O garoto misterioso
5 Nossa que tenso
Notas iniciais
Abri o “bilhete” o mais rápido possível e quase rasguei o mesmo:
“Sai de perto desse garoto isso é para o seu próprio bem!
Daniel”
Isso deve ser brincadeira só pode, mal fala comigo “falar de um jeito educado pelo menos e não jogar fritas no seu cabelo” e vem dando palpite com quem você deve ficar sério?
“Hmm o termo correto pra isso é ciúmes.”
– Seja bem-vinda, só para deixar claro eu queria que você sumisse, mas isso não vai ser possível então sabe aquela pergunta que você não me respondeu? Será que pode responder agora!
“Nossa você ainda pensa naquilo estou falando sobre hmm... essa reunião de garotos novos sabe?”
– Mesmo estando na minha mente eu sei que você está mentindo!
“Que bom! Agora tchau!”
– Me responde pelo menos.
“Droga o que estou fazendo aqui ainda?”
– Agora você sabe como me sinto né flor? – exagerei na ironia? Sim e muito, mas pelo menos, ou melhor espero te a po*** da minha resposta.
“Você está me prendendo aqui? Porque se você estiver fazendo isso me solta agora!”
– Olha, nem sei como você veio parar na minha mente, não sei como você sai daí e, nem sei fazer você ficar presa então somos duas inocentes!
“Hahahaha, inocente você acredita nisso ainda?” – quanta ironia, espera eu também sou assim que coisa não?
– Depois disso, nem sei o que falar... – sou interrompida pelo sinal então o professor sai e a algazarra começa isso acontece sempre, adivinha o motivo a próxima aula é da Magda uma senhora com seus 60 anos, ou mais que demora mais de meia hora para chegar então, bem então é só né?
– Ei, que aproximação bruta foi aquela? –Gaby se joga na minha frente literalmente.
– Que apro... a tá aquilo, nem sei como explicar porque sou inocente e não entendi patavina e para piorar veio esse bilhete maravilho para fo*** tudo. – entrego o bilhete todo amassado mesmo, espero que esteja legível.
– Ui você arrasa corações! – comenta fazendo aquela cara, aquela cara quando rola climas, ou coisas do tipo.
– Gaby você percebeu que a gente está falando daquela peste sem educação? – pergunto abismada.
– Ai eu sei né não sou tão lerda, mas por que ele está sentindo ciúmes? – pergunta “parece que a zoeira acabou por ali”.
– Ah e você acha que a minha pessoa sabe? – começamos a rir da situação já que chorar não é para a gente.
– Cada coisa estranha que acontece daqui a pouco vou me acostumar.
– Comigo também! – mais risadas.
– Licença vou falar com o Téo sobre o trabalho!
– Trabalho? Que trabalho?
– Você não prestou atenção na aula mesmo! Desculpa, mas tenho que ir mesmo senão o Téo dá uma de responsável e você sabe como isso é irritante. – aceno com a cabeça concordando.
Peguei a minha bolsa que estava no chão, comecei a procurar o meu celular “onde ele foi parar?”, então alguém me cutuca, olho para cima e vejo Daniel segurando o próprio:
– Ah você de novo, nossa que legal, agora devolve o meu celular! – falo me levantando.
– Hmm não sei talvez... – ele é interrompido por Gavriel que pegou o meu “pequeno” da mão dele.
– Aqui está senhorita! – fala fazendo uma reverência e entregando o mesmo.
– Você de novo, pensei que... – Daniel para de falar bruscamente.
– Nossa que mundo pequeno não!
– É... se vocês quiserem brigar poderia ser mais longe!
– Falou a santinha metida a barraqueira. – comenta Daniel.
– Ei não fale assim dela. – Gavriel me defende.
– Ah cala a boca você sempre perde admita isso!
Recuei aquilo já estava me dando dor de cabeça, muita dor de cabeça para ser sincera, recuei mais uma vez quando me dei conta já estava fora da sala, indo para o campo de futebol e o ser estava atrás de mim parei por um momento, mas pensei se ele estava vindo correndo “droga”.
– Ai por que você parou? – pergunta tentando se levantar.
– Nossa a última pessoa que queria ver novamente. – falo ainda deitada no gramado, ou melhor estirada.
– De nada!
– De nada? Acabei de ser atropelada por uma mula e você com esse papo “de nada”.
– Mula sério? – pergunta estendendo a mão para me ajudar.
– Não preciso de ajuda eu sei me virar valeu!
“Quanta raiva acumulada nunca vi você assim!”
– Você já tinha me visto antes?
“Ironia acumulada será que existe um remédio para isso?”
– Tenho que descobrir como tirar você daí, urgente!
– Você fala sozinha? – “droga ele ainda está aqui”.
– Não, claro que não é que... espera não preciso te dá satisfação.
Ele deita alguns metros de distância e começa a observar o céu:
– Bons tempos... – ele olha para mim.
– Nossa momento nostalgia à vista!
– Você não lembra de nada mesmo?
– Lembrar do que? – pergunto me sentando.
“Oh, burrinha o eu flashback lembra?”
– No meu flashback como você disse era no século XIV e não XXI OK?
“Nossa sua lerdeza me fascina.”
– Flashback? Que flashback? – pergunta Daniel se aproximando.
– Hã é mesmo esqueci que tinha uma mula do meu lado! – observo a sua aproximação com um olhar fatal.
– Tarde demais, agora me conte!
– Não vou te dá nenhuma explicação agora eu acho que vou pra aula a Magda já deve ter chegado. – sai de lá, ou tentei, mas ele me segurou. – Ah sério? Me solta!
– Você vai falar?
– Não...droga.
Fale com o autor