O garoto da casa ao lado

1 Capítulo 1 - Pior dia da minha vida


Notas iniciais
Primeiro capítulo genteee!!! Isso é uma coisa histórica! Espero que vcs gostem :)

Acordei quando a luz do sol bateu em meus olhos.

- AHHH FECHA ESSA CORTINA! — reclamei

- Você vai se atrasar pra escola, meu bem. — Fala minha mãe em uma voz doce.

- Eu lá quero saber de escola! Hoje é sábado! — Coloco o travesseiro na minha cara.

- Mas hoje tem uma palestra sobre o que você pode ser no futuro. — Ela tentou puxar o travesseiro.

- NÃOOOOOO QUERROOOOO! — berro, esperneio e até choro (de mentira gente).

- Mas você vai caramba! Você que eu fique brava?

- Já to levantando. — Nada era pior do que ver minha mãe brava, então me levantei com a maior dificuldade do mundo. Olhei feio pra minha mãe: Sally Jackson, cabelos castanhos encaracolados, olhos também castanhos, um rosto jovem e um gosto peculiar. Ela apenas revira os olhos e sai do quarto.

Já no meu closet, coloco meu uniforme, penteio meu cabelo castanho e comprido, vou pro banheiro, escovo meus dentes, dou uma mijadinha e passo um pouquinho de maquiagem ( não muita pq eu tenho meu brilho natural). Saio do quarto e desço até o primeiro andar.

- Bom dia minha filha! — Meu pai, Poseidon, da um sorrisinho por trás do jornal. Eu apenas jogo um olhar de "não estou com humor e posso pular no seu pescoço" e me sento na mesa.

Minha família é meio complicada, mas eu não tenho tempo pra citar minha árvore genealógica agora. A unica coisa que posso dizer agora é que eu tenho um irmão de dezessete anos: Percy. Eu simplesmente odeio ele, mas tem horas que ele é legal...

Como minhas panquecas com muito caldo (amo ♥) e tomo meu suquinho de maracujá (pra me deixar calma).

- Bom dia pirralha. — Percy bagunça meu cabelo e passa rindo.

- Também te amo. — cuspo um pouco de suco de maracujá na cara dele.

- Crianças, o que eu disse sobre brincadeirinhas na mesa? — Papai fala tirando o jornal da cara.

- Foi ela (e) que começou — Falamos eu e meu irmão juntos.

Nós trocamos olhares mortais e voltamos a atenção a comida.

- Cady (as pessoas próximas me chamam assim) você vai junto com o seu irmão hoje, okay? — Minha mãe aparece da escada com a sua roupa do trabalho.

- O que? Porque? — faço cara de cachorrinho machucado e acrescento — Não faz isso comigo!

- Sinto muito filha, mas eu não posso te dar carona hoje, seu irmão te leva. — Então ela simplesmente deu um beijo no meu pai e saiu, me deixando lá com cara de cu.

- Vamo logo pirralha. — Percy se levantou e foi indo até a porta.

- Olha que eu ainda posso enfiar um garfo no seu ponto fraco. — Fiz cara de ameaçadora com meu lindo garfinho em mãos e fui indo até a porta.

- Se divirtam crianças. — Meu pai deu uma ultima olhadinha em nós dois.

- Pode deixar pai. — Sorri. Ai, como eu adoro isso. Fomos até a garagem e entramos no fusquinha azul e velho do meu irmão (deprimente chegar na escola com aquela lata velha). Percy ligou o carro e saiu da garagem, na nossa rua deu uma rezinha, parando em frente a casa do vizinho e deu umas buzinadas.

- O que diabos você ta fazendo? — Perguntei olhando incrédula pro meu irmão.

- Eu prometi que ia dar uma carona pro Nico. — Ela falou com indiferença.

- Não não não não não não! Eu não acredito que você vai dar carona pra esse chato comigo no mesmo carro. — Eu comecei a fazer um monte de movimentos com a mão e até me senti impulsionada em pegar o garfo que eu tinha colocado no bolço da calça.

- É bom ver você também, Cady. — Uma voz fala atrás de mim. Me viro e vejo Nico Di Angelo debruçado na janela aberta do fusquinha.

- Vai te catar, Di Angelo. — Olho pra frente, cruzo os braços e faço cara de emburrada.

Ele ri e entra no banco de trás. Nico tem cabelos e olhos escuros, a pele bem clara, um estilo meio rock e um all star de caveira cano longo que eu sempre tento roubar dele. Se ele não fosse tão merda ele seria até bonitinho. Dessa vez Percy foi realmente pro colégio e , graças a deus, não passou pra buscar ninguém. Mas minha situação estava ruim o suficiente.

1- Eu estava indo pra escola num sábado

2- Eu estava dentro do fusquinha ridículo do meu irmão

3- e o pior, Nico Di Angelo estava indo junto com a gente.

Pois é, eu acho que enfiar minha cabeça dentro de um buraco seria mais prestativo do que sair daquele carro. Pelo menos meu amiguinho garfo estava junto comigo...

Notas finais
não ficou tão legal assim, mas é isso pessoal! bejinhos