabassem de se conhecer, o que era a verdade.
—Quer ajuda? — Ela falou enquanto se levantava e ia até o garoto alto.
—Não, tenho poucas cois... — O mesmo falava quando foi interrompido por um alto ruído que era mais que irritante, era insuportável. — O que é isso? — O garoto fala enquanto tampa as orelhas.
— Grilos encantados ou, como chamam, Cyporiu’s — A garota diz tampando as orelhas também. — Olhe — A garota diz enquanto aponta para animais caídos ao chão — São Cyporiu’s adormecedores, eles fazem com que quem escute a melodia seja a ... Espera, como você está me escutando? — Ela diz enquanto faz cara de dúvida, sem tirar a mão dos ouvidos.
—Eu ainda não te contei? Tenho poder de ler mentes e telepatia — Ele diz enquanto sorri, emitia sons sem mexer a boca, o que era, certamente, estranho — Legal, não?
—Espere — Ela diz enquanto raciocina e, então, fala — Vamos fazer um trato; Você não pode usar esse seu poder em mim, a não ser que alguém esteja em perigo e eu não vou te espionar a não ser que alguém esteja em perigo. — Ela diz estendendo a mão — Feito?
—Sim, mas que trato repentino é esse? — Ele disse com um sorriso e, logo, estendeu sua mão até a dela, encostou uma na outra e empurrou para cima e para baixo.
—Espera aí! — Freddie disse depois de tirar a outra mão do ouvido — Nos descuidamos — Ele disse e caiu no chão, adormecido, enquanto Zoe pegou ele do chão e continuo a caminhada guiada pelo grande Carvalho.
—Como eu não adormeci, Sr. Carvalho?
—Como? É que a senhorita tem a minha rosa, a minha linda e frágil flor em sua orelha direita. — respondeu o Carvalho
—Ah! — Disse a menina em uníssono. — Aonde devo ir?
—Deves ir acompanhando aquela trilha sorrateira de pequenos insetos de pedra no chão
—Sim senhor — Disse a menina que se transformou em um cavalo branco com crina dourada e olhos azuis como o misterioso céu e colocou em sua garupa o “Sr. Telepático” e o levou para o caminho de pequenas pedras com forma de besouros e seguiu em frente pela mata de coloração verde queimado e altura até que grande, com algumas árvores frutíferas ao redor do caminho, onde parava para encher sua cesta que havia encontrado na podre ruína, a cesta era feita à mão, como a maioria das coisas que achava em qualquer lugar, já que os mais poderosos que tinham de tudo e os camponeses tinham apenas o que faziam.
Depois de alguns quilômetros o Freddie acordou e se levantou, com timidez, e começou a caminhar no mesmo ritmo do cavalo, que agora era um lindo cachorro branco com olhos pretos como a galáxia, levando a mediana cesta cheia de maçãs
—Como descobriu seus poderes? — O cachorro perguntou, enquanto balançava o rabo e olhava Freddie comer uma maçã da cesta que levava com cuidado.
—É uma longa história — Ele disse enquanto desviou o seu olhar.
—É um longo caminho — Disse a menina, insistindo, mas logo já mudando o tom de voz para um mais sério — Aparentemente, não é mais. — Ela se transforma em pessoa novamente, dessa vez, vestida — Toma cuidado!
Ela disse logo depois de ver um grande muro feito de tijolos e pichado com uma mensagem que falava para irem embora era escrito em tinta azul, em cima do muro havia várias pessoas com o mesmo visual, uma roupa de soldado, até com uma boina, que apontavam os arcos de madeira em direção aos pobres garotos que foram surpreendidos.
—IDENTIFIQUEM-SE. — Um gritou, e chamou a atenção dos outros que ainda não tinham apontado suas armas.
— Eles são do clã Layha — Sussurrou o garoto para a Zoe — Li as mentes deles.
—Tenho uma ideia! — Zoe respondeu em sussurros — Finge ser um guarda que estava caçando espiões e diz que eu sou uma espiã e que você está me levando ao calabouço, porque o Carvalho me informou que é lá que está nosso terceiro integrante!
—Sim senhorita Zoe — Disse o garoto enquanto pegou com força no braço da menina e a empurrou para frente e depois gritou — Eu sou um famoso caçador do clã Layha e peguei essa mísera espiã! Agora me deixe entrar ou vou falar com seu superior — fala o garoto um pouco entusiasmado com a mentira.
—Sim senhor — Todos soldados gritaram em uníssono enquanto abriam uma passagem por baixo do muro.
—Nossa, devem ter magia lá dentro — Freddie falou por telepatia quando leu um pensamento de Zoe
—Claro, é o nosso terceiro integrante, seu burro!
O garoto empurrou a “espiã” para dentro do grande muro, onde era tudo brilhantemente lindo e alegre, com um chão de grama verde brilhante e constantemente cuidada, várias barraquinhas de mercadorias com tendas coloridas e confeccionadas para atrair atenção, com camponeses gritando para vender seus produtos ou falando para puxar assunto ou deixar a conversa em dia, com uma pequena trilha de terra por onde os cavaleiros adentravam com seus lindos e exuberantes cavalos de várias cores que eram aplaudidos e recebidos com pétalas de rosas e alguns grãos de arroz, enquanto Zoe era vaiada pela a minoria que parava de prestar atenção nos grandes heróis para olhar e odiar a garota que estava com as mãos algemadas e estava a ser empurrada para frente por Freddie, que sorria esnobemente.
