O garoto misterioso
3 O que foi isso?
Notas iniciais
Intervalo e Gaby não perdeu tempo já veio me perguntando:
– O que você vai aprontar amanhã? Qualquer coisa pode contar comigo! – então Fábio aparece do nada “tenho medo disso”.
– Qual é o assunto do dia? – Gaby olha para mim pedindo autorização.
– Então adivinha quem vai matar aula?
– Opa matar aula esse é meu assunto favorito!
– Oi Téo, continuando a Mady vai matar aula! – todos olham para mim.
– Sim, vou matar aula, mas ninguém está convidado ah de quem me seguir. – cerrei o punho.
– OK isso me convenceu, nada de perseguir você amanhã! – comenta Téo e todos riem.
– Bom mesmo, refeitório?
– Refeitório. – respondem em uníssono.
Passamos por três corredores até chegar ao refeitório cardápio do dia hambúrguer e fritas, para beber suco de laranja, coca e limonada:
– Como adoro essa escola, tirando as aulas. – comenta Gaby.
– Concordo com você! – então alguém me cutuca, olho para trás e não tinha ninguém.
– A gente já vou indo para pegar lugar. – fala Fábio com a bandeja na mão “olha porção extra de molho”.
– Mas, a gente já tem a nossa mesa reservada.
– Téo olha quem está na mesa da frente. – Gaby fala desanimada ele olha e entende tudo.
– Pelo menos ele não perde tempo! – comento baixo só para ele ouvir.
– Ah fica na sua Mady.
– Vamos gente? – pergunto.
– Vamos. – responde Gaby.
– E você Téo?
– Minha porção extra de fritas, podem ir vou demorar um pouco.
Bem passamos pela mesa da novata e lá estava Fábio flertando:
– Então como foi a sua primeira aula pequena? – “passa reto”.
Sentamos, Gaby ficou observando até onde aquela conversa ia e pelo jeito vai longe, cutuco ela então o foco estava em mim:
– Nem perca o seu tempo, ele é um “galinha” de carteirinha. – ela tenta sorri, mas o foco estava neles de novo. – Sabe o que você pode fazer? – ela volta a olhar para mim e continuo. – Deixa o passado de lado, isso não seria nada mal.
– Está bem adeus passado! – Téo aparece com dois pratos um com o hambúrguer e o outro cheio de fritas, tudo em uma bandeja é claro.
– Meu Deus onde vai parar tanta comida?
– Mady tenho que te informar que essa pergunta nunca terá resposta e galã de meia tigela se você não se importa quero comer em paz então flerte menos. – naquele momento Fábio ficou mais vermelho do que um pimentão.
– Licença querida. – despediu e olhou para o Téo. – Cara o que você pensa que está fazendo?
– Bem para começar um almoço sem flertes seria legal! – todos riem exceto Fábio.
– Ah vai irritar outro!
Pronto temos um mal humorado, um fã de fritas, uma feliz com aquela situação e outra sendo atacada por fritas voadoras que agora estavam grudando no cabelo, olhei na direção onde as fritas estavam vindo e adivinha Daniel era o culpado:
– Droga! – e tento tirar algumas que ficaram no meu cabelo e jogo-as na mesa.
– Nossa o seu cabelo é feito de fritas. – Téo começa a rir da situação.
– Ah Téo você me paga, mas antes!
– Onde você pensa que vai? – pergunta Gaby segurando o meu braço.
– Vou tirar satisfação, ele acabou de chegar e age como o todo poderoso. – ela solta o meu braço e vou na direção do mesmo.
– Ei quem você pensa que é? Sério fritas? – ele abre um sorriso irônico “começou agora aguenta”.
– Olá é bom te ver também!
– Ah conta outra, por que você está fazendo isso?
– Porque é legal!
– Legal? Legal seria se você fosse expulso! – então ele se levanta.
– Hmm expulso, mas cheguei faz poucas horas não seria adequado. – “meu Deus ele não sabe tirar aquele sorriso do rosto”.
– Sabe o que não seria adequado? A minha mão na tua cara! – Gaby aparece do meu lado.
– Toma trouxa! – ele olha para ela.
– A conversa não chegou até você então licença!
– Para de tratar ela assim, bem que você merece isso, mas ela não! – e pronto o tapa foi concluído, mas não espera o que ia vim com ele.
Um flashback estava escuro, mas as únicas coisas visíveis era uma cabana pequena, decorada, no meio de uma floresta “minha conclusão porque estava escuro demais e tinha árvores” e do lado de fora estava um casal de jovens apreciando a companhia um do outro na frente de uma fogueira, mas se aproximar o casal era nada mais e nada menos do que a minha pessoa com aquele ser, felizes, conversando, sorrindo, resumindo namorados só pode, o flashback tinha acabado e agora estava em tempo real com a Gaby me chacoalhando:
– Mady, Terra chamando!
– Oi o que houve? – pergunto ainda zonza.
– Você acabou de dar um tapa na cara daquele imbecil, estou orgulhosa!
– Já deu o horário?
– Não, você ficou parada por dois minutos estava contemplando o seu feito só pode.
– É fiz um estrago naquele rostinho! – e voltamos para a mesa.
– Gente me lembre de nunca jogar fritas nela!
– Cala a boca Téo. – falo pensativa.
– O seu pedido é uma ordem, meu rosto é muito bonito para sofrer qualquer dano com o seu tapa. – e ele continua.
– Nada de seguir ela amanhã senão aquilo vai acontecer com a gente. – Fábio termina.
– Sim, é isso que vai acontecer com vocês.
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