Os cavaleiros terminaram seu grande trajeto pelo caminho de terra e chegaram a um colossal castelo com gigantes portões de madeira, que abriram com uma ordem do capitão da tropa, que gritava mais que os outros soldados, então todos começaram a entrar no enorme castelo de pedra lentamente e ordenadamente, até que o general falou:
— Soldado com a espiã, a guarde no calabouço e fique de vigia no portão do castelo — Freddie concordou com a cabeça e empurrou Zoe para a esquerda até que o general disse novamente — Soldado, o calabouço é para a direita — O menino mudou de lado, com vergonha, e continuou o caminho, sussurrando para si mesmo:
—Eu sabia disso.
Os dois seguiram até descerem grandes escadas feitas de pedras que levaram Zoe e Freddie ao calabouço, que era mais um pequeno corredor com várias alas com os mais esquisitos bandidos que eram ameaçadores e terríveis, eles chegaram na última cela, onde era em frente a um menino estranho e mal alimentado até que Zoe disse:
—Aqui mesmo.
—Eu sei — Foi respondida, quase que imediatamente pelo menino de madeixas pretas, que a jogou na cela com bastante força e o ato foi respondido pela menina com xingamentos e palavrões, quando o menino foi embora, o mal alimentado comentou para Zoe:
— Quem é você, maga esnobe? — A menina virou o rosto para frente, encarando o estranho e falando com rispidez:
— Eu sou uma pessoa que vai te libertar, mas só se ficar quieto.
O menino olhou para ela e se tele transportou para a cela onde a filha dos Marnee’s estava, tocou o braço dela com a mão quase que congelando e falou com uma temível voz:
— Eu fui um frio assassino, quase que um psicopata, deseja mesmo me libertar?
Zoe olha ele e o responde:
— Não importa para mim o que você era, importa quem você é. — Ela disse, respirando fundo e completando a frase — Ou seja, vou te libertar.
— Eu controlo ilusões e contribuo nessa vila para diminuir minha pena nos calabouços.
—Contribui?
—Sim, eu que faço a vila parecer tão animada e feliz, na realidade ela é mórbida e fria — Ele diz olhando para as paredes — Até pior que o calabouço.
—Mas, por que?
— Porque minha mestra mandou, apenas por isso! — Ele diz olhando para Zoe — Você é bem parecida com ela, para falar sinceramente. — Ele disse, parando por pouco tempo e, depois, completando — Ela também me mandou não fugir.
A menina o encarou e pegou o braço do frio menino e começou a puxar conforme andava, já que tinha aberto a cela com a chave deixada pelo seu amigo “guarda”.
—Você não ouviu o que eu disse? — disse o menino, hesitante.
—Ouvi — Ela continuou o puxando para a saída — Mas eu estou desmandando o que ela disse.
—Desmandando?
—Isso mesmo, agora pare de me contrariar — Ela sorriu para ele, rapidamente, e continuou a olhar para frente e a fugir.
Quando os dois “prisioneiros” chegaram ao campo, o menino abriu os braços, falou umas palavras em uma língua desconhecida e, repentinamente, os verdes campos se transformaram em grama cortada e queimada quase que inteiramente com vários corpos e esqueletos mortos no chão, alguns em decomposição, e vários camponeses presos em casas destruídas por uma guerra que parece inacabada.
—Uau — Disse Freddie que entrou correndo para ver o que ocorria quando um dos camponeses gritou.
—Isso que o nosso terceiro membro consegue fazer — Falou Zoe surpreendida com tamanha magia.
—ALI! — Um dos camponeses gritou para um guarda que foi correndo até o local apontado pelo mesmo, em vão já que os magos já haviam se tele transportado para a destruída ruína, que estava, agora, sem Cyporiu’s adormecedores.
—Obrigada por nos tele transportar — Disse a menina, aliviada.
—De nada — O menino prisioneiro de madeixas castanhas claras, cor de mel, e olhos escuros e lindos — Vou me apresentar.
— Tudo bem, mas eu já te conheço E — Comentou esnobemente a menina.
—Relaxa, eu também não sei como ela faz isso — Freddie incrementou após ver a cara de surpreso de E.
—É estranho — Ele respondeu a F — Tudo bem, eu sou o Ed Westhigh e, aparentemente, sou o terceiro membro. — Ele disse esperando o resto das apresentações.
—Eu sou o Freddie Morewick e eu sou o segundo membro. — O garoto de madeixas pretas disse sorrindo e esperando a menina.
— Tá — Ela disse revirando os olhos — Eu sou a Zoe Marnee e eu sou a criadora, junto com o Carvalho.
—O Carvalho? — Os dois disseram em uníssono.
—Sim, ele me ajudou e me salvou. — Ela falou e parou e, depois de uma pausa, continuou — Queria ter tempo de ficar falando da minha vida, na verdade queria não, mas precisamos salvar o mundo, gente.
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